09 dezembro 2007

Homossexualismo é pecado...

...assim como o sexo antes do casamento, a masturbação e tantas outras práticas aceitas como naturais e bem-vindas pela maioria das pessoas no mundo ocidental hoje. Moças de família do século XX e XXI praticam essas coisas. Mas nós, cristãos bíblicos, cremos que são pecado.

Pois é, nós cristãos somos assim mesmo. Impopulares. Retrógrados. Com nossa postura, atravancamos o progresso de tantas causas que parecem boas e justas aos olhos dos homens. Mas não vamos pedir desculpas ao mundo por isso. Temos uma regra de vida e prática, expressa na Bíblia Sagrada, e não abriremos mão dela.

O que não significa odiar gays, insultar gays, espancar gays, matar gays. Assim como não odiamos, não insultamos, não espancamos nem matamos a grande maioria que faz sexo antes do casamento e se masturba. Apenas nos posicionamos quando pregamos ou alguém nos pergunta sobre o assunto. Nem por isso essa maioria se sente especialmente atingida pelo que cremos. Eles não estão nem aí. E, acreditem, temos grande afeto por muitas pessoas assim e convivemos com elas. Sem feri-las, mesmo quando procuramos partilhar nossa fé. Se elas se sentem atingidas, a gente resolve a coisa como deve ser: de um modo pessoal, na base da conversa.

Os ativistas, porém, do lobby gay, querem institucionalizar a aceitação, engarrafar as boas relações, automatizar o carinho, mecanizar a simpatia. E usam o Direito para isso: a coação, a sanção.

Será isso certo? Pensem bem. É bom esse tipo de aceitação, conquistada na marra, na força da lei? Com o atentado à liberdade de expressão, que é prerrogativa de todos os totalitarismos?

Quanto a nós, queremos ter a liberdade de continuar pregando e dizendo a nossos amigos e conhecidos: homossexualismo é pecado, assim como o sexo antes do casamento e a masturbação. Quem quiser, que nos ouça e se converta. Quem não quiser pode nos dar as costas, sair de nossas igrejas, escrever artigos contra. Não nos importamos. Mas que não queiram calar nossa voz. Não são palavras de violência, mas de amor.

Que Deus abençoe os líderes deste país para um pouco mais de sã racionalidade - e, por que não dizer, da verdadeira democracia.
Meu amigo Julio Severo chama a atenção para a Jornada Nacional Evangélica em Defesa da Vida e da Família, lançada no Congresso em 18 de setembro deste ano, com a participação de lideranças evangélicas. O evento discutiu infanticídio, aborto, homossexualismo, pedofilia, além de mencionar os perseguidos - mesmo antes da aprovação do projeto de lei sobre a homofobia! - que desagradam os lobistas: Márcia Suzuki, Olavo de Carvalho, Pr. Ademir Kreutzfeld, Cardeal Dom Eugênio Sales, Dep. Henrique Afonso, Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, Dr. Humberto L. Vieira, Dra. Rozangela Justino, Silas Malafaia e Julio Severo. Imaginem como não será a perseguição aos cristãos quando a lei for aprovada! Precisamos nos mobilizar o quanto antes.
Veja o pecado do homossexualismo conforme a Bíblia:

Gênesis 1:27 – "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou."
Marcos 10:6 – Palavras de Jesus – "...porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher ."
Levítico 18:22 – "Com homem não te deitarás, como se fosse mulher: é abominação."
1 Coríntios 6:9 – "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas... herdarão o reino de Deus."
Romanos 1:18-32 – "...por causa disso os entregou Deus a paixões infames... os homens também, deixando o contato natural da mulher , se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro."

23 comentários:

Anônimo disse...

Norma:

Em marzo de 1983, o Presidente Ronald Reagan, falando para a National Association of Evangelicals, usou palavras que ressoariam ao longo do tempo restante de sua presidencia, e muito alem. Falando da "corrida armamentista", ele pediu a seus ouvintes que nao ignorassem os fatos da historia, e os impulsos agressivos de um "evil empire" (imperio do mal). Esta caracterizacao da Uniao Sovietica provocou uma enxurrada de desprezo da Esquerda sobre Reagan. O Washington Post, citando um professor de historia de Amherst, sem identifica-lo, classificou o discurso de Reagan, como "o pior discurso presidencial da historia americana", e acusou-o de querer aliar governo e religiao: "foi um grosseiro apelo ao preconceito religioso".

