24 junho 2014

Não devo nada não


Até a alma?
Desculpe mas, quanto à minha, já tem dono, 
e ninguém tira da mão Dele.

10 comentários:

Fabiana Medina disse...

é isso mesmo! Não aguento mais esse discurso vitimista!

Tom Alvim disse...

Essa é a conversa dos medíocres que não querem ter trabalho para conquistar vitórias em suas vidas e devido a isso ficam colando a culpa sempre nos outros: "Eles (a elite branca) nos devem isso e aquilo." "Os americanos nos devem isso e aquilo.", etc. Para essas pessoas, talvez isso soe mais confortável do que se levantarem e buscarem crescer com suas próprias forças. O mérito para elas fica sempre de lado.

Hugo disse...

Falando em dever a alma...

A Igreja presbiteriana já aceitava o uso de anticoncepcionais, o que faz a relação entre homem e mulher ficar próxima à relação homossexual, e traz os malefícios tão bem profetizados em "Humanae Vitae". Agora, como corolário, também começará a realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo: http://www.catholicnewsagency.com/news/presbyterian-denominations-gay-marriage-votes-draw-criticism-57256/

Para onde a "teologia reformada", esse monstro com tantas cabeças quanto fiéis, quer levar os seus? Para o inferno?

Norma disse...

Hugo,

Não quero discutir a questão dos anticoncepcionais (mas sou contra a pílula). Agora, você deveria saber que a presbiteriana que passou a fazer casamentos entre pessoas do mesmo sexo é apenas UMA denominação presbiteriana dos EUA, com que aliás a Igreja Presbiteriana do Brasil não tem relação alguma.

Fico impressionada quando vejo o quanto muitos católicos teimam em não reconhecer o abismo que existe entre protestantes confessionais e protestantes liberais. É o tipo de coisa BÁSICA, qualquer historiador dá conta. Eu não acredito em apologética desinformada - porque a desinformação geralmente significa pouco caso em relação aos alvos da apologética. Então, se você quer fazer apologia católica em um blog reformado, ao menos faça direito. ;-)

Hugo disse...

Prezada Norma,

Obrigado por sua atenção. Vejo que às vezes eu a consigo, nem sempre, é fato, mas vou tentando.

Você partiu de uma falsa premissa: a de que eu não reconheço o abismo entre protestantes confessionais e liberais. Reconheço sim. Mas, você há de convir que não é minha culpa o fato de você não deixar explícito em seu blog qual é a igreja que você faz parte. Às vezes, descobrir a denominação a que um protestante pertence é quase tão trabalhoso quanto descobrir o nome de um demônio em um exorcismo, hehe... Enfim: eu achava que era presbiteriana (mas qual?), mas tive que olhar um folder, na página 2, que falava sobre uma conferência, para inferir (e apenas inferir) que este seria seu caso. Também sei que sua postura está longe de ser a liberal. Mas...

A "Presbiterian Church of USA" é simplesmente a maior denominação presbiteriana americana. Não é apenas uma. É a maior, deve ter alguma relevância. Espero que não, mas o que costuma acontecer é que as decisões e abordagens da maior denominação respingam de alguma forma nas menores. Imagino que vocês tenham que lidar, de vez em quando, com posturas "liberais" entre os seus. Se não ainda, costuma ser questão de tempo. Qualquer historiador dá conta de perceber isso. Quanto ao abismo... bem, ele existe entre protestantes confessionais e protestantes confessionais, os liberais nem precisam entrar na conversa.

Que bom saber que você é contra a pílula. Mas... e sua igreja? Tem alguma orientação nesse aspecto? (Curiosidade pessoal mesmo, não é provocação).

O fato de a igreja presbiteriana americana não ter ligação com a igreja presbiteriana brasileira, argentina, canadense, britânica, etc, apenas reforça o argumento de que a teologia reformada tem tantas cabeças quanto fiéis. Até as que mantém o mesmo nome não seguem a mesma teologia ou preceitos morais. Isso eu já sabia, assim como sabia que sua defesa seguiria essa linha de raciocínio. Não é apologética, muito menos desinformada. O que importa, e isso sim não pode ser ignorado, é: pode o corpo de Cristo ser tão dividido assim? Esse é o ponto principal, e é aquele que você fez questão de não tocar.

Um dia, se tiver tempo, gostaria de saber a posição sua a respeito do destino final dos protestantes liberais. É certamente o inferno? Ou existe a esperança de que os que contrariam a vontade de Cristo o façam em "ignorância invencível" e, assim, pode ser que sejam salvos? Mais uma vez, isso é curiosidade pessoal mesmo, não é provocação.

Abraço!
Hugo

Diogo disse...

