01 fevereiro 2006

Novo artigo no MSM

Saiu artigo meu no Mídia sem Máscara:

O pastor brasileiro e a "direita religiosa fundamentalista"

É uma pena que a quase totalidade (pelo menos, sua parcela midiatizada) dos pastores do Brasil comungue com os ideais e propósitos das esquerdas. Um misto de doutrinação escolar, falta de informação e preconceito com relação à "direita" - temperado ainda, por que não dizer, por um certo infantilismo intelectual (dominante entre nós evangélicos, infelizmente) - os leva a isso. Tomara que esse texto os alcance. Pode incomodar um pouquinho, mas talvez seja útil para, ao provocar questionamentos, pelo menos equilibrar entre nós o debate político e matizar tais adesões, ajudando ainda a precaver os mais teoréticos contra as empulhações relativistas que costumam acompanhar todo filhote de marxismo.

Boa leitura!

22 comentários:

Marcelo Parga de Souza disse...

Norma,

Excelente texto. Achei seu blog através de um link para “O Tempora, O Mores!” que me foi passado por um amigo. Sou um pastor de uma igreja Reformada na Califórnia, moro nos EUA há mais de dez anos, tendo feito bacharelado e mestrado aqui. Não tenho quase nenhum contato com o Brasil em qualquer nível, e com certeza já tinha concluído que a mentalidade socialista não só permeava a nação como um todo, mas também o meio cristão brasileiro (como se já não bastasse suas deficiências teológicas). Seu artigo foi um refrescante oásis de bom senso. O mesmo digo sobre os artigos teológicos de Augusto Nicodemus Lopes que recentemente li.

Abraços e parabéns!
Marcelo Parga de Souza

Paulo Brabo disse...

Horroroso, patético e vergonhoso de fato: o Pat Robertson.

Não sei de que pastor ou artigo você está falando, mas eu não teria escolhido melhor a expressão para descrever as simpatias e inclinações de Mr. Robertson: direita e religiosa e fundamentalista.

Politicamente, você sabe, não me inclino nem para a esquerda nem para direita, mas para cima: a uma anarquia pacífica e utópica a la Jacques Ellul ou Tolkien. Mas sei o bastante para saber diferenciar a mão esquerda da direita, e sei de que lado está Pat Robertson, embora ele esteja tão na extrema direita que quase não consigo enxergá-lo aqui do centro. Nisso não há, portanto, erro algum de diagnóstico na expressão usada pelo digníssimo pastor (o brasileiro). Desnecessário enfatizar que não é preciso estar sentado na esquerda para ser capaz de encergar os abusos da direita - isso quase discutimos em outro lugar.

Quanto a fundamentalista e religioso, gosto como você da rica etimologia das palavras, mas sei também que ambas adquiriram um pesado ranço ao longo dos milênios, ambos tristemente merecidos. É limitação inerente às palavras: elas acabam rolando tanto no rio do tempo que acabam por adquirir um sentido às vezes quase antagônico ao original.

As palavras não são (ai de nós, revisores!) compreendidas no sentido etimológico, mas no sentido mais chão e vulgar. Não importa o que tenha significado antes, hoje em dia fundamentalista quer dizer fanático, intransigente, literalista e implacavelmente proselitista - especialmente no contexto religioso. Por isso faz sentido falar nas facções islamitas radicais como "fundamentalistas" - sem querer com isso dar a entender a sua eventual devoção aos fundamentos bíblicos. Por essa e outras razões a palavra se encaixa como uma luva em Pat Robertson, embora eu tenha de reconhecer que horroroso, patético e vergonhoso vêm também a calhar.

Minha repulsa pessoal pelo termo "religioso" é infinitamente maior, mas creio que na linguagem vulgar ela tenha sobrevivido bem mais ilesa do que "fundamentalista". O problema é quando se coloca uma coisa junto da outra, como no caso das palavras e da postura pessoal de Pat Robertson.

Sua apreciação declarada pelos três termos comprova que o pastor brasileiro usou muito bem as palavras para descrever Mr. Robertson. A diferença está em que o que é xingamento para ele é elogio para você. Isso diz muito sobre a postura do pastor, como você acaba diagnosticando, mas diz talvez mais sobre a sua.

Quanto a Bonhoeffer, a mancada não pacifista de se envolver no assassinato de Hitler foi o seu único pecado público que chegou até nós. Embora o torne de certa forma mais humano, como todas as mancadas, não devem ser imitadas, mas lamentadas com gemidos e bater no peito. Por exemplo: simpatizo às vezes com algumas linhas de pensamento e postura de Orígenes, mas não repetiria de forma alguma o que ele fez.

