13 janeiro 2009

Elomar

Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Isaías 55:9

Ainda na graduação, fui a um congresso em outra cidade. Conferência após conferência, a palavra de ordem era “A verdade não existe”, repetida ad nauseam, não importava o tema proposto. No auditório lotado, as cabeças se inclinavam docilmente em assentimento.

Aquele mantra foi gerando tal angústia dentro de mim que não pude mais: corri para o banheiro e desatei a chorar. Por que um congresso em Letras precisava ser tão dogmático quanto a uma questão filosófica? Teria a linguagem se tornado uma espécie de instância última da realidade? O que eu estava fazendo ali, tomando parte, sem querer, de um mal disfarçado culto ao relativismo? Por que, raios, os cursos modernos de humanas tinham de se parecer mais com a repetitiva pregação de uma teologia negativa? Eu não poderia tomar outro caminho e permanecer na academia? Eram perguntas não formuladas com clareza (só seriam visíveis de fato depois), mas que me causavam uma dolorida perplexidade.

Enquanto durou o congresso, perambulei por aqueles professores como se fosse a última das criaturas. Era óbvio demais que eu não pertencia à “nata” – sentia-o quase como quem detecta em si não apenas uma diferença incontornável e definitiva, mas um defeito grave. Uma inferioridade fatal me atravessava e me entristecia, mantendo-me calada ali. Eles eram a luz, eu era o obscurantismo. Eles encarnavam a própria Inteligência Acadêmica, enquanto eu não passava de um esforço tímido e provavelmente ineficaz de reconciliação entre conhecimento científico e fé cristã.

À noite, na casa de meus parentes daquela cidade, fiquei quietinha na cama, luzes apagadas, ouvindo Elomar no walkman antes de dormir. Quando tocou Cantiga do Estradar eu vi, como em um travelling de cinema, todos aqueles professores do congresso sentados um ao lado do outro em uma grande tribuna. A letra dizia: “Legião de condenados/ nos grilhões acorrentados/ nas trevas da ignorância/ sem a luz do grande Rei.”

Bastou para que Deus restabelecesse em minhas emoções cansadas a ordem correta das coisas. Desde então, aquele velho sentimento de inferioridade diante da sapiência acadêmica nunca mais me atingiu.

62 comentários:

Mário disse...

A verdadeira sabedoria vem de Deus. Como dizia São Paulo, a "ciência" incha! É a vaidade que faz a maioria dos acadêmicos enveredar pelo caminho do ateísmo e do niilismo. Eximem-se de fazer perguntas fundamentais, ficando restritos a seu pedacinho de mundo, vomitam a arrogância própria dos ignorantes. Limitados por horizontes estreitos auto-impostos, acovardam-se diante das grandes questões. Fingem já as tê-las respondido, e seguem adiante com suas poses e ar afetado. Desses tipos já vi muitos. Dignos de pena, sem dúvida. Parabéns pelo texto, Norma! Muitos já passaram por essa angústia no meio acadêmico, com maior ou menor magnitude. PS: Elomar é muito bom, já postei um clip dele no meu blog:

http://mariotblog.blogspot.com/2008/04/o-linguajar-de-elomar.html

Norma disse...

Obrigada, Mário! É isso mesmo que você descreveu. E com certeza a magnitude da minha angústia foi gigantesca! Hehehehe!

Pessoal, recomendo vivamente que vocês copiem e colem o link que o Mário passou. "Arrumação", para mim, é uma das músicas mais lindas de Elomar. É também uma das primeiras que decorei. :-)

Grande abraço!

Cláudio disse...

Adorei esta, Norma.

É verdade ou mentira que "a verdade não existe"? :-)

A coisa é tão primária, tão grotesca, que me dá até medo, porque como uma pessoa incapaz de contato com a realidade pode tomar decisões morais baseada nela?

Não pode. Pois, ao dizer que "a verdade não existe", esta pessoa ou está mentindo, hipótese de socipatia, ou, pior ainda, não nota a incongruência, o que configura debilidade mental.

No final, provavelmente é o pecado do orgulho: afirmar uma absoluta sapiência no momento mesmo que confessa a total inépcia.

um abraço,
Cláudio

Norma disse...

Olá, Cláudio,

Pois é, o ataque sistemático dos "bem pensantes" à lógica é algo que atenta não só contra a verdade, mas contra a vida. Acabo de receber em minha caixa de e-mails o relato de uma moça americana que quase foi abortada. Ela agradecia aos pró-vida de sua cidade pela atmosfera antiaborto do local. O detalhe fundamental é que sua vida foi fruto de uma relação de estupro. Segue-se que quem comete tal erro lógico - "sou contra o aborto, menos em caso de estupro" - também se levanta contra o valor supremo da vida humana. O texto é muito interessante e está em:

http://www.rebeccakiessling.com/

Abraços!

Cristiano Silva disse...

Olá Normal, bem-vinda de volta!

Não sou filósofo ou grande estudioso, mas como um congresso acadêmico pode chegar à alguma conclusão sobre algum tema se afirma que a verdade não existe?

É como se estivessem no deserto, dando voltas e mais voltas em torno de um oásis por não quererem adimitir que, sim, ele está ali, esperando que usufruam de sua água.