A queda da Uniao Sovietica, poucos anos depois, mostraria quem estava certo.

Em 2006, a National Association of Evangelicals voltou ao noticiario, quando o Rev. Ted Haggard foi demitido da presidencia da Associacao, depois que um prostituto homossexual confessou ter tido uma relacao por 3 anos, por dinheiro, com Haggard,e este admitiu ter cometido "imoralidade sexual".

Um dos maiores problemas com muitas das denominacoes Protestantes e' a ordenacao de gays e lesbicas praticantes como ministros e ministras. Isto e' uma rejeicao dos principios biblicos que vc enunciou na sua lista. Mas a hierarquia da burocracia de muitas igrejas e' politicamente de esquerda, e segue a agenda secular da Esquerda. Um Bispo Episcopal de Newark, New Jersey, afirmou que continuara' ordenando homossexuais, mesmo que a sua Igreja o instrua a nao fazer isso. Em outras palavras,as igrejas Protestantes "mainline" conformaram seus padroes com os da cultura secular, com a desculpa de que tinham de agir assim para permanecerem "relevantes" e manterem seus afiliados. Isto tem se mostrado errado seguidamente: essas igrejas sao cada mais irrelevantes e perdem seus seguidores continuamente, enquanto as denominacoes conservadoras prosperam, justamente por se manterem fieis aos ensinamentos biblicos. A Igreja Catolica comete o memo erro.

Em outro comentario vou abordar o nexo entre o lobby gay e o movimento feminista radical e entre este e Feiticaria e Paganismo.

Hereticus

Anderson disse...

Você o disse com todas as letras:

É PECADO!!!

Como vivemos num país em que a lei diz que temos liberdade de religião e de pensamento, devemos lutar sim para que NOSSOS direitos sejam respeitados.

- O direito de amar a Deus, com todas as implicações que isso envolve;

- O direito de criar nossos filhos num ambiente onde eles não sejam pressionados pelo Estado a aceitar algo que considerem abominável;

- O direito de discordar de QUALQUER opinião vigente, sem ser ameaçado de prisão por isso;

- O direito afinal de, como Deus, odiar o pecado e ainda assim amar os pecadores perdidos que estão sem Deus.

Anônimo disse...

Se estivesse escrito na Biblia que ser negro e pecado, voces continuariam pregando o racismo so porque assim esta descrito?

Escrevi sem acentos porque o blogspot e meio burro.

Norma disse...

Oi, Anônimo,

Se na Bíblia estivesse escrito que ser negro é pecado, a Bíblia não seria a Bíblia. As pessoas nascem negras e ser negro é um dos aspectos da beleza da criação (Gary Dourdan, do CSI, que o diga, hehehe!).

Quanto ao homossexualismo, é diferente. Há quem nasça com disfunções hormonais, é verdade, mas isso não constitui a maioria. O homosexualismo, a meu ver, constitui a desistência inconsciente em se viver e enfrentar os desafios da própria sexualidade. Na verdade, há muito mais nisso, que tenho tentado elaborar. Há um "nó" nesse assunto que os gays do lobby gay, por orgulho ferido e sabe-se lá mais o quê, têm tentado ocultar de um modo arbitrário, impedindo até que os homossexuais descontentes procurem tratamento psicológico. Isso é maldade!

Tomara que o totalitarismo da homofobia não prevaleça e as pessoas continuem a poder se expressar livremente. Se eu puder conversar com alguém sobre a normalidade ou não-normalidade do homossexualismo sem ser xingada ou rotulada de homofóbica, a sociedade só ganha com isso. Se não, trata-se de instituir "assuntos proibidos" e todos perdem com essa proibição - que tende, aliás, a ser quebrada de modo violento gerações adiante, como nos ensinou papai Freud.

Abraços!

Anônimo disse...

Quer dizer que voce ratifica as ideias de Freud? Isto e o apice da contradiçao!

Para Freud aquele que refreia a sexualidade tambem não tem coragem de enfrentar seus desafios inerentes.

Bem, cristaos nao me parecem as pessoas mais indicadas a concordar com Freud, exceto que queiram picotar sua teoria so para ratificar algumas ideias.

Por sinal, o velho reviu o que ele falou sobre homossexualidade. Atualmente a maior parte dos psicanalistas do mundo (que sao uma micharia ja que essa "ciencia" nao tem valor la fora) nao veem a homossexualidade como uma mera perversao.

