05 junho 2007

Deixados no vácuo

Fui criada lendo e ouvindo falar de uma época antiga, no Brasil, em que considerava-se normal que os principais pensadores e autores trocassem farpas argumentativas na mídia, deliciando-se em escrever e publicar um para o outro, um contra as idéias do outro. Sou uma "filha intelectual" dessa época - de Nelson Rodrigues, Carlos Lacerda e Monteiro Lobato para trás - em que os brasileiros tinham respeito suficiente pelo debate teórico para não deixá-lo morrer quando iniciasse, e respeito suficiente também pelo voluntário a debatedor, para que não se ficasse falando sozinho. Mesmo com toda a exaltação decorrente do choque de mentalidades, o público acompanhava com o mesmo prazer tanto o esmero argumentativo com que se conduziam os diálogos, quanto a mordacidade e a exaltação que os acompanhavam – e que, dependendo do esprit de jeu de cada um, resultavam em eternas hostilidades ou eternas admirações.

Hoje é diferente; hoje, a "nova moralidade" não se importa com nada que esteja fora da agenda politicamente correta, pouco afeita à lógica e à verdade. Nossa época dá de ombros para a clareza e a delimitação fina entre as diversas idéias. É um tempo confuso, de aglomeração mental: todos gravitam em torno dos mesmos assuntos e, com a mesma linguagem, transferem artificialmente para arremedos de debate uma cosmovisão planificada, absoluta, por trás de um pretenso e alardeado “pluralismo”. No fim das contas, trata-se de um mal-disfarçado horror à discordância, vício tão onipresente que ninguém reclama dele. Pois eu reclamo. Onde estão os debatedores, onde estão os reais adversários teóricos, onde está a velha cordialidade em meio às diferenças racionais? Procurem em congressos universitários, em mesas-redondas dos meios de comunicação, em reuniões políticas. Se encontrarem, não deixem de me avisar, pois são artigos raros.

Com muito mais freqüência, em vez da franca hostilidade intelectual casada (e não oposta) a um respeito pela pessoa, encontramos reações de desdém e punição à voz dissonante. Quem se recusa a participar da exaltação coletiva de cosmovisões interpostas e vocabulários eternamente conciliados acaba sendo deixado no vácuo, transformando-se em um pária, ausente de seminários, livros, rádios, jornais. Basta incomodar um pouquinho, nem é preciso enunciar grandes verdades ou elaborar potentes argumentações anti-status quo.

Da década de setenta para cá, mesmo depois que a esquerda liberada seguiu a estratégia gramsciana de "preencher espaços" na educação e na mídia, o brasileiro ainda treme de revolta à lembrança do finado e pouco cordato poderio militar, sem perceber que tem sido preparado para receber de bom grado uma ditadura mansa que dessa vez - oh paradoxo! - clama o amor para solidificar-se. Nesse novo regime, concede-se a poucos não só o privilégio da opinião pública, mas o da hiperssensibilidade: membros do partido-governo (prontos para disparar processos na justiça à menor menção negativa de seus sacrossantos nomes), defensores do aborto (que não podem mais ser chamados de "abortistas"), gays (praticamente intocáveis se aprovado o projeto da homofobia), professores esquerdistas que ensinam Che Guevara em vez de sociologia, geografia, matemática. Do outro lado, longe do abrigo nuclear estatal, estão os religiosos, os direitistas e os conservadores, escolhidos como os costas-de-aço da nova sociedade politicamente correta do Amorrrr.

44 comentários:

Anônimo disse...

Norma, o seu blog esta muito bom, gostaria que você visitasse o meu , andei estudando os projetos da ONU de globalização , e fiz um resumo de como a ONU pretende criar a Marca , Numero e o nome a BESTA, durante os próximos anos, descrita no Apocalipse, por favor leia o artigo esta em :


http://www.planetacaos.blogspot.com
http://www.marcadabesta.blospot.com
no blog marca da besta criei um e-mail para contato

Acho que todas as pistas que levam ao Anticristo são validas , iso mostra que estamos atentos e aguardando o grande dia do arrebatamento, depois da morte da minha mãe a vida ficou sem sentido para mim, sei que ela esta bem, mas virei um caçador do anticristo e perdi minha vida em favor do evangelho de Cristo, o que tem me alegrado muito em servi-lo.

Abraços ,e que JESUS te guie sempre pelo caminho da verdade

AQ. disse...

Ma chère NORMA,
Listo os meus nomes de grandes debatedores e respeitosos aos interlocutores: Jackson de Figueiredo, Gustavo Corção e Tristão de Athayde (Alceu), sem esquecer-me do grande Nélson Rodrigues, obviamente. Nos tempos atuais um exemplo de 'esquecido no vácuo'é o professor Olavo de Carvalho.
Bom artigo!
Abraço fraterno do
Beto.

Fabio Blanco disse...

Norma, concordo plenamente com o que vc escreveu. Tenho reparado como os discursos estão vazios e superficiais. Estava pensando sobre isso, e conclui que os discursos, atualmente, têm visado apenas a auto promoção, o aplauso etc. Percebe-se isso em desde pequenas entrevistas, até palestras aos mais diversos tipos de público. E, claro, tem sido essa a linguagem da quase totalidade dos púlpitos. Parece que, na linguagem 'intelectual' moderna, não há nada que incomode, nada que revele, nada que discorde. Graças a Deus pelos homens e mulheres que ainda insistem em viver na contramão.