Estava lendo Schaeffer (O Deus que se revela) no fim do ano passado, e aprendi uma coisa: ao negar a existência de Deus, o parâmetro de referência para a moral, que antes era Ele, torna-se agora estatístico. Dependendo da época, aquilo que a maioria das pessoas estiverem pensando sobre determinado tema, será a sua opinião também. Ao negarem a Verdade de Deus, tomam para si uma "verdade" humana, a idéia que está mais em moda.

E para quem despreza o estudo da Filosofia como matéria, por achar chato e irrelevante, não sabe o poder destrutivo que ela pode exercer!

Eu penso assim. Abraços.

Solano Portela disse...

Cara Norma:

Não conheço, nem ouvi o Elomar. Mas tenho lido seus excelentes escritos e constato, com alegria, esse seu singelo registro de uma interação das coisas pequenas da vida com as questões definitivas desta - como a segurança da existência e de trilharmos na Verdade. É impressionante como somos motivados a reflexões maiores do simples ao complexo; do menor para o maior; do micro para o macro. Mas é recurso didático recorrentemente utilizado pelo próprio Deus (ex.: 1 João 4.20-21; Salmo 103.13; Mateus 7.9-11).

Um abraço de ano novo!

Solano

felipe disse...

Norma,
muito edificante a sua experiência! muitas vezes somos confrontados com os chamados "sábios" e nos sentimos só diante de uma grande multidão de relativistas. No entanto, Deus, por diferentes meios, nos mostra que a Verdade está naquele que o ama.
Abraços,
Felipe F. Inácio

P.S.:Eu e alguns amigos fizemos um blog, está iniciando ainda. Tem um assunto agora sobre o niilismo. Se tiver um tempinho visita lá!


http://apologiaeespiritualidade.blogspot.com/

Tiago disse...

Cara Norma,

É uma grande alegria vê-la e volta. Fico sempre um pouco mais impressionado pelo seu bom gosto: John Piper, Tolkien e agora Elomar!

Obrigado por dividir sua experiência com o relativismo. A vida na academia realmente não é nada fácil. Acho que as próprias idéias nefastas que se propagam por lá acabam inclusive se refletindo nas relações pessoais enrtre professores, que não raro são péssimas. O pouco que vi me deixou impressionado.

Tenho mais ainda a lhe agradecer, pois minha própria experiência de chegar a admitir de forma mais geral e pública a minha fé passou por uma indicação da Roxane, do seu texto "Eu, ex-agente semi-secreta da fé". Foi muito importante para mim, e foi como passei a ler seu blog.

Muito obrigado, e um grande abraço.

Tiago

Norma disse...

Sim, Cristiano. O fim de Deus é o fim dos valores eternos - um prato cheio para o estabelecimento de regimes totalitários. Não é à toa que o comunismo é ateu.

Olá, Solano! É também com alegria que eu reconheço no que você disse a minha ênfase. Vou dar uma olhada nos textos bíblicos que você passou. Abração!

Obrigada, Felipe! Dou uma passadinha lá sim.

Abraços!

Norma disse...

Você tem toda razão, Tiago!
Eu é que lhe agradeço por ter me contado isso. Saber do alcance das palavras da gente é sempre um estímulo maravilhoso.

Abração!

Nilson disse...

Gostei do que você escreveu!
Lembrei-me dos tempos da faculdade de História,onde as aulas se pareciam mais com "um mal disfarçado culto ao relativismo" e ao comunismo.Também sobrevivi.No final,apresentei uma monografia sobre Calvino e Max Weber;eles(os professores)tiveram que ser cuidadosos com as observações,pois nunca tinham lido Calvino(mesmo assim,uma professora indicou a leitura da Marilena Chauí...).Foi nessa época que conheci o seu blog,o "O tempora o mores",entre outros,que muito me auxiliaram.Obrigado!
Graças a Deus pela salvação e por podermos estudar sob Sua direção.
Um abraço e que Deus continue a iluminando.

Anna A. disse...

Professora Norma,

Como já comentei outra vez aqui no blog, (não sei se você lembra) sou sua fã e sempre aprendo muito com os seus posts. Estou entrando no último ano do curso de Letras e tento lutar a cada dia contra esse pensamento relativista pós-moderno que tomou conta do meio acadêmico no Brasil. É realmente muito difícil nadar contra essa correnteza... mas que esse sentimento de inferioridade acadêmica diante da real ignorância dos presunçosos "mestres" possa ser substituído por uma disposição cada vez maior de servir ao Senhor e de ser luz onde Ele nos tem colocado!

Agora, eu queria, na verdade, lhe pedir um favor. Sei que você é ocupada (e entenderei se você não puder responder no momento), mas eu gostaria de saber que bibliografia(s) você recomenda na área da "filosofia da linguagem" ou da "concepção de limguagem" sob uma abordagem cristã-reformada. Pretendo fazer meu TCC nessa área, e ficarei muito grata se você puder indicar algo para minha pesquisa.

Desde já agradeço e parabenizo novamente pelo blog!
Um abraço ;)

Norma disse...

Querida Anna,

Muito obrigada por mais uma vez me alegrar, confirmando que meus escritos ajudam pessoas que já estiveram na mesma situação que eu! Que Deus nos mantenha a todos na disposição mental e no vigor do coração para ouvir o Espírito acima de qualquer falácia humana!

