21 maio 2013

O patético resultado do assistencialismo

Tenho alguns textos para postar, mas estou chocada com esse vídeo desde o primeiro momento em que o vi. Esse é o patético resultado do assistencialismo: as pessoas passam de fato a crer que o dinheiro que recebem do governo é um direito, assim como os filhos acham natural (e realmente é) que os pais os sustentem até certa idade. São adultos infantilizados e sem limites que obtiveram o status mitificado, heroico, sublime de "pobre" (o "pobre" dos românticos socialistas, não o pobre real) e querem que a sociedade pague caro por esse status, que ostentam quando convém (e escondem quando não convém).

Continue assim, Governo Brasileiro, solapando com suas decisões toda noção de responsabilidade individual e incentivando os imaturos e folgados deste país. É assim que o Brasil vai pra frente!

P.S.1 Leitor(a), aproveite e dê uma olhada nesse artigo oportuno do economista Rodrigo Constantino, que compara a postura da brasileira com outra, bem diferente, de um jovem de Portugal, e também nesse outro de Reinaldo Azevedo sobre os "excluídos não tão excluídos" que recebem o Bolsa Família.

P.S.2 Para quem está chocado com esta postagem, vale aqui a advertência do apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 3.10: "quem não quer trabalhar, que também não coma". Há quem cite a igreja primitiva como um exemplo de comunismo, infelizmente. Mas quem lê a Bíblia toda sabe que ali, entre os primeiros cristãos que se inspirassem em Paulo, o folgado irresponsável não tinha vez. Nada de se aproveitar do amor dos irmãos para parasitagem, nada de deixar de trabalhar para viver do governo! Essa é a ética bíblica aplicada ao mundo atual: é nossa responsabilidade divulgá-la e vivê-la!

16 comentários:

Leonardo Bruno Galdino disse...

Muito bom, Norma! Saudades dos teus posts. Solta os que estão na agulha aí!

Abs,
Leo.

Karen Rachel disse...

Parabéns pelo texto! De fato, é lamentável o que tem acontecido no nosso país...

Enézio E. de Almeida Filho disse...

O Bolsa Família nada mais é do que a versão sub-reptícia do curral/cabresto eleitoral. Os mais de 23 milhões de beneficiários darão legitimidade democraticamente à Ditadura do Proletariado. A menos que...

Norma disse...

No Facebook, alguém escreveu sobre uma pesquisa em que se constatou que o Bolsa Família não faz as pessoas deixarem de trabalhar, pois muitos beneficiários são empreendedores. Escrevi em resposta o seguinte:

"É uma piada dar o Bolsa Família para empreendedores. É porque aqui no Brasil o povo não busca informação e não reflete nas coisas. Sabe quanto custa abrir uma empresa no Canadá? Menos de 6 vezes o que custa no Brasil (http://veja.abril.com.br/noticia/economia/abertura-no-brasil-custa-seis-vezes-mais-que-no-canada). Aqui, o empreendedor é escorchado do começo ao fim (paga caro pra abrir, paga caro pra manter e paga caro pra fechar!) e pouquíssimas empresas sobrevivem. Dar Bolsa Família ao empreendedor é a mesma coisa que dar uma sardinha ao pescador e depois tomar dele 1/3 de tudo o que ele pescou com as próprias mãos. Ridículo."

William Okubo disse...

Porque será que eu não consigo não entrar em encrenca?

Mas eu não consigo ler e não comentar.