Mais uma vez retirei os acentos.

Norma disse...

Bom, talvez você tenha uma visão picotada dos cristãos. :-) É impossível ser moderno e não concordar em boa parte com Freud.

E ele não reviu nada, mas foi "revisto". Engraçado como as coisas mudam. Há uns dez anos, perguntei candidamente a uma psicóloga já senhora o que ela achava do homossexualismo: se seria algo "normal" ou ligado a alguma forma de problema psicológico. Ela me apontou a segunda opção sem demonstrar nenhum tipo de constrangimento. Hoje, querem que seja crime o simples fato de se enunciar algo assim. Mas pense bem. Você começou falando dos negros. Ser negro é algo muito objetivo (a cor, a raça); ser gay envolve uma subjetividade difícil de se dar conta. Há gays que agem como mulher, gays que têm horror de parecer mulher, gays que querem ser mulher, gays que também gostam de mulher de vez em quando. E um grupo morre de preconceito contra o outro. (Ahá, tenho meus informantes gays, hehehe!) Talvez, por isso, haja tantas opiniões diferentes sobre o assunto. As pessoas não têm o direito de machucar um gay na rua com palavras ou ações (nada lhes daria o direito de machucar seres humanos), mas têm o direito de crer que o homossexualismo é uma maturidade sexual incompleta, por exemplo. Como Freud acreditava. E essas opiniões devem ser respeitadas, sob o risco de se instaurar, no Brasil, uma espécie de ditadura gay que depois certamente se estenderá para outros assuntos. Criminalizar a opinião não é bom para ninguém. Sinceramente, os gays deveriam ter vergonha de sequer cogitar em algo assim. Se eu fosse gay, iria militar CONTRA esse diabo de lei da homofobia. Isso tem tudo para dar errado: por exemplo, acordar e revoltar os verdadeiros homofóbicos (você sabe, aqueles que têm mesmo ódio a gays) que podem acabar promovendo uma onda de espancamentos e mortes. Eu acho que essa lei só vai trazer desgraça para todo mundo, gays inclusive. Não se pode criminalizar opinião sem atrair violência.

Além disso, os gays são pessoas como outras quaisquer, não podem ter tratamento especial. O que achariam se quiséssemos instituir a cristofobia? Ninguém ia gostar, não é? Pois bem, todo mundo já zomba e fala mal dos cristãos e a gente não se importa. Que os gays lobistas tenham a mesma maturidade. Claro que a coisa muda se apanharem ou forem insultados, mas também muda para todo mundo: para isso já tem lei.

Anônimo disse...

Norma:

A forza mais poderosa que procura destruir a Igreja e' hoje o feminismo. Como Julio Severo apontou num post do seu blog, tudo de errado que os americanos fazem, a Esquerda do Brasil copia servilmente, caindo num dominio cultural abjeto: copiamos as cotas raciais, copiamos o abortismo, copiamos as leis homofobicas, e assim vai. O proximo passo sera' copiar o feminismo radical.

O feminismo radical nao tem nenhum uso para a religiao e as igrejas como elas sao, mas elas, as feministas radicais NAO ABANDONAM as igrejas cujas doutrinas e liturgias elas objetam. Pelo contrario, e' do interior dessas igrejas que elas trabalham para muda-las: e o produto final de sua atividade nao tera' nenhuma semelhanca com o Cristianismo. As feministas clamam por uma "re-imaginacao" do Cristianismo, o que quer dizer a rejeicao de toda a doutrina tradicional. Uma forma de re-imaginacao e' o abandono dos Evangelhos, porque escritos por homens, e substitui-los por um revisionismo historico ao sabor feminista. Sao adeptas da teoria que a historia e' escrita pelos vencedores, e isto inclui a Biblia. "Tudo e' uma forma de propaganda para avanzar uma ideologia. Nada pode ser aceito sem critica. Isto e' o que as feministas entendem por sua 'hermeneutica da suspeita'. E e' na base da suspeita que as feministas construiram sua ideologia alternativa `a Fe' dos cristaos." (Joyce Little, The Church and the Culture War: Secular Anarchy or Sacred Order, San Francisco, Ignatius Press, 1995, pg.75) Com isso o objetivo da analise cultural deixa de ser a procura da verdade, para ser a criacao de uma consciencia feminista. Deste modo a historia biblica e' re-escrita, mesmo sem a minima evidencia para apoiar essa re-escritura, de modo a adaptar-se `a ideologia feminista do que deveria ter acontecido.

