09 fevereiro 2006

O marxismo na genealogia do Anticristo

Esse post faz pendant, como se dizia antigamente, com o do meu amigo Eliot D. Chambers, Os evangélicos brasileiros e as causas do Anticristo.

Como já afirmei aqui, o marxismo é pai ou avô de muitas correntes teóricas em voga na academia, sobretudo na área de humanas. Na filosofia, de forma direta, a Escola de Frankfurt; na letras, a Análise do Discurso, as correntes de Estudos Culturais e autores do pós-estruturalismo como Michel Foucault; na história e nas ciências sociais, então, é difícil dizer de fato o que não vem do marxismo!

No Brasil de hoje, é fundamental entendermos o papel do marxismo como o maior fomentador de um anticristianismo que chega a ser tendência geral entre os bem-pensantes. Marxismo e descendentes não sobrevivem, como teoria, sem o imanentismo e a luta contra a transcendência que os caracterizam – luta que empreendem para melhor dirigir as pessoas para sua utopia socialista de poder total exercido por homens. Nada me dissuade do fato de que o marxismo estará na "árvore teórico-genealógica" da humanidade como um dos importantes antepassados da ideologia que permitirá a adoração ao Anticristo. Um dos primeiros nomes a constar nessa árvore seria com certeza Epicuro, o idealizador de uma "filosofia" tão louca (algo como a apologia de um sistema baseado na assistematização total da existência) quanto parece ser a mente dos amantes da modernidade que confessam gostar dele, tal como o professor de filosofia e organizador da coleção Os Pensadores citado por Olavo de Carvalho em Jardim das Aflições. (Diante disso, como confiar no ensino de filosofia no Brasil? Tenho para mim que Olavo de Carvalho é o único autor brasileiro de peso hoje a tratar a filosofia como busca real da verdade objetiva. Se o leitor conhecer mais um, avise-me!)

Assim, que nenhum cristão se engane: o marxismo é anticristão e, por onde quer que tenha se imiscuído, tem se engajado em uma persuasiva apologia à destruição do cristianismo e dos valores que fundaram a civilização judaico-cristã. Quem duvida disso pode ficar com as palavras do próprio Marx:

“O comunismo começa pelo ateísmo.”

"Quero me vingar Daquele que reina lá em cima."


“Com desprezo, bato no rosto deste mundo com minha luva e observo a queda deste anão-gigante, sem que esse fato possa sufocar meu ódio. Tal como Deus, vitorioso, caminharei através dos escombros deste mundo, atribuindo à minha palavra um poder ativo. Sinto-me tal como o Criador.”

“Em uma palavra, odeio todo Deus.”

“O que é verdadeiro não é a realidade, mas o que me é útil.”

“Há verdades eternas como a liberdade, a justiça etc., que o comunismo destruirá. Ele suprimirá a religião, a moral, em vez de reorganizá-la. Sei que estamos em contradição com relação à evolução histórica, tal como a conhecemos até aqui. Qualquer que seja a forma que uma exploração tenha adotado, ela é um fenômeno constante em todas as épocas. A revolução comunista é a ruptura mais radical com todas as formas tradicionais de propriedade; não nos espantemos, portanto, se ela liquidar também, de forma radical, com as idéias tradicionais.”


Lênin também era bastante eloqüente ao demonstrar o tamanho da hostilidade que está no coração do comunismo:

"Eu sou inimigo pessoal de Deus."

"Prefiro um milionário ou um capitalista que negue Deus a um camponês ou operário que creia Nele."

Hoje, na época das espertas sutilezas, não dá mais tanto ibope pintar tão vivamente esses ódios. Mas eles estão bem atuantes por trás das palavras adocicadas. Sob as cores mais suaves das recomendações de Antonio Gramsci – que pregava uma revolução light, não pelas armas, mas através da ocupação de espaços na mídia, na educação, na cultura – , o marxismo está mais forte que nunca no Brasil. Nas escolas, ensina-se que a guerrilha é linda e que o socialismo é bom, idealista, preocupado com o homem. Nas universidades, as teorias mais ensinadas são sempre as de fundo ou inspiração marxista – o que é muito diferente disso sequer é conhecido. Nas igrejas, os evangélicos reproduzem a tônica esquerdista, e seus pastores se formam em seminários cujos professores, na maioria neoliberais, têm as mesmas leituras relativistas da academia. Isso explica por que o esquerdismo é a tônica de todas as vozes mais ouvidas no país. Mas o principal interesse do esquerdismo nunca é revelado: negar Deus com o objetivo de desviar todo impulso religioso para instâncias de poder humano, que passam a manipular de modo transcendente, sem limites, até mesmo a alma do povo. Diante disso, os cristãos não devem se espantar com o pesado clima que têm de suportar há décadas. Devem, sim, procurar se informar e orar, orar muito, para que não sejam pegos de surpresa quando a adoração ao Anticristo estiver totalmente às claras.

10 comentários:

Wilson Bento disse...

Norma, voce acredita mesmo que chegara um ponto em que os lideres evangelicos que adotaram essa teologia marxista, chegarao a um ponto de negar a existencia de Deus? explicitamente!
O que eu vejo eh a destruicao da imagem de Deus como sendo Senhor Absoluto de todas as coisas, as transformacoes vao evoluir para tanto?

Paulo Alexandre disse...

Ao Wilson:

Se Deus já não é SENHOR -- como se não fosse este mesmo o Seu Nome -- e absoluto em tudo, o que sobra? Jogá-lo no lixo é a conseqüência mais imediata, e é exatamente o que estão fazendo aqueles que apostatam.

O sucesso da descontrução de Deus não é que os pastores que crêem no deus vago se tornem totalmente ateus -- o que já basta para que tais pastores ganhem o inferno de presente. O verdadeiro sucesso é que gerações inteiras, não vendo relevância nesse deus, não tenham por ele qualquer interesse, e muito menos esperança. Quem confiaria em um "Eu Sou" que não é?

Um abraço.
Pappires

Cláudio Peixoto disse...

Atualmente, o que se busca não é negar Deus diretamente, mas torná-Lo inócuo atribuindo às Suas palavras a malícia mundana.

Moita disse...

Norma

Vou ser conciso.

Deus proverá.

becitos

Augustus Nicodemus disse...

Norma,

Conforme Apocalipse 13, uma das forças do anticristo será o poder político e a outra a falsa religião. Ambas simbolizadas por bestas que emergem do mar e da terra. As idéias ateístas e anticristãs que vêm permeando a cultura ocidental via marxismo e outros, não excluem a religiosidade pagã. Mas, andam de braços dados. O poder político anticristão e a falsa religião haverão de ser dar as mãos na luta contra Deus e o seu povo. Essa relação já se vê hoje. Nas universidade, onde predomina o pensamento ateísta/agnóstico predomina o misticismo e a religiosidade humana.

Um abraço.

Juan de Paula disse...

Que o Senhor Deus nos de forças para enfrentarmos esse inimigo!

Norma disse...

Adorei todos os comentários! Vocês acabaram me inspirando para o post de hoje (dia 13).
Abração!

Oswaldo V. disse...

De onde você tirou as citações de Marx e Lênin, Norma?

João Emiliano disse...

Prezada Norma,

Somente uma direita religiosa forte no Brasil inspirada por todos os cultos religiosos honestos pode se contrapor às mistificações da religião estatal.

Abraços fraternos do,

JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

julio cesar disse...

comunismo=fascismo=nazismo=racismo