Um abraço.

Fabio Blanco
www.discursosdecadeira.blogspot.com

Marcos Rangel disse...

É isso mesmo Norma,

Sociedadezinha estranha... A maioria dos que com megafones bradam por diversidade ("diversidade homogênea" - rsrs - só pode ser) se sentem pessoalmente ofendidos até mesmo quando o ataque tem como alvo tão-somente um determinado conjunto de idéias. Claro que há estilos e estilos, uns mais mordazes, outros nem tanto ou nada, mas o que assistimos é a idolatria de uma nojenta escala de valores na qual simples trejeitos politicamente corretos se encontram no topo de tal escala, em detrimento da honestidade intelectual e até mesmo, valha-me Deus!, dos fatos.

Marcos Rangel.

PBR disse...

Umas poucas vezes, num daqueles jornaizinhos diários gratuitos havia uma página dividida ao meio onde eram publicados um artigo da Molly Ivins (esquerda) de um lado e do outro um artigo da Ann Coulter (direita).

Infelizmente, quando a Ann Coulter se referiu à Molly Ivins diretamente em um dos artigos, o jornal cancelou aquela página já na edição seguinte - não sei se foi por reação do público ou da Molly Ivins ou o quê.

O único lugar da mídia onde ainda vejo esses embates acontecerem é a Fox News. Vide o quebra-pau entre o Geraldo Rivera e o Bill O'Reilly sobre imigração (mereceu até ir para o YouTube).

Ewerton B. Tokashiki disse...

oi Norma

Relevante a sua observação. Penso que discordar e manifestar com coerência teológica, substancialidade bíblica e respeito pessoal é o maior desafio entre os debates que tenho lido, e raramente presenciado pessoalmente (pois realmente são raros aqueles que até mesmo valem a pena serem acompanhados).

Percebo que a ignorância quanto ao que o outro crê e defende é outra pedra de tropeço. Recentemente (uns 6 meses atrás) entrei num debate em que defendia a perspectiva calvinista/Gordon H. Clark, embora o meu replicante adotasse a linha VanTiliana, percebi que ele desconhecia o pensamento de Clark. Nesta situação é difícil argumentar e levar adiante o assunto.

Continue a levantar estes temas, pois eles nos lembram que o amor pela verdade é perene.

Abraços

Pastor Geremias do Couto disse...

Norma:

Tomei um susto, sábado, quando fui ao Santos Dumont para adqurir uma passagem. O atendimento tinha sido transferido para o novo terminal e lá fui eu conhecer o novo espaço. Fiquei decepcionado e, ao mesmo tempo, pude refletir mais uma vez sobre como as coisas se encaminham para a implantação dessa cultura planificada de que você fala em seu tópico.

O que vi foram aquelas estruturas iguais, sem nenhum toque de genialidade, aço frio a expor a frieza das relações humanas, hoje, e com caracteristicas extremamente reveladoras dessa homogeneidade dirigida que toma conta do mundo. Quem entra no novo terminal é como se estivesse entrando em qualquer outro espaço, em qualquer lugar do mundo, que usa essa arquitetura pós-modernista, planificada, sem vida e despida de conteúdo estético.

Para mim, o novo Santos Dumont, com sua falta de criatividade, suas colunas galvanizadas e sem nenhuma expressão de calor humano, é o retrato claro de que tudo se pasteuriza para gerar essa cultura rala que não valoriza a diversidade, suprime o contraditório e força a todos a entrarem numa fila de passos milimetricamente iguais, o de trás olhando a nuca do da frente, quando não está de olhos baixos, seguindo em direção a lugar nenhum.

É a fila do politicamente correto, da cultura artificializada, da uniformização humana, onde tudo é embrulhado, sem que se permitam questionamentos, com o mesmo papel de presente imposto pelo "grande irmão". Essa é a crueldade que nos tentam imoor como a grande conquista da civilização. Tenho saudade, sim, Norma, dos polemistas, das grandes discussões que nos atraíam meses a fio, das idéias que livremente circulavam, das eternas hostilidades e das eternas cordialidades entre os que divergiam, mas nos legavam um aprendizado que, hoje, infelizmente, não se alcança nos bancos escolares. Será que estamos, de fato, chegando ao fim da história?

PS. Se Deus nos fizesse a todos iguais, como seria monótono o mundo!

pappires disse...

"Se Deus nos fizesse a todos iguais, como seria monótono o mundo!"

Boa colocação. Talvez forçar-nos a ser todos iguais seja uma tática para tentar derrotar-nos, pois resulta diretamente na infelicidade e frustração.

E pensar que ainda há gente que celebre essas idéias humanistas!

Um abraço.
Paulo Alexandre

Pastor César Moisés disse...

Norma

É a primeira vez que faço um comentário em seu blog, entretanto, o conheço há algum tempo.

A questão que, oportunamente, você levanta, é sintomática e aponta para uma única direção: Vivemos uma época - do que costumo chamar -de indução eletrônica.