Bonhoeffer está devidamente perdoado, no entanto, porque, ao contrário do pagão Chávez, Hitler era de direita e nominalmente cristão: ou seja, indesculpável em suas contradições.

Digamos assim: a postura de Chávez em nada contradiz o seu esquerdismo; a postura de Pat Robertson em nada condiz com o seu cristianismo. Quando os cristãos se mostram contraditórios, cabe a outros cristãos denunciá-los, e publicamente, como Paulo fez com Pedro.

Paulo Alexandre disse...

Alô a todos.

Tenho muitas vezes a impressão de que alguns cristãos americanos preocupam-se mais com o ser americano do que com o ser cristão. Pessoalmente especulo sobre qual seria o discurso de Pat Robertson se ele fosse americano sem ser cristão, ou se ele fosse cristão sem ser americano.

Mas quem sou eu para especular, se tantas vezes meu sentimento humano de justiça tantas vezes briga com o que eu sei sobre a Justiça de Deus? Melhor que Chávez se convertesse, sem dúvidas. Diante desse pensamento, vago entre as dúvidas de se isso poderia sequer ocorrer e como isto poderia ser feito ou através de quem. Diante desta falta de fé na ação do Espírito Santo, exterminar o homem é muito mais "plausível" para o pensamento débil, distante de Deus. É como se, às vezes, fosse eu o alvo da repreensão de Jesus aos discípulos vingativos: "não sabeis de que espírito sois".

Divago ainda sobre o mundo e sobre os Estados Unidos. Antigamente, aquele país era um profícuo remetente de missionários (muitos dos quais responsáveis por boa parte do trabalho evangélico pioneiro no nosso país). Hoje, aquele mesmo país padece da secularização em seu próprio território, um bom motivo para que haja menos missionários no estrangeiro hoje em dia (outro bom motivo é o ódio disseminado contra americanos, que, aliado à redução da oferta de missionários, faz com que venham poucos, e que desses poucos ainda tenhamos que ouvir dizer "vocês não gostam de nós; gostam é dos nossos dólares"). Não obstante, estou convencido de que, quando os Estados Unidos enviavam missionários ao invés de tropas ou mesmo apenas dinheiro, tinham melhores resultados (inclusive politicamemnte e comercialmente, mesmo que a motivação não fosse essa) para aquele país, e ainda abençoava o mundo.

Quanto ao sentido das palavras, fico com a impressão de que as línguas só empobrecem. Como posso dizer que alguém prega a firmeza em bons fundamentos, sem chamar de fundamentalista? Sou obrigado a dizer sempre que "prega a firmeza em bons fundamentos", ou tenho que usar alguma palavra nova, já que as que eu usava antes (além de "fundamentalista", por exemplo, "radical", para aludir às raízes) sofreram abuso pela propaganda dos adversários? Ao mesmo tempo em que idéias boas se tornam ruins, o que é ruim (por exemplo, "bad boy", "do mal", "irado", "nervoso", "veneno" e até "pecado") vira bom, no sentido popular que certas palavras adquirem. O diabo é realmente um grande mentiroso oportunista: depois de ter vendido a idéia de que ao conhecer o bem e o mal o homem seria como Deus, fez com que o homem perdesse o divino atributo da vida eterna, e agora confunde bem e mal na própria linguagem que difere o homem dos outros animais.

Acho que sou conservador também com relação aos idiomas.

Quanto a um cristão denunciar outros, a Bíblia diz que não deve ser publicamente, de início, mas pessoalmente e, se não bastar isso, progressivamente em grupos maiores. Temos, entretanto, que ter muito cuidado para, em nossas eventuais denúncias, não fazermos aquilo que Jesus condenou nos fariseus -- e eu sou um que tem grande tendência ao farisaísmo; que Deus me ajude a dominá-la e expurgá-la. Críticas foram feitas a Robertson, dentro da cristandade e fora, e ele, pelo que lembro, atenuou seu discurso e reconheceu algum exagero. Não sei qual o tom do discurso final, mas arrepender-se de uma atitude injusta condizente com o cristianismo.

Antes que pareça que faço apologia de Robertson ou suas idéias, eu nego, pois não conheço realmente suas idéias mais do que aquilo que vi na imprensa brasileira ou ouvi da boca de quem viu alguma coisa na mesma imprensa.

Mas com que Hugo Chávez ficaria bem melhor fora do poder na Venezuela ou qualquer outra parte, concordo plenamente.

