17 dezembro 2013

A batalha pertence ao Senhor

"Talvez uma das coisas mais difíceis da vida cristã e, particularmente, da apologética, seja o equilíbrio entre autoridade e mansidão que é necessário para se praticar estas coisas de forma obediente. É fácil ir longe demais para um lado e para o outro. Podemos ficar tão animados por causa da autoridade que temos na verdade concedida a nós por Deus que nossa única meta acaba sendo apresentá-la. Mas esse zelo pode ser qualquer coisa, menos manso e benigno; pode sugerir que a verdade que temos é nossa por causa de quem somos e não por causa do que Cristo fez.

Por outro lado, podemos ficar tão impressionados com a benignidade de Cristo que acabamos fazendo de tudo para evitar uma confrontação. Mas isto também pode passar uma impressão errada, a saber, que o evangelho, e particularmente o Cristo do evangelho, não está preocupado com a fé e o arrependimento. Pode levar outros a pensar que Deus é indiferente ao pecado. Pode dar a impressão equivocada de que todos são aceitos por, ou aceitáveis a, Deus.

[...] Se a glória de Cristo é descrita por João como sendo uma plenitude de graça e de verdade, glorificar a Cristo, 'exibi-lo', por assim dizer, significa, então, mostrar a graça e a verdade juntas. Se havemos de glorificar a Deus, devemos ser cheios tanto de graça como de verdade, a exemplo de Cristo.

Nós o glorificaremos quando, e somente quando, nossa verdade for temperada com a graça e quando nossa graça for combinada com a verdade de Cristo. Isso não é algo que somos capazes de fazer por nós mesmos; não é algo que pode ser realizado por contra própria. Isso deve ser uma obra do Espírito. Não é algo que somos capazes de fazer em nós e por nós mesmos. Essa é uma parte, embora uma parte crucial, de sermos conformados mais e mais à imagem de Cristo."


Scott Oliphint, A batalha pertence ao Senhor: o poder da Escritura na defesa de nossa fé, p. 90-92, editora Monergismo.


Thanks, Leonardo Bruno Galdino!

5 comentários:

Irene Costa disse...

Perfeito! Me caiu como uma luva hoje!

Marcio Estanqueiro disse...

Olá Norma, tudo bom? E a sua enxaqueca está melhor? Muito bom seu artigo, me fez lembrar de Col.1:27 que diz: "..Cristo em vós, esperança da glória;" É difícil deixar que Ele se mova em, e através de nós, porém o mundo somente o conhecerá dessa forma. Somos chamados para representá-Lo e pelo Espírito levados a reconhecimento de todos. Que Deus, possa sempre contar conosco, e nós com Ele.
Abraço.

Norma disse...

Fico feliz, Irene!

Oi, Márcio! Melhorando, mas ainda com crises e uma possível labirintite... É isso mesmo!

Abraços!

Geison Lucio dos Santos disse...

Ai, que benção! Ah, Norma, se você o alívio que essas linhas trouxeram à minha alma...

Muito obrigado, que o Senhor continue te usando para Sua glória!!

Escola Bíblica Dominical - Seminário Teologico Permanente disse...

Que lindo!

Vivenciei algo na noite de Natal que está exatamente enquadrado neste texto.
Deus me fez enxergar que mansidão e verdade precisam estar sempre de mãos dadas e isto não implica em falta de autoridade, mesmo porque o Evangelho de Cristo é poder de Deus para todo aquele que crer e ao pregá-lo com fé e temor, o próprio Espírito Santo se encarrega de impor sua presença gloriosa no discurso convencendo o homem da justiça, do juízo e do pecado. Ou seja, a autoridade é Ele mesmo!

Bj, Norma!