06 julho 2006

Diálogos (nada) Irrelevantes II

Fim de culto. O pastor que acabou de pregar pergunta ao visitante, também pastor:

- E então, o que achou?
- Bom...
- Diga.
- Olha, sei que você é um bom pastor e tudo, estudioso e esforçado, mas...
- Pode falar.
- O negócio é o seguinte: tenha paciência, mas hoje não há mais espaço para pregações de uma hora!
- Hã? Como assim, “não há mais espaço”?
- Ah, o povo não agüenta! Fica com sono, com tédio... Fica parecendo aula, conferência...
- Qual o problema de parecer aula ou conferência? O principal no culto é o ensino da Palavra!
- Claro que não! O principal no culto é cultuar a Deus com música, oração, comunhão...
- Veja: qual é a maneira mais devotada de cultuar a Deus, senão com o ensino de tudo o que Ele falou?
- Mas assim o culto fica muito chato! Tem que dar mais espaço para música, teatro, apresentação de dança... Isso é o que todo mundo está fazendo hoje! Você vai acabar perdendo membros, rapaz.

Pausa. O primeiro pastor volta à carga:

- Vem cá, me responda uma coisa.
- Sim.
- Você me disse que uma hora de pregação é demais.
- Exato.
- Dá sono, dá tédio.
- Sim.
- E que hoje ninguém mais agüenta.
- É.
- Mas me responda...
- Fale.
- Quando você diz “ninguém mais agüenta pregação de uma hora”, isso inclui você?
- ...
- Ou seja, essa é sua opinião apenas com relação ao que os membros devem ouvir ou você também acha que a pregação de uma hora dá sono e tédio?

Pausa. A partir daqui, há dois encaminhamentos possíveis para o diálogo.

Primeira resposta:

- (Sem graça) Ah, comigo é diferente...
- Ah é?
- Afinal, eu sou pastor, como você...
- Hum. Então você acha que nós, pastores, somos diferentes?
- Claro! Quer dizer, não porque somos melhores ou mais inteligentes que os membros...
- Sei.
- Mas porque, como somos formados em teologia, nosso grau de atenção e de interesse é maior...

- Você não acha que entre os membros não pode haver graus de interesse e atenção tão grandes quanto os nossos?
- Claro que pode!
- E você não acha que, mesmo que não haja, nós, como pastores, somos os principais responsáveis por aumentar esses graus de interesse e atenção?
- (Corando) Evidente que sim... Mas...
- Então, o que você está querendo dizer afinal? Uma hora é o máximo que uma criança agüenta, não um adulto. Você quer que os pastores tratem os membros como crianças? Ou, quem sabe, como espectadores de programa de auditório, e nós, os apresentadores, precisando variar a atração a cada vinte minutos?
- (Confuso) Não... não foi isso o que eu quis dizer...

Segunda resposta:

- O que estou dizendo me inclui, naturalmente, pois estamos na época da pós-modernidade e na nossa sociedade informatizada a comunicação é muito dinâmica. Por isso eu disse que não há mais espaço para longas pregações tradicionais. Afinal, hoje a troca de informações privilegia a imagem, não o texto, mesmo que seja texto oral. “Uma imagem vale mais que mil palavras.” Imagem ou som, naturalmente. A dança, a música, isso tudo fala mais fundo ao coração do povo que uma explanação bíblica de uma hora. A imagem e o som emocionam, o texto cansa.

O primeiro pastor não responde. O outro insiste:

- O que você acha?

Como resposta, o primeiro faz um meneio negativo com a cabeça.

- Mas por que você acha que não?

Ele levanta os ombros. Em seguida, pega sua Bíblia, as chaves do carro e aponta para a porta da igreja, fazendo um barulho: “Vruuuuum.”

- (Irritado) Que é isso? Você está de brincadeira comigo? Fala alguma coisa!
- Certo: não concordo mas deixa pra lá, preciso ir embora.

- E por que ficou fazendo gestos e barulhos igual a um maluco?
- Ué: entendi sua explicação e parei de falar, para não cansar você.

19 comentários:

Marcos M. Grillo disse...

