Um esforço, com a graça de Deus, de recolocar o cristianismo na via dos debates intelectuais. Não por pedantismo ou orgulho, mas por uma necessidade quase física de dar nomes às minhas intuições e contornar o status quo das idéias hegemônicas deste mundo.
06 setembro 2017
É com o amor de Deus que nos vemos melhor
Para algumas pessoas, amar-se em um sentido pecaminoso às vezes significará uma série de atitudes que ninguém em sã consciência chamaria de amor próprio: encolher-se num canto, adiar tarefas, xingar-se secretamente, lamber feridas e sentir-se sempre o último da fila. Não é agradável, não é lisonjeiro, não é produtivo. Mas é mais um jeito que o pecado arrumou para nos manter longe de Deus: autodestruição com máscara de autopreservação. Nesses casos, a tendência é tão arraigada que o esforço precisa ser diário para não fugir da verdade que o próprio Deus nos comunicou: Ele nos ama; Ele perdoou nossas faltas; Ele nos olha através de Jesus e nos santifica dia a dia. Não está mais irado conosco, sem se impacienta por nossos recorrentes pecados, mas nos leva pela mão e com ternura contempla o estágio em que estamos, como um Pai. O olhar Dele é infinitamente melhor que o nosso, e nos dignifica ao mesmo tempo em que preserva nossa realidade como criaturas. Por isso, até para nos amar - ou seja, para pensar em nós mesmos devidamente (Rm 12.3) - precisamos do amor de Deus.
22 agosto 2017
A maledicência não vale a pena (II)
A primeira vítima de character assassination da história foi o próprio Deus. Em Gênesis 2, Deus proibiu Adão e Eva de comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal, dizendo-lhes que, se comessem, morreriam. A Serpente, ou o velho Diabo, “homicida desde o princípio” segundo Jesus (Jo 8.44), sabia que precisava cortar os laços entre Deus e o homem para provocar sua morte. Ele se aproxima de Eva e diz:
- É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. (Gn 3.4-5)
- É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. (Gn 3.4-5)
Nas minhas palestras, sempre digo que, com muita sutileza, essas duas frases curtas conseguiram destruir totalmente a imagem do Criador no espírito do casal. Na fala do Diabo estavam implícitas as seguintes ideias:
- “É certo que não morrereis” - Deus não falou a verdade. Isso significa que Ele pode mentir. Ele não é todo verdade e perfeição. Quando Ele fala sobre o que vai acontecer, não devemos confiar.
- “Porque Deus sabe…” - O que motivou a proibição não foi explicitado por Deus. Ele agiu ocultando sua própria agenda. Logo, Ele é dissimulado. Não há integridade Nele. Quando Ele fala de si mesmo, não devemos confiar.
- “…que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” - Deus quer permanecer o único que conhece o bem e o mal. Não quer competição, mas teme que o homem fique igual a Ele e, quem sabe, tome o lugar Dele. Assim, seus desejos para o homem não são todos bons nem confiáveis.
Em resumo, o Diabo imprimiu nos corações de Adão e Eva as seguintes distorções: Deus é mentiroso; Deus tem motivações ocultas; Deus teme a competição do homem, portanto, embora seja o Criador do homem, não é tão diferente nem tão distante assim de sua criação. Toda a pretensa autonomia do homem está fundada nessas mentiras.
Sabemos que Deus nos redime para sermos semelhantes a Cristo. Quando o primeiro casal trocou a Palavra de Deus pela palavra do Diabo, estabeleceu para si um outro modelo. Em vez de refletir primariamente o caráter de Deus - que não mente, mas é todo bondade e amor, todo onipotência e onisciência -, o homem passou a refletir todas as mentiras que o Diabo contou sobre Deus. Nós é que passamos a ser, a partir do pecado, mentirosos, dúbios, hipócritas, pouco confiáveis e temerosos da competição. Um retrato muito fiel do ser humano após o pecado está em Tiago 4, que também fala da maledicência (v. 11-12):
Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julga o próximo?
Essas palavras são profundas. Quando as correlacionamos com Gênesis 3 e João 8.44, observamos o seguinte: sempre que alguém fala mal de outra pessoa - espalhando mentiras, denegrindo, zombando, ainda que com sutileza - , está invocando o exemplo não de Cristo, mas do Diabo. Quando lembrou os fariseus de que o Diabo era homicida desde o princípio, Jesus estava explicitando a intenção deles: seu objetivo, ao "fazer a vontade do Diabo", era destruir o amado de Deus. O objetivo de todo maledicente é o assassinato da reputação, que mata a imagem da pessoa no coração dos ouvintes. Exatamente como o Diabo fez no Éden em relação a Deus.
E quem é o Diabo? Aquele que ousou competir com Deus, desafiando diretamente sua autoridade e soberania. Por isso, Tiago oferece outro ângulo para examinarmos a maledicência: colocou-se no lugar de Deus quem se apresenta diante do outro como alguém que, além de saber tudo o que está acontecendo, desfere o golpe fatal: Fulano é assim, portanto, não é alguém digno. O maledicente se senta na cadeira do juiz e condena à morte simbólica.
Se a Bíblia fala tão repetida e veementemente sobre a maledicência, é porque se trata de um pecado muito grave. Espero ter mostrado um pouco disso aqui. Se Jesus é seu modelo, e não o Diabo, não condene pessoas à morte com a sua língua. Afinal, Deus não lhe deu palavras de morte, mas de vida.
O fim do Diabo é a destruição. Sua maledicência valeu a pena? Assim será também o fim dos que o imitam (1 Coríntios 6.9-10). Deus conhece nosso coração e sabe que a maledicência "agrada" nosso ego (Pv 18.8). Por isso, recomenda deixar o maledicente falando sozinho (1Co 5.11) para não começar a viver a atmosfera da maledicência como se fosse algo normal e aceitável diante de Deus.