Norma, suas postagens são bem interessantes, pois você tem uma capacidade de identificar situações e resultados a partir do que observa realmente espantosa.
Ao mesmo tempo, eu não posso deixar de discordar de você em um ponto neste artigo e no posterior também.
Minha discordância é em relação a sua contrariedade total a programas sociais que os chama de assistencialismo. Eu mesmo, tenho tendência a ser contrário a politicas assistencialistas, dessas que são famosas em quase 99% das nossas igrejas e que também atingem os Estados.
Mas há um outro lado, uma discussão que deveria avançar.
Se trata da reposição de perdas históricas programas como o Bolsa Família. Há mais de 500 anos os pobres nada tem e nada recebem, além de ter de todas as formas dificultadas a possibilidade de obterem algo. E esse programa, apesar do tom meramente assistencialista, distribui um pouco dessa grana e isso eu considero muito importante! Oxalá se meus pais tivesse obtido isso em tempos em que minha família, composta por eles, eu e mais três irmãos tivéssemos esse benefício! Ficávamos dias comendo pão velho até meu pai chegar com algum dinheirinho e em outras vezes para economizar margarina, colocávamos ela na frigideira e passávamos o pão para que ela não acabasse tão rapidamente (sim, era burrice, pois não se economizava coisa alguma! rs). Essas migalhas teriam tornado nossa existência menos dolorosa, não achas?
O que devemos discutir e propor aos governantes é que o programa avance e além de dar de "comer" ensine a "pescar". É preciso implantar programas de capacitação, de criatividade e educação para que os beneficiários anseiem por algo mais em suas vidas.
E sabendo que somos seres decaídos, os cristãos bem poderiam ajudar as pessoas a abandonarem a mania pecaminosa natural do ser humano de buscar vantagem em tudo, como é o caso da senhora do vídeo. É preciso educar (e porque não converter) para evitar coisas como essas e não apenas meter o pau no tal programa.
Como cristãos devemos incutir ética nas pessoas a ponto delas conseguirem mudar sua atitude e pensar no próximo. Um exemplo seria a tal senhora tomar consciência que a partir do momento que ela já não precisa do Bolsa Família ela vá lá e encerre sua participação para que outra pessoa sem recursos possa obtê-lo.

Acho que vocês aqui tem uma visão de mundo um tanto burguesa (sim, depois da faculdade minhas influências são bem marxistas, tá?). Eu que vivi o pão que o diabo amassou na pobreza vejo o mundo com olhos diferentes dos de vocês. Entendo-os, mas é preciso abrir um pouco a mente e olhar para o outro lado sempre e ver a partir de outro prisma.

Enfim, eu vivo concordando e discordando.

Amigavelmente,
William Okubo

André disse...

Caro William,

Sou o marido da Norma, e ela, não estando muito bem de saúde hoje, me pediu para lhe responder. É improvável que ela discorde de algo que direi, mas, se for o caso, ela poderá esclarecer isso depois. Espero que tenhamos uma encrenca muito agradável. hehehe Vou enumerar algumas observações, também concordando e discordando, sobre seu interessante comentário:

1. Você disse: "Há mais de 500 anos os pobres nada tem e nada recebem, além de ter de todas as formas dificultadas a possibilidade de obterem algo."

Talvez se possa defender que as pessoas são seriamente prejudicadas pelas condições precárias de vida de seus pais e avós, mas considerações sobre seus antepassados de séculos atrás não lhes dão direito a nada. Um tempo tão longo é mais que suficiente para que famílias pobres enriqueçam e famílias ricas empobreçam várias vezes. Sua observação só tem, pois, valor emocional, na melhor das hipóteses. Por isso, não acredito em "reposição de perdas históricas". Só em reposição de perdas individuais. Isto é, se alguém foi pessoalmente prejudicado em seus direitos de forma criminosa, tem direito a compensação. O problema é que não considero a não-pobreza como um direito. E, mais que isso, não conheço nenhum pobre que tenha vivido quinhentos anos. Se a senhora do vídeo tiver essa idade, está conservadíssima.

2. Você disse: "E esse programa, apesar do tom meramente assistencialista, distribui um pouco dessa grana e isso eu considero muito importante!"

Concordo com você nesse ponto. O Estado não deveria se incumbir dessa tarefa. Não deveria sequer ter dinheiro para isso. Mas, já que tem, é melhor que o devolva diretamente ao povo, que deveria possuí-lo desde o início e que sabe gastá-lo melhor. Quando você fala em "contrariedade total a programas sociais", devo fazer essa ressalva. De fato sou totalmente contrário à ideia de que o Estado deve assumir o papel que tem assumido na economia. Mas, já que o faz, as políticas assistencialistas - sejam aos pobres, por programas como o Bolsa Família, sejam aos empresários, como por meio de subsídios - são uma coisa boa na medida em que aliviam um pouco o problema que o próprio governo causou.

3. Você disse: "Oxalá se meus pais tivesse obtido isso em tempos em que minha família, composta por eles, eu e mais três irmãos tivéssemos esse benefício! Ficávamos dias comendo pão velho até meu pai chegar com algum dinheirinho e em outras vezes para economizar margarina, colocávamos ela na frigideira e passávamos o pão para que ela não acabasse tão rapidamente (sim, era burrice, pois não se economizava coisa alguma! rs). Essas migalhas teriam tornado nossa existência menos dolorosa, não achas?"

