13 fevereiro 2006

O materialismo e a negação de Deus

O autor francês Jean-Paul Sartre defendia o ateísmo sem esconder a intrínseca aridez do sistema, reconhecida por ele ao confessar (creio que com algum orgulho) a dificuldade sofrida por quem quer que almejasse rejeitar todo sentimento do absoluto. Afirmava que o ateísmo é “a convicção de que o homem é um criador e que está abandonado, sozinho no mundo” e “no seu sentido mais profundo, um desespero”. O ateu, para ele, era como o cavaleiro solitário a pregar a esperança apesar de toda ausência de garantias. Esse discurso ainda sobrevive e dá muito ibope entre os teóricos modernos; mas pergunto-me: quem é o ateu "puro", principalmente no Brasil, terra das religiosidades várias e pululantes?

Hoje, em uma época de poucos aspirantes a heróis solitários e de uma certa obsessão pelo conforto (sobretudo espiritual), o ateísmo tout court e sua negação de Deus parece ser tendência menos popular que a de diminuí-Lo sob vários aspectos, segundo cada corrente: humanizá-lo para se declarar “seu inimigo” (satanistas), retirar dele atributos inerentes como a soberania e a presciência (liberalismo teológico, teísmo aberto ou relacional), reduzi-lo a uma “força” impessoal pronta a ser utilizada (esoterismo, paganismo, paulocoelhismos em geral). Face a essa ampla gama de maneiras de negar indiretamente o Deus cristão, podemos pensar que o ateísmo puro funcionou menos como uma opção válida de explicação para a condição humana que uma preparação da abertura de comportas para essa salada mística que caracterizará a era do Anticristo – em que cada ingrediente, por mais díspare do outro, contribuirá para um só objetivo comum, qual seja, o deslocamento da religiosidade para a força do próprio homem.

Assim como a noção de Deus não desaparece mas é vilipendiada através da inflação do poder humano, nas mais variadas áreas do pensamento é fomentada a idéia de uma “transcendência imanente”. O roteiro desse fomento ecoa as sucessivas mutações da negação de Deus: primeiro, nega-se toda transcendência, sobretudo no meio científico; depois, admite-se alguma, mas sempre pelas mãos humanas, e sobretudo nas artes. (Já ouvi em sala de aula, pela boca de uma estudante de pós-graduação em Letras, a pomposa frase “só a arte pode dar conta da religiosidade”, a que todos assentiram silenciosamente – apenas a minha voz se fez ouvir, “como assim?”, e não obtive resposta direta.) Aos poucos, um materialismo mutante se imiscui em todas as áreas – categórico nas ciências, travestido de “condição humana” na filosofia e nas artes – , enquanto, em paralelo, as transcendências imanentes proliferam em idolatrias artísticas e sistemas pseudo-religiosos facilmente adaptáveis ao gosto do cliente. Desse modo, onde o materialismo não pode anular por completo a sede humana de transcendência, ele a desloca para objetos finitos e fins imediatos.

Mas a verdadeira finalidade do materialismo – a negação direta ou indireta do Deus cristão, pessoal e soberano – nunca pode ser totalmente ocultada. Isso é patente na descoberta que nos apresenta o pastor Richard Wurmbrand em seu livro sobre o pensador que construiu todo o seu sistema sobre o materialismo: Karl Marx. Segundo Wurmbrand, nem Marx era ateu, mas sim satanista. Não admira, nem um pouco. Leia um trecho de Marx & Satan em inglês, aqui. E leia um artigo sobre o assunto, em português, aqui.

10 comentários:

Wilson Bento disse...

Puxa vida!! voce resumiu neste texto todos meus questionamentos a respeito da negacao de Deus, no seu texto anterior.
E me fez lembrar de uma pessoa tao brilhante como o pr. Richard Wumbrand, que tive o prazer de conhecer quando era adolescente num culto muito diferente para mim, naquela epoca, porque estavamos frente a frente com alguem que tinha sofrido a terrivel perseguicao comunista.
Abraco, Norma!

