19 abril 2016

Aos anti-Bolsonaro da vez

Vejo Bolsonaro apanhando feio no cantinho por causa daquela louvação do coronel Brilhante Ustra na Câmara, e já me vem aquela velha simpatia girardiana pelo bode expiatório nacional... Vamos lá.

Quem ficou todo crispado de horror por causa dos defensores do coronel Ustra não atentou para um "pequeno" detalhe que só os que têm amigos dos dois lados (e digo-o com alegria) poderiam levantar. É o seguinte: muitos deles (no caso, todos os meus amigos bolsonaristas, graças a Deus) acreditam que o coronel não torturou ninguém, nem mandou torturar. Ou seja, muitos não acham necessariamente que Bolsonaro citou um torturador. O próprio Ustra, em entrevista à Zero Hora, negou que tenha ocorrido tortura sob sua jurisdição durante os três anos e quatro meses em que chefiou o DOI-CODI.

Sinceramente? Acho dificílimo crer nessa alegação de inocência. Sempre lembro de Nelson Rodrigues, uma de minhas maiores admirações (se não a maior) nas letras nacionais. Quando ele falava em liberdade, era liberdade mesmo, "no duro". Por isso, execrava o comunismo tão exaltado em seus dias entre a classe intelectual. (E não se incomodava de ser um pária em seu meio. Ou melhor, ele se incomodava, mas não colocava esse sentimento acima da urgência de dizer a verdade.) Tinha muitos amigos militares no poder e defendia publicamente o regime, porque eles próprios lhe garantiam que não havia tortura. Mas, depois que seu filho Nelsinho foi preso e respondeu "sim" à pergunta fatídica, caiu em si. (É fato também: houve militantes que saíram ilesos da prisão, mas mentiram ao mencionar tortura. Houve mentiras dos dois lados. Por isso, prefiro isentar-me de assumir incondicionalmente um deles.)

Mas entenda que tem gente que acredita em Ustra. Ou seja: nessa questão, nem todo defensor de Bolsonaro será um defensor de torturadores. Moral da história: se você não gosta de ser estigmatizado nas suas posturas políticas, não estigmatize o outro. É regra de ouro que faz bem à alma.

18 abril 2016

Perspectivas pós-deflagração de impeachment

Muita gente no Facebook está reclamando da qualidade dos deputados. Citaram até os cabelos malfeitos (também notei as cores heterodoxas e os implantes esquisitos; de cima, a câmera mostrava tudo sem dó). A concordância verbal, a exemplo do Lula ao telefone, foi espancada gloriosamente. Professores de português em Brasília têm um vasto campo ali, inexplorado.
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Ouvi boa parte dos minidiscursos (alguns nem tão "mini" assim) dos votantes ontem. Apenas um deles me encantou: o de Sérgio Reis. E nem sei dizer se não terá sido principalmente por causa da linda voz ou do personagem dele em Pantanal.

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Mas o que eu queria dizer mesmo é o seguinte. Em seu voto, Bolsonaro invocou o coronel Ustra e Wyllys cuspiu nele na saída. Vozes se levantaram no Facebook: "Bem-feito!" E Wyllys se tornou uma espécie de vingador de torturadores. (Sendo que seu cuspe vingava o próprio cuspidor.) É engraçado como não percebem o óbvio: Bolsonaro e Wyllys têm mais em comum do que se pensa. Um puxa para o autoritarismo de direita, o outro, para o autoritarismo de esquerda. Pois é, sinto dizer, mas Bolsonaro está muito longe de um conservador típico do jeito que o entendo (leia Burke, Roger Scruton, Pereira Coutinho). Nenhum conservador típico louvaria em público um torturador da ditadura militar. Há um autoritarismo entranhado em nossa matriz cultural de que TODO brasileiro precisa se arrepender, sem exceção, para ser um conservador típico.

Eu só votaria em Bolsonaro em um caso muito específico: voto útil. Ou seja: entre ele e qualquer político de partidos comunistas e socialistas, fico com ele. Convicta. Afinal, a opção da ditadura militar já se esgotou no país; Bolsonaro não vai resgatá-la. Mas ainda tem muita gente que está doida para implantar uma ditadura de esquerda aqui. E, caso você não saiba, as ditaduras de esquerda têm um potencial destrutivo infinitamente maior. O militar queria moralizar o Brasil e acabar com as guerrilhas; o esquerdista totalitário quer bancar Deus e criar o homem novo do zero. Por esse simples motivo, os Wyllys da vida se tornam muito mais perigosos que Bolsonaro. Só que esse tipo de autoritarismo tem sido mais difícil de detectar, porque se disfarça de amor às "minorias oprimidas" e traz em seu bojo o messianismo estatal que ainda encanta o brasileiro.