06 agosto 2017
Sobre as diferenças periféricas
Ninguém peca por pensar o que pensa sobre questões periféricas - ou seja, que não dizem respeito ao principal da doutrina cristã - , mas peca ao se ver mais crente que o outro, seja por aferrar-se a regras inócuas, seja por se achar livre de farisaísmo. Nesses casos, ambos os lados estarão automaticamente errados ao se verem superiores ao outro (Fp 2.3).
Por isso, os crentes precisam tomar muito cuidado quando abordam questões periféricas que não são consenso na igreja, porque a maior e mais perigosa tentação sempre será romper a unidade. Nisso cabe o conselho de Paulo em Fp 3.15: o ideal é que pensemos igual, mas, quando isto não ocorrer e nenhuma exegese for suficiente para resolver a diferença, tenhamos calma, pois em seu devido tempo Deus esclarecerá.
Devo a explicitação desse aprendizado precioso a Davi Charles Gomes.
Por isso, os crentes precisam tomar muito cuidado quando abordam questões periféricas que não são consenso na igreja, porque a maior e mais perigosa tentação sempre será romper a unidade. Nisso cabe o conselho de Paulo em Fp 3.15: o ideal é que pensemos igual, mas, quando isto não ocorrer e nenhuma exegese for suficiente para resolver a diferença, tenhamos calma, pois em seu devido tempo Deus esclarecerá.
Devo a explicitação desse aprendizado precioso a Davi Charles Gomes.
01 agosto 2017
Bodas de lã
Ontem eu e André comemoramos sete anos de casamento, e eu ganhei o melhor presente do mundo: um poema!
Bodas de lã - André Venâncio
Por sete anos Jacó se sujeitou
a um sogro mau, que na lua de mel
o enganou, lhe dando a filha errada,
segundo, após Moisés, cantou Camões.
a um sogro mau, que na lua de mel
o enganou, lhe dando a filha errada,
segundo, após Moisés, cantou Camões.
Eu mais feliz que o patriarca sou,
pois teu Pai é melhor que o de Raquel
e deu-te a mim sem Lia acrescentada,
que já nos bastam nossas confusões.
pois teu Pai é melhor que o de Raquel
e deu-te a mim sem Lia acrescentada,
que já nos bastam nossas confusões.
Começo a servir outros sete anos;
depois de ti, tu mesma, novamente:
mesma mulher; contudo, já mudada,
depois de ti, tu mesma, novamente:
mesma mulher; contudo, já mudada,
mais firme, mais serena frente aos danos,
mais bela, mais alegre e diligente,
mais forte em Cristo, mais por mim amada.
mais bela, mais alegre e diligente,
mais forte em Cristo, mais por mim amada.
Sinatra e Jobim
Há um excelente documentário na Netflix, All or Nothing at All, com duração de quatro horas, sobre a vida de Frank Sinatra. Achei irretocável, e direi por quê. É situado historicamente: expostos a muitas fotos e filmagens de época, vemos como Sinatra passou pela depressão americana, acompanhou as duas grandes guerras, lutou contra o racismo, apoiou a candidatura Kennedy e assustou-se com a nova geração hippie. É situado culturalmente, afinal, Sinatra continuou ativo, desde o jazz antigo de Tommy Dorsey, passando pelo advento do rock (e há um dueto seu impagável com Elvis Presley) até o pop de Michael Jackson, sobrevivendo impávido com pouquíssimas (e hilariantes) concessões. Não tem narrações desnecessárias de atores novos e famosinhos, nem takes infinitos de paisagens atuais, mas somente imagens de época, junto com gravações (ou simulações de gravação) das personalidades que viveram cada momento. E há música, muita música, tocada inteira ou em grandes pedaços, para o deleite de quem amava ouvir Sinatra. Esteticamente, não há nada acessório no filme, assim como não é tendencioso o conteúdo: Sinatra é retratado em suas qualidades e defeitos, brilhando em sua generosidade, sua dedicação aos amigos, sua personalidade sedutora e seu perfeccionismo, mas também não ficam de fora o temperamento explosivo, os casos extraconjugais e a ligação com a Máfia italiana. É primoroso, enfim, sem recair na vulgaridade das fofocas. Uma verdadeira homenagem ao artista e a sua música.
Quando penso no documentário que foi feito no Brasil sobre Tom Jobim, que indubitavelmente ocupou em nossa cena artística um papel tão central como o de Sinatra nos EUA, não me contenho de indignação. Tínhamos um especial que passava na Globo, com quase todos os problemas que o de Sinatra não tem - muitas imagens supérfluas e pouco material biográfico sobre Jobim, por exemplo -, mas que era redimido (e o quanto!) pelas músicas inteiras que ele tocava e cantava com Gal Costa, Marina, Chico Buarque e Edu Lobo. Esse filme foi posteriormente editado - eu diria, esquartejado - e os encontros emocionantes foram reduzidos a trechos sem importância, cosidos pela irritante e anacrônica narração de uma jovem atriz global.
Diante disso, eu pergunto: quando produzirão um documentário à altura do gênio que foi Tom Jobim? Já passou da hora. E seria maravilhoso se tomassem All or Nothing at All como inspiração - em que, aliás, Tom aparece, em seu famoso dueto com Sinatra em Garota de Ipanema.
18 julho 2017
Conferência Fiel para Mulheres 2017
Por estar na reta final da redação de minha dissertação de mestrado em teologia para o Andrew Jumper, evitei ao máximo aceitar convites este ano para palestras fora de Natal. Mas a Conferência Fiel para Mulheres foi um desses impossíveis de recusar! Será em Águas de Lindoia, SP, nos dias 18 a 20 de agosto.