Agora, quanto a sua pergunta, de fato não saberia dizer, não só porque minha pós-graduação foi em literatura, mas também porque ainda não pude dar conta dos estudos reformados concernentes à linguagem. Mas vamos fazer o seguinte. Vou perguntar a meus amigos teólogos reformados e também a meus amigos conservadores - a estes, sobre autores que tenham uma cosmovisão, se não reformada, pelo menos mais aparentada com a cristã. Nesse segundo grupo, o único que me ocorre é Eugen Rosenstock-Huessy, em seu livro A origem da linguagem (que está esgotado, e você só encontrará pelo site www.estantevirtual.com.br). Não sei se já ajudaria, mas é um livro bem interessante, que nada na contramão das modas linguísticas atuais.

Grande abraço e que Deus a abençoe muito na sua trajetória acadêmica!

Cristiano Silva disse...

Olá Norma, eu de novo.

Devido à referência dada pelo Tiago, procurei o texto Eu, ex-agente semi-secreta da fé para ler, e ele também me edificou muito. Mas depois comecei a procurar mais posts no histórico deste blog, coisas de 2006 e 2007, e achei coisas ainda mais edificantes.

Seu livro, a exemplo do Nicodemus no Tempora-Mores, sairá quando mesmo?... :-)

Luís Afonso disse...

The truth is out there!!

Roger disse...

Oi Norma,

interessante como as experiências de vida são distintas e portanto a visão de mundo.

Na graduação, uma das frases que me marcou por parte dos professores da iniciação científica foi "o objetivo é descobrir a verdade doa a quem doer", e olha que eram todos sociólogos petistas, e estávamos engajados em projetos sociais rurais.

Aliás nesta época apreciava muito o Elomar e o programa Arrumação inspirado em sua música.

um beijo e bom domingo,

Roger

Mário disse...

A respeito da verdade, percebo que há grupos que procuram distorcê-la para adequa-la às suas concepções ideológicas. Partem de determinadas premissas e princípios que são elevados à categoria de "lei" natural ou dogmas sociais. A partir destes, tecem interpretações esdrúxulas da realidade, renegando princípios das "velhas tradições", tidos como fruto de uma superestrutura ideológica. A arrogância de certa militância intelectual - e de outros, nem tanto intelectuais, mas ainda mais militantes, inocentes (bestas) úteis - marcada pelo relativismo e marxismo, cuida de distorcer os fatos, mentindo a si mesmos, pois a mentira é necessária para escamotear os crimes que defendem. A nova escala de valores (na verdade a atitude cínica que nasce da negação da tradição judaica-cristã) nascida das concepções pós-modernas, faz corar a quem ainda preserva um mínimo de bom senso. E cora também os adeptos do relativismo, daí a necessidade que têm estes de chamar o vício de virtude. O artigo de Oscar Niemeyer publicado na Folha de São Paulo na semana passada é exemplo dessa degeneração da mente e do espírito que, privado do referencial que nos dá o norte moral, faz do indivíduo um cínico amoral ou um mentiroso que mente em primeiro lugar a si mesmo, diuturnamente. Não sei se você leu o artigo, Norma. Teci alguns comentários no meu blog. Para mim é inconcebível que um jornal abra espaço para tal farsa desavergonhada. A verdade existe sim. Mas marxistas e os adeptos do relativismo pós-moderno a negam porque fizeram uma opção preferencial pela mentira. É mais confortável às suas consciências (naqueles em que ela ainda existe) tudo relativizar. Mas, uma hora ou outra são pegos em atitudes patéticas como a desse artigo do Niemeyer. Peço licença para disponibilizar aqui os links. Abraço e muito obrigado!

http://mariotblog.blogspot.com/2009/01/mentira-como-filosofia-de-vida.html

http://mariotblog.blogspot.com/2009/01/verdade-de-niemeyer-ler-primeiro-o-post.html

jpfaleiros disse...

Olá Norma

Acredito que voce conheça grande parte do repertório do Elomar.
Mas essa interpretada pela Diana Pequeno é muito bonita.

http://br.youtube.com/watch?v=FYHF5TQGjEA&feature=related

Campo Grande

Abs
JP

jpfaleiros disse...

Ops Erro

Campo Branco

Abs
JP

Norma disse...

Anna,

Conforme prometi, aqui está a dica do Solano:

Gordon Clark, conhecido filósofo reformado (já falecido), escreveu um livro sobre Linguagem e Teologia, no qual aborda, entre outras questões, o pensamento de Wittgenstein. Vou colocar o resumo desse livro, abaixo, da fonte: http://www.apuritansmind.com/GordonClark/McMahonSummaryLanguageAndTheology.htm .

Norma disse...

Ah, entre meus amigos conservadores (não protestantes), aconselharam-me Lonergan, Dimensions of Meaning. Olhe que interessante:

"Lonergan distinguishes four realms of meaning:

1. common sense where, as we have seen, meaning is expressed in
everyday or ordinary language;
2. theory where meaning is expressed in technical language;
3. interiority where meaning rests upon self-appropriation,
attending not merely to objects but also to the attending subject in
his or her acts; and
4. transcendence where meaning emerges through the language of
prayer and relation to divinity. "

http://lonergan.concordia.ca/glossary/glossary_c-d.htm

Norma disse...