É isso, acima de tudo, que eu desejo para o Brasil: que o "autoritarismo do oprimido" se torne claro como o dia. Quando a indignação com um Bolsonaro citando Ustra for diretamente proporcional ao escândalo de um Wyllys orgulhosamente fantasiado de Che Guevara, teremos perspectivas políticas bem melhores.

28 março 2016

A realidade óbvia

Ontem, telefonou para o WhatsApp do meu celular uma mulher querendo falar com Marcos. Eu disse que era engano e ela desligou. Cinco minutos depois, voltou a ligar, com educação mas um tanto agitada. Expliquei pacientemente que aqui não morava nenhum Marcos, que o número era meu. Ela não gostou: "Mas quem me deu esse número foi a Fulana, amiga do Marcos." Dobrei a paciência e respondi: "Então você fala com ela de novo e pede o telefone correto, porque esse número não é do Marcos."

Mais alguns minutos e recebo dela dois recados de voz. O primeiro dizia: "Marcos, sou eu." E o segundo: "Tenho certeza de que é esse número, porque quem me deu foi Fulana e ela conhece o Marcos."

Coloquei no silencioso e fui dormir. E eis que hoje de manhã encontro mais duas gravações: "Cadê o Marcos? Que agora quem atende é uma mulher dizendo que esse número não é dele... É sim!" E: "Pedi o número de novo com a mesma pessoa, ela me deu, e o número é esse aqui!" É claro que, dessa vez, não havia o que fazer. Bloqueei.


O episódio me parece emblemático da postura de alguns amigos e irmãos petistas no Facebook. Com os pés fora do chão, continuam a defender Lula, Dilma e o PT, não importa o que vem à luz. Graças à Operação Lava Jato, descobrimos que o Mensalão era apenas uma pequena parte de um continente inteiro. Bilhões foram desviados só da Petrobras. Empreiteiras participaram do esquema. O país está em crise e o próprio governo não tem mais dinheiro para captar aliados. Segundo delatores, Lula está na origem de tudo e Dilma o seguiu. As gravações confirmaram o desprezo de Lula pelos crentes ("Esses meninos da PF e do MP se acham enviado [sic] de Deus", disse ele ao prefeito do Rio, Eduardo Paes); mostraram o lugar privilegiado que Lula, sem cargo algum, ocupa nas relações do Planalto (todos o chamam "presidente" ao telefone); flagraram Dilma tentando impedir a prisão dele com um documento de posse de ministério ("só usa em caso de necessidade"). E os responsáveis pela operação dizem que as gravações são o de menos; as provas revelam muito mais.

O que falta para cair a ficha de que o telefone não é do Marcos? Que explicações mirabolantes ainda surgirão ? A realidade é simples: de modo inédito no país, a corrupção de colarinho branco está sendo desafiada e desmembrada. A farra com o dinheiro público foi tanta e tão longa que a música incomoda, a bebida está vazando pelas janelas. Homens corajosos - e sim, levantados por Deus, cuja ação é soberana - capitaneiam a Lava Jato. Não há indício algum de que esses homens têm se beneficiado ilegalmente com a empreitada. Pelo contrário, são caluniados e ameaçados de morte.

A operação não tem sido seletiva: políticos e empresários de todos os matizes estão metidos nas denúncias. Tudo indica que negarão sua culpa até o último segundo. São como o Marcos da história: não querem nem saber de você (e o roubam à vontade), dão o número errado (as palavras-de-ordem que você sai repetindo como tonto) e depois se divertem porque você se recusa a enxergar a realidade óbvia.

Mas o divertimento deles está com dias contados, se Deus quiser. Vamos continuar orando pelos "meninos" da Operação Lava Jato!

Veja ainda: 

Antigo mas pertinente no novo contexto - em vídeo, petista explica o modus operandi do partido: "Quando não dá na lei, a gente faz na marra porque é assim que a gente aprendeu."
Reinaldo Azevedo sendo bem didático sobre esse modus operandi.
Texto excelente de Renan Santos. Pessimildos de todo o Brasil, uni-vos!

