06 agosto 2013

D. A. Carson sobre 1Coríntios 12-14

Coisa boa a gente precisa divulgar. Hoje o Jonas Madureira anunciou no Facebook um futuro lançamento da editora Vida Nova - o livro Showing the Spirit: a Theological Exposition of 1 Corinthians, 12-14 - , com direito a tradução de um trechinho:
Um dia, todos os carismáticos que conhecem o Senhor e todos os não carismáticos que conhecem o Senhor não terão motivo algum para contender, pois os assim chamados dons carismáticos passarão para sempre. Naquele momento, esses dois grupos de crentes olharão para trás e contemplarão conscientemente o fato de que o que os liga ao mundo passado não é o dom de línguas, nem a animosidade para com o dom de línguas, mas o amor que eles conseguiram demonstrar um para com o outro, apesar do dom de línguas.”
Tive que trazer essa citação para cá, pois é sumamente importante. A primeira epístola aos Coríntios é um dos livros bíblicos mais conhecidos e lidos; o capítulo 13, então, serviu até de inspiração para uma música do Renato Russo (não há desculpa para "nunca ter ouvido falar", pelo menos no Brasil). Nem sempre, porém, os irmãos brasileiros aplicam as verdades contidas ali: há pentecostais que desqualificam todo crente que não fala em línguas e há reformados que desprezam o crente que crê que ainda existe dom de línguas hoje. Ambas as posturas subordinam o essencial (logo, eterno) ao periférico (logo, provisório). A dica do apóstolo é: o AMOR é eterno! Que Deus nos ajude a identificar corretamente o essencial e ater-se a isso acima de tudo.

5 comentários:

João Paulo Mendes disse...

Paz do Senhor!

Sou pentecostal (creio na atualidade dos dons espirituais) e, como cremos, batizado com o Espírito Santo; membro da Assembleia de Deus em Minas Gerais.

Achei muito interessante o trecho do livro. Para a Bíblia, e Carson, de fato o amor deve ser fator que nos une, acima de qualquer controvérsia, desde de que esta não seja uma heresia.

O mesmo Carson já escreveu sobre a "Difícil Doutrina do Amor de Deus", que deve ser a base para amarmos uns aos outros.

Sendo pentecostal, tenho amigos reformados, um bem próximo é presbítero na igreja presbiteriana e, nós dois, mesmo tendo entendimentos diferentes sobre alguns pontos, juntos fazemos esforço para que o nome de Cristo seja glorificado em nosso local de trabalho; nunca tivemos qualquer diferença por causa dos dons, pelo contrário, um ao outro acrescentamos.

Agora, em nosso meio pentecostal há muita distorção quanto ao exercício dos dons, mas não na teologia pentecostal e sim nos arraiais em que há carência de um ensino sadio; não na teologia assembleiana, mas em muitos lugares denominados "assembleia de Deus" mas que, nem de longe, estão ligados ao trabalho iniciado por Vingren e Berg.

Sobre o pentecostalismo, os dons e o ser pentecostal, ótima leitura encontramos nos escritores Pr. Antônio Gilberto, Pr. Claudionor C. Andrade, Pr. Elienai Cabral, Pr. César Moisés Carvalho, Pr. Esdras Bentho e outros. Acerca deste último, indico o artigo "Um Pentecoste Intrigante" que retrata um culto "pentecostal" em que sequer a Palavra foi pregada, mas que o escritor combate frontalmente a distorção dos dons e seu exercício irregular: http://www.cpadnews.com.br/blog/esdrasbentho/?POST_1_78_UM+PENTECOSTE+INTRIGANTE.html

O amor nos una, sempre.

em Cristo,

João Paulo.

Norma disse...

Muito obrigada pelas indicações, João Paulo! É isso mesmo. Eu me converti no meio pentecostal e fui muito abençoada por irmãos pentecostais. Fico brava quando falam mal desses irmãos! :-) Assim como acho injusto que chamem a Presbiteriana de "Sorveteriana"...

Grande abraço!

Dionizio Neto disse...

Aguardando o lançamento Norma.
Obrigado pela notícia!!!

Fábio Victtor disse...

Sou Calvinista, Infralapsariano, Amilenista, Continuísta, e Corintiano

Sou um problemão, rs

rs

Norma disse...

:-D