As reunioes feministas dentro das denominacoes tradicionais celebram e adoram deusas PAGANS. A FEITIZARIA vai tendo um enorme renascimento nos circulos feministas como antagonista da FE' CRISTAN. A motivacao da ordenacao de mulheres, e a aceitacao de gays e lesbicas, e' mais profunda do que se pensa. Quando se descobre que as feministas no interior da Igreja se empenham em rituais magicos neo-Pagaos e a adorazao de deusas. Eu mesmo presenciei em plena Catedral de Chartres um tal ritual pagao, por uma mulher vestida de druida, que se colocou no centro do labirinto que adorna o solo da catedral.
Donna Steichen observou: a rebeliao ultima das feministas e' contra Deus Pai e seu Filho, o Salvador masculino Jesus Cristo [...] e a negacao de um DEUS transcendente e PAI. (Donna Steichen, UNGoDLY RaGE, San Francisco, Ignatius Press, 1992, pg 23)

A Igreja Catolica e' um teste aqui, pois sua estrutura e' hierarquica e autoritaria, alem do que seus ministros sao todos do sexo masculino, e ela poe muita enfase na ortodoxia da doutrina. A oposicao da Igreja Catolica ao aborto, `a conduta homossexual e `a ordenacao de mulheres esta' sob permanente ataque. Mas qualquer religiao deve proclamar ser verdadeira, e basear-se em principios universais e eternos. Se nao fizer isso, e meramente quiser seguir o zeitgeist, perdera' todo o respeito. E em nada ajuda o fato que as ideias de salvacao e danacao, de pecado e virtude, que antes tinham papel principal, agora estao ausentes dos pulpitos. E a religiao perde muito de sua forza moral. Apelos `a liberdade, igualdade e fraternidade nada mais sao do que a Religiao da Humanidade, que em plena Revolucao Francesa usurpou a Catedral de Paris. Nenhuma transcendencia.
Como Paul Johnson argumentou "Certainly, mankind without Christianity conjures up a dismal prospect. [...] In the last generation, with public Christianity in headlong retreat, we have caught our first, distant view of a de-Christianized world, and it is not encouraging." (Paul Johnson, A History of Christianity, New York: Simon & Schuster, 1976, p. 517)

Hereticus

Resolvi Colocar Acento! disse...

Sou moderno e não concordo com Freud. Aliás, a Alemanha e a Áustria, países onde o escritor nasceu e morou, admiram-no pelo rompante com a época, mas também não concordam com ele. Não é a toa que nesses países a psicologia cognitivo-comportamental é o método predominante das faculdades de Psicologia.

Fico curioso como é ser cristã e freudiana ao mesmo tempo. "Tenho de fazer sexo somente após o casamento pois sou evangélica, mas para Freud diz que quem refreia a sua sexualidade até este momento está envolto em idealizações infantis e neuróticas" Numa situação dessas, o cristão opta pelo conceito de sanidade freudiano ou pela rigorosidade da Bíblia?

Se você realmente quer ter uma conversa inteligente e sem xingamentos(como você mesma disse), vai ter que discorrer melhor sobre isso e sanar essa contradiação. A princípio me dá a impressão de que você não tem uma linha lógica de raciocínio e apenas joga com palavras fortes do tipo "ditadura"...

Aliás, essa questão que você fala da ditadura é muito relativa, porque se fosse assim teríamos uma ditadura negra, já que não podemos falar mal da raça negra, independente de já ter nascido negro.

A questão é "posso ou não discriminar?".

Quanto a Cristofobia, já está mais do que na hora dos cristãos montarem um projeto de lei nesse sentido, ninguém tem o direito de te discriminar só porque você acredita na Bíblia. A rede Globo, por exemplo, danifica severamente a imagem de todos os evangélicos só porque a principal concorrente pertence evangélico. Todos tem direitos a orientação sexual e opção religiosa sem discriminação.

Norma disse...

Anônimo Que Resolveu Botar Acento, faça-me o favor de pesquisar no blog tudo o que já escrevi sobre o assunto antes de me cobrar dizer neste post pequeno (estou sem tempo) o que eu já disse em posts maiores. E não, não sou freudiana e nem declarei isso, mas admiro o fato de Freud ter sacado o homossexualismo de um modo brilhante.