O tema da conferência não poderia ser melhor: "Jesus, nosso maior tesouro". De fato, Jesus é a resposta suprema que encerra todas as nossas idolatrias - tema de meu trabalho acadêmico e objeto de meus pensamentos há alguns anos. Em nossa época de autoempoderamento e construções de autoimagem tão estratosféricas que ocultam toda fragilidade feminina, falar de como somos ao mesmo tempo frágeis e fortes em Cristo será um privilégio e um prazer gigantescos.
Estarei lá junto a Gloria Furman e seu marido Dave, que são missionários em Dubai. Além das qualidades que demonstra como cristã, Gloria é uma escritora talentosa e divertida, que manteve um toque deliciosamente pessoal em seu texto. Estou lendo Vislumbres da graça e gostando bastante. Tomara que haja oportunidade para conversarmos! Também vou rever Heber Campos Jr., Sillas Campos e, espero, sua esposa Wanger, que sempre me alegra muito nessas ocasiões. Todos eles - Dave, Gloria, Heber e Sillas - serão palestrantes nessa conferência, além de mim.
Se você ainda não decidiu se vai ou não, não só espero ter lhe dado excelentes motivos para isso, mas trago aqui um estímulo a mais: um código de desconto para a sua inscrição. Aproveite!
28 junho 2017
Uma palavra sobre submissão feminina e igualdade
Um texto do Renato Vargens veiculado no Facebook, junto com outro do Pedro Pamplona compartilhado pelo Yago Martins - sobre os congressos femininos que sempre batem nas mesmas teclas - formam um quadro que quer nos dizer alguma coisa muito importante.
É crucial reintroduzirmos na igreja o ensino sobre submissão feminina (que não tem nada, nada a ver, com todo o sentido negativo que a palavra ganhou em nossos dias). Ao mesmo tempo, é crucial diferenciar muito bem a submissão bíblica da submissão que caracterizou determinadas épocas e que, por exemplo, gerou a imagem tão estereotipada (e detestada hoje) da mulher dos anos 1950 para trás, que deveria só cuidar do lar e não participar da vida pública de modo algum.
Nos tempos idos, como ideal, a mulher não votava, tinha pouca expressão intelectual e a vida pública lhe era vedada. Havia uma separação radical entre o mundo lá fora e a esfera familiar. A "rainha do lar" existia para comunicar beleza e ordem ao marido e aos filhos, e o resto era o resto. A feminilidade foi cortada de dimensões mais amplas e a masculinidade foi deturpada, confundida com uma força absoluta em comparação à fragilidade da mulher, também considerada absoluta.
Não é difícil entender por que esse ambiente tóxico, ao ser rejeitado, levou-nos a outro ambiente tóxico. Hoje, a mulher participa plenamente da vida pública, mas opondo-a radicalmente à esfera familiar - como se tivesse caído no conto daquela masculinidade deturpada e aceitado viver no outro extremo. Nunca a vida interior, a intimidade conjugal e a criação de filhos foram tão desprezadas como em nossos dias. Vivemos de exterioridade em exterioridade; só beleza física, carreira profissional e status social importam.
A Bíblia apresenta uma ideia muito mais bela e equilibrada da complementaridade dos sexos. A mulher não é o sexo frágil, e sim o MAIS frágil (1 Pe 3.7). Isso significa que a dimensão da fragilidade humana, universal, é expressada por ela de um modo mais íntimo e particular. Essa é uma missão muito necessária em um mundo que perdeu de vista a importância da humildade diante de Deus e da vulnerabilidade nos relacionamentos. Da mesma forma, a prioridade dada à família é para ambos, não só para a mulher - se assim não fosse, Paulo jamais teria dito a Timóteo que os candidatos a cargos na igreja deveriam antes ser bons cuidadores do lar (1 Tm 3.4). Quem inverte a prioridade, abandonando a família para cuidar da igreja, já está desclassificado. E, sempre que trata de liderança, em todos os níveis, a Bíblia deixa claro que somente Deus tem a prerrogativa da liderança absoluta: em Cristo todos nós somos iguais (Gl 3.28). A submissão feminina bíblica, portanto, é funcional e não absoluta, pois não nega essa igualdade: homens e mulheres são "co-herdeiros da mesma graça de vida" (1 Pe 3.7).
Só a cosmovisão bíblica nos faz escapar, ao mesmo tempo, da opressão machista e da deturpação do feminino - que no final são dois lados da mesmíssima moeda, uma moeda que muitas vezes não tem sido reconhecida como um instrumento duplo. Ao clamar contra o feminismo, faça-o de modo bíblico: não tire do homem a prioridade da família nem a vida pública das mãos da mulher. Na prática, isso significa que congressos femininos devem tratar de teologia e todos os assuntos correlatos - não só modéstia no vestir, submissão e criação de filhos. Significa igualmente que homens precisam se interessar tanto quanto as mulheres pela questão da feminilidade e da criação de filhos.
Complementaridade não significa separação nem oposição, mas cooperação em amor.
(Quando eu terminar o Jumper, escreverei mais sobre esse assunto, se Deus assim permitir.)