Um abraço.

. disse...
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Juan de Paula disse...

Olá Norminha,

bom artigo, gostei muito!

Porém eu não vou com Pat Robertson e nem com Chaves (risos).

Porém sobre os comentários de Bonhoeffer, Hitler era do partido nacional-socialista, claro né! É interessante ver como a alta crítica, filha do liberalismo influênciou esse partido a matarem os judeus (vide CORNU, Daniel. Karl Barth, o teólogo da liberdade, Ed paz e Terra).

Pelo menos os fundamentalistas teológicos não dão base bíblica para se matar nínguem por causa de religião.

Eliot D. Chambers disse...

Eu jamais descartaria a hipótese de que as declarações de Pat Robertson suscitam mais ódio por terem sido disparadas contra um ícone das esquerdas do que por não serem necessariamente coisa de cristão. Ainda mais numa nação onde a superficialidade é a lei e que é a vítima preferencial da Desinformartsia há pelo menos quatro décadas.

E cá entre nós, chamar Pat Robertson de extrema-direita - na acepção popular do termo, e pior, dizer que Hitler era de direita é evidenciar um total deconhecimento do que são as correntes contemporâneas do pensamento político. Ou pura estratégia de quem se diz "de centro" mas é na realidade profundamente esquerdista, aliás, coisa típica da New Left tupiniquim, gramsciana até a medula.

Prefiro um mundo com um milhão de Pats Robersons do que um Hugo Chávez. Besteiras faladas por quem tem sede de justiça num momento de indignação são bem menos perigosas do que os devaneios totalitários de déspotas presunçosos que pensam estar acima do bem e do mal.

Normitcha, belo artigo!
Conservative kisses do Eliot.

. disse...
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Norma disse...

Obrigada, Marcelo! Uma sugestão para você: faça um blog contando como é a direita fundamentalista americana de verdade. Ia ajudar muito os evangélicos preconceituosos a repensarem suas opiniões.

Paulo Brabo, seu comentário serve como um excelente exemplo de tudo o que eu disse no artigo: estão presentes em seu discurso tanto a demonização das palavras "direita" e "fundamentalista" quanto a incongruência de perdoar Bonhoeffer e condenar Robertson. Seu texto tem mais frases de efeito que argumentação sólida. Sugiro que pense nessas coisas.

O mais importante de tudo, e que me motivou a escrever o artigo, foi chamar a atenção para o seguinte fato: os evangélicos brasileiros estão tão cegos pela propaganda esquerdista anti-americana que, se tiverem que escolher entre ficar ao lado das esquerdas ou ao lado dos conservadores cristãos, preferirão a primeira opção. O que não sabem é que os cristãos americanos estão empreendendo em seu país uma vigorosa batalha contra tudo o que fere nossa fé: o relativismo, o politicamente correto, o totalitarismo político e cultural. É de uma burrice sem tamanho deixar de reconhecer o valor dessas batalhas - que POUQUÍSSIMOS CRISTÃOS DAQUI empreendem, e é (também) por isso que este país está desse jeito. Além disso, a imersão do Brasil na mentalidade esquerdista impede a maioria de perceber o perigo que o mundo corre com esse louco bélico e déspota chamado Hugo Chávez. Se a informação não chega aqui, vamos à informação. Não dá para conversar direito com quem se contenta com opiniões dos vizinhos em vez de olhar por cima do muro para ver o que está acontecendo no mundo real.

Suênio, se você reler o artigo verá que eu não me afino com a opinião de Pat Robertson, mas uso este exemplo para mostrar o quanto o meio evangélico brasileiro pode ser incoerente em seu ódio esquerdista.

Quanto a "empobrecer o rico", essa é o única forma de ajudar o pobre que a esquerda enxerga e defende. Não é preconceito meu: está na raiz mesma do sistema, que prega o fim das classes dominantes (logo, o empobrecimento de todos). Está errado. Mas é preciso estudar economia para entender isso melhor.

. disse...
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Paulo Brabo disse...

Norma, que indelicadeza apontar a pobreza da minha argumentação! Às vezes tropeço nessas coisas, por certo influenciado por doses intemperantes de Borges, que lembrava que o problema com os argumentos é que eles não convencem ninguém. Minha tentação é evocar incessantemente sem jamais comprovar, mas isso por certo se origina da minha já avançada e talvez terminal contaminação pelo relativismo.

Permita-me retribuir a gentileza: você acha mais sensato embasar a sua argumentação atendo-se a três únicas palavras que o seu oponente pronunciou! Não tenho como recomendar isso, mesmo que se tratem de noções que você considera admiráveis como direita e fundamentalista.