Quanto à "cristofobia", minha pergunta é: você está doido? E se cada "grupo" resolvesse criar uma lei contra uma fobia diferente? Ah, você não sabe o caos que seria uma sociedade fragmentada em grupos oponentes. Você sequer pensou nisso. Recomendo leituras críticas sobre o pensamento politicamente correto - há muitas neste blog.

Ah, quanto a "refrear a sexualidade", uma coisa interessante. Li nesses dias uma declaração do jornalista francês Maurice Clavel a respeito de uma conclusão a que Foucault havia chegado. Os leitores a essa altura sabem que não gosto de Foucault; mas ele disse algo interessante: que toda essa história de "repressão da sexualidade" é uma construção. Que em todas as épocas houve exageros para mais, não para menos. Veja que coisa!

Agora, se você está mesmo curioso sobre como "refreio minha sexualidade", uma boa resposta seria: não há freio nem repressão alguma, apenas uma saudável espera. Na verdade, Anônimo, hoje eu valorizo mais o sexo que antes, porque acredito que não deve se restringir à busca a dois por um prazer subjetivamente solitário, mas sim de uma união em todos os sentidos, mente, corpo e alma. Além disso, na contramão do espírito da época, ainda acredito na moderação e na contenção como práticas saudáveis. Esse negócio de "repressão" foi um discurso compreensível na década de 60; hoje, vendo a barbárie para a qual estamos retornando (em todos os sentidos, porque ninguém acha que tem que controlar nada), não cola não.

Fraternus disse...

Oi Norma,

Que chato vir aqui no seu Blog e achar mais um texto típico da direita fundamentalista americana: apologia contra o homosexualismo. Nenhuma surpresa...
De fato o homosexualismo é pecado. Aliás muita coisa é pecado. Tudo aquilo que não é por fé é pecado. Ampliando o versículo que você mesmo citou 1 Coríntios 6:9 veremos também que nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
Engraçado como Deus coloca os gays ao lado de avarentos ou alcoólicos ativos e dos maldzentes. Ou seja na lista dos deserdados. Acho que as igrejas seriam mais felizes se ao invés dos gays escolhessem os maldizentes ou avarentos para repreenderem. Assim pelo meno estariam cuidando de assuntos internos. Evidentemente existem também gays nas igrejas (vivendo hipócritamente) e igrejas de gays (algo distorcido).
Mas o que normalmente acontece a Bráulia relatou muito bem na história de Daisy e a incapacidade dos evangélicos em amar os homosexuais.
Ainda que não concorde com a opção sexual deles. E também veja como pecado. Pelo que certa vez vi no litoral capixaba uma multidão gritando atrás de um travesti quase a ponto de linxá-lo. E depois boyzinhos querendo se organizar para dar um coro nela. Penso que eles, os homosexuais, estão mais que certos em se unirem como minoria e buscar agora ajuda do governo.
Evidentemente que também como tantos e também a própria Bráulia bem descreveu no Barraco ideológico isso não significa abrir mão da liberdade de expressão.
Enxergo Jesus, hoje, como sempre, ao lado da adúltera. Veja: sexo é pecado fora do casamento, não somente antes. E vejo ele também ao lado dos homosexuais dizendo como outrora: "E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela."
Se não fosse essa compaixão divina, Paulo não poderia também escrever no verso 11: “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.”
Espero que chegue um dia que nossas igrejas possam também afirmar isso. Isso acontecerá quando deixarem de ser tão impopulares e tão retrógradas.
Gostei mais da última vez quando você abriu sua alma e falou dos
dois infinitos
, da santidade e de suas lutas, sentimentos contraditórios (pra não dizer outras coisas que neste contexto aqui de comprometeriam).

Saudações Fraternas,
Roger

Norma disse...

Rogério, julgar também é pecado. Que pena que você tenha pecado contra mim logo na sua primeira visita a meu blog.

Como não tenho como lhe provar aqui que amo os gays, apenas lamento por você e sua leitura distorcida. Assim como lamento a sua falta de discernimento sobre os múltiplos erros - e seus desdobramentos - do pensamento politicamente correto.

Você é assim, bate-e-assopra. Já tinha visto isso no blog do Tempora. Quer um conselho? Respire antes de postar. Assim você acaba angariando animosidade gratuita. Não comigo, que sou relax toda vida. Se você quer ler esse pequeno texto e me tachar de homofóbica hidrófoba (ei, esse som ficou legal: homofóbica hidrófoba), saiba que tenho amigos gays e jamais fui preconceituosa contra eles. Apenas procuro ser uma cristã bíblica. Nem sempre é fácil.

