10 junho 2010

Transferência de poder (I)

A leitura desse artigo de Ricardo Gondim suscitou algumas reflexões. Vou compartilhá-las com vocês em mais de um post, deixando de lado os três primeiros parágrafos (que me parecem autolaudatórios ao gosto pós-moderno: “vejam como eu não tenho medo de mudar” e “vejam como eu não tenho medo da crítica”) e concentrando-me no restante do texto.

Um tanto acusadoramente, Gondim parece esboçar através de um formato negativo (a rejeição, expressa através do futuro do pretérito) o que ele crê ser o Deus da teologia tradicional — uma imagem feia e simplista como uma caricatura. Nessa caricatura gondiniana, a ira de Deus se manifesta sobretudo na miséria econômica (os que “vivem em monturos de lixo”, os “miseráveis do Haiti”). Há menções a algumas tragédias (estupro, assassinato), mas é a miséria que abre e fecha a descrição dos males do mundo que compõe a parte principal do artigo (o trecho em itálico). Isso é espantoso: todos os demais pecados estão ausentes do quadro. Altivez, vícios, cobiça, ira, ingratidão, lascívia, autoindulgência, angústias interiores, famílias destruídas, nada disso entra na conta dos frutos gondinianos do pecado; os males que costuma nomear são sobretudo os que afetam os pobres (como, em outras ocasiões, o tsunami).

Os prolongamentos lógicos de suas vindicações são: nesse mundo injusto, em que os pobres são alvo preferencial dos males do mundo e vítimas por excelência (quase diria: bons, em contraposição aos abastados maus), não é possível que Deus seja soberano, ordenando ou permitindo tudo isso. É quando o dedo acusador se faz presente: o Deus dos cristãos conservadores e fundamentalistas odeia especialmente o pobre. Logo, é preciso outro Deus...

Isso tem nome e se chama esquerdismo. Ao contrário do que Gondim quer fazer parecer, é velho como o diabo e nada inovador. Desde Marx, a estrutura do cristianismo (criação, queda, redenção) é assumida e reproduzida sob moldes materialistas. Por isso, muitos consideram acertadamente o marxismo como uma “heresia religiosa” (cf. Nancy Pearcey, Verdade absoluta, Rio de Janeiro, CPAD, p. 153 a 156), com sua própria versão de criação (em vez do Deus criador, a matéria, que é autocriada), queda (em vez do pecado original, o surgimento da propriedade privada) e redenção (em vez do sacrifício de Cristo, a revolução socialista). Assumir a cosmovisão de esquerda e encaixá-la em uma estrutura cristã equivale a absorver concepções bíblicas mutadas, sendo a principal delas a transformação do tratamento teológico do mal em um mecanismo simplista: primeiro, a redução do mal a tragédias visíveis, materiais; em seguida, o maniqueísmo que enxerga o pobre como vítima e o rico (na verdade, só o rico conservador, pois o rico esquerdista está “redimido”) como carrasco, sem cores intermediárias possíveis.

Mas outra coisa me vem à mente. Na Enciclopédia do protestantismo (a sair pela editora Hagnos) há um verbete enorme chamado Culpa, de Lytta Basset. Em uma interpretação do Livro de Jó, a autora observa que, inconscientemente, quando consumidas por uma culpa que não conseguem explicar, as pessoas preferem rejeitar essa culpa desprovida de uma causa específica, trocando-a por uma culpa com causa, qualquer que seja ela, com a exclusiva finalidade de tomar para si as rédeas da situação e enxergar uma solução mais próxima. Esse teria sido um dos problemas dos amigos de Jó, que, angustiados pela situação dele, buscaram aliviar seu fardo tentando convencê-lo de que havia algum pecado oculto em sua vida, bastando-lhe confessá-lo. O estratagema recebeu a desaprovação de Deus, pois o mal que afligiu Jó tinha uma finalidade precisa (um conhecimento mais acurado de Deus, cf. Jó 42.2-6), mas não uma causa definida. Isso está em estreita correlação com a questão do controle: em vez de centrar-se no mérito humano (Jó era justo e não “merecia” aquilo tudo), o Livro de Jó é o grande manifesto do poder e da liberdade de Deus, que parece exclamar: “Assim como minha graça não corresponde à bondade humana, o mal que faço sobrevir à humanidade também não corresponde necessariamente à maldade humana.”