Norma disse...

Que maravilha, Wilson, você ter conhecido o pr. Wurmbrand! Quem dera os cristãos brasileiros o conhecessem, pois essa obra que associa o marxismo ao satanismo é muito importante para combater uma doutrina que, como tenho dito incessantemente aqui, é anticristã desde o berço. Wurmbrand chega a afirmar, a partir do exame das inúmeras obras que analisou (teóricas, biográficas, correspondências de Marx etc.), que seu principal objetivo não era o socialismo (que, como utopia, não se realiza mesmo, mas só engendra mais pobreza e abuso de poder), mas a erradicação do cristianismo sobre a terra. Além do mais, só 30% dos escritos de Marx estão publicados, o que só demonstra o tanto que o esquerdismo mundial deve ter a esconder sobre ele, agora que sua imagem está positivada no mundo todo.
Abração!

João Emiliano disse...

Prezada Norma,


Parabéns pelo texto! Olhe que até no Espiritismo eu já encontrei pseudo-espíritas ou pelo menos inocentes úteis que concordam com coisas como ateísmo, laicismo e o socialismo dito "democrático". Quer ver?
Manuel Porteiro, Léon Denis e José Herculano Pires para ficar em alguns. O primeiro que era da Argentina pregava um Espiritismo laico - putisgrila meu! - você já pensou Norma um Espiritismo sem Deus? Há coisa mais anti-espírita que isso? Com essa até as mágicas do Pe. Quevedo viram coisa de meninos peraltas... Imagine que no Espiritismo conforme ensina o mestre lionês Allan Kardec antes de qualquer evocação de Espíritos devemos orar a Deus pedindo a sua permissão e proteção!
Já Herculano Pires e Léon Denis como inocentes úteis defendiam um socialismo "light", pois pensavam e com toda a razão na caridade e beneficência ao próximo, mas com o Socialismo ao invés do Capitalismo Liberal isso é completamente inviável.
E o Movimento Espírita se alimenta das idéias desses homens Norma... Daqui a pouco como disse Huascar Terra do Valle não vai ser só da Igreja Católica que as pessoas vão se afastar a fim de salvar a própria, mas vai ser também do Espiritismo, do Consolador Prometido por Jesus Cristo que elas se apartaram, pois ele virará máquina de propaganda político-ideológica das esquerdas deixando assim de servi-las como consolo...


Abraços,


JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

Norma disse...

Oi, João!

Terei, novamente, de concordar com você no anti-esquerdismo e discordar na religião. :-)

Olha, eu acredito que, no espiritismo kardecista, a crença em Deus é um resíduo cristão. Explico: como, segundo o espírita, o mecanismo de auto-aperfeiçoamento é gerenciado pelo homem em sucessivas reencarnações, o papel de um Deus pessoal (que ouve e responde orações) fica bastante diminuído. Assim, na minha opinião, os kardecistas continuam reverenciando um Deus pessoal por causa de seu respeito à Bíblia e à figura de Jesus. Isso não deixa de ser uma contradição (qual o papel de um Deus que interfere, se é o próprio homem que se aperfeiçoa?), que eu já notava antes mesmo de me converter ao cristianismo - tanto que, logo depois de abandonar o kardecismo, busquei formas de espiritismo menos ligadas ao cristianismo, que me pareceram na época mais coerentes. Um paulocoelhismo esotérico, digamos. :-)

Quanto ao Consolador, o próprio texto bíblico (nesse e em outros trechos) deixa entrever que se trata de uma pessoa da trindade, não um sistema doutrinário.

Abraços!

Juan de Paula disse...

Norma,

pena que tem cristãos iludidos (ou não) com esses pensamentos e caem numa armadilha, as vezes até sem saída, numa tentativa de conciliar o que é antagonico.

bjs

Marcos M. Grillo disse...