22 março 2016

"Direita", "esquerda" e o mais importante



Quando Fernando Collor disputava a presidência, em 1989, foi identificado como "direita". Não votei nele na época, porque eu era de esquerda. Nunca gostei dele. Achava um nojo aquela história de "ter aquilo roxo", bordão seu nas campanhas. E agora ele se refugiou na pior esquerda brasileira que existe, junto com outro que sempre foi reconhecido como "direitista", Paulo Maluf. Prova de que ele, assim como Maluf, nunca compartilhou de nenhum valor político sólido.

Eu só digo que sou de "direita" porque sou conservadora, ou seja, repudio a ideia da revolução socialista ou de qualquer ditadura - militar ou do proletariado. Creio nas mudanças vagarosas que aproveitam as lições do passado, sempre a partir da sociedade como um todo, em vez de mudanças bruscas a partir do aparato de poder (Hitler e Chávez) ou a partir de grupos que decidem tomar o poder à força (Castro). Mas dessa "direita” de Collor e Maluf eu nunca fui e nunca serei. Quando pensarem na minha "direita", lembrem Francis Schaeffer - não o Schaeffer cooptado pelos movimentos sociais evangélicos, que lhe imputam um esquerdismo inexistente em suas obras, mas o real, que repudiava a tirania firmemente ancorado na Bíblia.



Uma tradição realmente conservadora no Brasil só surgirá e se fortalecerá com a difusão de um pensamento político com raízes na democracia real (de novo, não a "democracia" da língua de pau, novilíngua ou newspeak), forma de governo restrito que garanta as liberdades individuais e econômicas. Acredito que a Bíblia fornece o principal estofo desse pensamento. Mas nós temos que fazer o nosso trabalho. Deus tem nos ajudado: a hegemonia cultural revolucionária, com seu ódio pela verdade e pelas estruturas, tem sofrido sucessivas derrocadas nos últimos anos. Mas o trabalho vai dobrar, triplicar, quadruplicar, pois está apenas começando. Cristãos historiadores, economistas, filósofos, artistas, professores, pesquisadores e diletantes: reconheçamos com alegria que o momento é bastante propício. A hora é de muita energia e pouca dispersão. Sinto que estamos muito dispersos ainda, presentes demais no Facebook, deixando-nos levar aqui e ali pela ira dos “coxinhas” contra os “petralhas”. Além de comparecer nas ruas e na internet, bradando contra o governo e a corrupção, precisamos comparecer diante de Deus com nosso desejo de um país melhor. Só Dele obteremos a graça e a força que nos faltam para rejeitar definitivamente o discurso dicotomista revolucionário e o mecanismo do bode expiatório, unindo esforços por realizações que realmente farão bem ao Brasil - no curto e no longo prazos.

Precisamos também de uma transformação interior que nos faça nadar contra a corrente de uma cultura que tem odiado a disciplina, a constância, o labor concentrado. Essa tem sido a minha principal luta hoje, com muitas derrotas pontuais. E a sua?

Que Deus nos ajude!

21 março 2016

DECLARAÇÃO SOBRE A ATUAL CONJUNTURA SOCIOPOLÍTICA DA NAÇÃO



Por ocasião do 10º Congresso de Teologia Vida Nova, nos dias 15 a 18 de março de 2016, em Águas de Lindoia, São Paulo, pastores, teólogos e líderes evangélicos de todo o Brasil se reuniram para refletir e discutir o papel e a contribuição da teologia evangélica para a sociedade e a cultura como um todo. Diante dos acontecimentos que têm agitado o país nos últimos meses, produzimos a seguinte declaração, conclamando os cristãos à confissão de pecados, ao repúdio da injustiça e à participação ativa neste momento crítico em nossa história nacional. 
Afirmamos que o Deus todo-poderoso, o único Soberano, Pai, Filho e Espírito Santo, que reina sobre todas as coisas e governa tanto a criação quanto as nações, levanta e destitui os poderosos, fazendo com que tudo, invariavelmente, atenda à sua vontade.  

Afirmamos a importância e a necessidade do envolvimento de cada cristão na sociedade, contribuindo para que a paz e a justiça do reino de Deus se estabeleçam em todas as áreas da vida pública. 