A autonomia divina passa totalmente despercebida por Gondim, que diminui Deus à exclusiva posição de criador e, em seguida, mero espectador, tal como os deístas o fizeram séculos antes (e coerentemente a maioria deles abandonou por completo o cristianismo após algum tempo). Mas esse Deus “esvaziado” não é o Deus da Bíblia. Enquanto Gondim chega à conclusão de que Deus teria renunciado voluntariamente a seu senhorio, entregando o mundo a seu próprio mal, Jó exclama: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42.2). E não precisamos nos limitar a Jó: o próprio Jesus nos assegura de que nada pode nos sobrevir fora da vontade divina, nem mesmo o mais ínfimo acontecimento: “até os cabelos todos da cabeça estão contados” (Mt 10.30). Tanto a edificação quanto a destruição estão debaixo do senhorio de Cristo, e nisso reside a centralidade da Palavra, de Gênesis a Apocalipse, além de nosso consolo maior: o sentido da vida e da história está em Deus. Deslocar essa verdade é adulterar toda a fé. Explico: se Deus não é livre para responder o bem com o mal, segundo seus propósitos inescrutáveis, também não é livre para responder o mal com o bem, pois está preso às ações humanas (de fato, esse seria o Deus das religiões reencarnacionistas, não o Deus cristão); logo, a graça redentora que nos resgata do pecado também não é possível. Se o mal resulta de nossos atos em vez de ser parte dos propósitos de Deus, não há perdão para os homens, nunca houve.

Mas, se Basset está correta quanto à culpa autoengendrada para fins de controle das angústias existenciais, que profunda culpa seria essa, capaz de mutilar do cristianismo seu próprio cerne, a saber, o perdão divino? (continua na parte II)

15 comentários:

Ricardo Henrique disse...

Parabéns, Norma!

Mais uma vez com propriedade vc nos brinda com uma resposta brilhante àqueles que, passando-se por sábios, tornam-se cada vez mais loucos, trocando o Deus Eterno pelos deuses fabricados por suas próprias maquinações.

Fernando Pasquini disse...

Muito bom, Norma! Já espero pela continuação do post!

Não preciso comentar mais nada depois que li o penúltimo parágrafo do texto de Gondim. Vale transcrever aqui:

Como não consigo voltar a essas lógicas, só me resta prosseguir na compreensão de Deus com outras premissas. Através de Jesus, tento entender o Divino. Como o Deus invisível nunca se deixou ver por ninguém, tenho apenas o rosto, as palavras e os gestos de Jesus para intui-lo. Faço revisão teológica sem grandes pretensões, não intento formar nenhum movimento, quero tão somente ser honesto com minhas, só minhas, inquietações".

Garanto para você que ia fazer um comentário sobre este trecho. Mas estou bem ocupado e acho que o próprio trecho já acusa a situação lamentável do talvez cristianismo em que essa pessoa se encontra... cadê a Bíblia? Cadê o Espírito Santo?

Renato disse...

Norma, um bom site que você poderia pegar até como exemplo para o seu outro site tamoslendo.blogspot.com é esse aqui:

http://advhaereses.blogspot.com

Esse site mostra vários e vários livros com assuntos reveladores como esse aqui:

http://2.bp.blogspot.com/_rLBXcgLJLIU/TBFosTgxcrI/AAAAAAAADW0/zjFm8ydQ4kg/s1600/Freyre.JPG

Mário Celso S Almeida disse...

Eu acho que o deus dele está em fase de crescimento, não chegou a fase adulta...

Eduardo Medeiros disse...

Sua crítica, partindo do pressuposto do "Deus da Bíblia" está perfeito.

O problema é que o "Deus da Bíblia" é construção do povo da Bíblia.

Admiro você com a cultura que tem, desconhecer (ou não querer reconhecer) que como você mesmo disse de Deus, " seus propósitos inescrutáveis", que toda teologia é construção.

Ora, se seus propósitos são inescrutáveis, como podemos afirmar com certeza absoluta qualquer atos que ele tenha feito? Se os propósitos são inescrutáveis, porque seus atos não seriam? Como podemos dizer Deus fez isto ou aquilo?

Logo, dizer que o mal e o bem são feitos por ele segundo seus propósitos, é negar a sua inescrutabilidade.