Norma,

Ótimo texto. De fato, o ateísmo propriamente dito, na medida em que critica uma variedade de caricaturas de Deus (sem atingir o verdadeiro Deus), pode ser o primeiro passo para um encontro com o Deus verdadeiro (que está além das caricaturas contra as quais os ateus costumam desferir seus ataques). Por isso as religiões, quando desfiguradas e reduzidas (ao humanismo, ao socialismo ou a outras bobagens defendidas por sociólogos, antropólogos etc.), são muito mais perniciosas do que o ateísmo "clássico".

Abraços!

Rui Luis Rodrigues disse...

Norma, seu blog é agradável e inteligente; sua escrita é fantástica. No entanto, lamento a ingenuidade da inclusão desses artigos sobre "satanismo" em Marx. Sou teólogo evangélico e historiador e li o livro do Pr. Wurmbrand há muitos anos. Ele não aduz provas conclusivas, nem procede a uma investigação isenta.

Por outro lado, seus leitores precisam saber que o ateísmo tem uma explicação assentada nas características específicas da "crise da consciência" experimentada pela cultura ocidental a partir do final do século XVII. Uma explicação que, inclusive, explica a linguagem pesada utilizada por Marx e por outros adeptos da "esquerda hegeliana".

Desculpe, mas... não há muito direitismo conservador nos links que você recomenda? Essa história de chamar Duque de Caxias de "herói", por exemplo (está no artigo da Mídia sem Máscara)... Não preciso ser esquerdista, comunista ou "satanista" para entender que essa história de "herói" precisa ser relativizada... Ou estamos com tanto medo da "pós-modernidade" que não relativizamos nada?

Mesmo assim reafirmo minha satisfação com a beleza e o bom-gosto estético do seu blog. A começar pelo nome e pela referência ao Nelson Rodrigues.

Rui Luis Rodrigues
ruiluis@comunidadecarisma.com

Norma disse...

Oi, Rui Luis,

Achei interessantes suas críticas. Deixe-me dizer o que penso.

O Pr. Wurmbrand dificilmente seria totalmente "isento". Ele sofreu muito debaixo do jugo comunista. Quanto a suas provas não serem conclusivas, ele mesmo alude, no livro, ao fato de que é quase impossível provar com certeza absoluta a adesão de alguém ao satanismo, dado o caráter extremamente oculto dessas organizações. Mesmo assim, não creio ser "ingenuidade" seguir as pistas do pr. Wurmbrand: primeiro, por sua imensa quantidade de material apontando para o fato; segundo, pelos frutos do marxismo, que estão aí para quem quiser verificar: quando foi implantado, culminou em matanças nunca igualadas na história; quando permanece em teoria, impossibilita ou vilipendia a fé cristã. O que acho realmente ingênuo é alguém, mesmo com acesso a informações, deixar de perceber a conexão entre as teorias que descendem do marxismo, maioria nas áreas de humanas, e a profunda aversão ao cristianismo que passam a advogar, até meio que intuitivamente, professores e estudantes universitários. Ora, ainda que Marx não tenha buscado deliberadamente a inspiração do demônio (o que eu acho difícil), você há de convir que todo o seu anticristianismo (e o de comunistas em geral) não se limita a uma "crise de consciência" em seus efeitos, mas em um estado de prevenção generalizado contra o cristianismo em quem quer que se aventure pelos autores da modernidade - contra o cristianismo e contra a própria noção de verdade, além do conseqüente deslocamento da transcendência para aspectos imanentes (o poder humano). Isso está em Marx e em Hegel. Como cristão, você não diria que isso é certamente de inspiração demoníaca?

