30 julho 2008

O Senhor dos Anéis

Não participei da euforia geral nas salas de cinema, mas deixei para ver os DVDs em casa. Assisti a todos quase de uma vez só. Fiquei emocionada até nas cenas do making of. O que mais me tocou foi a grande amizade que os personagens demonstravam uns pelos outros, corroborando aquela frase de Jesus: "Não há amor maior do que este: dar a vida por seus amigos." No grupo que se arriscou para ajudar Frodo, todos colocaram o amor pelo hobbit acima de suas próprias vidas. Não pôde deixar de me ocorrer que faltava ao homem moderno essa ousadia de aventuras em nome de um bem maior.

Comprei então uma edição completa em inglês de Senhor dos Anéis. Fiquei feliz por conseguir ler de modo fluido, quase sem recorrer ao dicionário. E, em um diálogo singular que tive com uma amiga esses dias, tentei explicar minhas reações à leitura de The Hobbit:

- Parei naquela cena em que o mago Gandalf visita Frodo. É estranho mas, junto com o prazer da leitura, eu sinto o tempo inteiro uma dor profunda, como se fosse infinita.

- Isso é como ele descreve a dor que sente antes de morrer - respondeu ela. - Uma dor infinita, que não sara nunca.

Eu não me lembrava mais dessa passagem no filme. Na verdade, nem sei se está lá. De qualquer modo, acho tão impressionante ter percebido a história do anel como algo implicado a minha própria vida, ao ponto de expressar com as mesmas palavras a maior dor do personagem, que corri para registrar isso em post. Ainda escreverei mais sobre o romance.

9 comentários:

Cristiano Silva disse...

Opa, alerta Nerd no máximo! O Senhor dos Anéis? Se eu falar tudo aqui, vai dar páginas e páginas de comentários. Mas fico, por enquanto, em apenas quatro:

1. Eu tinha a obra em volume único, mas preferi comprar novamente em separado (com as capas do Tolkien), pois um "volumão" não é "ergonomicamente" confortável. :-) E é mais fácil de carregar por aí.

2. A versão extendida da trilogia em DVD, pelo visto, nunca chegará ao Brasil. A revista Set publicou uma matéria explicando o porquê. Não encontrei mais o link no site da UOL, mas aqui neste Blog está transcrito.

3. Recomendo a leitura do livro O Senhor dos Anéis: da Fantasia à Ética de Gabrielle Greggersen, com quem já tive a oportunidade de trocar e-mails, um dos primeiros livros que comprei para entender melhor a obra do autor.

4. Cheguei a trocar e-mails, em um bate papo super proveitoso, com o autor deste livro, que me explicou muitas coisas interessantes sobre o Tolkien, e debateu comigo a obra sob uma perspectiva cristã. Foi muito proveitoso.

E, extra, um quinto ponto:

5. Foi pesquisando Tolkien que eu descobri C. S. Lewis, um dos meus autores prediletos, quiçá o mais predileto. Neste sentido, recomendo Tolkien e C.S. Lewis - O dom da amizade, que eu também possuo.

Abraços!

feliciano disse...

É a terceira vez que escrevo para o seu blog; não recordo se o fiz das outras vezes com meu nome ou com apelido, mas não tive resposta.

Sinto com você, com a você manifestada nos textos, uma instigante percepção: a maneira de apreender o mundo expressa neles faz nascer em mim uma relação de estranheza/simpatia muito forte.

Já li o Girard e acho que você não ouviu o Coltrane. Descaminhos.

Boa sorte!

Feliciano Dias

Saramar disse...

Senti o mesmo, principalmente com os elfos.
Uma emoção profunda como se, com eles, tivesse alguma ligação.
De qualquer forma, o livro todo é um canto sobre a amizade.
Já li tanto o meu imenso volume (em português) que o coitado está em frangalhos.

beijos

Cristiano Silva disse...

Além de O Senhor dos Anéis, também gosto de me "refugiar" em Nárnia, de tempos em tempos, e me deliciar com a companhia do Leão.

Abraços.

Mansarda dos Leões disse...

Oi,
vi a trilogia diversas vezes e li o livro pelo menos quatro vezes. Estou relendo pela quinta... Tenho todos os livros de Tolkien.(ah, sou leitor de René Girard, sei que vc conhece...
eckhart3@hotmail.com

Cristiano Silva disse...

O que mais me tocou na obra, principalmente como vi no terceiro filme, é o senso de amizade - principalmente quando Sam carrega Frodo, esgotado, nas costas - e sacrifício - quando Aragorn não teme levar o seu exército remanescente às portas de Mordor, mesmo sabendo que pode ser destruído, apenas para dar uma chance a Frodo.

Achei estes dois momentos muito bonitos.

(Pronto, agora eu paro de opinar!)

Abraços.

Norma disse...

Cristiano,

1) O problema é que brasileiro não sabe fazer edições grandes mas leves. A minha, americana, é assim. Dá para levar tranqüilo.

5) Esse livro é lindo! Foi com tristeza que acabei de ler.

E sim, é o sentido sacrificial da amizade que mais me toca nessa obra. Algo profundamente cristão, pois Cristo chama os seus de "amigos", por quem se sacrifica.

Feliciano,

Oi! Desculpe pela ausência de respostas, mas nem sempre tenho tempo de me dedicar ao blog. Já ouvi Coltrane sim, mas meu favorito é Dave Brubeck. ;-)

Abraços a todos!

Cristiano Silva disse...

Caso seja do seu interesse, comentei sobre O Senhor dos Anéis no meu blog, que pode ser visto aqui.

Abraços.

Cristiano Silva disse...

Mais do mesmo assunto, aqui. Agora parei!... :-)