Oi, Cristiano!
Só Deus sabe, hehehehehe!

Pessoal, obrigada pelos links! JP, de fato, a versão é muito bonita. Eu só sinto falta de uma voz mais empostada para essa música. Acho que "combina".

Abraços a todos!

Norma disse...

Roger,

Seu comentário aparentemente casual parece querer relativizar minha percepção com a "lógica do tudo ou nada" (ver post sobre John M. Ellis), que poderia ser enunciada mais ou menos assim: "Como cada um tem sua experiência dentro do ambiente universitário, atravessada de subjetividade, não é possível afirmar objetivamente que o meio acadêmico tem tais ou tais características."

Será que entendi errado ou é isso mesmo?

Anna A. disse...

Puxa, Norma... muito obrigada pelas indicações e por toda a presteza e disposição em me ajudar!

Vou tentar adquirir os livros que você recomendou. Pelo "Language and Theology", do Dr. Gordon Clark, eu realmente já tinha me interessado e providenciado para comprar. Mas é muito bom saber que o Presb. Solano também o indica.

Quanto aos outros, inclusive esse do Lonergan, vou pesquisar um pouco melhor, mas parece realmente bem interessante essa questão das diferentes esferas do sentido e da linguagem. Lembrei um pouco de Dooyeweerd e sua filosofia baseada em diversos aspectos ou esferas do sentido (meaning), ou do conhecimento e da atuação humana, dentre elas, ele inclui também a lingual.

Mais uma vez, agradeço muito a sua ajuda e oro para que o Senhor continue a lhe abençoar nesse verdadeiro ministério que você desempenha aqui no blog e em todas as suas atividades.

Um grande abraço e bom resto de Domingo!
Anna Layse Anglada.

Norma disse...

Imagina, Anna! Foi um prazer. Se surgir mais alguma indicação, eu continuarei postando aqui, certo?

Que Deus a abençoe muitíssimo, dando-lhe cada vez mais criatividade e sabedoria para enfrentar a difícil pedreira do meio acadêmico!

Abração e bom domingo pra você também!

Roger disse...

Querida Norma,

sua experiência é válida! Existem porém outras. Não é mesmo?

Você compartilhou sua angústia na época baseada em sua percepção, dos fatos. Sem dúvida que seu depoimento é válido, haja visto os ecos nos comentários.

Me ocorre agora um congresso que participei em Maringá, sobre desenvolvimento sustentável, onde em uma programação cultural noturna dois evangélicos subiram no palco e cantaram "você pode ter".

Enfim, não vim aqui para provocar. Acho que nosso diálogo tomou um rumo que não queria de forma alguma e comentei assim com esse ar casual só para não deixar nenhum rastro de mal entendido.

No fundo achei muito interessante não só o fato de você conhecer e gostar de Elomar, como de remeter a uma época que ficou esquecida a uma distância de 15 anos atrás.

Uma ótima semana, continuemos nosso diálogo!

Roger

Norma disse...

Roger,

"Sua experiência é válida! Existem porém outras. Não é mesmo?" - Você está querendo dar a entender que eu não sei disso? Que pândego. Além disso, não respondeu minha pergunta.

"Sem dúvida que seu depoimento é válido" - Isso me lembra o mecanismo argumentativo chamado "concessão". O "argumento" vem depois: sua experiência em Maringá. Só que fatos apresentados soltos estão muito longe de argumentos. Além do mais, o que prova evangélicos cantando em um congresso? Que a academia é mais aberta aos cristãos que eu imagino? Pode até ser verdade em alguns círculos da sociologia ou do desenvolvimento sustentável, mas não é verdade de modo geral, principalmente nas áreas de ciências humanas mais influenciadas por teóricos franceses. Basta lê-los para entender isso. Uma das minhas professoras mais capazes chegou a afirmar publicamente uma vez: "Não entendo como um cristão pode se aventurar em literatura. É totalmente incompatível." E atrás de si ela trazia muitos autores para justificar-se. Acho que os seus dois fatos "sociológos petistas querem a verdade" e "evangélicos cantam em congresso" são muito pobres diante de todo o conteúdo que trago no blog. Chega a ser risível, se paramos para pensar em termos comparativos.

Você percebe o que está fazendo, Roger? Ou é totalmente inconsciente? Custo a crer!

E ainda escreve:

"Não vim aqui para provocar" - Minha única resposta a isso é Hahaha! Hehehe! Hohoho!

"Continuemos nosso diálogo" - Que diálogo???

Roger disse...

Oi Norma,

eu não quis relativizar seu texto.

Você pensa que não houve diálogo entra a gente? Por que?

Abrçs,

Roger

Norma disse...

Roger,

Por causa disso mesmo: você não entende o que eu digo (não afirmei que você quis "relativizar meu texto") e não consegue responder às minhas perguntas. Comporta-se como peixe ensaboado, sem declarar claramente suas ideias e intenções. Isso não é comportamento de quem quer diálogo. Você me parece querer apenas fazer um contraponto entre o que pensa e o que eu penso, como quem marca presença entre os "fundamentalistas" (hahaha). E, claro, fazer propaganda do seu blog (que você se sente bem mais à vontade para fazer no Tempora que aqui). Talvez você chame esse contraponto de diálogo, mas eu não.