Protesto! Não fui eu quem demonizou o fundamentalismo! Foi o uso! Como diria Bart Simpson, "já estava assim quando eu cheguei!" Outras frases admiráveis, como "em nome de Deus", foram igualmente maculadas pelo abuso histórico, e por certo não por culpa do mencionado. Hoje em dia, por essa razão, Deus recolheu inúmeros privilégios e só ele mesmo pode falar em seu nome.

Também estou achando que é preciso ser seletivo demais para ignorar que se todos seguissem literalmente injunções como "vender tudo que se tem e dar aos pobres", "dar a todo que pede" e "emprestar sem esperar receber de volta" isso acarretaria o empobrecimento de todos - ou, visto de outra forma, todos acabariam igualmente ricos. Mas antecipo o que você vai dizer. Jesus não tem nada contra a propriedade privada (embora não tivesse nenhuma), e NÃO É DISSO QUE ELE ESTÁ FALANDO. "Ai de vós, ricos", também não quer dizer exatamente isso. Jesus nunca pregou o fim das classes dominantes ("mas entre vocês não será assim") - ou mesmo das classes em geral. Mas sou culpado de não ter estudado economia para entender isso melhor.

Finalmente, e agora sem sarcasmo (caramba, como é difícil), não há incongruência em condenar Bonhoeffer ou outra pessoa admirável no que ela tiver feito de condenável; espero que, quando eu tiver partido, façam no mínimo isso por mim! Último exemplo espetacular: sou admirador moderado de Lutero, mas nunca endossaria o que ele escreveu contra os judeus.

Com isso, deixo o seu blog em paz, já que polícia ideológica nem mesmo quem pode não estar inteiramente certo merece. Por certo no céu se provará, como no conto Os Teólogos, de Borges, que, antagônicos como somos, somos aos olhos de Deus nós dois a mesma pessoa. Essas ironias acontecem.

Norma disse...

Hehe, Paulo Brabo continuou fazendo a mesma coisa: "mesmo que se tratem de noções que você considera admiráveis como direita e fundamentalista". Ele trata meu apego às três palavras como inaceitável (e contribui para sua demonização ao não modificar o uso), dizendo isso de forma bem "frase de efeito". Mas tudo bem, ele mesmo reconhece que escrever neste blog sem sarcasmo é difícil. Assim, eu é que acho difícil.

Gente, queria avisar que não vou mais tomar como uma tarefa responder a todos os comentários. Tenho tido muitas atividades durante esses meses e preciso de mais tempo para levá-las a cabo. A partir de agora, só vou responder as que me interessarem ou me intrigarem especialmente. Espero que compreendam e não deixem de comentar por causa disso. Abraços a todos!

Norma disse...

Um pequeno adendo ao que escrevi. Tenho relutado em admitir a mordacidade de alguns comentários. Mas preciso reconhecer que alguns textos enviados para este blog têm a quase exclusiva função de contestar sem argumentar e com uma linguagem que oscila do sarcasmo ao quase-insulto. Diante disso, pergunto-me, por que publicar tais comentários, que parecem só vir para embolar o debate e não para enriquecê-lo? Corrijo-me a partir de então.

Cosmovisao disse...

Ola Norma, eu tenho vivido nos ultimos anos aqui no pais dos "fundamentalistas religiosos", USA, e fico admirirado com o esforco com o qual eles lutam para manter ou reestabelecer os preceitos fundamentais da fe crista em muitas areas da vida dos americanos.
Voce poderia me indicar textos ou explicar quais seriam os pontos que levaram o cristianismo evangelico brasileiro para a ala esquerda?
Sera que eles esqueceram daqueles tempos em que recebiamos os martires vindos das profundezas das masmorras sovieticas, cubanas, chinesas?? Homens e mulheres que eram resgatados, muitas vezes, pelos "fundamentalistas religiosos" e que nos contavam os seus sofrimentos nas maos da esquerda assassina, esquerda essa que tanto se aflora na America Latina.
Como poderiamos nos esquecer de tudo aquilo tao facilmente? nao passou nem uma geracao e nao trazemos na memoria mais nada daquilo...eh triste!

Norma disse...

Oi, ...! Você não disse seu nome...