Tenta de novo. Talvez na sua próxima visita você saiba usar de mais simpatia para com quem pensa diferente de você.

Abraços.

P.S. Sou esse post, sou o outro; sou firme, sou uma geléia. Sou isso tudo e não posso ser uma coisa só. Sou isso tudo e não posso ser o que os outros querem que eu seja. That's what I am. Sou também a primeira das pecadoras. Deus sabe. Deus seja louvado, que me ama mesmo assim.

Norma disse...

Adendo: e quem não entende que um cristão verdadeiro e amoroso (porque só existem os desse tipo) possa falar vociferantemente contra o pecado - porque, justamente, sabe que é o primeiro dos pecadores - está precisando ler a Bíblia. Que tal as epístolas de Paulo?

Essa mania maniqueísta, meu Deus... Isso é uma doença do pensamento!

Pessoal, estou lotada de trabalho e vou ter realmente que começar a rejeitar comments por não ter tempo para responder. Tenham paciência, a coisa melhora daqui a um tempo. Posts maiores e mais freqüentes, mais participação nos comments etc. etc. Como não recebo ajuda alguma do governo e pago minhas contas com o suor do meu rosto, preciso diminuir (com lágrimas!) o tempo para escrever no blog.

Aliás, se alguém quiser se oferecer como mecenas para que eu não precise trabalhar tanto e possa voltar a escrever regularmente no blog, aceito! Também serve um trabalho remunerado de articulista. :-)

Acentuado? Mais do que nuuuunca! disse...

Bem, só espero que seu tempo diminuto, como o de todos nós, não lhe seja um álibe para fuga dos debates.

Você em certo texto disse que a sociedade está ficando mais liberal e ninguém está indo contra. Está sim, mas os argumentos destas pessoas são muito fracos e elas desistem no meio do caminho.

Já que você é evangelico-freudiana, ele atribui essas esquivas a uma ação de defesa da integridade do ego. É só puxar uma pecinha que desmorona tudo...

Gustavo Nagel disse...

Ao anônimo do acento:

É que você não preenche o mínimo que se espera de um debatedor: nome e sobrenome. E para qualquer um que saiba ler, fica óbvio que a última coisa que você pretende é discutir essa questão de modo conveniente — a começar pela sua estúpida pergunta inicial, não acha? Ali você já poderia ser, com toda justiça, ignorado pela Norma. Mas claro: “homossexualismo é pecado, assim como o sexo antes do casamento e a masturbação”. Quer algo mais freudiano que isso?

Fraternus disse...

Cara Norma,

Vc é carioca? E eu pensava que mineiros eram conservadores...

Bate-e-assopra? Isso pra mim é coisa dos franceses e europeus com suas pancadarias educadas e racionais que terminam quase sempre em camaradagem.

Se esse comentário agora é assoprar, com certeza o primeiro não foi bater. Se não vejamos:

1) Achei batido o tema com a ênfase pecado, mas nem desmereci você ou Blog

2)se falei que vc é contra o homosexualismo, disse que eu também sou. Em momento nenhum te taxei de homofóbica ou se quer achei que vc não ama os gays. Esse ponto está bem claro no seu texto. Em nossas conversas virtuais sempre parti do pressuposto que vc é cristã, minha irmã.

3)Claro que respiro antes de comentar. Nessas horas penso como seríamos se frequentássemos a mesma igreja aí no Rio: só nos cumprimentaríamos educadamente, ou "suportaríamos" um ao outro, ou vez por outra tomaríamos uma cerveja de frente por mar (que inveja dos cariocas). E então ali com tempo e ambiente apropriado quebraríamos o pal. Prefiro imaginar que essa última embora menos provável seja a verdadeira.

4)Acho que faltou tempo mesmo pra vc ler meu comentário. Se não vc veria que essa não foi a primeira visita ao seu Blog. E nem a 1a. que comento.

5)Espero voltar mais vezes e ao expressar meu sentimento de "chateado" não espero com isso que vc mude. Talvez essa questão de querer mudar o outro seja o que está pegando em nossos debates desde o início. Nisso posso também entender os homosexuais...

Por fim registro que tive um amigo gay, professor brilhante, que foi demitido cruelmente ao suspeitarem que tinha AIDS. E sei que você também acha essa injustiça um absurdo.