Norma disse...

Eduardo,

Eu odeio o uso contemporâneo desse termo, "construção". Para mim, esse uso não é uma ferramenta conceitual nem argumentativa, mas sim uma "pegadinha": nas ciências humanas, usa-se "construção" sempre que se pretende negar que o homem chegue à verdade. Como se o homem, desiludido com as promessas do racionalismo dos séculos anteriores (XVII, XVIII, XIX), tivesse decidido que todo o conhecimento não está disponível fora de si, mas precisa ser fabricado em sua mente. Que baita ilusão de autopotência e autonomia!

Você não é exceção: quando recorre a esse termo, acaba revelando precisamente isto.

Já escrevi no blog algumas vezes que o homem pecador, neste mundo, chega a ALGO da verdade, nunca à verdade toda. É claro, eu seria uma louca se pretendesse que chegamos à verdade completa. (No entanto, Deus nos revela tudo de que precisamos para a salvação.) Assim, a palavra "construção" parece querer significar que mesmo esse algo é pura invenção humana. Não. Eu creio na verdade e creio na objetividade. Assim, não se admire: nessa pós-modernidade que alardeia a inexistência da verdade, sou contracultura e me orgulho disso - me orgulho na graça de Deus que me permitiu esse deslocamento.

Agora, querer harmonizar a pós-modernidade e a Bíblia é demais, não é não? "Os propósitos de Deus são inescrutáveis" NÃO equivale a "nada podemos conhecer de Deus ou da verdade".

Se você não pode dizer, fiel à Bíblia, que "Deus fez isso e aquilo", como pode ser cristão? Sem confiar na Bíblia, é impossível, meu caro. A não ser que se contente com uma fé inventada, um Cristo inventado... Pois vou lhe dizer uma coisa, se o seu Cristo é uma "construção", o meu não é: é uma Pessoa revelada por outra Pessoa, o Pai. Meu Deus não é uma construção, Ele é independente e existe de modo concreto, fora de mim (ainda bem, pois que chato seria um deus submetido aos meus caprichos teológicos do momento!). Ele não é um Deus como o de Gondim, facilmente controlável por minhas ações. Não: Ele é o criador, sustentador e senhor de todas as coisas, o único Deus. Ele vive e graciosamente se revelou a mim. Aleluia!

Mas eu tenho a impressão de que já tive essa mesma conversa com você em algum momento aqui no blog. Só me resta orar, você está inalcançável por meio de argumentos.

Abraços e que Deus (o verdadeiro, não o inventado) o abençoe.

André disse...

Muito bom, Norma! Estamos aguardando a continuação.

Um equívoco me chamou a atenção no segundo link do Renato. Aliás, dois: a afirmação de que o trabalho é o meio de salvação protestante (quando na verdade o protestantismo enfatizou desde o começo a salvação pela graça) e a afirmação de que o protestantismo foi o primeiro a condenar os ociosos (quem fez isso, na verdade foi o apóstolo Paulo).

Já no comentário do Eduardo nada me chama a atenção, por não haver ali nada que ele já não tenha dito antes várias vezes. Espero que um dia ele consiga mudar de assunto. E, se for para um assunto menos autolaudatório, melhor ainda.

Beijos!

Michelle disse...

"Se o mal resulta de nossos atos em vez de ser parte dos propósitos de Deus, não há perdão para os homens, nunca houve".
Será possível harmonizar essa sua afirmação com os exemplos de mal do atigo do Gondim? Ou seja, quando você diz que o mal resulta dos propósitos de Deus, isso inclui Holocausto, estupros, carnificinas e outros tipos de males que você citou como inveja, cobiça, vaidade etc? Sem cair no argumento de que "Deus é soberano e o homem é responsável ao mesmo tempo", o que seria dizer que o mal resulta dos propósitos de Deus? Há um propósito que justifique o estupro de uma criança? Qual seria ele? Essa criança seria um meio para um fim? Para o prórpio Deus? Se ele tudo pode e faz como quer, porque não vai direto ao resultado sem ter que usar um meio tão absurdo até para homens perversos, quando mais pra o Pai de Jesus? (No caso o estupro?) E que significa orar pelo Eduardo, no comentário que ele faz? Que ele está perdido? Isso é gnosticismo, salvação pelo conhecimento. Indignada!