Afirmamos que a Igreja cristã, quando permanece fiel à sua missão — que consiste na pregação das Escrituras, na administração correta do Batismo e da Ceia — capacita cristãos a servirem a viúva, o órfão, o estrangeiro, o pobre e o que sofre violência (Jr 22.3; Zc 7.10). 

Como pastores e líderes, confessamos que não temos nos quebrantado diante da Palavra de Deus nem pregado as Escrituras como deveríamos. Confessamos também que não temos refletido o caráter de Cristo Jesus na esfera pública, deixando de tomar posições bíblicas claras e esquecendo o papel profético do púlpito. 

Como povo de Deus, confessamos que não temos exercido com toda a dedicação nossa vocação de ser sal e luz da terra (Mt 5.13-16) e que temos nos amoldado a uma mentalidade mundana. Confessamos nossa falta de amor pela Palavra e nossa negligência na oração em favor de nossos pastores, de nossas autoridades e da nação. Confessamos nosso desinteresse em influenciar positivamente os governantes e governados à luz da mensagem evangélica. 

Como cidadãos brasileiros, confessamos nossa adesão a ideologias estranhas à fé cristã, a indiferença diante da corrupção, a relativização da ética e do decoro, a busca pela realização de interesses próprios que têm gerado o desprezo pelas justas leis e pelos retos princípios da Constituição Federal. 

Repudiamos, sob o temor do Senhor, toda forma de idolatria ao Estado, iniquidade, conivência, omissão e dissimulação da impiedade. 

Repudiamos toda tentativa de silenciar e marginalizar a voz da Igreja cristã e da mensagem evangélica na esfera pública. 

Repudiamos o silêncio eloquente daqueles que, em nome de uma agenda ideológica iníqua, se eximem de fazer crítica profética a partir das Escrituras e, com isso, contribuem para a corrosão do estado democrático de direito. 

Repudiamos sobretudo a corrupção que desvia os recursos públicos e aumenta a pobreza e a desigualdade social. 

Repudiamos toda forma de relativização da Constituição Federal com o objetivo de atender a fins ideológicos espúrios, contrários ao bem da população como um todo. 

Repudiamos a desarmonização das esferas executiva, legislativa e judiciária e a usurpação de sua autonomia. 

Convocamos a assembleia dos santos a exercer sua cidadania terrena à luz de sua cidadania celestial, com engajamento e valorização da paz, da ordem e da justiça. A todos os que protestam pelas ruas do país, convocamos que o façam dentro dos parâmetros do respeito e da moderação, como pacificadores (Mt 5.9), entendendo que este é um momento oportuno de expressão do compromisso com a fé cristã. 

Por fim, convocamos a Igreja a que busque o Senhor em quebrantamento, orando pela nação e suplicando, especialmente, por um avivamento que procede do Espírito Santo. 

Em tudo isso, não esqueçamos a mensagem de nosso Senhor Jesus Cristo: 

“Não temas, eu sou o primeiro e o último.” (Ap 1.17) 

“No mundo tereis tribulações; mas não vos desanimeis! Eu venci o mundo.” (Jo 16.33)

 Águas de Lindoia, 17 de março de 2016 

Pastores, professores, missionários e líderes que desejam integrar a lista de signatários, por favor envie seu nome completo, função e instituição para o e-mail teologiabrasileira@vidanova.com.br