26 junho 2017
Decadência cultural
É interessante como a gente se acostuma com algumas formas culturais. A primeira vez em que vi Friends, na casa dos meus pais, achei os personagens tão apalermados quando abriam a boca que me espantei. Que diálogos eram aqueles, de gente que parecia lobotomizada? Décadas depois, ao assistir à série com o André, nos envolvemos com as tramas e lamentamos quando acabou. Do mesmo modo, "Sonífera Ilha", dos Titãs, soou amadora e grosseira quando ouvi, assim que lançada, mas hoje é uma sinfonia se comparada a Weslley Safadão e outros inferninhos musicais. Será que estamos nos rendendo à decadência da cultura e nem estamos percebendo? Em parte, creio que sim. Mesmo que vivamos em um bunker particular, somos modificados pelas ênfases do tempo, por essa simplificação excessiva, essa brutalidade formal, em suma, esse deslocamento do intelectual refinado para a crueza emocional. Nosso bunker (meu e do André) é recheado de música clássica, jazz, rock e MPB antiga, além de boa literatura e bons livros teóricos, mas não está imune aos seriados da Marvel (alguns são bons pra valer!) nem a livros mais bobinhos, daqueles que se leem de uma sentada numa viagem de avião (não consigo ler nada teórico em avião e fico dispersa demais para um Dostoievski com seus inúmeros personagens). E é para isso que servem textos como este abaixo - não para condenar a cultura popular, como espero ter ficado claro até aqui, mas sobretudo para nos lembrar de que é absolutamente impossível não participar da decadência cultural da nossa época em alguma medida. Somos seres culturais. Mesmo crentes em Cristo, somos seres culturais. Bem mais permeáveis do que imaginamos. E isso não é para lamentar (às vezes sim, mas não de modo absoluto), mas para, de modo sábio e consciente, buscar equilibrar o novo com o velho, o atual com a tradição, o fácil com o difícil, o superficial com o profundo, sempre submetendo tudo ao senhorio da Palavra que sai da boca de Deus.
Quanto aos nerds: amigos como Joey e Chandler podem ser preciosos, mas a vida fica mais agradável quando estamos cercados de gente que consegue nos ouvir até o final.:-)
Ainda uma obs: no texto, os palavrões também indicam capitulação à época. Existe coisa mais atual, decadente e emocionalmente carregada que escrever, dar palestra, dar aula etc. com um monte de palavrão?
Como um seriado de tv desencadeou a queda da civilização ocidental, de David Hopkins
10 maio 2017
A maledicência não vale a pena
Eu tenho dois ou três excelentes amigos que são alvo costumeiro de campanhas de difamação, daquelas que, seja em público, seja em privado, nunca param. A Bíblia está recheada de advertências contra os assassinos de reputação, mas largar o vício pressupõe um autoexame que o viciado muitas vezes não está disposto a fazer. Ele precisaria compreender que age como se estivesse em uma gangorra, elevando sua autoimagem por meio do rebaixamento da imagem do outro. Ou seja, arrasta o outro na lama para sentir-se limpo. Mas, se o maledicente é cristão de verdade, um dia perceberá que não precisa lançar mão desse artifício. Cristo já o tornou limpo e já começou a restaurar sua imagem - e essa imagem é muito mais bela do que em seus melhores sonhos.
06 novembro 2016
Palestra em São Paulo
Estarei em São Paulo participando do I Congresso Internacional de Ciência da Religião da Universidade Mackenzie, com a palestra: Considerações sobre idolatria à luz da teoria mimética de René Girard". ESerá na terça-feira às 16h10. Veja a programação completa aqui.
UPDATE: Não poderei mais participar do congresso. Fiquei doente. :-( Não é nada sério, mas vai me impossibilitar sair de casa por alguns dias!
UPDATE: Não poderei mais participar do congresso. Fiquei doente. :-( Não é nada sério, mas vai me impossibilitar sair de casa por alguns dias!
21 setembro 2016
16 setembro 2016
02 junho 2016
05 maio 2016
Diálogos (revolucionariamente) irrelevantes VII
Ou: Como inventar um terrorismo evangélico e depois lavar as mãos
A ira do homem não produz a justiça de Deus (Tg 1.20).
Depois da reunião dos jovens, alguns se juntam para conversar. Um deles sempre começa suas frases com “mas peraí”...
– As igrejas são opressoras. A maioria delas trai o chamamento de Jesus. Em vez da fragilidade da sensibilidade que evoca o amor, a igreja virou uma comunidade institucionalizada. Precisamos de novas narrativas libertadoras, ao invés de encontros e retiros improdutivos, individualistas*.
– Sim!
– Então… Vamos ocupar as igrejas?
– Vamos ocupar as igrejas!
– Afinal, o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos também ocupou!
– Éééééé!
– Mas peraí, o movimento ocupou locais públicos em que os negros não eram permitidos…
– Sim! Mas as igrejas são nossas! Tudo é nosso.
– As igrejas deveriam ser comunidades abertas, coletivas e acolhedoras, não as instituições controladoras que são!
– Sim! Abaixo o controle!
– Abaixo o controle!!!
– Mas peraí, ocupar também não é controlar?
– Claro que é, mas do lado certo!
– Na ocupação, os controlados viram controladores!
– Sim! É a revanche dos controlados!
– A revanche dos controlados!
– A gente junta o máximo de pessoas que conseguir, chega lá e confronta a liderança!
– Enfia o dedo na cara dela e diz: Abaixo o controle! Abaixo o conservadorismo moralista! Queremos transformação social!
– Transformação social!
– A gente senta no chão e fica até o pastor fazer o que a gente exige!
– É!
– Não vai ser lindo? Todos aqueles pastores sendo obrigados a negociar com a galera da ocupação…
– Mas peraí. A gente vai obrigar os caras?
– Claro que vai! Ocupação é isso: a gente reivindica com a força um lugar que é nosso. A gente diz que só sai de lá se aceitarem nossas ideias.
– Tipo um sequestro?
– É, tipo um sequestro: o sequestro do lugar.
– E se estiver rolando um estudo bíblico na hora?
– Quem liga pra estudo bíblico? O que queremos é transformação social!
– Transformação social!
– Imagine a cara dos pastores, desesperados?
– Vai ser lindo! Viva o desespero!