Falta-nos profusão de conhecimentos, que a cada dia é impedida pela sobrecarga de lixo proveniente da cultura de massa em nosso país.

Como educador lamento ter de assumir essa triste constatação, mas nossa sociedade vive condicionada, pensa - se é que se pode chamar de pensamento - o que colocam em sua cabeça.

"Eu vi ontem no Jornal Nacional", "Li na Veja esta semana"; e por aí vai.

A subcultura domina e ainda existem os arautos da homogeneidade - hegemônica, é claro - social.
Legislando em causa própria e defendendo algo que interessa somente àqueles que "amassam a massa".

Lamentavelmente Pavlov prescindiria dos cães e Skinner dos ratinhos, pois somos manipulados em plena vida real!

Para nós cristãos, devemos observar - mesmo que seja um clichê - o princípio: Diversidade na Unidade e vice-versa.

Viva o debate e o livre pensar.

Boa discussão!

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Olá Norma!
Concordo plenamente com seu artigo.
Não vemos disposição para o contraditório e, quando isso acontece fica difícil para o leitor chegar à sua própria conclusão, uma vez que as motivações nem sempre são coerentes.
Tenho conversado sobre esse tema com o Pastor Geremias do Couto.
Enquanto uns defendem uma causa, outros estão defendendo nomes e conveniências.
Assim o debate foge do campo das idéias e deixa de ser justo.
Os que defendem uma causa, normalmente são sempre coerentes, já os que defendem nomes e conveniências, quem viver verá, normalmente lá na frente mudarão de postura.

Anônimo disse...

Leiam isto:


http://michelsonborges.blogspot.com/2007/06/superinteressante-mata-razo.html

Carl Amorim disse...

Cara Norma,

Parece que a educação brasileira criou o caos, nos portamos como uma nação de crianças choronas que não suportam ouvir um não.

Esquecem-se os brasileiros que Democracia não é forçar todo mundo a concordar com a maioria e daí viverem felizes e alienados para sempre.

Tragam os generais de volta, pois este povo não entendeu nada do que aconteceu de 64 até hoje.

Blogildo disse...

Esse caso da cobertura da imprensa em relação a invasão da USP e a não renovação do contrado da RCTV na Venezuela ilustram bem o que você diz, Norma.
Por sinal, eu ando um tanto cansado de ter repetir certos princípios que para nós são as coisas básicas. Ainda assim, a elite brasileira insiste em não enxergar o óbvio.

Anônimo disse...

Hereticus abre a boca:

o melhor exemplo de debate civilizado entre alguem lucido, no caso Chesterton, e outro alucinado pela utopia socialista, no caso George B. Shaw, ocorreu nos anos 30 do seculo XX. Veja o livro "Do we aggree?" de Chesterton. Infelizmente, Chesterton morreu logo em seguida, e Shaw viveu ate' os anos 50, sempre iludido pelo pesadelo socialista.(GBS morreu ainda considerando Stalin um santo.) Qualquer um que leia hoje os debates (que foram moderados por ninguem menos do que H. Belloc) e nao tenha viseiras ideologicas concluira' que Chesterton estava com a razao.
Isto mesmo Belloc disse ao encerrar os debates, mas Belloc profetizou que a Heresia Modernista daria a razao a GBS e ao socialismo, inaugurando o Estado Servil que dura ate' hoje. As massas preferem a servidao com salarios vis `a liberdade com riscos.

Cfe disse...

Heréticus,

Muito bem visto.

Enquanto o conforto material se expande, o tempo que antes era ocupado com funções essenciais à vida é agora ocupado com trivialidades em busca do prazer. Cada vez mais nossa atenção é dispersa e não nos centramos no essencial: a liberdade de sermos nós mesmos.

Um abraço,

Anônimo disse...

Hereticus pensa em voz alta:

Estou preocupado com o Ocidente. Nossos paises se tornaram paises de consumistas. Entretenimento e recreazao sao as coisas mais importantes. O Imperio Romano apodreceu quando o povo se interesou apenas por pao e circo. O professor Neil Postman, em seu livro "Amusing Ourselves to Death: Public Discourse in the Age of Show Business", Penguin, New York, 1985, escreveu: "Nossa politica, nossas noticias, nossa religiao, e nossa educacao tornaram-se anexos do show business." Como uma midia recreacional a TV tem um poder sem precedentes, e e' visual. E inerentemente passiva e nao-social: o tele-espectador perde a nocao do valor da interacao com outras pessoas.
Os gregos antigos ao analisar qualquer aspecto da vida perguntavam: e' verdadeiro? e' belo? e' bom?
A TV nao e' um bastiao da verdade. Os conteudos dos programas ensinam implicitamente licoes erradas sobre a vida: ausentes estao as licoes sobre a tristeza, a perda e o vazio que acompanham qualquer morte; ausentes as licoes sobre as alegrias de envelhecer junto, ou sobre a alegria de criar filhos.
A TV tambem e' reprovada no teste da beleza: quanta favela, quanta violencia feia, quantas perseguicoes alucinadas de automoveis.
A TV so' e' boa raras vezes: as personagens das mediocres novelas nao sao pessoas que gostariamos de ter como amigos ou amigas, nem como modelos para nossos filhos.
Nume cerimonia homenageando o inventor da valvula que tornou possivel a radio-difusao, Lee DeForest, este comentou com amargura: "Este foi o principal pecado que eu DeForest cometi".
Hoje temos outro candidato para principal pecado. O que a gente fazia antes da TV? Como nos recreavamos?
-- As pessoas se visitavam.
-- As pessoas faziam invencoes, musica, jogos.
-- As pessoas liam, deixando sua propria imaginacao fornecer as imagens.
-- As pessoas observavam a natureza, em vez de assistir filmes sobre a natureza.