É provável que sim, e identifico-me com você nesse ponto. Meus avós emigraram da roça para São Paulo, tiveram seis filhos e se mataram de trabalhar para criá-los. Meu avô chegou a ter três empregos simultâneos, desmaiou no trem várias vezes por pura inanição e o almoço da família toda muitas vezes era um único ovo, a ser repartido. Meus pais também passaram por dificuldades e foram ajudados com doações de irmãos e vizinhos em várias oportunidades. Graças a isso, nunca chegamos a passar fome, mas lembro que na infância comi arroz, feijão e ovo no almoço e no jantar durante vários anos seguidos. Porém, nada disso ajuda a responder se é legítimo que pessoas recebam dinheiro sem trabalhar, e recebam isso como um direito. Nada disso prova que a função de aliviar a miséria das pessoas cabe ao Estado. E nada disso prova que políticas assistencialistas sejam uma boa opção para a economia do país no longo prazo - lembrando que, se não for, a situação dos pobres vai piorar com bolsa família e tudo. A alusão às suas recordações familiares neste contexto é perfeitamente compreensível, mas não tem valor para fortalecer seu argumento. Afinal, que há pessoas realmente necessitadas neste país é algo de que já sabíamos desde o início.

André disse...

4. Você disse: "E sabendo que somos seres decaídos, os cristãos bem poderiam ajudar as pessoas a abandonarem a mania pecaminosa natural do ser humano de buscar vantagem em tudo, como é o caso da senhora do vídeo. É preciso educar (e porque não converter) para evitar coisas como essas e não apenas meter o pau no tal programa."

Excelente observação. Nenhum conservador que conheço diria melhor, nem diferente. Aliás, você deve ter percebido que o post da Norma, ao criticar o assistencialismo por seus efeitos, está justamente empenhado em "ajudar as pessoas a abandonarem a mania pecaminosa natural do ser humano de buscar vantagem em tudo".

5. Você disse: "Acho que vocês aqui tem uma visão de mundo um tanto burguesa (sim, depois da faculdade minhas influências são bem marxistas, tá?). Eu que vivi o pão que o diabo amassou na pobreza vejo o mundo com olhos diferentes dos de vocês. Entendo-os, mas é preciso abrir um pouco a mente e olhar para o outro lado sempre e ver a partir de outro prisma."

Permita-me discordar: duvido que você nos entenda. A simples adesão ao esquema marxista de burguesia versus proletariado torna isso quase impossível. Por exemplo, você não se preocupou em saber se a Norma algum dia foi pobre. Apenas deduziu que não, marxisticamente, a partir das posições dela sobre o Bolsa Família. E o plural mostra que você estende a mesma conclusão a todos os que concordaram com ela aqui. Com base em quê? Apenas nisso: você aceitou acriticamente a mentira fundamental da esquerda, de que ela está do lado dos pobres e contra os interesses dos ricos. A ironia da situação é que você aprendeu isso com seus professores da faculdade, cuja maioria certamente ganha perto de dez mil por mês e nunca foi pobre. É claro que posso estar errado no seu caso específico, mas isso que digo é ao menos estatisticamente válido: examine a vida dos grandes revolucionários e verá que quase todos procedem da classe média ou alta; alguns eram, inclusive, empresários. Por outro lado, não há nenhum rico (e poucos de classe média-alta) entre os conservadores com quem tenho alguma amizade. Espero que você também esteja disposto a "abrir um pouco a mente e olhar para o outro lado sempre e ver a partir de outro prisma".

Abraços!

William Okubo disse...

Olá André,

Em primeiro lugar, gostaria de desejar reestabelecimento da saúde da Norma.

Agora, vamos à encrenca! Na verdade, pelo tom da sua resposta será uma conversa agradável de fato. Vejo também que sua argumentação é similar à dela depois de ler os vários textos postados por ela e sua resposta aqui. Mas vamos à minha tréplica:

1/2- Na questão dos 500 anos de exploração, continuo a discordar veementemente de vocês. Essa questão de “reposição de perdas individuais” é olhar apenas o momento e não visualizar o contexto. Parte significativa da população carente ou embrutecida da nação hoje assim o é devido a problemas sérios de distribuição de renda e concentração de poder e recursos. Desta forma, eu acredito que é preciso que venha algum apoio externo para tentar melhorar essa situação. Daí eu concordar com a idéia principal desses programas de distribuição de renda.
Temos que levar em consideração que apesar de sermos (eu, você e pelo que escreveu também a Norma) exemplos de que é possível sair de situações financeiras e sociais ruins e rumar para outra situação, o contexto todo não é favorável a isso. Assim como nosso governo historicamente é dominado por coronéis (de direita no passado e de esquerda atualmente), os empresários ou donos do poder em geral sempre foram e são avarentos a ponto de, se possível, tomar “o coro” de seus funcionários. Só com uma pequena mudança de visão ocorrida após a redemocratização foram implantados programas como o citado, e apesar de não ser a forma adequada de alavancar o desenvolvimento foi a única forma possível implantada.
Em relação ao papel do Estado posso dizer que acontece aqui negócio: se quem pode fazer algo não faz, outro faz. Diferente de países como os Estados Unidos (lugar odiado pelos semi-marxistas ou marxistas), onde a iniciativa privada e os milionários participam ativamente do desenvolvimento da nação, mesmo que visando seu próprio lucro, e repassam quantias estratoféricas para programas sociais, universidades e tudo o mais, a classe rica e média aqui nunca fez mais que o mínimo para desenvolver a não como um todo, sempre foi míope. Em uma sociedade assim, restou o paternalismo estatal. Diferente de muitos colegas de esquerda não sou a favor de um Estado tão grande e que influencie em tudo, mas como mudar isso com classes dominantes ou esclarecidas tão ruins? Se houver uma mudança, que se diminua o Estado!

3. Nos identificamos totalmente em relação ao passado de lutas e nessa situação, imagino termos o poder de atentar para as dificuldades que as pessoas vivem.

4. Ok!

William Okubo disse...

5. Diferente do que pensa, eu entendo vocês. Apesar dessas minhas tendências marxistas e do efeito da leitura nas últimas semanas do “Manifesto Comunista” e tenho que admitir que a influência sedutora do texto e de outras leituras fez aflorar o desejo de julgar sem perguntar ou compreender o outro a ponto de sem maiores informações dizer que a Norma e demais debatedores são uns burgueses.
Em relação aos meus professores, os meus mentores dessa mentalidade só tenho que concordar, tanto que apesar de influenciado houveram muitos momentos de embates a respeito disso, pois ouvia coisas deles sobre os pobres que não eram verdades e dizia que não era assim ou assado.
Enfim, nesse caso só me resta dizer que pisei na bola e veja, para seu grande gozo, um pequeno burguês de esquerda dando seu mea culpa.

Por fim, o saldo não é tão negativo, depois de dias e dias de uma certa cegueira de pensamento tive que ler umas coisas que abrem a mente (!!), mas ainda acho que tais programas devem ser mantidos e ampliados com ações de inteligência e de formação, inclusive de maior cidadania aos que ainda dominam econômica e socialmente o país. E tenho certeza que se isso acontecer, poderá chegar um momento em que o número de cidadãos que tenham o autosustento seja em escala que se possa mudar a forma como funciona o país e o Estado possa diminuir e pagarmos menos impostos, e enquanto tal situação não chega não se pode deixar parte da população à mercê do dito mercado, que como já falei, no Brasil é bem cruel.

Ah, mais uma coisa: vocês conhecem o Sandro Baggio aqui de São Paulo?

Abraços,

William

Aprendiz disse...

William Okubo

Creio que o André respondeu mais do que bem, mais sinto que devo acrescentar algo.

Você já parou para pensar que tudo o que o governo "dá" aos pobres (e muitas pessoas nem tanto) com o esses programas assistenciais é inferior, bastante inferior à riqueza que os governo TIRA desses mesmos pobres através de:

1. Impostos diversos, inclusive sobre consumo (que o brasileiro faz questão de não conhecer). E acho que só nesse primeiro item já superou o bolsa esmola de longe.
2. Impostos de importação, que tornam os bens importados mais caros (e não se engane muitos produtos "populares" são importados, inclusive alimentos, como o trigo). Note que os impostos sobre importação encarecem também os preços de máquinas e insumos da produção de bens que serão vendidos aos pobres.
3. Imposto inflacionário (sim, a inflação é um imposto, estude isso). Além disso, a inflação monetária induz a erros no cálculo econômico, que causam investimentos ruins, euforias irracionais e bolhas especulativas, e no fim do ciclo, recessão. Toda essa destruição é causada pelo governo.
4. Destruição da riqueza causada pelo entrave do governo à atividade econômica, seja através de monopólios, seja através de corrupção, seja através de burocracia (que implica em custos altíssimos para os produtores de riqueza, isto é o produtores de bens e serviços).
5. Destruição do potencial de riqueza (e de vidas) através de um sistema educacional péssimo.
6. Destruição de riquezas (e vidas) através de um sistema de transportes péssimo.
7. Destruição de riquezas através de entraves no comércio (porque nós, que somos mais pobres que tantos países, temos arcar com portos muito mais caros?)
8. Destruição de riquezas (e vidas) através da insegurança pública.
9. Destruição de riquezas (e da justiça) através da insegurança jurídica.

Então, não seria melhor o governo parar de prejudicar tanto os pobres, em vez de lhes dar esmolas? Bom, para o governo não seria melhor, porque se ele simplesmente parasse de prejudicar, as pessoas, ao melhoraram de vida, perceberiam que isso aconteceu pelo trabalho (desimpedido) delas, do povo, e não teriam motivos para idolatrarem "paínho Lula" e "mainha Dilma". Já a esmola estatal os mantém "pobres felizes" e sempre gratos, por terem um troquinho sem precisarem trabalhar.

E por final, eu não poderia deixar passar: Em uma geração, vários países asiáticos, que eram mais pobres que nós, em termos de renda per capita, tornaram-se bem mais ricos que nós. Em vez de "resgatar" a "injustiça histórica" contra o tataravó de alguém, não seria mais útil deixar esse alguém prosperar, como fizeram esses países asiáticos? Mas em nenhum desses países, onde as pessoas realmente saíram da miséria para uma vida bem mais próspera que a dos brasileiros, algum líder é idolatrado, porque as pessoas sabem que são o trabalho, a prudência e a perspícácia do povo, e não o governo, que produzem riquezas. A principal função do governo é não atrapalhar.

yndrews filliph disse...

Parabéns Norma excelente texto
http://culturaecristianismo.blogspot.com.br/

William Okubo disse...

Norma,
Tudo o que você escreveu é muito bonito e até comovente. E verdadeiro também.

Você propõe um revolução para os padrões brasileiros, algo que nos 10 anos de Lulopetismo (a Dilma é apenas o brinquedo dele, é fato!) algo de diferente ao menos foi feito. Não foi feito nada parecido com o que a Coréia do Sul fez, por exemplo. Em 1997 eu trabalhei bem perto do Eduardo Coutinho (hoje no BNDES) e na época ele fez um grande estudo sobre os tigres asiáticos, todo mundo aqui em SP lia esses relatórios e.... os tucanos há 20 anos reinando aqui também não seguiram o exemplo.

E não podemos perder de vista o que foi feito nos outros 500 anos antes desse período? Nada também.
Se foi possível algo diferente ter sido feito antes disto, mesmo que algo até errado em sua cosmovisão, poderá ser possível um outro caminho, mas me diz, vai partir de onde isso?

Quem é a liderança privada ou de fora para colocar o poder do Estado em seu lugar menor que vocês propõem?

Não adianta espinafrar estes se não apresentam propostas.

Me apresente propostas diferentes que as seguirei ou podemos construi-las juntas...

Enfim, o que me deixa irritado são só críticas sem propostas, e quando há propostas o nível educacional e crítico é tão pequeno que não há discussão ou audiência para dar mais ideias e avançar em soluções.

Um exemplo é este espaço, uma articulista que escreve bem, provoca, mas cadê nossa audiência? Estão a essa hora (22:10) vendo novela ou o CQC!

Abraços!
W.

Aprendiz disse...

William

A essência da proposta é obrigar o governo a parar de atrapalhar, ter uma economia mais aberta, como fizeram os tigres asiáticos. O necessário para sua implantação é ter "massa crítica", muita gente pensando e falando sobre isso. Seria necessário haver professores e jornalistas que entendessem isso.

Norma disse...

Sim, concordo com Aprendiz. O problema é que o PT está acelerando o processo de controle totalitário. Os conservadores estão surgindo, e isso é muito bom, mas não em uma velocidade que forme "massa crítica" a tempo de impedir que o Brasil deteriore de vez no esquerdismo.

Um dos pontos que têm me preocupado muito - além dos de sempre: doutrinação comunista massiva, violência, corrupção etc. - é a volta da inflação. As coisas estão ficando caríssimas.