Acredito que a tendência maciça dos evangélicos brasileiros para a esquerda é apenas um subproduto da tendência geral no país e na América Latina. Quanto mais eu leio sobre o assunto, mais tenho a amarga impressão de que este continente é uma espécie de quintal de experimentos de esquerda. Forte dizer isso? Só para quem não busca informação. Por exemplo, você sabia que a KGB tinha muitos jornalistas da AL em sua folha de pagamentos? Que o próprio José Dirceu era (é?) agente deles? Que a história de que os EUA provocaram o golpe militar no Brasil foi totalmente forjada, com notícias e documentos plantados? Procure na internet o nome "Ladislav Bittman" para você ver. Ninguém aqui fala disso, e o silêncio em si já é um indicativo. Os evangélicos vão atrás porque estão imersos no mesmo mar de desinformação. Isto, quando não é por desonestidade intelectual mesmo.

De forma geral, você pode ler os artigos dos sites que eu indico aqui no blog, sobretudo os do Julio Severo, do Olavo de Carvalho, do Mídia sem Máscara. Conheço a todos eles pessoalmente e posso recomendá-los com confiança. Mas você me deu uma boa idéia: vou reunir textos que tratam especificamente do esquerdismo no meio evangélico e vou postá-los aqui.
Abraços!

Cosmovisao disse...

Oi Norma, desculpe o anonimato "sem querer"
Me chamo Wilson Bento, moro aqui no Texas (a terra do Bush) e me delicio com o farto material "fundamentalista" que tanto nos sustenta numa fe segura e biblica.
Nao fecho meus olhos para os extremismos, mas encontro muito mais abertura para discutir posicionamentos com eles do que com os esquerdistas "amaveis" e tao "bonzinhos".
Tenho lido muitos artigos que sao os seus preferidos e/ou indicados por seus links, fico feliz de saber que tem muito mais pessoas que pensam como eu penso.
So temo pela forma que se tem alastrado o evangelho de esquerda pelo Brasil, e quem sabe "dias piores" virao para todos nos que sustentamos algum bom senso cristao.
Tambem fico feliz de poder ter contribuido para o seu blog, nunca foi minha intencao, mas da um certo prazer poder fazer parte de algo que a gente mesmo admira.
Parabens.
Wilson Bento (Texas, USA)

Norma disse...

Oi, Wilson!
Fico feliz de ler isso tudo.
Dou a você a mesma sugestão que dei a Marcelo: escreva um blog contando sua experiência com os conservatives! Ajudará muito a minar os preconceitos do meio evangélico brasileiro, ainda sem anticorpos contra a desinformação esquerdista anti-americana.
Abraços!

Rodrigo de Vasconcelos disse...

Oi Norma,
Vim agradecer pela sua aparição lá no GUÍNOMAI.
A proposta tem sido, no mínimo, boa e agradável pra mim.
Apesar dos meus poucos comentários, tenho estado aqui quase diariamente. Me reservo o mérito de observar...
Um abraço

Rodrigo de Vasconcelos disse...

Ops... esqueci.
Te linkar foi um prazer, e como 'reacionária' foi mais ainda..hehehe

Norma disse...

Hehehehe!
Mais uma palavra que a gente precisa positivar: reacionário.

Nelson Rodrigues sabia das coisas... :-)

Abração!!!

Norma disse...

Observaçãozinha tardia: Que estranho, Suênio apagou seus próprios comentários (dois). Agora é que vi. Mas prometo que não vou me esforçar para entender por quê. A cada um sua consciência. Depois, estou cansada de ter que lidar com a incongruência alheia. É também por isso que minha moderação vai ficar mais firme daqui em diante.

Wilson Bento disse...

Eh interessante que o debate morre quando a esquerda comeca a perder espaco, claro que isso eh somente uma caracteristica da forma de lideranca que estao acostumados a praticar e se submeter, onde nunca existe a possibilidade de discordia.
De qualquer maneira podemos prosseguir debatendo e discutindo ate mesmo as nossas proprias conviccoes e assim vamos lapidando nosso sentido do que eh certo e errado.
Adios Suenio!!!

Pologospel disse...

Estranho, parece que a autora do blog defende direita conservadora, gostaria de lembrar que a nossa direita foi a criadora pelos foros privilegiados, e é responsável direta pela impunidade no nosso país. Como disse o Jô: A corrupção tem em todo país, mas a impunidade é uma coisa muito nossa. Por mais incompetente que seja a esquerda e acredito que ela o seja, sempre perderá nesse quesito para a nossa direita, que sequer consegue manter um partido nacional unico, haja vista a facilidade que Lula venceu as eleições, haja vista sua popularidade inabalável, haja vista que irá indicar o novo presidente, e porisso só há uma maneira da esquerda retomar posições de poder em nosso país, um novo golpe.