Seu comportamento é esquisito, Roger. Esquisito pacas. Por que você não se expõe mais abertamente, como fez naquele dia sobre mim e Nagel? Por que essa camaradagem linguística toda, essas palavras afetuosas, sem a companhia de um desejo honesto de troca intelectual? Suas aparições me confundem e me cansam. Eu entendo qual é a do Lou, a do Paulo Brabo, a do Alysson. Eu me encrespei com eles, mas, ainda que enviesado muitas vezes, houve diálogo com eles. Com o Brabo, houve até uma conversa agradável, ainda que nenhum dos dois tenha mudado de opinião quanto às discordâncias. Porém, sinceramente, não entendo qual é a sua.

Roger disse...

Norma,

obrigado por suas respostas.

Olha, sobre o meu comentário você escreveu que ele “parece querer relativizar minha (sua) percepção”. Daí eu afirmar que essa não foi minha intenção.

Lamento muito que você não entenda também o meu jeito e objetivos. Não é culpa sua. Afinal você não é a primeira nem será a última.

O Brabo e os outros são bem diferentes de mim, em quase tudo. Aliás, eles são também diferentes entre eles.

Por que eu estaria aqui para fazer propagando do meu Blog? Então estaria usando a estratégia errada. Eu comento em vários Blogs, pois acho que isso faz parte da atividade Blogueira, porque isso me dá prazer e separo tempo para isso.

Norma, eu não comento nem para te confundir nem para te cansar. Te peço perdão novamente quando isso aconteceu. O Nicodemus está certo quando afirmou que o objetivo do Blog é dar prazer e não aborrecimento. Novamente, me perdoe pelos aborrecimentos.

Talvez em um futuro mais próximo consigamos então desenvolver um diálogo. Agora parece difícil, pois tudo está desgastado... vou dar um tempo e quem sabe em outra oportunidade!? Talvez lá no Temporas...

Fraternalmente,

Roger

Luiz de Carvalho disse...

Estava pensando cá comigo e resolvi-me a escrever; se falo parvoices, peço a Caridade (com C maiusculo) de me corrigirem. Eis o que quero dizer:

Item: se algo é relativo, só o é perante a existência de um outro que lhe sirva de termo de comparação. No momento da relativização, é força considerar os dois polos de comparação como que absolutos, se não, haveria de se remontar aos relativos desses mesmos polos relativos ad infinitum, sendo portanto impossível se decidir donde haveria de se começar a relativizar.

Item: como resultado da comparação, a relação em si não é uma "coisa", um objeto, uma substância, uma res extensa - mas somente a posição relativa de algo em relação a outro algo, sob determinado aspecto. V.G.: pai e filho são posições relativas sob o aspeto da paternidade. Algo só pode se chamar pai se há o que se possa chamar seu filho, e vice-versa. Ambos têm de ter existência concreta e verdadeira para que se realize a comparação, o que não impede que sejam relativos sob outros aspetos (o pai pode ser esposo, se comparado à esposa; filho, se comparado aos pais; chefe, se comparado a seus subordinados etc..).

Item: se tudo é relativo, então a relativização em si é um absoluto; logo, nem tudo é relativo - mas quem não sabe disso? Detesto ser óbvio assim... Se não há verdade, como escolher os termos a serem relativizados, como sabê-los termos capazes de relativização? Jogo de dados? Advinha?

Item: o homem, ao raciocinar sua experiência subjetiva, transforma-a em objetiva, pois se assim não fosse, se não se estabilizasse as impressões subjetivas numa cristalização objetiva, não haveria sequer como saber que se tratara duma experiência subjetiva. Essa operação se produz na inteligência, que não apenas conhece algo, mas conhece que conhece algo.

Item: nem a maior subjetividade que há pode delir certas características objetivas do objeto de experiência - sua essência. Muitos gostam de cães, outros os detestam; mas dentre uns e outros quem teria a coragem de negar que o cão é aquele animal ali, que se pode ver, tocar e, de quando e quando, se deve fugir apressado? Se não houvesse absolutamente nada em comum nas experiências subjetivas do mesmo objeto, um denominaria o cão de jacaré, e outro de pneu, e ambos concordariam que se trata de um tônico capilar. :P

Item: Nosso Senhor Jesus Cristo é a Verdade. Há quem diga que a verdade é sempre relativa, não há verdade absoluta ou Verdade. Se Nosso Senhor Jesus Cristo fosse relativo, haveria de existir um outro a quem se comparasse. Mas como Nosso Senhor é Deus, e se diz no livro do Apocalipse aquilo do Arcanjo São Miguel: "Quem como Deus!", logo, nem toda a verdade é relativa.

Perdoem-me o alongar-me.

Joabe disse...

Cara Norma,
Graça e Paz.
Excelente artigo. Inumeras vezes os "sábios" deste mundo tentam nos embargar com suas concepções relativistas de visão de mundo e rolutam aqueles que crêem em uma Verdade Absoluta de fundamentalistas e/ou retrogrados .No entanto, nós que temos nossa pressuposição na crença no Deus Trino Todo-poderoso, cremos que Ele nos mostrou a Verdade na pessoa do seu Filho encarnado e nos revela sua Verdade proposicionalmente através das Escrituras . A esses “sabios”, so nos resta orar para que a Graça Eficaz de Deus os alcance.