O professor de ciencia da computacao e engenharia Frederick P. Brooks,Jr ao receber o premio Allen Newell da ACM em 1994 listou o que ele considerava os Sete Presentes de Nascimento para a Humanidade por ocasiao da Criacao por Deus:

-- Vida, e imortalidade
-- Companheirismo com o Criador
-- Amizade, especialmente o Casamento
-- Filhos
-- Natureza, especialmente os animais
-- Liberdade
-- Trabalho criativo

Observem como ele considera o trabalho como um presente e nao como um castigo, e' verdade que ele se refere ao trabalho criativo.

O discurso de aceitacao do premio pelo professor Brooks terminava com uma citacao do apostolo Paulo: Filipenses 4:8

Tudo o que e' verdadeiro, tudo o que e' honesto, tudo o que e' justo, tudo o que e' puro, tudo o que e' amavel, tudo o que e' de boa fama, tudo o que e' virtuoso e louvavel, seja tudo isso o objeto de vossos pensamentos.

Norma disse...

Interessante sua citação do livro, Hereticus! Um dos últimos cds do Roger Waters, Amused to Death, deve ser então uma referência direta a essa obra. Eu fui ao show dele no Brasil e me lembro de ter ficado muito emocionada com a apresentação de uma música em que o personagem principal do cd, um Gorila diante da televisão, vê passar diante de si uma procissão de objetos saídos da tv, e cada um desses objetos ganhava uma aura mágica, como se fossem objetos de adoração. Fiquei pasma com isso. É impressionante como podemos ser idólatras sem nos dar conta.

Grande abraço!

Cfe disse...

Há um padre francês, o qual não recordo o nome, que estuda a questão do declínio do Ocidente. Ele lista que todos os passos dados na altura do declínio doutras civilizações, com especial destaque para a Romana, foram dados na na sociedade ocidental.

No final destas civilizações, os valores que as fundaram foram não só esquecidos, mas principalmente renegados pelas pessoas participantes nestas.

Exemplo atual disso foi a moribunda constituição européia que faz referência à uma série de valores fundadores do pensamento europeu, destacando-se até o iluminismo, sem citar o cristianismo. Ou o veto de um italiano para o conselho europeu por ser declaradamente católico.

Estamos ferrados...que Deus nos proteja.

Volney Faustini disse...

Norma - este comentário é mais off topic, porém não menos relevante.

Ontem a noite estive na cerimônia da ASEC - Prêmio Aréte.

Parabéns - vc 'faturou' o prêmio de tradução. Brinquei sobre os finalistas no meu blog!

Anônimo disse...

Hereticus: ORWELL X HUXLEY

Este e' um debate que e' bom prestarmos muita atencao. Os debatedores sao ambos de altissimo calibre, e muito podemos aprender deles.O moderador e' Neil Postman.("Amusing Ourselves to Death")

Quando 1984 passou e a profecia Orwelliana nao se concretizou, o Ocidente respirou aliviado: a democracia liberal estava intacta, e o pesadelo Orwelliano so' atingira os povos sob a dominacao comunista e ou marxista.

Mas outra profecia, um pouco mais antiga, mas igualmente aterradora, pouco a pouco se materializava: o Brave New World de Aldous Huxley. Neste admiravel mundo novo, nenhum Big Brother e' necessario para tirar a autonomia, a maturidade e a historia das pessoas.

Orwell temia os que censurariam os livros.
Huxley temia que nao haveria razao para censurar os livros, pois ninguem mais veria nenhuma razao para ler livros.

Orwell temia os que censurariam a informacao.
Huxley temia que tanta informacao seria fornecida a ponto de reduzir a humanidade ao egoismo e `a passividade.

Orwell temia que a verdade seria escondida.
Huxley temia que a verdade seria afogada num mar de irrelevancia.

Orwell temia que a nossa cultura fosse escravizada.
Huxley temia que a nossa cultura fosse trivializada.

Como argumentou Huxley em "Brave New World Revisited", os racionalistas e defensores das liberdades civis, sempre alertas para opor-se`a tirania "esqueceram de levar em conta o apetite humano quase infinito para distracoes".

Em "1984" o povo e' controlado infligindo a dor. No "Admiravel Mundo Novo" o povo e' controlado infligindo prazer.

O leitor me diga: quanto ao Ocidente democratico, quem profetizou corretamente? Foi Huxley, ou foi Orwell?

Aqui no Brasil ainda nao sabemos qual profecia resultara' correta. Se os esforzos do PT, do MST, do PSOL e outras siglas mais tiverem exito, a visao Orwelliana vai prevalecer. Mas antes disso, a visao de Huxley ,ja' parcialmente vitoriosa, ira' se demonstrar correta, e o HEDONISMO sera' o anestesico que tornara' possivel o pesadelo orwelliano-comunista ser aceito passivamente pelas massas.