SIGNATÁRIOS:
Abelardo Nunes de Sousa Junior, presbítero da Igreja Apostólica Tessalônica.
Adilson Ferreira, pastor da Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Adilton Cruz Coelho, diretor do Seminário Teológico Adonai.
Alcimar Laurentino dos Santos, pastor da Igreja do Nazareno-Zona Sul, Natal-RN.
Alessandra Vicente Pires de Carvalho, pastora da Igreja Videira do Vale Feliz.
Alex Gonçalves da Silva, pastor da Igreja Presbiteriana de Águas de Lindoia.
Ana Lúcia Alexandre Barbosa, diaconisa da Igreja Batista Nacional, João Pessoa-PB.
Ana Lucia Barbosa, seminarista do Seminário Teológico Adonai.
André Carvalho de Oliveira, diretor regional do Ministério Pregue a Palavra.
Angelino do Carmo Felizberto, pastor da Igreja Batista Central em Jardim Metrópolis, São João de Meriti-RJ.
Antonio Alberto de Melo Souza, pastor batista.
Antonio Carlos Corrêa da Silva, pastor da Igreja Batista Regular Filadélfia.
Antônio Coine, pastor presbiteriano da Igreja Presbiteriana Monte Sião de Botucatu-SP.
Arthur Wesley Dück, professor da Faculdade Fidelis.
Augustus Nicodemus Lopes, professor, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-Go.
Áurea Bustorff, seminarista do Seminário Kadoshi, Igreja Batista Nacional Miramar, João Pessoa-PB.
Beatriz Rodrigues de Lima, musicista, Primeira Igreja Batista de Bauru-SP.
Benedito Sérgio Lourenço, pastor da Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Cesário de Paula Conserva Junior, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil.
Christian da Paixão França, pastor da Igreja Adventista da Promessa-SE.
Claudio de Souza Ferreira, pastor da Igreja Batista Monte Moriah, Brasília-DF.
Clemilton Lima da Silva, pastor da Igreja Congregacional Ide, Angra dos Reis-RJ.
Cristiane da Silva Alexandre, seminarista do Seminário Kadoshi, João Pessoa-PB.
Cristiane Siqueira de Carvalho, pastora da Comunidade Batista Bíblica.
Cristiano Camilo Lopes, pastor da Igreja Batista Fonte de Sicar, São Paulo.
Daniel Henrique Pereira Ribeiro, obreiro do Ministério Luz para os Povos.
Daniel Raimundo da Silva, presbítero da Igreja O Brasil para Cristo.
Danora Bachmann, teóloga, tesoureira, Ministério Avant.
Dante Pesqueira Andrada, professor e diácono da Igreja Batista Missionária de Pirapora.
Davi Charles Gomes, chanceler  da Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP.
Davi de Campos Munhoz, pastor da Igreja Batista Betel de Bauru-SP.
David Bachmann, pastor da Igreja Batista Antioquia Goianápolis-GO.
Dennis Callegari, pastor, presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil.
Dilean Baptista de Melo Souza, reitor do Seminário Teológico Batista do Litoral Paulista.
Edilson Meirelles, pastor da Igreja Evangélica Videira.
Edmilson Bizerra, pastor, Igreja Batista Jardim Consórcio-SP.
Edson da Silva Santos, pastor da Igreja Congregacional, São Gonçalo-RJ.
Edson Luís Vieira, professor da Igreja de Cristo.
Edson Moises Costa, pastor da Igreja Hagnos, São José do Rio Preto-SP.
Eduardo Pyrrho De Oliveira, seminário Betel Brasileiro.
Edvaldo de Souza Pereira, pastor da Igreja Batista Central d Bairro da Luz, Nova Iguaçu-RJ.
Elaine Cristina Soares,   diretora do Seminário Betel Brasileiro de Santo André-SP.
Eli Roberto Teixeira, pastor da Igreja Batista Memorial em Interlagos-SP.
Elizabeth Alves Pinto, professora e coordenadora do Seminário Abba Centro de Estudos Avançados e Cristo para as Nações.
Elzangela Waleska Sales Lordão, coordenadora pedagógica do Seminário JUVEP, João Pessoa-PB.
Erisvaldo Veríssimo da Silva, pastor da Igreja Assembleia de Deus em Guarulhos-SP.
Edward Gusmão de Mello e Silva, pastor da Igreja Batista Betel, Bauru-SP.
Eucleme Lopes de Paula, pastor da Primeira Igreja Batista de Bebedouro-SP.
Eucleme Lopes de Paula Junior, pastor da Primeira Igreja Batista em Bebedouro-SP.
Euder Faber Guedes Ferreira, pastor, presidente da VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã).
Evandro Batista Buzzo, pastor da Igreja Batista Jardim Progresso-SP.