Esse diálogo reflete o terrível círculo vicioso responsável pela degradação da Igreja evangélica no Brasil: pastores e pregadores pessimamente formados em teologia (em filosfia então nem se fale) mantêm a membresia no raquitismo intelectual e espiritual, e essa membresia raquítica simplesmente não suporta um alimento mais substancial. É triste.

P.S.: não obstante, precisamos reconhecer que realmente há prédicas que são longas e demasiado prolixas e cansativas. Como se diz, quantidade não é garantia de qualidade. Às vezes é melhor um sermão de 20 ou 30 minutos, mas preciso e incisivo, do que um de 1 hora que dificilmente acertará o alvo.

Norma disse...

Engraçado, Marcos, nunca assisti a uma pregação dessas - que fosse boa, mas longa e prolixa. Quando acho pouco producente uma pregação, ela o é desde o começo, e se é boa eu não sinto o tempo passar.

A questão não é nem o tempo, mas sim achar que "hoje" não dá mais para pregar durante uma hora. Isso me parece um reforço do pior da cultura atual, sobretudo a brasileira: agradar as pessoas, mesmo quando é contra o próprio interesse delas. É assim que os cultos ficam parecendo programas de auditório, enquanto deveriam ser o que o apóstolo Paulo disse: cultos racionais, ou seja, que estimulassem a razão também. Hoje, a maioria das igrejas estimula a emoção, e só.

Abração!

Andréa Freire disse...

Realmente Norma, infelizmente há pessoas que são influenciadas pela "nova ordem da comunicação" que podemos ver se proliferando na Mídia: da mensagem rápida, do diálogo fragmentado (visando a quantidade e não a qualidade)... e querem trazer isto para a Igreja.... porque hoje "as pessoas não têm tempo para se aprofundarem no que assistem ou lêem", umas argumentam.
Ou como bem colocou, o apelo da imagem, da novidade, para entreter o público, a assembléia, os espectadores.
Mas o que realmente importa para nós que caminhamos na contramão disso tudo é oferecer a mensagem consistente, o conteúdo profundo, estudado, discernido, gerado com cuidado dentro da nossa mente, do nosso coração, pelo nosso empenho, pelo nosso compromisso com a didática de Jesus, sua mensagem, sua proposta, sua Boa Nova, SUA PESSOA COMPLETAMENTE. Ele nunca falou para "entreter" o povo.
Sou contrária a ficar dando aos irmãos o leite quente, que desce gostosinho, dá aconchego, de fácil consumo, leve... e Paulo mesmo coloca a necessidade do alimento sólido! O tempo do "leitinho" é passageiro, é o alimento sólido que nutre como convém, enfim, possui o que nossa alma, nosso espírito, nossa vida precisa.
Quanto a pregação de uma hora, formativa, sou a favor também... e as que ouvi, boas, inspiradas pelo Espírito, preparadas, ungidas, estudadas, não causaram nenhum cansaço.
Jesus mesmo pregava sem os apetrechos e os apelos de hoje, ensinava com profundidade, levando o povo a questionamentos, dando alimento sólido... perene, e não fugaz.
Não podemos menosprezar a capacidade das pessoas de aprenderem...
Sou jornalista e cristã, católica, e tenho algumas preocupações semelhantes com as que coloca em seus textos.
* Desculpe-me, pela extensão do texto. Fique à vontade em publicá-lo ou não.
Abraço.

Luís Afonso disse...

Uau!. Ho-ho-ho-ho.

Não tenho palavras....

Marcio Estanqueiro disse...

Olá Norma!
Está em questão a análise do livro de Rick Warren: "Uma Igreja com propósitos" e também como continuação "Uma vida com propósitos". Estava lendo uma crítica sobre o modo de conduzir a liturgia de uma igreja e parece que Rick Warren quer agradar primeiramente a membresia do que realmente a Deus. Em seus livros exemplos mais ou menos parecido de como dirigir uma empresa, ou como agradar o cliente. Será que isso tem invadido as nossas Igrejas?
Já não queremos fazer mais a vontade do Mestre e sim a nossa vontade. Músicas, peças teatrais, etc.. são muito melhores do que escutar a Palavra. É isso?
De qualquer forma, quando a pregação é boa, para convencer o pecador, não importa a quantidade de minutos, a gente ouve sem reclamar.
Abs.
Marcio.

Augustus Nicodemus disse...

Norma,

A pregação está em crise nos púlpitos evangélicos, como você postou muito bem.