So' a mensagem evangelica salvara' a humanidade. Mas esta mensagem precisa chegar intacta aos ouvidos dela. Quem serao os mensageiros? Oremos ao Senhor, para que Este envie seus autenticos mensageiros.

Norma disse...

Oi, Volney!

Se eu lhe disser que só fiquei sabendo por você, agora, você acreditaria???

:-D

Obrigada! Abraços!

José disse...

Interessante a tag "censura" sob a qual você colocou o post. Então por favor me responda, qual seria a sua reação a uma campanha como a da Godmarks na Nova Zelândia, onde eles espalharam cartazes com os seguintes dizeres: "Contrary to Popular Belief I Don’t Hate Anyone Who’s Gay - God"
Infelizmente os outdoors tiveram que ser retirados pois, pasme, autoridades religiosas se sentiram ofendidas...

Norma disse...

José, embora a faixa pareça uma óbvia provocação, eu acredito que todo cristão sincero que diga "Deus odeia gays" precisa dar uma boa recauchutada em sua teologia, além de parar para pensar em que repousa todo o sentido de sua fé. Deus não odeia pessoas, mas sim o pecado. Ele quer se reconciliar com todos os pecadores, chamando-os para viver uma vida de santidade, embora saiba que nem todos irão vir - de fato, a maioria não virá. Porém, Ele chama, e quem aceitar Seu convite e permanecer com Ele não será de modo algum rejeitado.

Pedro disse...

Norma,


Na comunidade do Olavo de Carvalho no Orkut está havendo uma articulação entre os membros para que sejam feitos vídeos no Youtube, sobre trechos do BlogTalkRadio. O Luís não me deixa entrar lá, mas eu fiz meu vídeo também. Nele, Olavo fala sobre o vestibular e a Universidade. Bem, vim solicitar-lhe uma breve visita... :-)

Norma disse...

Ô Pedro, o que você fez para o Luís não te deixar entrar na comunidade? :-P

Pede pra Roxane! :-)

Pedro disse...

O Luís deve ter achado meu perfil perigoso ou fake. Eu disse a ele que podia mostrá-lo que Pedro sou eu realmente, mas ele passou por mim com estóica apatia. Já vou pedir à Roxane!

José disse...

Eu não diria que é uma provocação. As pessoas não tem o direito de acreditar em um Deus tolerante e que não considere pecado o amor (não apenas fraternal) entre pessoas do mesmo sexo? E fazer divulgação desse Deus da mesma forma que outras religiões?
Aí entro no ponto que queria, a questão da liberdade e da sociedade plural na qual deveríamos conviver. A posição das igrejas não é só condenar a orientação sexual das pessoas, é também tentar impedi-las de viver essa orientação de forma livre e plena. Você linkou para um texto que considera censura a lei contra a homofobia. Mas censura já é praticada ostensivamente por várias igrejas, elas se unem (inclusive vencendo questões que as colocam em campos frontalmente opostos) com o único propósito de impedir que homossexuais adquiram direitos de cidadão. Isso não é provocação maior que a do cartaz?

Norma disse...

José, tenho a impressão de que você está falando do que não sabe. Mas vamos lá. Você disse textualmente: "várias igrejas (...) se unem (inclusive vencendo questões que as colocam em campos frontalmente opostos) com o único propósito de impedir que homossexuais adquiram direitos de cidadão". Diga-me, por favor, mais detalhadamente, que igrejas fazem isso e como isso se dá.

Marcelo Hagah disse...

Pois é. Fico pensando na "arenga" entre Machado de Assis e Eça de Queirós. Que boa briga! Homens inteligentes e civilizados. Homens que liam antes... depois retrucavam... por isso se mantêm fortes na literatura de língua portuguesa.

Sinceramente, quero ser aquela velha chata que reclama na fila do banco! Sem ela, sequer teríamos ar-condicionado... nem um funcionário cheiroso e educado organizando a fila... nem aquele relógio na parede a clamar que o caixa está demorando muito.

Marcelo Hagah
João Pessoa-PB

José disse...

Oras? Não soube da mobilização das bancadas evangélicas e católicas no congresso no sentido de barrar a parceria civil entre pessoas do mesmo sexo (aquela que a mídia sensacionalista teima em chamar de "casamento gay")?
Mesma mobilização que acontece em outras votações semelhantes, como a lei que criminaliza a homofobia.

Anônimo disse...

José

Vou ser direto.
Não acredito que os projetos de leis que você citou tenham como principal foco o bem-estar de homossexuais.
Creio, com base em tudo que lí e ouvi a este respeito, que a questão é criar instrumentos legais para aumentar os confrontos sociais, e para imposição de censura e chantagem. Os "apostolos" do movimento gay já previam um sistema em que eles tivessem poder sobre a massa inculta. O PT percebeu as implicações disto e, em consonância com seu projeto de poder, empunhou a bandeira.

Em outras palavras, creio que gayismo é nazismo por outros meios (de qualquer forma, os principais nazistas, Hitler à frente, eram gays).

Anônimo disse...

Norma,
Me sinto "deixado no vácuo" toda vez que abro sua página e surge o mesmo assunto.
Anseio por novidades....