Ezenildo Moura, pastor da Assembleia de Deus, Araruama-RJ.
F. Solano Portela Neto, presbítero, conferencista da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Fábio Bispo Da Silva, pastor da Igreja Adventista da Promessa.
Fares Camurça Furtado, pastor da Igreja Batista Sião.
Felipe Abreu, pastor da Igreja Presbiteriana da Colônia Santa Isabel, Betim-MG.
Flávio de Jesus Marques, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Brasília-DF.
Francisco Genciano Junior, pastor da Igreja em Santo André.
Francisco José da Silva Junior, pastor auxiliar da Igreja Batista Memorial em Interlagos-SP.
Franklin Ferreira, pastor batista, diretor geral do Seminário Martin Bucer.
Gerson Januário, pastor da Igreja Batista Central em Barra Mansa-RJ.
Gislania Aparecida Neves Andrada, secretária da Igreja Batista Missionária de Pirapora.
Gustavo Castro De Souza, pastor da Comunidade Batista Bíblica.
Heber Aleixo, pastor da Primeira Igreja Batista de Brazlândia-DF.
Hélder Cardin, professor do Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia-SP.
Herberte Henrique Barbosa, pastor do Seminário Betel Brasileiro, Brasília-DF.
Indalécio Gomes Cordeiro, pastor da Igreja Batista do Centenário em Conumbande.
Isaque Sicsú, pastor batista.
Ivan De Oliveira Santos, pastor da Igreja Batista em Nova Iguaçu-RJ.
Ivanei Carlos Martins da Silveira, pastor da Igreja Cristã Evangélica do Brasil.
Jacileide Lopes Conserva, líder de missões da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, João Pessoa-PB.
João Parreira de Carvalho, pastor da Comunidade Batista Bíblica.
Joelma Pereira Santiago Coelho, coordenadora pedagógica do Seminário Batista Getsemâni.
Jonas Madureira, pastor da Igreja Batista Nações Unidas-SP.
Jonathan Silveira, produção editorial e marketing de Edições Vida Nova.
José A. Pereira de Almeida, diretor do Seminário Betel Brasileiro, Brasília-DF.
José Carlos Souza, pastor da Igreja Batista em Vila Rosali, São João de Meriti-RJ.
José Celio de Souza, pastor da Igreja Batista Central do Bairro da Luz, Nova Iguaçu-RJ.
Josicleide Conserva da Silva Paiva, membro da Missão Evangélica Pentecostal Do Brasil, João Pessoa-PB.
Josivan Gomes Alfredo, pastor da Igreja Batista Nacional, João Pessoa-PB.
Karina Passos Marinho Barboza, professora do Seminário Batista do Norte de Minas.
Kenneth Lee Davis, diretor-executivo de Edições Vida Nova.
Laís Macena Marques de Oliveira, bacharel em Teologia, Igreja Batista Nacional, João Pessoa-PB.
Leila Parmeggiani Frank, missionária da World Team.
Lucio Ribeiro, pastor da Igreja Batista Betel de Ribeirão Preto-SP.
Lucitânia Verotti, musicista, Igreja Batista Nações Unidas.
Luís Cláudio Bernardes da Silva, seminarista, Igreja Evangélica Congregacional Nova Aliança - São Gonçalo.
Luís do Nascimento, pastor da Igreja Batista Independente.
Luiz André Barbosa, pastor-professor da Igreja Cristã Evangélica / Seminário Betel Brasileiro.
Luiz Antonio Batista Vieira, pastor da Igreja de Deus no Brasil.
Madson Gonçalves da Silva, teólogo - Historiador da Igreja Presbiteriana Nova Jerusalém - ES.
Manoel Severo, pastor da Igreja Ação Evangélica - ACEV.
Manuel Barbosa de Sousa, pastor da Igreja Presbiteriana Renovada do Gama.
Marcelo Dias, professor e pastor do Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia-SP.
Marcos Antônio de Andrade, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, Natal-RN.
Marcos Tarcísio Lopes, pastor da Igreja Batista Betesda, Itaguaí-RJ.
Maria Edinalva Alves Tavares, diretora acadêmica do Betel Brasileiro do Rio de Janeiro.
Maria José Pessoas de Queiroz, missionária do Seminário Betel Brasileiro, João Pessoa-PB.
Maria Leonor Carvalho Toledo, líder de Ministério de ensino e professora de EBD da Primeira Igreja Batista de Bauru.
Marilene do Amaral S. Ferreira, diretora acadêmica do Seminário Martin Bucer.
Marize Teles Cavalcante, missionária da Igreja Assembleia de Deus, Ministério São Paulo.
Mauro Fernando Meister, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana da Barra Funda-SP.