Um das crises é que pouca pregação é expositiva. Esta deveria ser a tarefa do pregador, expor a Palavra de Deus. É isso que os crentes querem, saber o que a Bíblia diz. Pastores que ficam contando histórias, causos, piadas, etc., para encher linguiça e passar o tempo entretendo os ouvintes, são indignos de ocuparem um púlpito evangélico.

Não me canso ouvindo bons pregadores expositivos, mesmo que eu seja bacharel, mestre e doutor em teologia.

Um abraço.

Anônimo disse...

Tornei-me seu leitor assíduo há poucos meses e desde o primeiro artigo lido venho apreciando a maneira clara, concisa e elegante com que os escreve.
Escritor cristão, quando falando sobre sobre religião, não poderia ser melhor se se distanciasse muito do único modelo que nos compete seguir: Jesus.
Parabéns por sua parábola, ela reflete em cores vivas a realidade contemporânea de nossas igrejas.
Nota-se atualmente uma enorme preocupação em aumentar o rebanho (o que não é obviamente errado), mas dá-se menor atenção à qualidade do alimento espiritual que lhe deve ser servido.
Nos cultos, o louvor, aqui entendido como forma musical de expressar adoração, toma freqüentemente mais tempo do que a pregação da Palavra, como se a pregação, ela mesma, não fosse uma forma de louvar.
Música em alto volume, não raro impregnada de sensualidade, intérpretes bem “produzidas” como o exige a moda do mundo, tornam os templos menos parecidos com Casa de Oração do que com casa de espetáculo. E em meio a todo o barulho brilham as “estrelas”, onde o único a brilhar deveria ser nosso Mestre.
E as lideranças (certamente com exceções) parecem realizadas e felizes ao contemplarem a casa cheia.
Roberto C. Lima

Charles L. Grimm disse...

(o outro comentário que fiz ficou faltando a citação de Wesley ao final. Delete o anterior, por favor)


Norma,

O seu texto levanta alguns questionamentos:

1. Será que o pregador não mais está preocupado com "esmerar-se no ensino" , como o apóstolo Paulo escreveu? Será que não teve um bom preparo no seminário? Sucumbiu ao ativismo religioso?

2. Os membros das igrejas perderam o foco do culto?

Não é estranho que noutros tempos as pessoas iam às igrejas para ouvir a palavra de Deus e hoje os pregadores vão às pessoas pregando segundo "a comixão" dos ouividos da platéia?

O problema, creio, é generalizado. Pastores e ovelhas, ambos, estão intoxicados pela hegemonia do prazer fugaz. O ativismo religioso mantém as consciências subjugadas à falta da razão, como uma ferida que é boa de coçar.

Tempo para reflexão 'falta' tanto para o pregador como para os ouvintes. Falta por relaxamento. Falta por um círculo vicioso.

Além disto, foi-se o tempo em que o teólogo era um homem piedoso. O teólogo era um homem de oração, um homem sábio, temente a Deus. Dissociou-se esta unidade. Mas quem hoje procuraria sábio homem de Deus? Ser sábio demanda dizer coisas não tão agradáveis e instigar a autocrítica. É isso que se quer hoje?

Por outro lado, muitos pastores-teólogos, em algum ponto da História também erraram por encarar a teologia assentados apenas em suas torres de marfim. Não tratavam de assuntos relacionados ao dia-a-dia das suas ovelhas. O pregador, o teólogo, não deve pregar pensando somente em Deus. Estranha esta afirmação? Como reformado, parece que estou dizendo uma heresia. Mas não. Para que ministério foi chamado um evangelista? Não foi para pregar o evangelho aos pecadores? Da mesma forma os pastores, devem estar conscientes que a glória de Deus será cada vez mais exaltada quando cumprirem cabalmente seus ministérios, afadigando-se por suas ovelhas.

O outro extremo seria o só se preocupar-se com as ovelhas, e não com o Senhor delas. Bem, irei parar por aqui. Teria muito mais coisas para escrever sobre estas questões. O fato é que como está, não dá para ficar. Busquemos a excelência. Que Deus nos ajude.

Abaixo coloco uma citação que fiz de John Wesley no meu blog. Muito pertinente com o assunto do seu post, Norma.