E penso que esse tipo de coisa tem também que ser levada em conta quando se debate homosexualismo, que é um tema pra lá de polêmico.

Abraços fraternos,

Rogério

PS: o taxei vão com x mesmo! Se não corrigi outros erros é também pela falta de tempo. Prefiro ser gramaticalmente errado mas politicamente correto.

Fraternus disse...

Mais uma coisa,

veja que minhas críticas nesse assunto se direcionam a nós igreja:
"Acho que as igrejas seriam mais felizes...".
Isso baseado no que uma líder da Jocum escreveu e que é infelizmente o que tenho observado ao longo de 18 anos de protestante.
Ou seja são muito mais auto-críticas do que alguma coisa para contigo ou o que vc escreveu.
Olhe que ainda dou de bandeja textos (o outro da Bráulia) que defendem o mesmo ponto de vista que é o seu. Quando você "fechar as cadernetas" de seus alunos e tiver mais tempo e vontade confira aqueles textos e vai entender melhor o que eu digo. Claro que tenho simpatia com o que você escreve! (Como vc pode negar isso!!)

Se não não te visitaria aqui. Home page de Neo-nazistas tem muitas aqui na Alemanha, mas com esse tipo de coisa eu não me envolvo.

Inté

Anônimo disse...

Fraternus

Em outras ocasiões você chegou a honrar esse apelido. Hoje não.

Quanto à "homofobia", você inverte as coisas. Igrejas falam contra fofoca e avareza, mas os fofoqueiros e avarentos não resolveram criar organizações de defesa da sua identidade, nem pretendem fechar igrejas e prender crentes que emitirem alguma opinião que não lhes seja favorável.

Na verdade, o homossexualismo nem era um tema particularmente presente nos discursos dos crentes. Muitos pastores ficavam muito tempo sem falar sobre isso. e geralmente só citavam de passagem. Até que o movimento gay se ofereceu para ser uma espécie de juventude hitlerista das esquerdas, ganhando grana, poder e marketing, em troca de uns servicinhos de perseguição, difamação, intimidação e atuação na engenharia social. Até uns poucos anos atrás, os militantes do pt tratavam gays como se fossem lixo. Não tinham nenhuma utilidade para a revolução socialista, que é a única coisa que importa... Feito o acordo, resolveram criar o crime de opinião (que esquerdista resiste à felicidade de ver opiniões sendo criminalizadas?). Ao reagirem contra a criação de uma lei ditatorial, os crentes passaram a ser chamados de homófobos. Justo eles que não agrediam e criticavam quem agredia os gays (não me fale de exceções, essa era a regra).

Talvez você não perceba isso, mas o que você está dizendo é que, em nome da "tolerância", nós temos de aceitar qualquer lei que o pt e o movimento gay queira criar.

Renato

Vitor Coelho disse...

As pessoas parecem incapazes de distinguir o indíviduo de seus atos. Criticam os cristão de não amarem os homossexuais, baseados no fato de que não toleramos as práticas homossexuais.
Quando nos colocamos contra o homossexualismo parece que estamos ofendendo os homossexuais, porque não parece existir separação entre a pessoa e o ato.
Depois tenho que ler comparações entre ser gay e ser negro?
Não podemos citar Freud com medo da contradição inevitável? (Contradição?.. na verdade creio que é uma questão de Interpretação)
- apenas um à parte sobre isso, não seria uma repressão sexual muito maior TER que seguir um caminho social simplesmente porque a mídia diz ser correto? Porque a primeira vez da grande maioria dos jovens é terrível? Por pressão do meio? Por um sentimento de necessidade? Entender que o sexo é mais do que a transa momentânea é repressão ou liberdade sexual????
Enfim. Não somos nós (E generalizo de propósito) que somos preconceituosos, MAIS preconceituoso é aquele que não distingue o indíviduo de seus atos. Quando o homossexual for encarado como ser e não como um simbolo iconográfico do direito gay, aí teremos dado um passo a frente, porque o cristianismo verdadeiro é isso, enxergar o homossexual como ser humano, com necessidades e também com deveres para com Deus e isso quer dizer que o homossexualismo está dissociado dele é um elemento a mais a ser considerado, mas o homossexualismo não é ser.

Fraternus disse...

Oi Norma,

No fundo só tenho que agradecer pelo espaço. E pedir que por favor não me confundam com outros.

A resposta sua "a Bíblia não seria Bíblia" é simples e inteligente. O argumento de anonimo ali foi super infeliz.