Midian Conserva de Sousa, presbítera da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil - PB.
Miguel Arcanjo Soares Neto, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, Natal-RN.
Miguel Lucas Cartaxo Soares, membro da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, Natal-RN.
Misael Lins Da Silva, pastor da Igreja Batista Filadélfia, Natal - RN.
Nancy Batista Sousa, seminarista, Primeira Igreja Batista Cruz Das Almas - BA
Ney Vagner Silva Rodrigues, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil - Fortaleza-CE.
Norma Cristina Braga Venâncio, escritora, Igreja Presbiteriana do Pirangi, Natal-RN.
Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor  da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa-RJ.
Otiniel Mendes Lauriano, evangelista da Igreja de Deus no Brasil.
Patrícia Shedd, esposa de pastor.  
Patrício de Brito Vasconcelos, pastor da Igreja Batista Nacional, João Pessoa - PB.
Paulo Márcio de Moraes Cirelli, pastor da IBEC - Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Paulo Pereira de Andrade, pastor da Igreja Batista da Granja Viana - SP.
Pedro  Baccarat, pastor da Primeira Igreja Batista Jd. das Imbuias.
Péricles Lopes de Melo, pastor da Igreja Betel Brasileira, Fortaleza-CE.
Priscila Antunes dos Anjos, seminarista, Instituto Presbiteriano Mackenzie.
Rafael Fcachenco Filho, pastor da Igreja Batista Betel de Bauru-SP.
Renan Guedes Hart, ministro de música da Primeira Igreja Batista de Sobradinho-DF.
Renato Vargens, pastor    da Igreja Cristã da Aliança de Niterói-RJ.
Ricardo Aparecido dos Reis, pastor da Igreja Batista Cristo Redentor.
Roberto do Amaral Silva, pastor  e professor da Segunda Igreja Batista de Goiânia.
Roberto Soares Filho, seminarista, Igreja Batista Nova Jerusalém em Campinas-SP.
Rodrigo Bibo de Aquino, membro da Igreja do Evangelho Eterno-SC.
Ronaldo Almeida Lidório, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Rosangela dos Santos Barreto Gonçalves, professora de Teologia do Seminário Teológico Congregacional do Rio de Janeiro.
Rosivania Lúcia Silva Tosta, pastora, diretora do Seminário Batista Getsemâni.
Russell Shedd, pastor.   
Ruth Helena Lima, coordenadora de grupo de mulheres do Projeto Água da Vida.
Samuel Alves Silva, bispo da Igreja de Deus no Brasil - Aparecida de Goiânia.
Sandra Ferreira, diretora acadêmica do Seminário Betel Brasileiro Volta Redonda.
Sandra Luzia da França, seminarista, Primeira Igreja Batista Cruz das Almas-BA.
Sandra Roger, missionária do Projeto Amar - Manaus-AM.
Sandro Ricardo Baggio, pastor do Projeto 242, São Paulo.
Selma Pereira Lopes, membro da Igreja Betel Brasileira, Fortaleza-CE.
Sérgio Siqueira Moura, gerente de Produção Editorial de Edições Vida Nova.
Sinara de Cassia Vieira, pastora da Igreja Presbiteriana Independente de Bocaina.
Suzete Machado Cirelli, membro da IBEC - Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Tania Roberta Carrijo Teles, secretária e tesoureira da Igreja de Deus no Brasil - Jardim Buriti Sereno.
Tiago Alexandre da Silva, professor do Ministério Pregue a Palavra.
Tiago José dos Santos Filho, pastor batista, diretor pastoral do seminário Martin Bucer - Editora Fiel.
Valdeci Paulino de Moraes, pastor da Casa de oração para todas as nações-MG.
Valdejane do Nascimento, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil-PB.
Valdemar Kroker, editor de Edições Vida Nova.
Vanessa Cristina de Oliveira Vieira, professora da Igreja de Cristo.
Vania Carvalho, supervisora de Marketing de Edições Vida Nova.
Vinícius Musselman Pimentel, fundador do blog Voltemos ao Evangelho, Igreja Batista.
Wallacce Oliveira Correa, pastor do Projeto Água da Vida.
Walter Mcalister, bispo-primaz da Igreja Cristã de Nova Vida.
Wilma Feitosa Coelho, missionária da IBN Restaurando Vidas.
Wilson Melo Ribeiro, pastor da Assembleia De Deus Pioneira - Amapá.
Wilson Porte Jr., professor e pastor na Igreja Batista Liberdade, Araraquara-SP.