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Apesar de Wesley ser arminiano, não se pode colocar em dúvida a sua dedicação e zelo pela obra do Senhor. Arminianos como ele fazem falta hoje neste mundo que prega apenas superficialidades. Infelizmente, a Igreja atualmente tem sido acometida por este mal da falta de profundidade do ensino também!

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John Wesley a John Trembath


"O que tem lhe prejudicado excessivamente nos últimos tempos e, temo que seja o mesmo atualmente, é a carência de leitura. Eu raramente conheci um pregador que lesse tão pouco. E talvez por negligenciar a leitura, você tenha perdido o gosto por ela. Por esta razão, o seu talento na pregação não se desenvolve. Você é apenas o mesmo de há sete anos. É vigoroso, mas não é profundo; há pouca variedade; não há seqüência de argumentos. Só a leitura pode suprir esta deficiência, juntamente com a meditação e a oração diária. Você engana a si mesmo, omitindo isso. Você nunca poderá ser um pregador fecundo nem mesmo um crente completo. Vamos, comece! Estabeleça um horário para exercícios pessoais. Poderá adquirir o gosto que não tem; o que no início é tedioso, será agradável, posteriormente. Quer goste ou não, leia e ore diariamente. É para sua vida; não há outro caminho; caso contrário, você será, sempre, um frívolo, medíocre e superficial pregador."

Paula disse...

*gargalhadas*

Sei que é um assunto sério mas deu-me para rir... infelizmente é uma realidade. Deus tenha misericórdia!

Pr.Olivar disse...

Meu irmão, gostei muito do seu blog. Especialmente dessa mensagem. Eu fiz um blog aqui também, só que o meu não tem tantos recursos. Estou precisando de umas dicas. Mas, o assunto dessa mensagem me chamou a atenção quanto à "imagem" tão importante na tal pós-modernidade. Até escreverei algo no meu blog sobre isso. Um abração, Pr.Olivar

Pr.Olivar disse...

Olivar disse...
Só mais esse comentário. o "anônimo" anterior sou eu. Essa história me lembrou uma outra (é curtinha). Ao fim do culto a irmãzinha diz para o pastor: "Sua mensagem foi como uma espada". e ele pergunta empolgado: "Cortante e penetrante?". Ao que ela responde: "Não! Cumprida e chata".

Hernan disse...

Precisamos saber apenas se estamos conseguindo de fato pregar o evangelho a toda criatura pós-moderna.
Deixo um verso do inesquecível Renato Russo:

"e, hoje em dia, como é que se diz: 'eu te amo'?"

É tudo que precisamos de qualquer modo dizer. Afinal, já diziam, "Deus é amor".

Cláudio Albuquerque disse...

Norma,
Creio que o tema em foco não se resume à questão tempo. Se a pregação da Palavra vier de um coração sintonizado com o Senhor, os ouvintes que estiverem com o coração aberto certamente não sentirão o tempo passar (no caso da pregação "longa"), ou então pedirão "de novo! de novo! continua! continua!" (no caso de uma pregação "curta"). Desta forma, se no culto houver ou não peça teatral, ou grupo de dança, ou outra coisa mais, não é isso que verdadeiramente vai importar, conquanto que haja, no final, corações quebrantados pela Palavra, cujas vidas irão frutificar para o Senhor no decorrer dos dias que seguirão, para Sua Honra e Glória. Em tudo isso, mesmo nesses tempos "pós-modernos", o crente não deve esquecer jamais de dar importância à oração e à leitura da Palavra, diariamente, bem como a seu testemunho, sendo sal e luz aonde estiver.
Abraço, Cláudio.

tito pereira disse...

=)

Rev. Jonathan disse...