Ainda que goste dos livros de Rubem Alves jamais poderia concordar com tudo que escreve ou com o que ele disse hoje na Folha sobre A oração de Jesus no Getsêmani (para assinantes).

Mas pergunto: o que afinal Norma escreveu que eu tenha descordado ou atacado?

Se eu pequei contra você, só pode ser ou por tachar o texto de apologia contra o homossexualismo ou como algo típico da direita fundamentalista americana. No meu entender, isso se deixou transparecer muito mais no título e nas notas do que no corpo do texto propriamente dito.

Poderia ter simplesmente elogiado o artigo e dito que concordo com o que você disse. Que não podemos aceitar uma lei ditatorial gay, etc. E no finalzinho apresentado outros pontos contrários. Seria bem mais gentil... mas não seria eu. Ainda não cheguei lá. Mas pera aí também não fui grosseiro!

Eu te entendo perfeitamente quando no seu Blog, quer ter o direito de ser também geléia! :-) E eu quero continuar a ser goiabada com queijo ;-), essa coisa agridoce e salgada ainda por cima.

Além do mais acho o debate válido. Por isso apresentei outros aspectos mais favoráveis aos gays.
Já vi pastores apelarem e dizerem que é impossível, dificílimo e até que não é o ministério deles, e etc. Claro. Mas o mesmo se aplica aos fofoqueiros e alcoólicos ou quem se masturba. Ou não?
Concordo com você, Renato, que essas outras não formam uma associação. Mas também elas não são atacadas violentamente.
Uma vez um colega de trabalho gay me perguntou qual a posição de nossa igreja e qual seria nossa atitude se ele fosse lá. Essa foi a primeira vez que homem olhava em meus olhos e se confessava gay. Minha resposta foi exatamente na linha de raciocínio do texto de Norma: “Homossexualismo é pecado assim como adultério”. Depois completei: “Acho que se vc for a nossa igreja sem a intenção de mudar terá problemas...”. Nessa época acompanhamos dois gays que após se declararem acabaram saindo da igreja.
Acho bem humana e convincente a postura relatada por Philip Yancey em relação a seu amigo Mel e o movimento gay cristão.

Teria ficado calado se nossa realidade como igreja fosse outra.

Abrçs Fraternos.

Vinícius disse...

Esse assunto é complicado, mas sei de uma coisa: lamento muito pelos gays, porque as mulheres são a obra-prima da Criação! E é por isso que é bom ser homem, para admirá-las de todas as formas possíveis, aiai...

Norma disse...

Fraternus, você não foi muito inteligente com o rapaz gay. Você é igreja. Não entende isso? Eu diria que ele seria muito bem tratado e me responsabilizaria por ele.

Você cita Yancey. Veja, Yancey é um dos grandes difamadores da igreja hoje. Ele só tem veneno na boca contra os "fundamentalistas". Vive falando mal da igreja e deve ganhar dinheiro com isso. Tenho horror de Yancey. E meu horror começou justamente por causa do seguinte: crente de verdade reconhece os erros da igreja mas não vive falando mal dela. Cuidado para não seguir o mesmo caminho.

Cristiano Silva disse...

Olá Norma,

Ainda relendo o que é de bom no seu blog ;-)

Independente das acusações de ser freudiana ou de se expressar como uma típica fundamentalista de direita norte-americana, só venho dizer que mais uma vez gostei muito deste post, e dos comentários subsequentes. De Freud eu não entendo nada, e não leio autores norte-americanos de direita, mas antes de tudo achei sua opinião bíblica.

Sei que estou parecendo puxa-saco ou baba-ovo, mas acho seus comentários sensatos e "no ponto". Ainda aguardo seu retorno, ou até mesmo um livro, que tal? Aprendo muito lendo seus textos.

Acho que poderia dizer, e me corrija se eu estiver errado, que seguimos uma mesma linha, aquela que Cristo definiu quando tratou do caso da mulher adúltera. Ele não ficou em cima do muro, e mostrou uma clareza que devemos seguir de exemplo: disse que todos eram pecadores como ela ("atire a primeira pedra quem nunca pecou") mas também condenou o seu erro ("vá e não peques mais").

God bless.

Norma disse...

Obrigada, Cristiano!

Estou lotada de trabalho e sem tempo quase nenhum, mas em breve retomarei o blog, se Deus assim o permitir.

Grande abraço!