Um Abraço,

Joabe.
P.S.:Aproveito a oportunidade para fazer “propaganda” do blog que meu irmão e uns amigos deles fizeram(Espero que não cobre pela propaganda,rsrsrs). É o Apologia e Espiritualidade. http://apologiaeespiritualidade.blogspot.com/

MiRzA KaZiN disse...

Professora Norma,

A verdade é como o sol, que alvorece em diferentes pontos do horizonte; é como a luz que brilha em muitas lanternas. Por isso, se as religiões investigarem a verdade e buscarem a veracidade essencial de seus próprios fundamentos, elas concordarão e não encontrarão diferença alguma. Porém, uma vez que as religiões estão submersas em imitações dogmáticas, abandonando as bases originais, e como as imitações diferem amplamente, as religiões são divergentes e antagônicas.

Não devemos buscar a verdade nos atos e feitos das nações; devemos investigar a verdade na sua fonte divina e convocar toda a humanidade a se unir na própria realidade.

A livre e independente pesquisa sobre a verdade é o próximo passo do ser humano, já posso ver a primavera da unidade surgindo em todos os corações.

Norma disse...

Roger,

Nosso desconforto (creio que posso falar pelo pessoal do Tempora também) é pela linguagem ambígua que continua sendo uma característica sua. Como você poderia mudar isso e passar uma impressão diferente? Creio que a questão é mais profunda e só você pode respondê-la.

Seja como for, desejo-lhe o melhor.

Abraços.

Norma disse...

Luiz,

Perfeito! Você descreveu as relatividades. O relativismo, por ser impossibilidade lógica, acaba se tornando um absoluto - o absoluto preferido dos impulsos humanos totalitários, irracional, logo incontestável.

Abraços!

Norma disse...

Olá, Joabe!
Obrigada! Farei uma visitinha.

Mirza,

Esse pressuposto da unidade das religiões está na base do perenialismo. No entanto, as afirmações de Jesus sobre Sua unicidade e especificidade não deixam espaço para a convergência de várias fés religiosas.

Sei que tal convergência possui um apelo muito grande devido ao potencial de união que traz, mas não podemos vislumbrar uma perfeita união sem aparar as arestas das afirmações contraditórias sobre o mundo. Isso seria abdicar da razão, do pensamento, das regras elementares da lógica humana.

Veja: se, segundo a Escritura, Cristo é o único salvador e redentor, a única porta de acesso a Deus, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, o Filho unigênito que morreu por nós (que estávamos mortos em nossos delitos e pecados e somente temos vida Nele) - não há convergência possível com crenças religiosas que enaltecem a força humana. Ou cremos que Jesus abriu a via ao Pai por nós (e que somos fundamentalmente maus e carentes de Deus), ou cremos que nossas obras é que podem fazê-lo (sendo fundamentalmente bons e capazes de escolher o bem ao invés do mal). Não há meio termo nisso. Precisamente, é o que distingue o cristianismo de TODAS as demais religiões.

Dê uma olhada na sua Bíblia. Se você não apelar para uma interpretação "para poucos" - fruto de um orgulho espiritual gigantesco, que baniria do crescimento espiritual os simples a quem Jesus tanto amava - , você verá que a Palavra não nos deixa confundidos, mas carrega em si uma coerência impressionante. Peça a Deus que inspire você na leitura.

Abraços!

Francisco Mário disse...

Norma, não desanime. Há 7.000 homens que ainda não se curvaram diante de Baal. Deus é contigo! Falando em verdade, acabei de escrever sobre ela no meu blog por causa da nova frase "A verdade é absoluta, a percepção dela que é sempre relativa". Aproveitei o post do Augustus e escrevi. Dá uma lida. Um abraço e parabéns!

Pastor Geremias Couto disse...

Norma:

Somos estranhos no ninho, embora não use essa expressão para significar a idéia de alienados (ou alienígenas, quem sabe?). É que teremos de lutar sempre contra a correnteza e isso cansa! Esgota! Às vezes frustra!

Mas nessas horas, quando os que afirmam não existir a verdade querem impor "a sua verdade" (que beleza de relativismo!), Deus faz soar lá do fundo do seu coração algumas notas que nos trazem de volta à realidade de que ele está ali, bem perto, a velar por nós, a revigorar as nossas forças e a pôr ordem nos nossos pensamentos. E aí a Verdade salta outra vez aos olhos e nos tornamos as mais felizes criaturas!

Deus lhe abençoe.

Pastor Geremias Couto disse...

Norma:

Ouvi a canção do Elomar que o Mário "linkou" em seu blog. Achei sensacional. Mas essa, Cantiga do Estradar, vasculhei a rede atrás dela, mas não a encontrei. Há como encontrar os trabalhos do Elomar em algum lugar (desculpe a rima)?

Obrigado.

Mário disse...

Olá, Norma. Segue um link para vídeo e outro com a letra da belíssima "Campo Branco" do Elomar. Abraço!

http://www.youtube.com/watch?v=eHKPA-7buxE

http://letras.terra.com.br/elomar/235518/

Mário disse...

