31 dezembro 2012

Vantilianas (I)

Junto com um Feliz Ano-Novo, revelo no blog uma das melhores descobertas livrescas de 2012: Cornelius Van Til, responsável não só pelo aprofundamento de algumas de minhas intuições mais caras, mas também, e sobretudo, por respostas preciosas a questões muito antigas e cruciais. "Vantilianas" é o título que inaugura aqui, às portas do novo ano, uma série de pequenos textos inspirados na leitura deste filósofo reformado. Um 2013 recheado de autores crentes sensacionais para você! E não deixe de ler a recente postagem de meu marido André Venâncio, também bastante vantiliana.

Com Van Til, percebemos o quanto o racionalismo e o irracionalismo, esses dois extremos tão presentes no pensamento de nosso século, são faces da mesma moeda. Quando pensamos ter escapado de uma dogmática crença no poder da razão lógica para formular universais, logo caímos em uma não menos dogmática crença de que a existência de particulares é o único absoluto possível. Em ambas as pontas, ainda ocupamos indevidamente a poltrona de legisladores do que existe. A única solução para esse dilema é transferir para Deus a prerrogativa de criar e prescrever absolutos, permanecendo na posição relativa que é a nossa, mas sempre referente a Ele.

Claro, esse Deus precisa ser o Deus da Bíblia, o único que não participa de nenhum dos extremos, pois é transcendente e imanente ao mesmo tempo: o único que mantém sua onipotência enquanto invade nosso mundo e se torna um de nós, em Cristo, e que, por ser quem é, fornece ao homem um modelo correto para a correlação entre universais e particulares.

4 comentários:

Roberto Vargas Jr. disse...

transcendente e imanente, assim com uno e múltiplo. Eterno que se fez no tempo...
Tá estou fugindo do tema, mas eu devia um comentário aqui (ainda mais por mim do que por você) e sei que é algo que nos é caro: paradoxos.
Para não ir tão longe, porém, vocês estão me deixando ainda mais curioso a respeito de van Til. Preciso encontrá-lo!
De resto, siga firme com a série. E eu desejo a vocês tudo de bom, não só neste ano, mas como primícias daquilo que o Senhor nos destinou esperar.
E, de forma um pouco mais pessoal, vocês dois não têm idéia de como são importantes para mim neste tempo. E eu não o posso expressar. Então apenas lhes digo que graças dou por vocês. E aguardo ansioso pelo tempo em que todos os os dias teremos o prazer de vivermos juntos com Ele. Ah, maravilha das maravilhas!
NEle,
Roberto

Norma disse...

Que bacana, Roberto! Muito obrigada!

Sua amizade, assim como o exemplo de sua bela família - nunca canso de repetir - , também são uma bênção para nós!

Você vai se deleitar em Van Til, tenho certeza! Vejo nele uma identificação enorme quanto ao modo de pensar, tão enorme que já ultrapassou qualquer outra identificação que eu possa ter sentido com outros autores cristãos, inclusive Schaeffer.

John Frame também é uma estrela da mesma constelação, mas tem maior rigor que seu mestre - o que é ótimo em muitos sentidos.

Um Feliz Ano-Novo, com muitos tesouros descobertos pela mão do Senhor, tesouros espirituais sobretudo, para você e sua família!

Abração meu e do Dé!

Marcelo Z. Hernandes disse...

Cara Norma,
Se você descobriu o Cornelius Van Til, talvez se interesse também pelo Greg Bahnsen, se ainda não o conhece.
Eu estou terminando de ler o seu livro, "A mente de Cristo", e gostaria de fazer contato contigo por e-mail, se possível. Me desculpe por usar este canal (comentários do blog) para este propósito.
Saudações cordiais cristãs.
Marcelo.

Norma disse...

Oi, Marcelo,

Faz o seguinte, escreve outro comentário com seu e-mail (não publicarei), e eu respondo por e-mail.

Abraço!