17 março 2016

Basta dessa esquerda autoritária!

Em um dos grampos registrados pela Polícia Federal, Alberto Carlos Almeida, tentando convencer um Lula reticente a aceitar o ministério da Casa Civil, disse duas coisas que vale a pena analisar:

Primeira, ACA chama Lula de “presidente” (como muitos dos interlocutores nas gravações, incluindo a própria Dilma) e afirma:

“Você e Dilma, um depende do outro.”

Isso reforça o que já ouvimos em outras conversas gravadas: Lula nunca deixou de ser presidente. Ele continuou a ser o principal articulador do poder (a expressão “articulador” também é usada no diálogo).

Segunda, e mais grave:

“A justiça brasileira é a última peça de autoritarismo da sociedade brasileira.”

Trata-se de uma das obsessões desse tipo de esquerda latino-americana que chega ao poder usando o discurso vitimista. A lei é a palmatória do fora-da-lei. A boa notícia é que isso não cola mais para a sociedade como um todo. O Brasil acorda e percebe que ELES são os autoritários, ELES querem desmoralizar a lei para instaurar sua própria lei ao sabor de suas vontades soberanas.

O ímpeto de desmoralizar o judiciário para ganhar poder total - sempre em nome dos oprimidos, claro - é grave, mas não é novo entre os governantes do Brasil. A fala de ACA ecoa o que Fernando Henrique Cardoso declarou em uma entrevista a Cristóvam Buarque para o jornal O Globo, em 07/11/2004 (disponível aqui e mencionada por mim em meu livro A mente de Cristo). Ambos passam um tempinho discorrendo alegremente sobre as virtudes de Gramsci. E então FHC conta que, quando lhe perguntaram o que ele achava mais difícil de “mexer” no Brasil, ele respondeu: 

A Justiça. [...] Quer dizer, as classes dirigentes, dominantes, e mais do que as classes, as mentalidades dominantes e as culturas tradicionais, elas estão encasteladas na Justiça. Porque na sociedade de massa a dinâmica maior se dá na relação direta da opinião pública com o presidente que elege. Depois a frustração imediata é com o presidente eleito, que não pode fazer muito porque tem o Congresso. De qualquer maneira, o Congresso tem uma certa abertura pra sociedade, para impressionar. Quando as idéias dominantes perdem na presidência, depois o Congresso avança e elas perdem lá também, então o pessoal mais tradicional vai pra Justiça e segura lá. A Justiça é o bastião maior dos interesses definidos.

Ou seja: se não fosse a Justiça, o presidente eleito poderia mandar e desmandar. E hoje esse presidente poderia ser Dilma. Ou Lula. Imaginem um Brasil sem Moro na situação atual. Como estaríamos? Em uma ditadura petista, evidentemente. Em nome do... “povo”.

A desmoralização do judiciário é o passe-livre para a bandidagem. E isso é comum a todas - arrisco-me a dizer: to-das - as correntes políticas de esquerda no Brasil. 

Basta dessa esquerda autoritária!

A horrível vida dos paus mandados

Você consegue conceber uma vida assim, de pau mandado? Estar debaixo de autoridade é uma coisa; ceder a mente é outra. Em todo esse imbróglio de corrupção do governo, topamos estupefatos com gente que trocou sua liberdade e sua consciência por um sonho... ou por grana. Ou os dois. Neste exato momento, paus mandados do PT esperam novas orientações do partido para saber como argumentar - ou melhor, como construir algo minimamente inteligível dentro da novilíngua - contra a lei e contra a justiça, fazendo de conta de que são vítimas de ilegalidade e perseguição. Essas expressões que você ouve em uníssono na boca deles - "democracia", "estado de direito", "estado policial" - não representam mais a realidade, mas são construções de mentes como a de Lula dizendo a Mino Carta o que e como escrever. O PT atua como um corpo coeso vociferando as mesmas palavras e reverberando as mesmas emoções diante de um ídolo. Para tal, é necessário abdicar de ser pessoa. Como deve ser isso? Não consigo conceber nem por um segundo.

Mas o corpo de Jesus, que é a igreja, não é massa amorfa. Somos preservados como seres singulares. Só Ele pode ocupar um lugar tão alto sem anular a individualidade e a pessoalidade. Esse é um lindo aspecto da Boa Nova que precisamos anunciar com força nestes tempos difíceis.

O oposto do pau mandado? Muitas vezes, será isto aqui (explicações aqui): um contra a massa na festa dos horrores que foi a posse de Lula à Casa Civil, sob gritos de "não vai ter golpe" em pleno golpe, hostilizado, agredido e xingado de "fascista". Se não fosse a polícia, seria linchado. Parabéns, Deputado Major Olímpio! Precisamos de mais pessoas com a sua coragem!