Cfe disse...

Caro José,

Desculpe-me intrometer em conversa alheia, mas os gays tem o mesmíssimos direitos ("de cidadão")dos heterosexuais. E nunca vi ninguem constestar o direito de livre-arbítrio, aí incluído o de relacionar-se com alguem do mesmo sexo.

O que está em questão é a formalização da maneira que sociedade enxerga como deve ser uma família. No ocidente é um homem com uma mulher, nos países árabes um homem com várias mulheres, em algumas poucas sociedades uma mulher com vários homens. A questão não tão simples assim como você e muitos julgam: na Holanda já há um partido que tem como bandeira a legalização da pedofilia. Pretendem um outro tipo de família...

Norma disse...

José, em termos jurídicos, um especialista me disse que já é possível realizar-se parcerias entre amigos, primos, irmãos etc., com um deixando seus bens para o outro, independentemente da relação que tenham entre si. O que os gays lobistas querem com toda essa mobilização em torno de legalização de casamento e processo contra homofobia é algo muito estranho: que haja um reconhecimento geral e irrestrito, e até obrigatório, das relações homossexuais como normais, naturais e saudáveis. Você não acha que isso é ambicioso demais e até totalitário? Afinal, as pessoas têm o direito de achar o que quiserem. Sempre haverá quem goste e quem não goste, quem faça e quem não faça, quem ache natural e quem não ache. SEMPRE haverá. E isso porque o par é mesmo macho e fêmea, não tem jeito. Mas os gays militantes do lobby gay não querem essa "diversidade". Eles querem unanimidade, nem que seja na base da pancada.

Olha, independente do que as igrejas pensam, cada um precisa ter sua liberdade de pensamento garantida. No meu caso, vamos lá. Como cristã, não posso concordar com a prática homossexual, pois a Bíblia me diz que Deus não se agrada dela. Mas jamais trataria mal um gay. Muito pelo contrário. Tenho familiares e amigos gays e nenhum tem nada a reclamar de mim. Acho que é a situação ideal. Por que não se contentar com isso e deixar que os espancadores de gays sejam punidos pelo sistema normal que pune qualquer espancador? A hostilidade e o espancamento são situações de exceção. O homossexualismo nunca teve tanta aceitação como hoje. Os gays homens, por exemplo, agem normalmente, com toda a sua "feminilidade", em seus próprios ambientes de trabalho - não só salões de beleza não! também em universidades, escolas etc. - e encontram todo o acolhimento possível. É só prestar atenção.

Mas não; por aí vê-se que os representantes desse lobby gay utilizam o argumento dos espancadores para modificar e uniformizar, à força (por lei), a própria percepção íntima de cada um sobre o homossexualismo. Aí já é demais. Eles podem até lutar por isso, mas não à força. Da mesma forma que nós, protestantes, jamais empurramos o que cremos para ninguém.

Anônimo disse...

Norma

Publish or perish. É assim que se diz? Mas se você estiver em uma fase de muito trabalho, seremos pacientes.

Renato U Souza

José disse...

Hummm, sim. Temos os mesmos direitos. Então vamos lá. Tenho um casal (será ofendo alguém ao usar essa palvra?) de amigas lésbicas que não podem partilhar o plano de saúde que uma delas possui. De forma que o pagamento é individual. Detalhe, uma delas não trabalha e a outra não pode adiciona-la como dependente na declaração de imposto de renda. Apenas duas situações. Eu sei que, em caso de herança, é possível apenas consultar um advogado. Mas e em todas as outras situações? Não minha cara, casais gays não tem os mesmos direitos que outros cidadãos que vivem com um companheiro (salvo exceções como a Prefeitura do RJ, mas vereadores da bancada evangélica já se movimentaram para acabar com a igualdade). E, por favor, não chame de casamento. A proposta não é de casamento.
Quanto à militância gay, particularmente não concordo com muita coisa que eles dizem, acho que radicalismo não leva a nada. Embora entenda a intenção provocativa das teorias do Luiz Mott por exemplo, acho irrelevantes, desnecessárias e até grosseiras certas opiniões e pesquisas feitas por ele. Porém esses mesmos militantes tem o mérito de levantar questões realmente importantes. Se não fosse pelo barulho feito por eles eu duvido que qualquer entidade civil ou governamental atentaria para os crimes de ódio contra homossexuais. Lembra do início da epidemia pelo HIV? O presidente Reagan tem em sua biografia o mérito de ter sido figura importante na disseminação da doença ao ignora-la, afinal a AIDS atingia apenas a "escória" (bichas, prostitutas, drogados) nada foi feito para barrar o avanço. Madre Teresa de Calcutá, o Dalai Lama e outras lideranças religiosas diziam que a AIDS era uma doença enviada pelos céus para punir os degenerados. Então o HIV saiu dos guetos. Hoje a doença pode destruir um continente.
Acho que o tópico da discussão mudou e eu não ví. Não estou aqui para catequizar ninguém, você tem todo o direito de não concordar com a homossexualidade, tem todo o direito de pensar diferente de mim ou de qualquer outro, a sociedade não tem que "engulir" os homossexuais. Porém, vivemos em uma democracia ou teocracia? À partir do momento em que argumentos religiosos são utilizados para justificar uma decisão que cabe a um governo de um Estado LAICO sou obrigado a dizer que isto está errado. Tenho que ouvir um pastor ou padre ou coisa que valha me chamando de doente e ficar calado e feliz, porque ele poderia estar me agredindo fisicamente e não apenas verbalmente? Então vamos logo nos assumir como um Estado religioso e facilitar as coisas. Nos tornemos como Estados árabes onde é socialmente aceito que homossexuais (e outros que não sigam os preceitos religião pradrão) sejam enforcados. Fui dramático? Não acho, pois devagar qualquer radicalismo leva a isso, essa palavra feia chamada intolerância. Palavra essa que é praticada tanto por gays como por qualquer outra pessoa.
Sou um cidadão, trabalho, pago impostos, sigo as leis, quero então os mesmos direitos de outros cidadãos como eu.
Minha cara Norma, relações homossexuais são normais e saudáveis. Naturais? Tanto quanto quaisquer outras relações. Não vou me extender com uma discussão sobre o que é ou não "natural". Talvez aí estivesse uma boa idéia para um novo tópico no seu blog.