Norma disse...

Michelle,

Eu não posso ir além do que me diz a própria Bíblia. Ela me diz que o homem é responsável pelo mal e que Deus odeia o mal (incluindo carnificinas e o estupro de crianças). O pecado entrou no mundo por uma ação humana. No entanto, Deus conhecia essa ação, pois havia se preparado para ela: a Bíblia me diz que Jesus, o Cordeiro de Deus, "foi morto desde a fundação do mundo" (Ap 13.8). Ora, se Deus tinha um plano para o mal humano, Ele sabia que esse mal geraria tudo o que Gondim e você escreveram, todas essas coisas que nós abominamos MAIS muitos outros males que, apesar de odiarmos, também nos acometem. Isso significa que tudo está debaixo de Seu controle, que o mal no mundo não será perpétuo, que no final tudo será redimido e convergirá para Ele. Eu não posso falar qual é o propósito de Deus para cada mal que está no mundo; só Ele sabe. Mas eu também não posso negar a Bíblia e começar a dizer que Deus criou e depois deixou a coisa solta, que Deus não se responsabilizou nem irá se responsabilizar.

Quanto ao Eduardo, vejamos. Se um muçulmano sair por aí dizendo que Allah é três pessoas, qualquer outro muçulmano dirá que esse Deus não é Allah; se um católico afirmar que não se deve orar a Maria, qualquer outro católico poderá reclamar dizendo que isso não é catolicismo; se um protestante vem dizer que o "deus da Bíblia é uma construção", só posso concluir que ele está falando de outro deus. Isso é apenas discernimento (porque conheço minha fé): o deus do Eduardo não pode ser o Deus da Bíblia, porque este tem existência objetiva e o do Eduardo, não. (Ele adora uma "construção"? Ora a uma "construção"? Que tipo de relacionamento se pode ter com uma "construção"? Até para falar comigo aqui no blog o Eduardo precisa acreditar que eu tenha existência objetiva.) Quanto ao conhecimento, você está confundindo tudo. Conhecimento de Deus não é um conhecimento racional, uma elitização gnóstica, mental e intelectual, mas é o conhecimento de uma Pessoa que se revela e nos dá a fé que nos faz exclamar, como Jó, "agora meus olhos te veem". E se você conhecesse a Bíblia também saberia que o conhecimento de Deus é para salvação. Jesus diz sobre os discípulos em sua oração sacerdotal: "E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja" (Jo 17.26).

Diante disso, só me resta orar - sem retórica, mas sinceramente, assim como oro pelo Gondim e por todas as pessoas de quem falo aqui - para que Deus também lhes dê (a você e ao Eduardo) esse conhecimento.

Abraços!

Eduardo Medeiros disse...

Norma, eu também já disse aqui que eu não discuto fé. Se a sua fé é de que o Deus da Bíblia não foi (não existe outro termo, desculpe) construído pela subjetividade de cada homem que o experimentou, eu aceito o que você crê.

O que eu posso discutir é a teologia, que para mim, é a fé pensada, esquematizada em pressupostos.

Pois como eu poderia dizer que "Deus fez isso" se não for por crença?

Ninguém pode provar objetivamente que o Deus guerreiro do antigo Israel de fato, permitiu a carnificina da guerra.

Eu entendo isso como construção religiosa e não como fato histórico, visto que se pudesse provar que naquele tempo Deus permitia a matança e hoje ele diz "não matarás", "não resistas ao mal mas vence o mal com o bem" ou ainda, "amai vossos inimigos", eu teria que logicamente, dizer que Deus mudou e que ele muda de acordo com épocas e circustâncias.

Como eu não posso acreditar nisso e relegar tudo isso ao "mistério" ou à "soberania daquele que tudo decreta", eu fico apenas com a minha fé que percebe existir sim, algo maior que damos o nome de Deus. O que passar disto para mim, é teologia. É "construção".

Por outro lado, não sou assim tão cético em relação à verdade. Você acredita em Deus nos moldes calvinistas que você crê ser o modo certo de ver Deus segundo a Bíblia. Isso é verdade.

Eu não acredito no Deus calvinista, isto também é verdade. Talvez ele mesmo não tenha me escolhido para que eu conhecesse a verdade, logo, meu destino outro não será senão queimar no inferno por toda a eternidade.

