09 abril 2015

Resenha de Mentira romântica..., de Girard

Ainda não leu Mentira romântica, verdade romanesca, de René Girard, mas gostaria de ter uma ideia do que trata esse livro que volta e meia eu menciono por aqui? Trago uma ótima resenha de Júlia Reyes, no blog de meu amigo Pedro Sette-Câmara sobre Girard. Vale muito a leitura!

 

07 abril 2015

A força da narrativa

Ando escrevendo muito, mas para mim mesma e/ou para minha dissertação de mestrado, que defendo até o fim do ano, se Deus quiser. Por isso este blog anda parado ("anda parado" é ótimo). Mas tenho publicado coisinhas no Facebook, onde tudo brilha por segundos até desaparecer para sempre - quando não quero que certas coisas desapareçam, publico-as no blog, e é assim que será, até segunda ordem.

Por isso vim aqui hoje: vale a pena dobrar e guardar essa entrevista de Umberto Eco, publicada na revista Época em 2011, quando ele completou 80 anos. Críticas à internet, política internacional, conspirações, hobbies preferidos e a força da narrativa, que segundo ele "é mais efetiva do que qualquer tecnologia". Se quiser conversar sobre o conteúdo, vá aos comentários! Vamos deixar de lado um pouquinho aquele buraco negro que é o Facebook.

 

09 março 2015

Há escravos hoje?

É incrível pensar sobre isso, mas, mesmo com toda a informação disponível hoje em dia, quando se menciona no Brasil a palavra "escravidão", pensa-se somente naquele período da nossa história que se encerrou legalmente em 1888, com a Lei Áurea. Ou então, usa-se o termo em sentido metafórico: escravidão à bebida, às drogas, ao sexo.

Mas a escravidão subsiste, de modo ilegal, em vários países ocidentais. É comum que a ficção nos deixe impressões mais vívidas que o noticiar dos fatos: hoje vi na tv um episódio de Law and Order SUV que tratou da exploração de crianças abandonadas. Um menino de 13 anos e uma menina de 15 foram vendidos - pelo próprio pai desesperado - para uma fazenda, local fachada para uma organização que as prostituía e vendia os bebês que as meninas tinham. Maltratadas e famélicas, as crianças eram mantidas acorrentadas pelos pulsos em um porão quando os donos da "fazenda" tinham que sair. Um horror absoluto - e não temos motivos para crer que a realidade seja melhor que a ficção. De fato, na maioria das vezes, é bem pior. Também não temos motivo nenhum para crer que isso não acontece em nosso país.

A Bíblia enfatiza que mulheres e crianças, por sua maior fragilidade, precisam de cuidados especiais quando deixadas à própria sorte. Quando pensamos nas possibilidades de abuso e tráfico, sobretudo nestes tempos em que a lascívia e a pornografia recebem aprovação pública, esses cuidados precisam ser ainda maiores. Mas por que os cristãos nunca falam sobre isso?, você pode perguntar. Aí é que está: eles falam! Há cristãos abalizados tratando do assunto. E você pode ouvi-los, por exemplo, na Conferência Reformada Mundial, em São Paulo, que começa no dia 23 de março e dura uma semana. São duas palestras que tratam do tema:

Dia 25 de março (quarta-feira)

17h45 - 19h15

O Abuso de Mulheres – Diane Langberg (USA)

19h45 - 20h15

O Tráfico Humano – Jim Gamble (Northern Ireland)

20h15 - 21h00

Perguntas e Respostas com Diane Langberg e Jim Gamble

Estarei lá!

11 fevereiro 2015

VINACC 2015!

Amanhã começa a Consciência Cristã 2015! Eu vou, e você?

Falarei no sábado e no domingo à tarde. Meus temas:

1. Uma tela toda branca: Arte, de Yasmina Reza

2. Arte e moralidade podem andar juntas? A pós-modernidade brasileira.

Até lá!


15 janeiro 2015

Conferência World Reformed Fellowship

Imagine um congresso reformado que, em vez de concentrar-se em doutrina ou cuidado pastoral, trata de temas como pobreza, islamismo, homossexualidade, plantação de igrejas, abuso de mulheres e tráfico sexual?
IMPERDÍVEL, não é?


Se você não for, depois não vá ficar reclamando que os reformados nunca falam desses assuntos! Será em MARÇO, do dia 23 ao dia 27. Estarei lá, com a graça de Deus! 
Inscreva-se aqui! E não deixe de dar uma olhada na programação completa aqui.


30 dezembro 2014

Rossini e Ray Conniff



Desconheço peças instrumentais tão engraçadas quanto as de Rossini ou Ray Conniff. Apesar das muitas características que os distinguem - época, estilo, o primeiro compositor e o segundo arranjador - , ambos são mestres em apresentar aos ouvintes o ridículo inerente à condição humana. (Aqui penso, sobretudo, na abertura de La Gazza Ladra - vídeo acima - e em Brazil.) Mas assinalo uma diferença fundamental: enquanto Rossini me emociona, Ray Conniff apenas me faz rir. E, à parte as qualidades musicais, talvez seja dessa natureza o abismo que os separa - o ridículo de Conniff, provavelmente inadvertido, resulta do contraste que há na abundância sentimentalista executada com perfeição formal; já o ridículo de Rossini é multifacetado como uma cosmovisão, com seus aspectos heroicos, trágicos, líricos, e subjaz às narrativas de todos nós.

Não poderia então deixar de desejar aos leitores um 2015 com menos Conniff e mais Rossini! :-) Feliz ano novo a todos!

24 dezembro 2014

Natal com Bach





Não pretendo afirmar que é errado comemorar o nascimento de Jesus. (...) Sim, dou graças a Deus pela época do Natal; graças a Deus pelo amolecimento que ela traz aos corações duros; graças a Deus pela identificação que proporciona às crianças pequenas a quem Jesus tomou em seus braços; graças a Deus, até mesmo, pela tristeza estranha e doce que nos traz, juntamente com suas alegrias, quando pensamos nos entes queridos que se foram. Sim, é assim que devemos celebrar o Natal, e que Deus nos dê sempre um coração de criança para que possamos celebrá-lo corretamente. Mas, sobretudo, meus amigos, não é o Natal o maior aniversário da igreja cristã. Não é tanto o nascimento de Jesus que a igreja comemora, mas sim, de modo principal, a sua morte.
Essa citação de Gresham Machen exprime perfeitamente bem meus sentimentos sobre o Natal. Faço um jantar especial e troco presentes, sim, mas tenho muito vívidas em meu coração as palavras de Jesus na última ceia (Lc 22.19-20) - mais um dos estranhos e lindos paradoxos da fé cristã, inserido no paradoxo maior que declara: só vivemos porque nos alimentamos de sua morte! Para ajudar você a refletir nisso, ofereço aqui o vídeo legendado de "A Paixão segundo São Mateus", do nosso irmão luterano Johann Sebastian Bach, que em sua música harmoniza como poucos verdade, bondade e beleza.

Feliz Natal!