Quando ao MSM (do qual sou também colunista), nem os próprios editores concordam com tudo que é veiculado ali. Mas percebo em seu tom um certo desagrado com conteúdos "direitistas conservadores". Por que no Brasil não podemos ser nem um pouquinho direitistas conservadores, que logo alguém vem reclamar? E será que esse seu desagrado não confirma exatamente tudo que eu venho dizendo - sobre a hegemonia marxista e tudo o mais? :-)

Quanto a relativizar... é claro que sim; uma coisa é relativizar (não podemos chegar ao absoluto de tudo nessa vida), outra é o relativismo (negar qualquer absoluto). Mas não relativizo muito o marxismo, não. Marxismo é teoria do demo (esteja seu defensor consciente disso ou não), ponto final. E Nelson Rodrigues certamente concordaria comigo! :-)

Uma dica para você: se achou superficial o relato do pr. Wurmbrand (que afinal é jornalístico), leia o filósofo Eric Voegelin. Ali é impossível deixar de fazer essa relação entre marxismo e satanismo.

Abraços!

Rui Luis Rodrigues disse...

Norma,

Começando do fim para o início: lamento se passei uma imagem de intolerância, a propósito de "ser direitista e conservador". Nenhum problema. Eu, pessoalmente, não me considero, mas defendo seu direito de sê-lo. Por exemplo, acho o Nelson Gonçalves das últimas crônicas muito conservador, mas admiro a maneira como ele escreve; acho o Gustavo Corção neotomista demais, mas também o aprecio como escritor (em Lições de Abismo mais do que em A descoberta do outro...).

Mas indo direto ao ponto: a análise do marxismo. Primeiro, precisamos esclarecer o que queremos dizer com marxismo. Ele não pode ser tomado como uma entidade isolada. Mesmo em Marx há o dos "primeiros escritos", aqueles redescobertos apenas na década de 1930, e o dos escritos posteriores. E há, sobretudo, essa tremenda dogmatização do pensamento marxista empreendida por Lênin e outros. Note que nem falo do maoísmo (que na minha opinião é apenas autocracia oriental travestida), nem do castrismo-chavismo (que são formas repaginadas do antigo caudilhismo latino, a última ainda mais ridícula do que a primeira).

Concordo que os sistemas políticos implantados em nome do marxismo foram catastróficos. Barbaridades foram praticadas (Soljenítsin é um dos meus autores preferidos, desde os quinze anos de idade). No entanto, se fôssemos tomar esse elemento como critério de "demonização" de um sistema, deveríamos considerar satânicos também o nazismo, o fascismo sob todas as suas formas, as atrocidades (não poucas) cometidas pelos Reis Católicos na América recém-descoberta e pelos puritanos ingleses na América do Norte. Os exemplos se multiplicam, talvez sem os refinamentos obtidos pelo homem do século vinte, mas igualmente atrozes.

Não foi apenas o ateísmo que perpretou barbaridades. A fé em Cristo, distorcida, mal dirigida e mal interpretada, também! Por trás de tudo isso, Norma, não identifico o diabo. Identifico a natureza humana alienada de Deus, que por conta disso consegue se tornar tão diferente daquilo que foi criada para ser.

Não me considero marxista. Mas vejo valores importantes na análise crítica que Marx fez da sociedade burguesa de seu tempo. Encontro, ao mesmo tempo, uma preocupação com a justiça que, se não se materializou de fato numa sociedade mais justa, pelo menos permanece ali, para nos inquietar lembrando-nos de que algo deveria ser feito. Não gosto de ser rotulado; uso do marxismo o que considero que seja útil e razoável.

Agora de novo o satanismo. Concordo que o anticristianismo presente no marxismo não se limita a uma "crise de consciência". De fato. Mas o que desejei ressaltar é que ele teve origem numa crise de consciência - a crise de consciência de um mundo que começou a se entender como "adulto" e não conseguiu mais ver sentido nas alegações feitas pelo cristianismo. Essa situação, característica da modernidade na qual ainda permanecemos (não me alinho com os chamados pós-modernos, acho que essa é uma febre de fin-de-siècle e vai passar logo) me preocupa demais. Trato disso constantemente com meus alunos.