Norma:
Acabo de conhecer seu blog esta semana (a verdade completa é que acabo de conhecer o blog [como conceito] esta semana... e já fiz um! é isso ser pós-moderno?) e tenho gostado muito dos posts e ensaios seus que li até agora.
Falando do presente diálogo que vc publicou, eu vejo um problema interessante nesse assunto da pregacao curta: o famoso "seeker-service" (culto feito para agradar o inconverso), amplamente divulgado por Bill Hybels, Rick Warren e outros me parece vir de uma lógica pragmática: "se o fim é trazer almas a Cristo, entao o qualquer que for o meio estará bom!" Só que eles na hora responderiam: "nao! qualquer meio nao! Ficam descartadas certas imoralidades como strippers-gospel ou brigas-de-galo-gospel porque elas contradizem precisamente o sentido da mensagem que queremos pregar. A contradicao e pobreza da postura deles entao aparece e a impossibilidade de ser consequentes com o princípio proclamado se faz manifesta: Nao é qualquer meio o que me levará ao cumprimento do fim desejado. O meio, de fato, pode distorcer o fim. O fim de levar mais almas a Cristo demanda necessariamente meios apropriados, de outra forma, os meios nos levarao a fins nao desejados. A consequência do meio com o fim (ou do método com a mensagem) nao deve ser só no campo da abertamente imoral ou ilegal, mas em todos: teológico, litúrgico, filosófico, etc. De outra forma aquilo que chamo de "evangelho" nao terá nada de Evangelho, posto que será um evangelho manco, inconsequente e contraditório.
Quando entramos no terreno do culto entao, a coisa fica preta pra eles desde o início, já que, pra comecar o fim do culto nao é atrair visitantes, mas adorar o Criador como povo de Deus, centrado na sua auto-revelacao. É um baita objetivo! Mas, muitas igrejas evangélicas têm se conformado com fins errôneos ou, no melhor dos casos, secundários. Virando tudo de ponta-cabeca... daí surgem esses comentários bestas como o do pastor (imaginário?)do seu diálogo: "ninguém mais aguenta pregacao de 1 hora", e daí? Se este é o povo de Deus e a pregacao é fiel, entao terao que aprender a aguentar, pois vieram para adorar a Deus centrados na sua auto-revelacao e nao para serem entretidos centrados nas suas emocoes ou imaginacoes.
Seria só isso... abri meu coracao!
Abracos!
E espero que vc dê uma passada pelo meu blog (em espanhol, para o contexto chileno, mas com objetivos muito similares aos blogs reformados que tenho encontrado por aqui): http://comoviviremos.blogspot.com
Rev. Jonathan

Lele Carabina disse...

Isso acontece na Igreja Católica também, triste, as pessoas (no geral) querem cantar mais e acham muito chato quando o Padre se estende no sermão, então ou ele se enquadra ou as pessoas mudam de Paróquia. Eu ainda sou da turma que prefere um bom sermão e poucos e belos cantos para complementar.
Abraço.

Jackson disse...

Lendo sua parábola, lembrei-me de dois textos:

O primeiro é conteúdo da revista VEJA com edição em 12 de julho de 2006, que fazendo um quadro comparativo sobre a formação dos pastores no Brasil, observa que algumas igrejas preparam seus ministros em até seis meses (p.84/85).

O segundo veio do livro ‘Reavivamento: sua origem, progresso e realizações.’(PES), de E. Evans, que conclui: “... os reavivamentos apresentam uma grande variedade na maneira como começaram, mas em cada um deles parece que a pregação foi fator primacial. ...”

Simone Quaresma disse...

Acho que as pergunta que devemos nos fazer são: "para quem é o culto?", "como ELE quer ser adorado?", "O que Ele prescreve em Sua Palavra?"
Essas perguntas irão de encontro a toda perspectiva pós-moderna e liberal: "precisamos encher as igrejas", "como as pessoas se sentirão melhor durante o culto?", "o que as pequisas revelam sobre as necessidades das pessoas?"...
Preguiça para ouvir uma hora de aula de química, ainda vá lá! Mas não se deleitar em uma horinha de PALAVRAS VINDAS DO TRONO DE DEUS...é extremamente revelador!!!
Saudades de vc Norma! Estamos estudando exatamente este assunto na EBD e tem sido muito bom!

Rev. João d'Eça disse...

É certo que o povo não aguenta uma hora de pregação, se antes o culto teve uma hora de entretenimento, de distração e de brincadeiras. Quem se cansa com estas coisas, logo em seguida quer dormir e não se concentra para ouvir uma pregação de uma hora.
Se a liturgia do culto é enxuta, com abertura, leitura da bíblia, oração, um cântico e a pregação da Palavra, o povo não só presta atenção como fica querendo mais. Isto se a exposição é bem feita, bem trabalhada e preparada debaixo da dependência de Deus e da oração.