– Viva o desespero!
– E se chamarem a polícia?
– Aí vai ser uma pena.
– Mas vale correr o risco!
– E se alguém sair no braço? E se alguém se ferir?
– Vale correr o risco!
– E se alguém ficar nervoso? Tiver um ataque cardíaco?
– Vale correr o risco!
– Mas peraí. Mesmo que esses riscos não existissem… Não seria melhor a gente conversar amigavelmente com os caras? Tipo, a gente envia convites para apresentar nosso ministério a cada igreja. E eles voluntariamente nos receberiam se se identificassem com nossa proposta. Chegar chegando assim, um monte de gente enfiando o pé na porta, interrompendo a reunião, entrando e falando... Não é um troço agressivo, antipático? Não é uso de força bruta?
– Força bruta sim, mas do lado certo! Não viu que Jesus expulsou os vendedores do templo?
– Sim, mas ele é o dono da igreja…
– Nós também somos! A igreja é nossa!
– A igreja é nossa!
– Mas peraí! Isso não fere o vínculo do amor? O próprio amor que vocês disseram que está faltando nas igrejas?
– Cara, você é muito retrógrado mesmo, viu? Sai daqui. Vamos ocupar!
– Vamos ocupar!!! Vou já já postar um texto no Facebook.
– E se alguém reclamar dizendo que é incitação ao crime? Afinal, não se pode interromper culto…
– Aí a gente diz que as pessoas não sabem ler, que era tudo simbólico!
– Ah! Genial! Assim, o primeiro que ocupar, se der tudo errado, nem vai poder culpar a gente!
– Exato! Vejo que você já pensa como um verdadeiro revolucionário.
– Ocupação real ou simbólica já!
– Real ou simbólica já!
E todos saem felizes, crentes de que vão mudar a igreja e o mundo.
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* Curioso sobre a fonte das ideias revolucionárias? É só dar uma olhada no Facebook de Ronilso Pacheco.
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* Curioso sobre a fonte das ideias revolucionárias? É só dar uma olhada no Facebook de Ronilso Pacheco.
22 abril 2016
19 abril 2016
Aos anti-Bolsonaro da vez
Vejo Bolsonaro apanhando feio no cantinho por causa daquela louvação do coronel Brilhante Ustra na Câmara, e já me vem aquela velha simpatia girardiana pelo bode expiatório nacional... Vamos lá.
Quem ficou todo crispado de horror por causa dos defensores do coronel Ustra não atentou para um "pequeno" detalhe que só os que têm amigos dos dois lados (e digo-o com alegria) poderiam levantar. É o seguinte: muitos deles (no caso, todos os meus amigos bolsonaristas, graças a Deus) acreditam que o coronel não torturou ninguém, nem mandou torturar. Ou seja, muitos não acham necessariamente que Bolsonaro citou um torturador. O próprio Ustra, em entrevista à Zero Hora, negou que tenha ocorrido tortura sob sua jurisdição durante os três anos e quatro meses em que chefiou o DOI-CODI.
Sinceramente? Acho dificílimo crer nessa alegação de inocência. Sempre lembro de Nelson Rodrigues, uma de minhas maiores admirações (se não a maior) nas letras nacionais. Quando ele falava em liberdade, era liberdade mesmo, "no duro". Por isso, execrava o comunismo tão exaltado em seus dias entre a classe intelectual. (E não se incomodava de ser um pária em seu meio. Ou melhor, ele se incomodava, mas não colocava esse sentimento acima da urgência de dizer a verdade.) Tinha muitos amigos militares no poder e defendia publicamente o regime, porque eles próprios lhe garantiam que não havia tortura. Mas, depois que seu filho Nelsinho foi preso e respondeu "sim" à pergunta fatídica, caiu em si. (É fato também: houve militantes que saíram ilesos da prisão, mas mentiram ao mencionar tortura. Houve mentiras dos dois lados. Por isso, prefiro isentar-me de assumir incondicionalmente um deles.)
Mas entenda que tem gente que acredita em Ustra. Ou seja: nessa questão, nem todo defensor de Bolsonaro será um defensor de torturadores. Moral da história: se você não gosta de ser estigmatizado nas suas posturas políticas, não estigmatize o outro. É regra de ouro que faz bem à alma.
Quem ficou todo crispado de horror por causa dos defensores do coronel Ustra não atentou para um "pequeno" detalhe que só os que têm amigos dos dois lados (e digo-o com alegria) poderiam levantar. É o seguinte: muitos deles (no caso, todos os meus amigos bolsonaristas, graças a Deus) acreditam que o coronel não torturou ninguém, nem mandou torturar. Ou seja, muitos não acham necessariamente que Bolsonaro citou um torturador. O próprio Ustra, em entrevista à Zero Hora, negou que tenha ocorrido tortura sob sua jurisdição durante os três anos e quatro meses em que chefiou o DOI-CODI.
Sinceramente? Acho dificílimo crer nessa alegação de inocência. Sempre lembro de Nelson Rodrigues, uma de minhas maiores admirações (se não a maior) nas letras nacionais. Quando ele falava em liberdade, era liberdade mesmo, "no duro". Por isso, execrava o comunismo tão exaltado em seus dias entre a classe intelectual. (E não se incomodava de ser um pária em seu meio. Ou melhor, ele se incomodava, mas não colocava esse sentimento acima da urgência de dizer a verdade.) Tinha muitos amigos militares no poder e defendia publicamente o regime, porque eles próprios lhe garantiam que não havia tortura. Mas, depois que seu filho Nelsinho foi preso e respondeu "sim" à pergunta fatídica, caiu em si. (É fato também: houve militantes que saíram ilesos da prisão, mas mentiram ao mencionar tortura. Houve mentiras dos dois lados. Por isso, prefiro isentar-me de assumir incondicionalmente um deles.)