Pergunto-me: qual a responsabilidade da igreja diante dessa crise de consciência? Quanto dessa crise, cujos efeitos se agravaram no século XIX e provocaram o surgimento de sistemas como o hegelianismo de esquerda e o marxismo, se deve a imagens distorcidas de Deus transmitidas pela própria igreja? Não será nossa tarefa, como cristãos, entender o problema e trabalhar para saná-lo? Penso em Nietzsche, por exemplo. Para mim, mais do que um "possesso", ali estava um homem que nunca foi apresentado de fato ao cristianismo.

Num certo sentido, as alegações de Marx que o pr. Wurmbrand (um homem que respeito, não me compreenda mal) reproduz deveriam ser lidas noutro sentido. É minha opinião, permita-me. Encontramos referências "satanistas" em Byron, no nosso Álvares de Azevedo (o romantismo é pródigo nesse sentido, você sabe). E em Baudelaire elas são abundantes. Pois bem, mesmo em Baudelaire eu me pergunto se essas referências não são uma maneira literariamente sutil de criticar a sociedade burguesa. Considere o poema "O Cisne", de Baudelaire, por exemplo. O cisne ergue seu bico contra Deus. Contra Deus ou contra a noção de progresso que desfigurou Paris? Não temos ali, representada em Deus, a sociedade do capital? Óbvio que esse tipo de representação só poderia ser feita por alguém que desconsiderasse a idéia de Deus (creio que é o caso com Baudelaire, também com Marx), mas sem necessidade de ser satanista.

Concordo que há um estado generalizado de prevenção contra o cristianismo (você mostra isso bem naquela página sobre "A estudante de psicologia"). No entanto, preocupo-me com o fato de que nossos posicionamentos podem agravar esse estado e inviabilizar o diálogo. Teimo em acreditar que esse estado existe porque o cristianismo é mal compreendido. Ao fim e ao cabo, mesmo quando a disparidade se revelar incontornável, eu sonho com a possibilidade de que a via de comunicação permaneça aberta, você me compreende?

Para terminar: penso que boa parte dessa prevenção não é contra "o cristianismo", mas contra o cristianismo pré-kantiano. Compreenda-me, por favor (sei que esta idéia já daria matéria para outras discussões). A verdade é a verdade, a revelação é a revelação. Mas a leitura que fazemos da verdade sempre é historicamente mediada (friso o "sempre"). Em essência, essa crise de consciência à qual me refiro foi gerada pela revolução copernicana; Kant operou essa mesma revolução na filosofia, e o homem ocidental passou a pensar em bases distintas daquelas usadas até então. Se teimarmos em falar do cristianismo apenas em termos pré-kantianos, não será verdade que perderemos a possibilidade de nos comunicarmos com nossa geração?

Ah, se eu pudesse conversar um pouquinho ainda com você sobre transcendência e imanência! É que faz muito, muito tempo, mas a ontologia pré-socrática entrou na nossa teologia (lá com os pais apologistas do século II) e hoje nós nem nos damos conta. Ficamos emperrados nesses conceitos de transcendência e imanência, parecendo aquelas velhas agulas de vitrola, lembra? Eu não desqualificaria de uma vez a possibilidade de uma transcendência na imanência; com isso não estou endossando diversas propostas humanistas que correm por aí, apenas abrindo uma possibilidade de reflexão. Quanto da revelação transcendente de Deus, por exemplo, não se materializou na imanência humana, num autêntico processo de "encarnação"? Aliás, a Encarnação do Verbo não será o mais sublime exemplo de "Transcendência na imanência"?

Acho que sobre isso, talvez, possamos conversar noutra hora. Desculpe me alongar, é que não é freqüente encontrar gente inteligente como você nesse deserto que é a Internet.

Um abraço!

Rui

Anthony disse...

Norma, fale alguma coisa sobre argumentos cientificos, Richard Dawkins, Stephen Jay Gould, Carl Sagan,etc.
Esses escritores filosofos, estão viajando muito...
um abraço, nao precisa me criticar, é que estou em busca de Deus ainda, mas estou na fase de pesquisa, ok?