Sandro Moraes disse...

"Diferente do que pensa, eu entendo vocês. Apesar dessas minhas tendências marxistas e do efeito da leitura nas últimas semanas do “Manifesto Comunista” e tenho que admitir que a influência sedutora do texto..."
Willian, pelos seus primeiros comentários aparentemente vc é cristão. Se for o caso há uma incoerência básica e grave para um discípulo de Cristo ter no manifesto do partido comunista um referencial messiânico para o mundo. Explico: li o manifesto 3 vezes. Em adição não sou contra tudo o que Marx escreveu. Li pelo menos 5 títulos do referido autor. Mas não sou obrigado a concordar com tudo também. Muitas das denuncias de Karl Marx sobre a exploração do homem pelo homem nas sociedades europeias do século 19 por ocasião da revolução industrial são válidas. Mas inadequadas e até radicais quando há tentativas de adaptá-las à atualidade em alguns casos. Outras visões foram míopes, mesmo para os padrões da época, a exemplo da afirmação de que a luta de classes é o motor da história. A história é múltipla, não se limita a um aspecto. Quando há ruptura de lutas, descontinuidade de movimentos, a história para?
Ele também menosprezou o nacionalismo e apregoou o internacionalismo. Esqueceu-se ele de que em muitos momentos históricos o nacionalismo possibilitou a sobrevivência de muitos povos. Não preciso entrar em muitos detalhes. Um simples exercício de imaginação pode provar que Marx não foi tão "papa infalível", nem "deus" como o humanismo das universidades parece propor.

Sandro Moraes disse...

Embora algumas leituras em Marx sejam coerentes, é problemático para um cristão adotar as soluções propostas pelo manifesto que vc tanto preza. No manifesto comunista Marx (e Engels)ironiza os socialistas utópicos e preconiza que somente as revoltas armadas e violentas podem transformar o mundo, podem promover a verdadeira e única revolução. Pergunto: Se Cristo repreendeu a Pedro por cortar a orelha de um homem quando Aquele era preso, se Cristo disse que o reino dele não é deste mundo, se fosse uma legião de anjos lutariam por Ele, o que um cristão tem a ver com o violento Karl Marx e com a violenta revolução proposta pelo ateu? O que os mais pacíficos e sublimes ensinos do Mestre têm que ver com a violência da pena do ateu? Marx chegou a ensinar quais armas deveriam ser usadas na revolução. O que uma doutrina-seita geradora de ódio de classes, de ódio aos burgueses tem que ver com o amor aos inimigos ensinado por Jesus Cristo? Como um crente pode crer na mitologia do ateu confesso de que é possível construir sociedades justas, fraternas e igualitárias após um genocídio, um extermínio sistemático de burgueses, com milhões de mãos sujas de sangue? Como um discípulo de Cristo pode crer na reconstrução de "Édens" socialistas ao ler sobre a terrível condição da humanidade nos escritos paulinos, exemplificando? Como um crente pode crer que seres humanos caídos podem desembocar no fim da história socialista, se a escatologia bíblica, se as profecias do final dos tempos traçam um cenário aterrador para a humanidade. Para crer na revolução socialista eu teria que crer na mentira humanista básica de que o homem é naturalmente bom. Quando olho para a história humana e a violência onipresente, vejo que a Bíblia tem razão ao descrever os homens como pecadores, como caídos. Jamais o comunismo primitivo existiu; é outro mito-mentira do deus dos míopes das universidades. As propostas de revolução violenta só poderiam mesmo resultar nas 100 milhões de mortes nos países comunistas no século passado. O marxismo colocou a um só tempo o nazismo e o facismo no chinelo. Nem esses sistemas totalitários conseguiram matar tanto. Karl Marx foi muito bem compreendido no manifesto... E seguido. Tinham razão todos os que ensinaram até bem antes de Marx de que a religião é o ópio do povo. O comunismo é o pior ópio do povo, uma doença, infelizmente, ainda em nosso tempo, uma seita de fanáticos. Tenha mais cuidado, Willian, ao ler o manifesto do partido comunista.
Se vc é cristão como suponho que seja, escolha entre concordar com o manifesto ou com as Escrituras. Nas questões redentoras os livros são mutuamente excludentes. Não há convergências. Deixe o Frankestein para os teólogos da libertação.

Abraço a todos!