Mas entenda que tem gente que acredita em Ustra. Ou seja: nessa questão, nem todo defensor de Bolsonaro será um defensor de torturadores. Moral da história: se você não gosta de ser estigmatizado nas suas posturas políticas, não estigmatize o outro. É regra de ouro que faz bem à alma.
18 abril 2016
Perspectivas pós-deflagração de impeachment
Muita gente no Facebook está reclamando da qualidade dos deputados. Citaram até os cabelos malfeitos (também notei as cores heterodoxas e os implantes esquisitos; de cima, a câmera mostrava tudo sem dó). A concordância verbal, a exemplo do Lula ao telefone, foi espancada gloriosamente. Professores de português em Brasília têm um vasto campo ali, inexplorado.
***
Ouvi boa parte dos minidiscursos (alguns nem tão "mini" assim) dos votantes ontem. Apenas um deles me encantou: o de Sérgio Reis. E nem sei dizer se não terá sido principalmente por causa da linda voz ou do personagem dele em Pantanal.
***
Mas o que eu queria dizer mesmo é o seguinte. Em seu voto, Bolsonaro invocou o coronel Ustra e Wyllys cuspiu nele na saída. Vozes se levantaram no Facebook: "Bem-feito!" E Wyllys se tornou uma espécie de vingador de torturadores. (Sendo que seu cuspe vingava o próprio cuspidor.) É engraçado como não percebem o óbvio: Bolsonaro e Wyllys têm mais em comum do que se pensa. Um puxa para o autoritarismo de direita, o outro, para o autoritarismo de esquerda. Pois é, sinto dizer, mas Bolsonaro está muito longe de um conservador típico do jeito que o entendo (leia Burke, Roger Scruton, Pereira Coutinho). Nenhum conservador típico louvaria em público um torturador da ditadura militar. Há um autoritarismo entranhado em nossa matriz cultural de que TODO brasileiro precisa se arrepender, sem exceção, para ser um conservador típico.
Eu só votaria em Bolsonaro em um caso muito específico: voto útil. Ou seja: entre ele e qualquer político de partidos comunistas e socialistas, fico com ele. Convicta. Afinal, a opção da ditadura militar já se esgotou no país; Bolsonaro não vai resgatá-la. Mas ainda tem muita gente que está doida para implantar uma ditadura de esquerda aqui. E, caso você não saiba, as ditaduras de esquerda têm um potencial destrutivo infinitamente maior. O militar queria moralizar o Brasil e acabar com as guerrilhas; o esquerdista totalitário quer bancar Deus e criar o homem novo do zero. Por esse simples motivo, os Wyllys da vida se tornam muito mais perigosos que Bolsonaro. Só que esse tipo de autoritarismo tem sido mais difícil de detectar, porque se disfarça de amor às "minorias oprimidas" e traz em seu bojo o messianismo estatal que ainda encanta o brasileiro.
É isso, acima de tudo, que eu desejo para o Brasil: que o "autoritarismo do oprimido" se torne claro como o dia. Quando a indignação com um Bolsonaro citando Ustra for diretamente proporcional ao escândalo de um Wyllys orgulhosamente fantasiado de Che Guevara, teremos perspectivas políticas bem melhores.
Eu só votaria em Bolsonaro em um caso muito específico: voto útil. Ou seja: entre ele e qualquer político de partidos comunistas e socialistas, fico com ele. Convicta. Afinal, a opção da ditadura militar já se esgotou no país; Bolsonaro não vai resgatá-la. Mas ainda tem muita gente que está doida para implantar uma ditadura de esquerda aqui. E, caso você não saiba, as ditaduras de esquerda têm um potencial destrutivo infinitamente maior. O militar queria moralizar o Brasil e acabar com as guerrilhas; o esquerdista totalitário quer bancar Deus e criar o homem novo do zero. Por esse simples motivo, os Wyllys da vida se tornam muito mais perigosos que Bolsonaro. Só que esse tipo de autoritarismo tem sido mais difícil de detectar, porque se disfarça de amor às "minorias oprimidas" e traz em seu bojo o messianismo estatal que ainda encanta o brasileiro.
É isso, acima de tudo, que eu desejo para o Brasil: que o "autoritarismo do oprimido" se torne claro como o dia. Quando a indignação com um Bolsonaro citando Ustra for diretamente proporcional ao escândalo de um Wyllys orgulhosamente fantasiado de Che Guevara, teremos perspectivas políticas bem melhores.
28 março 2016
A realidade óbvia
Ontem, telefonou para o WhatsApp do meu celular uma mulher querendo falar com Marcos. Eu disse que era engano e ela desligou. Cinco minutos depois, voltou a ligar, com educação mas um tanto agitada. Expliquei pacientemente que aqui não morava nenhum Marcos, que o número era meu. Ela não gostou: "Mas quem me deu esse número foi a Fulana, amiga do Marcos." Dobrei a paciência e respondi: "Então você fala com ela de novo e pede o telefone correto, porque esse número não é do Marcos."
Mais alguns minutos e recebo dela dois recados de voz. O primeiro dizia: "Marcos, sou eu." E o segundo: "Tenho certeza de que é esse número, porque quem me deu foi Fulana e ela conhece o Marcos."
Coloquei no silencioso e fui dormir. E eis que hoje de manhã encontro mais duas gravações: "Cadê o Marcos? Que agora quem atende é uma mulher dizendo que esse número não é dele... É sim!" E: "Pedi o número de novo com a mesma pessoa, ela me deu, e o número é esse aqui!" É claro que, dessa vez, não havia o que fazer. Bloqueei.