PS: De extremo mau gosto a comparação feita pelo CFE aí em cima. Sinto muito meu caro embora alguns ainda queiram a homossexualidade não é doença, ao contrário da pedofilia. Sua comparação foi descabida e ofensiva.

Nossa, escrevi demais. Tenho que aprender a ser sintétivo. ;-)

Cfe disse...

Caro José,

Só para deixar bem claro: eu comparei a homosexualidade à pedofilia enquanto desvio. Não fiz nenhum julgamento moral do comportamento homosexual. Se duas pessoas adultas querem manter uma relação juntas, ninguem tem nada com isso e é claro que não se pode sequer, moral e jurídicamente, as situações duma relação adulto/criança e adulto/adulto.

Só chamo a atenção que a relação sexual normal é macho/fêmea. Nunca reparou que as características fenóticas do homem e mulher sãos complementares? Todo o resto são desvios, por muito que lhe doa, é a verdade.

Dos socialmente mais aceites(entre adultos) aos mais cruéis e repugnantes (pedofília) e ainda bizarros (zoofilia e necrofilia), passando por um monte de taras como fixação em sapatos, isso mesmo: sapatos!

Pode até argumentar que a homosexualidade é a livre expressão do sentimento de duas pessoas adultas e com isso concordo. Mas querer igualar, no plano da lei, uma relação que é natural à um desvio comportamental é uma coisa sem sentido. Eu tambem poderia advogar que trair esposa é o livre expressão dum desejo, já maioria dos homens, mesmo que não admitam, tem desejos com outras mulheres e nem por isso a restante sociedade consideraria aceitável esse comportamento.

Repare bem: eu digo que tem o desejo, não que (a maioria) concretizem!

Se existe um grupo de pessoas, seja porque motivo for, que pretende alterar o quadro legal de modo a permitir a inclusão de dependentes em certos contratos, que se ache saída para a situação, mas não se utilize subterfúgios para equivalências sem sentido.

PS: em relação à pedofilia, perdoe-me dizer-lhe, a maioria dos seus adeptos são homosexuais. E nem por isso faço equivalência entre as duas práticas.

Anônimo disse...

José

Vejo que uma sintese de nossos pensamentos é impossível. Você vê o movimento gay como basicamente uma defesa honesta e apartidária do bem-estar dos homossexuais e julga que exageros são efeitos colaterais desimportantes e sem conseqüências. Eu já estive mais perto deste pensamento (julgava que havia uma honestidade básica nos seus coordenadores).

Hoje eu vejo o movimento gay como um golpe por parte de gente que não quer confessar seus verdadeiros objetivos, e usa os homossexuais como massa de manobra. É um acordo entre as esquerdas marxistas e o movimento globalista internacional. Os mesmos grupos que financiam este movimento, já estiveram envolvidas no apoio a grupos políticos bastante homofóbicos (na verdadeira acepção do termo). Siga o dinheiro, e veja quem tem razão.

PS: Já parou para pensar qual é o motivo dos mesmos grupos políticos que apoiam a histeria gay no ocidente, apoiarem regimes que prendem e matam homossexuais?

Renato U Souza

Anônimo disse...

Totalmente fora do tema, mas muito importante. Documentário inglês em nove partes (tem legendas):

http://www.youtube.com/watch?v=1JCVjg7H94s

http://www.youtube.com/watch?v=L18k0Y5MMok

http://www.youtube.com/watch?v=r68nSt2fMPY

http://www.youtube.com/watch?v=KNtvuA-D_O8

http://www.youtube.com/watch?v=7QojxAG_rd8

http://www.youtube.com/watch?v=0mZSKRDDBFE

http://www.youtube.com/watch?v=atYTQ3soxZo

http://www.youtube.com/watch?v=KI6_1ndsTFg

http://www.youtube.com/watch?v=OBd8_cgLYek

José disse...

CFE disse
PS: em relação à pedofilia, perdoe-me dizer-lhe, a maioria dos seus adeptos são homosexuais. E nem por isso faço equivalência entre as duas práticas.