Norma,

Gostaria muito de ler sua opinião a respeito da pílula, que você acabou de mencionar, caso você tenha alguma disponibilidade para fazê-lo.

Brigadão! :)

Norma disse...

Hugo, nem sempre dou atenção por um misto de falta absoluta de tempo (correndo com muita coisa esses meses) e de certa falta de vontade de entrar nessa discussão catolicismo x protestantismo. Tenho amigos católicos muito queridos, católicos de verdade, tradicionais, então você pode imaginar que já tive muitas dessas conversas, e é muito mais bacana conversar cara a cara, com pessoas que a gente conhece e ama.

Mas você levantou umas questões interessantes. Se tiver um pouco de paciência, prometo voltar a elas, ok? Só vou responder rapidamente aqui ao Diogo e depois, quando as coisas estiverem mais tranquilas, venho responder a você. Abraço!

Norma disse...

Diogo, eu sou contra a pílula por uma questão individual mesmo: simplesmente não me dou bem com ela, e acho que, de forma geral, ela faz um mal danado às mulheres, porque mexe com a delicada constituição hormonal do nosso corpo. Também não gosto muito da ideia de evitar a gravidez a todo custo; acho que, excetuando-se certas fases mais complicadas, a vida saudável da gente sempre deveria conter abertura para acolher com alegria uma criança (saudável: dentro do casamento, com fidelidade e amor, sem preocupação exagerada com dinheiro, a mulher já entendendo que a prioridade de seu tempo e sua energia é para a família). Não acho que os crentes deveriam adotar um método quase 100% seguro, a não ser que fosse necessário - casos de doença ou outros. Mas veja, não sou contra o uso de modo absoluto (acho complicada a alegação de que provoca aborto e nunca consegui achar nenhum texto minimamente sóbrio sobre isso na internet, só coisa com cara de fanatismo), mas desaconselho sempre, pelos motivos acima. Abraço!

Hugo disse...

Norma,

Se eu puder dar meus dois centavos de contribuição ao Diogo, sugiro a leitura da carta encíclica "Humanae Vitae" (http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_25071968_humanae-vitae_po.html).

E adiciono: não se preocupe quanto ao fato de ser um documento católico. Os católicos, em grande parte, são os primeiros a ignorar o conteúdo dela. É de leitura bastante fluida e edificante, que ajuda a entender a história, as preocupações, e a posição cristã (na época, praticamente todos os cristãos concordavam em ser contra métodos de controle de natalidade). E nós, que estamos vivos para ver, podemos verificar que as consequências são bem aquelas que se procurou alertar na carta.

Para entender um pouco da história da pílula, os principais proponentes, no século passado, do uso da pílula, tinham por intenção limitar o nascimento de negros e outras "raças inferiores", que foi o mesmo argumento do aborto. Há uma entrevista com Margareth Sanger, uma das fundadoras da Planned Parenthood (a maior rede de clínicas de aborto do mundo), que isso se faz claríssimo. Também deixa claríssimo que o oponente a ser confrontado é a Igreja Católica.

Outro fato que não é muito conhecido é que praticamente 50% dos abortos que ocorrem nos EUA são realizados por mulheres que estavam usando métodos anticoncepcionais. 50%! Vou citar de cabeça, mas há um documento do Guttmacher Institute (instituto de pesquisa da Planned Parenthood), que mostra que a taxa de falha da camisinha, por exemplo, como método anticoncepcional, é de 7% para uso em um ano, e, se não me engano, chega a mais de 50% em uso continuado por mais de 5 anos. A pílula é um pouco mais eficaz, mas sua taxa de falha em uso prolongado também é considerável.

O maior dano desses métodos é o psicológico: ele cria uma mentalidade contraceptiva que traz à mente o seguinte raciocínio: "estou me precavendo, não vou ter filho. Ih, o método falhou! Eu não queria este filho por que sou jovem/não estou pronta/o sexo foi casual/etc". O corolário disso, mais cedo ou mais tarde, é o aborto e o lobby para sua liberação. E o mal imediato é a trivialização do sexo, que é pois a realidade que vivemos.

Abraço,
Hugo

Diogo disse...

Hugo e Norma,

Valeu pela atenção de ambos.

Hugo, ainda não li. Mas vou dar uma olhadinha sim.

Norma, entendi o que disse. Achei bem legal e ponderado o que disse aqui:

"Também não gosto muito da ideia de evitar a gravidez a todo custo; acho que, excetuando-se certas fases mais complicadas, a vida saudável da gente sempre deveria conter abertura para acolher com alegria uma criança (saudável: dentro do casamento, com fidelidade e amor, sem preocupação exagerada com dinheiro, a mulher já entendendo que a prioridade de seu tempo e sua energia é para a família)."

Valeu!