O episódio me parece emblemático da postura de alguns amigos e irmãos petistas no Facebook. Com os pés fora do chão, continuam a defender Lula, Dilma e o PT, não importa o que vem à luz. Graças à Operação Lava Jato, descobrimos que o Mensalão era apenas uma pequena parte de um continente inteiro. Bilhões foram desviados só da Petrobras. Empreiteiras participaram do esquema. O país está em crise e o próprio governo não tem mais dinheiro para captar aliados. Segundo delatores, Lula está na origem de tudo e Dilma o seguiu. As gravações confirmaram o desprezo de Lula pelos crentes ("Esses meninos da PF e do MP se acham enviado [sic] de Deus", disse ele ao prefeito do Rio, Eduardo Paes); mostraram o lugar privilegiado que Lula, sem cargo algum, ocupa nas relações do Planalto (todos o chamam "presidente" ao telefone); flagraram Dilma tentando impedir a prisão dele com um documento de posse de ministério ("só usa em caso de necessidade"). E os responsáveis pela operação dizem que as gravações são o de menos; as provas revelam muito mais.
O que falta para cair a ficha de que o telefone não é do Marcos? Que explicações mirabolantes ainda surgirão ? A realidade é simples: de modo inédito no país, a corrupção de colarinho branco está sendo desafiada e desmembrada. A farra com o dinheiro público foi tanta e tão longa que a música incomoda, a bebida está vazando pelas janelas. Homens corajosos - e sim, levantados por Deus, cuja ação é soberana - capitaneiam a Lava Jato. Não há indício algum de que esses homens têm se beneficiado ilegalmente com a empreitada. Pelo contrário, são caluniados e ameaçados de morte.
A operação não tem sido seletiva: políticos e empresários de todos os matizes estão metidos nas denúncias. Tudo indica que negarão sua culpa até o último segundo. São como o Marcos da história: não querem nem saber de você (e o roubam à vontade), dão o número errado (as palavras-de-ordem que você sai repetindo como tonto) e depois se divertem porque você se recusa a enxergar a realidade óbvia.
Mas o divertimento deles está com dias contados, se Deus quiser. Vamos continuar orando pelos "meninos" da Operação Lava Jato!
Veja ainda:
Antigo mas pertinente no novo contexto - em vídeo, petista explica o modus operandi do partido: "Quando não dá na lei, a gente faz na marra porque é assim que a gente aprendeu."
Reinaldo Azevedo sendo bem didático sobre esse modus operandi.
Texto excelente de Renan Santos. Pessimildos de todo o Brasil, uni-vos!
Mais alguns minutos e recebo dela dois recados de voz. O primeiro dizia: "Marcos, sou eu." E o segundo: "Tenho certeza de que é esse número, porque quem me deu foi Fulana e ela conhece o Marcos."
Coloquei no silencioso e fui dormir. E eis que hoje de manhã encontro mais duas gravações: "Cadê o Marcos? Que agora quem atende é uma mulher dizendo que esse número não é dele... É sim!" E: "Pedi o número de novo com a mesma pessoa, ela me deu, e o número é esse aqui!" É claro que, dessa vez, não havia o que fazer. Bloqueei.
O episódio me parece emblemático da postura de alguns amigos e irmãos petistas no Facebook. Com os pés fora do chão, continuam a defender Lula, Dilma e o PT, não importa o que vem à luz. Graças à Operação Lava Jato, descobrimos que o Mensalão era apenas uma pequena parte de um continente inteiro. Bilhões foram desviados só da Petrobras. Empreiteiras participaram do esquema. O país está em crise e o próprio governo não tem mais dinheiro para captar aliados. Segundo delatores, Lula está na origem de tudo e Dilma o seguiu. As gravações confirmaram o desprezo de Lula pelos crentes ("Esses meninos da PF e do MP se acham enviado [sic] de Deus", disse ele ao prefeito do Rio, Eduardo Paes); mostraram o lugar privilegiado que Lula, sem cargo algum, ocupa nas relações do Planalto (todos o chamam "presidente" ao telefone); flagraram Dilma tentando impedir a prisão dele com um documento de posse de ministério ("só usa em caso de necessidade"). E os responsáveis pela operação dizem que as gravações são o de menos; as provas revelam muito mais.
O que falta para cair a ficha de que o telefone não é do Marcos? Que explicações mirabolantes ainda surgirão ? A realidade é simples: de modo inédito no país, a corrupção de colarinho branco está sendo desafiada e desmembrada. A farra com o dinheiro público foi tanta e tão longa que a música incomoda, a bebida está vazando pelas janelas. Homens corajosos - e sim, levantados por Deus, cuja ação é soberana - capitaneiam a Lava Jato. Não há indício algum de que esses homens têm se beneficiado ilegalmente com a empreitada. Pelo contrário, são caluniados e ameaçados de morte.
A operação não tem sido seletiva: políticos e empresários de todos os matizes estão metidos nas denúncias. Tudo indica que negarão sua culpa até o último segundo. São como o Marcos da história: não querem nem saber de você (e o roubam à vontade), dão o número errado (as palavras-de-ordem que você sai repetindo como tonto) e depois se divertem porque você se recusa a enxergar a realidade óbvia.
Mas o divertimento deles está com dias contados, se Deus quiser. Vamos continuar orando pelos "meninos" da Operação Lava Jato!
Veja ainda:
Antigo mas pertinente no novo contexto - em vídeo, petista explica o modus operandi do partido: "Quando não dá na lei, a gente faz na marra porque é assim que a gente aprendeu."
Reinaldo Azevedo sendo bem didático sobre esse modus operandi.
Texto excelente de Renan Santos. Pessimildos de todo o Brasil, uni-vos!