Pastor Geremias, o senhor pode ouvir a Cantiga do Estradar e outras do Elomar (rimou de novo) na Rádio Uol. Após acessar a página é só digitar o nome da música na busca.

link:

http://radio.musica.uol.com.br/

Pastor Geremias Couto disse...

Obrigado, Mário, pela dica. Farei isso agora mesmo.

Norma disse...

Obrigada, Pastor Geremias! Gosto muito de tudo o que escreve aqui.

De fato, a dica do Mário é muito boa. Cantiga do Estradar não está no You Tube.

Abraços a todos!

Jullie disse...

Olá amada! Gostaríamos de convidá-la para visitar nosso blog, criado recentemente. O endereço é www.parecidocomjesus.wordpress.com

Abraços e a paz de Cristo!

Jarson Brenner disse...

Engraçado que os que dizem que "não há verdade" são tão dogmáticos quanto os que defendem "certas verdades" por aí.
Como seria bom se todos humanos buscassem o meio-termo sempre e abandonassem os extremos de tudo.

Muito bom seu texto, Norma!

Thulio Debrusk disse...

Norma,

Frequento a pouco tempo o seu blog. Este post, em especial, me abençoou muito. Também sou estudante de Humanas e às vezes fico como vcê ficou. Ler este post me serviu para novamente serem estabelecidas as ordens das coisas.

Deus abençoe você.

Cristiano Silva disse...

Off-topic

O que aconteceu com o texto Sola Scriptura: subjetivismo? O link para ele está no meu blog, mas o mesmo não se encontra mais no seu...

Abraços.

Norma disse...

Oi, Cristiano,

O que aconteceu é que eu não fiquei totalmente satisfeita com esse texto e acabei retirando. Mas ele vai voltar - assim como as postagens mais frequentes! ;-)

Abração!

Norma disse...

Oi, Cristiano,

O que aconteceu é que eu não fiquei totalmente satisfeita com esse texto e acabei retirando. Mas ele vai voltar - assim como as postagens mais frequentes! ;-)

Abração!

Make disse...

Norma,
Conheci você pelas suas discussões com o Christie no grupo Kuyper. Aliás, infelizmente tive meu quinhão de discussão com ele também. Mas isso não vem ao caso. O que interessa é que admirei, nos seus emails primeiro e aqui no blog depois, tanto sua argumentação quanto o conteúdo dela. É sempre edificante ler você!
Quanto à arrogância acadêmica, sabe, eu não me assusto com ela. Tenho pena! Às vezes também alguma irritação pela estupidez que eles não enxergam em si mesmos.
O que me assusta mesmo é a "elite pensante cristã". Conheci algumas pessoas maravilhosas, mas também já vi muito nariz empinado, má vontade e a conversa incompreensível de citações e mais citações. Claro, se a conversa for entre conhecedores do assunto, nada mais normal. Mas o discurso muitas vezes é dirigido a qualquer um que lhes faça qualquer pergunta.
Tenho algum conhecimento filosófico e teológico e pretendo ainda fazer mestrado em uma ou ambas as áreas... Mas o ambiente acadêmico cristão chega a me dar medo.
No amor de Cristo,
Roberto

Paulinha disse...

Norma,
Deus é um Deus que fala e usa pessoas e situações para isso, além da sua Palavras.
Que Deus continue a falar contigo e que você continue a testemunhar das maravilhas dEle.
Abs
Ana

Danilo Neves disse...

Irmã Norma,

A sua reflexão é muito interessante. É como se você escrevesse por vários outros irmãos.

Vivemos dias semelhantes como os de Isaías 5.20:
"Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!"

Quando você disse "restabeleci as emoções", me juntei a você, lembrando-me das várias situações onde pagamos o preço por sermos cristãos e sofremos esse drama psicológico por cremos na Verdade. Como Spurgeon disse, se o Senhor Jesus recebeu uma coroa de espinhos, não queiramos nós, os discípulos, receber uma coroa de honra! Precisamos nos ajuntar aos heróis da fé e entendermos que somos peregrinos-combatentes nesta terra.

Agora que entrei pra blogosfera, primeiro peço permissão a irmã pra estar divulgando este blog no blog que trabalho, juntamente com alguns irmãos. Gostei dos posts aqui escritos!

Se puder, faça-nos uma visita, Norma: umpcgyn.blogspot.com
Entre, comente, e se gostar, nos ajude a divulgá-lo. A intenção que temos é em alcançar o maior número de jovens possível, ensinando, defendendo e divulgando a fé reformada.

Graça e paz, em Jesus, o Filho de Deus. Amém!

Soli Deo gloria

Sentido comum disse...

Parabens pelo blog, foi minha primeira visita mais agora aprendi o caminho.

Alan
www.leidosentidocomum.blogspot.com

Gabriel disse...

Olá, Norma! Escrevi uma matéria em meu blog sobre isto:

http://abuscapelaverdade.blogspot.com/search?q=relativismo

Inclusive o link de seu blog está no meu :D

Carla disse...

Oi Norma! Por onde voce anda? Sinto falta dos seus posts. Um abraço.
Carla (Santos/SP)

•♥´¨`Deborah Friedrich´¨`♥• disse...