E eu posso aceitar sem nenhum problema que a verdade de Deus para a salvação esteja revelada na Bíblia, como você crê. Mas essa verdade só é absoluta para você e para quem crê assim.

Tá vendo? No fim todos ficam satisfeitos com a sua fé.

Mas se você crê que para ser cristão eu tenho que ser cristão do jeito que você é cristã, então eu não sou cristão do jeito que você acha que um cristão deve ser.

E que bom que é assim, pois Jesus, a quem procuro seguir os ensinamentos, também não era cristão.

abraços.

Eduardo Medeiros disse...

Desculpe Norma, mandei meu último comentário sem ler o que você tinha escrito para a michele e que citava o que eu disse. Sua frase:

"Que tipo de relacionamento se pode 'ter com uma "construção"?

Norma, todo relacionamento é construção. Todo amor é construção. Toda teologia é construção.

Evidente que eu sei que você existe objetivamente pois eu posso ver seu blog.

Quem pode ver a Deus ou a Jesus senão pela fé?

Você deu um exemplo muito bom para se identificar um cristão. Deixa eu te perguntar uma coisa: Você considera Rudolf Bultmann cristão? Você considera Albert Schhweitzer cristão? Muitos cristãos conservadores não os consideram cristãos e sim hereges. No entanto, você deve conhecer um pouco da biografia dos dois que nos mostra que se eles não eram cristãos, fizeram obras e ações que muitos que se dizem cristãos, jamais farão.

Cristão não é quem diz que acredita na teologia conservadora cristã. Ninguém é dono de Cristo.

obrigado pela atenção.

Marcos Paulo disse...

Norma, você não quis dizer com isso "Se o mal resulta de nossos atos em vez de ser parte dos propósitos de Deus, não há perdão para os homens, nunca houve." que o mal não resulta de nossos atos nunca, não é? Me explica (tirando a parte da guerra teológica com os liberais, explica a um ingnorante).

bee disse...

"Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas." (Apocalipse 3:18)
nossa, eduardo.
na hora em que li teu texto, só me veio Apocalipse 3:18 à mente, mano.
Deus! como você é confuso.
quanta dúvida de base (de base!) misturada...
o que foi isso que você disse (dentre absurdos incontáveis): "Ninguém pode provar objetivamente que o Deus guerreiro do antigo Israel de fato, permitiu a carnificina da guerra."
como não, cara?
quem foi que permitiu isso então?
assim como o diabo ("a construção da pessoa do diabo") teve que ir diante de Deus pedir permissão pra tocar em seu servo (leia Jó 1, 6:12) por que você acha que ele não teria que ir também a Deus pedir permissão pra causar uma guerra?
norma, admiro a construção da tua pessoa, porque... Deus poderoso! como gente confusa cansa a gente.
quase não me manifesto aqui, mas dessa vez precisei intervir.
que o Senhor te conceda bastante ânimo e paciência pra ler esse emaranhado de pseudo-intelectualismo fajuto e sujinho, louco pra fazer valer sua própria vontade.
eu heim!
amanhã de manhã vou orar forte por vocês.

Norma disse...

Bee,

Eu ia responder ao Eduardo, mas você o fez melhor que eu faria. Enough said. :-)

Marcos,

Hoje estou publicando a Parte II. Imagino que o objetivo do texto ficará mais claro. Dá uma olhada e, se a dúvida persistir, não hesite em postar mais uma pergunta, ok?

Aprendiz disse...

Eduardo Medeiros

Eu não sou calvinista, não vejo Deus exatamente como a Norma o vê, mas não por discordar da vercidade da Bíblia, mas por entendermos a Biblia de forma diferente.

E eu não vejo Deus da mesma forma como você o vê, não por discordarmos de alguma interpretação da Bíblia, mas porque eu creio na Bíblia e você não.

Sendo direto, Jesus se apresentou como o Messias prometido nas Escrituras. Apresentou as escrituras como prova de quem ele era. Essa circunstância torna o marcionismo uma opção apenas para ezquizofrênicos. A falsidade das Escrituras implicam na falsidade de Jesus. Algum adepto do seu pensamento dirá que não é bem assim, que não está jogando a Bíblia no lixo, blábláblábláblá....
Já pensou em se tornar mulçumano ou ateu? Acho que seria mais defensável do que a sua posição atual.