Essa discussão já saiu há muito do objetivo principal do post da autora, já disse o que tinha que dizer e não acho que haja algo a acrescentar.
Mas acho que você deveria se informar mais meu caro, a maior parte dos adeptos da pedofilia são heterossexuais. Porém sua colocação continua a ser desnecessária e grosseira, já que, pra mim, não acrescenta em nada à discussão que o pedófilo seja desta ou daquela orientação sexual.
Como já disse, não estou aqui pra catequizar ninguém, não faço parte de qualquer movimento organizado e, tampouco, de uma conspiração internacional marxista/globalizante (o que quer que seja isso) parece que as pessoas não viram isso. Não estou aqui para ficar me defendendo de ataques que nada tem a ver com o que disse.

Cfe disse...

Caro José,


Eu só me defendi da sua acusação de que eu teria sido ofensivo. E penso que fui bastante claro em minha resposta, esclarecendo minha posição. Poderá até não concordar com meus argumentos, mas acho que ficou bem clara minha posição de respeito à liberdade de orientação sexual de todo e qualquer indivíduo, e o porque de minha referência à pedofilia.

Na minha primeira intervenção até poderia passar a idéia de que queria lhe ofender, mas na segunda vez, tenha paciência, e não se faça de vítima.

Você é que defende-se dizendo que não é isso e é aquilo, algo de que nunca lhe acusei. Como é que eu poderia rotular uma pessoa que eu não conheço? Por acaso falei algo em relação à sua pessoa? Se me aponta de maneira clara algo que tenha dito de menos próprio, em relação a si, pedirei desculpas imediatamente.

Respeitosamente,

Norma disse...

Queridos leitores,

É natural que posições tão opostas acabem suscitando certa animosidade. Além disso, descobri com a internet que o desentendimento virtual é suscitado muito mais facilmente do que quando estamos em presença do outro, acessíveis a ele por meio de expressões faciais, tom de voz e gestos. Portanto, peço-lhes para procurar ter isso em mente no momento de postar e, daqui em diante, procurar trocar somente argumentos e fatos, como vinham fazendo.

Aproveito para comunicar aos leitores o óbvio: o blog está em um recesso definitivo até agosto, pois estou em fase final de tese e não posso escrever nem um postzinho que seja. Fico muito feliz de ver que a discussão continua mesmo na minha ausência, e por enquanto me limitarei a aprovar (e desaprovar, claro, hehehe) comentários. Mas o blog voltará com força total no fim de agosto, aguardem!

Obrigada a todos!

Pastor Geremias do Couto disse...

Como o tema pendeu para o homossexualismo, peço licença para postar aqui o comentário que fiz no "O Tempora, O Mores!" sobre o mesmo assunto:


É muito fácil usar o amor como o "grande guarda-chuva" para tolerar toda espécie de comportamento reprovável. Em nome do amor, pais deixam de impor limites aos filhos, a disciplina eclesiástica (no sentido preventivo ou corretivo, é óbvio!) fica esquecida nas prateleiras e as pessoas ficam liberadas para fazer o que bem entenderem.

Em nome do amor, não mais se pode pregar contra o pecado, nem mesmo discordar de práticas impróprias para o ambiente cristão, familiar e social. Em nome do amor, tudo é permitido, nada condenado!

Em nome do amor, muitas vozes se calam, para fingir não verem o perigo, enquanto o barco afunda, não ao som de "Mais perto quero estar", mas sob o efeito alienante do refrão de mau gosto (pelo menos, para mim) do sucesso sertanejo: "É o amor". É exatamente assim que se encontram muitos indivíduos, famílias e igrejas. Tudo em nome do amor!

O amor bíblico - o verdadeiro - corrige, alerta, adverte, disciplina, aponta o caminho, estabelece limites, expõe o erro, e aí, sim, esforça-se para trazer a pessoa de volta ao propósito para o qual foi criada, se ela estiver disposta a reverter (ou arrepender-se, como diz a Bíblia) a sua rota. Se não, o amor permanecerá inalterado, mas o filho continuará pródigo comendo a comida dos porcos. Por sua decisão. Não pela falta do amor!

O amor não é compactuação com o que está errado, nem a negação da verdade. É a presença honesta da fé que, em amor (perdoe-me a redundância), põe-se à disposição do próximo para ajudá-lo a subir as escarpas do abismo em que se encontra. Não para permanecer lá!

Amemos, mas continuemos com a nossa responsabilidade profética e co-beligerante contra o estado de coisas que aí está. Amemos, mas tenhamos claro que se as nossas bocas ficarem "humildemente" fechadas, o quadro fétido que domina o mundo ficará ainda pior, com a contribuição do nosso sal insípido e imprestável.

Amemos, mas não temamos os nabucodonosores que profanam o nome do Senhor, os herodes que cometem infanticídio e os que nos querem impor o pensamento sodomizado como norma de vida!

Amemos, mas segundo a Palavra de Deus!

Anônimo disse...

Paz

Aparentemente o José julgou que alguém o estava tomando por um "conspirador" ou coisa assim. Não era esta a minha colocação.

Mas que a coisa é feia, quanto aos objetivos do movimento gay, disto não há dúvida:

http://jaelsavelli.blogspot.com/2007/06/luiz-mott-pedofilia-j-enquanto-ainda.html