Olá Norma, não conhecia seu blog nem Elomar; encontrei a ambos através de uma pesquisa sobre Philip Yancey no Google... Caminhos, interessantes caminhos!... Confesso que sua linguagem é bastante erudita para mim (sou muito sincera, não se ofenda). Mas o que você e Elomar me transmitem são "maçãs de ouro" (Prov. 25:11) Fiz um link para esta sua postagem no meu blog. Muito obrigada. Voltarei sempre.
Abraços.

Deborah Friedrich
http://macasdeouro.blogspot.com

Fullbuckmoon disse...

Olá, li seu texto no chamada.com sobre o Evangelho de Judas e vim te parabenizar pelos precisos argumentos do texto. Ia tentar baixar o Evangelho em Inglês, mas depois de ler o que você escreveu penso que posso ocupar melhor o meu tempo,rs.

Os textos por aqui tambem estão bacanas.

Fique em paz.

Elton

André disse...

Boa Noite! parabéns pelo blog. Gostaria só de avisar que postei hoje no tópico do debate do Ricardo Gondim e Augustus Nicodemus sobe a Teologia Relacional, gostaria da apreciação de voces, principalmente da autora do blog, e aprecisar os seus comentários sobre o que disse.

Muito obrigado

Dr Watson disse...

Gostaria de solicitar uma ajuda aos presentes: pretendo iniciar um estudo bíblico doméstico, porém da forma mais aprofundada que me for possível, e gostaria de obter indicações acerca de uma Bíblia para estudos desta natureza. Não declaro vínculo com qualquer religião, embora venha de criação católica, portanto, necessito de uma Bíblia livre de interpretações parciais e tendenciosas a qualquer denominação religiosa. Que seja voltada para estudantes de teologia com o intuito de realmente estudar o conteúdo das escrituras, e não o de se tornarem lideranças religiosas. Postei neste tópico porquê pude observar a seriedade das pessoas que postam aqui, e em especial a da própria "blogueira". Deixarei meus contatos para que, se possível aos que se interessarem em me prestar este auxílio, possam se comunicar diretamente comigo. Caso não haja este interesse ou isto não seja possível (devido a regras do próprio blog, por exemplo), agradeceria se ao menos pudessem postar aqui mesmo alguma indicação desta literatura. Desde já agradeço aos que se compadecerem por prestar um auxílio a este que, independente de qualquer outra motivação, está ávido pelo conhecer.

Att,

Leo Marvet
leomarvet.drwatson@gmail.com (e-mail)
leomarvet.drwatson@hotmail.com (msn)

palavradas disse...

Olá Norma, é a segunda vez que posto nos comentários. Este, sobre a inexistência da verdade, é absolutamente simples de ser refutado. Se a verdade não existe, o que acaba de ser dito também é mentira. O relativismo é sempre autodestrutivo.
Todas as coisas contém em si a assinatura do Criador. Há uma unidade na criação que não há como ser desfeita. No entanto, os homens, nos píncaros da queda, agem como seres autoexistentes que jamais morrerão. Sim, sois deuses, mas como homens morrereis.
Finalmente, sobre a situação atual, pródiga em fábulas e enganação socialista, repasso o que, em oração, recebi: Salmo 12.
Muitos ficam amedrontados por pensarem que o fim dos tempos está chegando, mas esquecem-se de que Cristo, o Logos divino (informação, verbo, palavra, inteligência) disse que o Pai reservou para Si a decisão de quando será essa hora. Portanto, como Ezequias, que teve sua profecia mudada de morte em vida, podemos orar e pedir a Deus que mude a situação. A hora final não precisa ser agora, ainda mais sabendo que todas essas pessoas não têm a menor idéia de quem seja Cristo, o Deus em carne e Salvador.
E, para seu conforto, assim como eu também já passei o que você relatou aqui, tenha consigo o Sl.35, que li ontem. Levante-se, pois o nosso Salvador vive!

OBS: Ao Dr. Watson, recomendo uma Bíblia chamada Bíblia NovaVida. Excelente para estudos, com histórico dos livros, autores, etc. Completa para os fins desejados. Recomendo também os seguintes dicionários bíblicos: Pequena Enciclopédia Bíblica Orlando S.Boyer e Dicionário da Bíblia de John D. Davis. Com esta bagagem é possível fazer um estudo bem completo das Escrituras. O melhor, mesmo, é sentar-se com um caderno e um lápis e anotar tudo o que for relevante. Procurar ligar os fatos, não esquecendo do contexto no qual as palavras foram ditas. Isto é imprescindível para a boa compreensão do texto.
Abraços a todos e bom estudo Dr. Watson.

chriseana disse...

Olá Norma,
Ainda não nos conhecemos. Por acaso entrei em seu blog e percebi a sua preocupação com a relação entre fé cristã e pensamento acadêmico. Sei bem o que isso. Um autor que tem me ajudao muito é Herman Dooyeweerd (www.allofliferedeemed.co.uk). Talvez uma turma interssante para você conhecer seja o pessoal do L'Abri Brasil, basta procurar na net L'Abri Brasil o pessoal e muito legal e tem se esforçado, inclusive internacionalmente, no debate entre fe crista e vida intelectual em diversas dimensões.
Um grande abraço

Norma disse...

Oi, Chriseana!

MUITO OBRIGADA pelo link! Recebo como um presentão.

Abraços!