22 março 2016
"Direita", "esquerda" e o mais importante
Quando Fernando Collor disputava a presidência, em 1989, foi identificado como "direita". Não votei nele na época, porque eu era de esquerda. Nunca gostei dele. Achava um nojo aquela história de "ter aquilo roxo", bordão seu nas campanhas. E agora ele se refugiou na pior esquerda brasileira que existe, junto com outro que sempre foi reconhecido como "direitista", Paulo Maluf. Prova de que ele, assim como Maluf, nunca compartilhou de nenhum valor político sólido.
Eu só digo que sou de "direita" porque sou conservadora, ou seja, repudio a ideia da revolução socialista ou de qualquer ditadura - militar ou do proletariado. Creio nas mudanças vagarosas que aproveitam as lições do passado, sempre a partir da sociedade como um todo, em vez de mudanças bruscas a partir do aparato de poder (Hitler e Chávez) ou a partir de grupos que decidem tomar o poder à força (Castro). Mas dessa "direita” de Collor e Maluf eu nunca fui e nunca serei. Quando pensarem na minha "direita", lembrem Francis Schaeffer - não o Schaeffer cooptado pelos movimentos sociais evangélicos, que lhe imputam um esquerdismo inexistente em suas obras, mas o real, que repudiava a tirania firmemente ancorado na Bíblia.
Uma tradição realmente conservadora no Brasil só surgirá e se fortalecerá com a difusão de um pensamento político com raízes na democracia real (de novo, não a "democracia" da língua de pau, novilíngua ou newspeak), forma de governo restrito que garanta as liberdades individuais e econômicas. Acredito que a Bíblia fornece o principal estofo desse pensamento. Mas nós temos que fazer o nosso trabalho. Deus tem nos ajudado: a hegemonia cultural revolucionária, com seu ódio pela verdade e pelas estruturas, tem sofrido sucessivas derrocadas nos últimos anos. Mas o trabalho vai dobrar, triplicar, quadruplicar, pois está apenas começando. Cristãos historiadores, economistas, filósofos, artistas, professores, pesquisadores e diletantes: reconheçamos com alegria que o momento é bastante propício. A hora é de muita energia e pouca dispersão. Sinto que estamos muito dispersos ainda, presentes demais no Facebook, deixando-nos levar aqui e ali pela ira dos “coxinhas” contra os “petralhas”. Além de comparecer nas ruas e na internet, bradando contra o governo e a corrupção, precisamos comparecer diante de Deus com nosso desejo de um país melhor. Só Dele obteremos a graça e a força que nos faltam para rejeitar definitivamente o discurso dicotomista revolucionário e o mecanismo do bode expiatório, unindo esforços por realizações que realmente farão bem ao Brasil - no curto e no longo prazos.
Precisamos também de uma transformação interior que nos faça nadar contra a corrente de uma cultura que tem odiado a disciplina, a constância, o labor concentrado. Essa tem sido a minha principal luta hoje, com muitas derrotas pontuais. E a sua?
Que Deus nos ajude!
21 março 2016
DECLARAÇÃO SOBRE A ATUAL CONJUNTURA SOCIOPOLÍTICA DA NAÇÃO
Por ocasião do 10º Congresso de Teologia Vida Nova, nos dias 15 a 18 de março de 2016, em Águas de Lindoia, São Paulo, pastores, teólogos e líderes evangélicos de todo o Brasil se reuniram para refletir e discutir o papel e a contribuição da teologia evangélica para a sociedade e a cultura como um todo. Diante dos acontecimentos que têm agitado o país nos últimos meses, produzimos a seguinte declaração, conclamando os cristãos à confissão de pecados, ao repúdio da injustiça e à participação ativa neste momento crítico em nossa história nacional.
Afirmamos que o Deus todo-poderoso, o único Soberano, Pai, Filho e Espírito Santo, que reina sobre todas as coisas e governa tanto a criação quanto as nações, levanta e destitui os poderosos, fazendo com que tudo, invariavelmente, atenda à sua vontade.
Afirmamos a importância e a necessidade do envolvimento de cada cristão na sociedade, contribuindo para que a paz e a justiça do reino de Deus se estabeleçam em todas as áreas da vida pública.
Afirmamos que a Igreja cristã, quando permanece fiel à sua missão — que consiste na pregação das Escrituras, na administração correta do Batismo e da Ceia — capacita cristãos a servirem a viúva, o órfão, o estrangeiro, o pobre e o que sofre violência (Jr 22.3; Zc 7.10).
Como pastores e líderes, confessamos que não temos nos quebrantado diante da Palavra de Deus nem pregado as Escrituras como deveríamos. Confessamos também que não temos refletido o caráter de Cristo Jesus na esfera pública, deixando de tomar posições bíblicas claras e esquecendo o papel profético do púlpito.
Como povo de Deus, confessamos que não temos exercido com toda a dedicação nossa vocação de ser sal e luz da terra (Mt 5.13-16) e que temos nos amoldado a uma mentalidade mundana. Confessamos nossa falta de amor pela Palavra e nossa negligência na oração em favor de nossos pastores, de nossas autoridades e da nação. Confessamos nosso desinteresse em influenciar positivamente os governantes e governados à luz da mensagem evangélica.
Como cidadãos brasileiros, confessamos nossa adesão a ideologias estranhas à fé cristã, a indiferença diante da corrupção, a relativização da ética e do decoro, a busca pela realização de interesses próprios que têm gerado o desprezo pelas justas leis e pelos retos princípios da Constituição Federal.
Repudiamos, sob o temor do Senhor, toda forma de idolatria ao Estado, iniquidade, conivência, omissão e dissimulação da impiedade.
Repudiamos toda tentativa de silenciar e marginalizar a voz da Igreja cristã e da mensagem evangélica na esfera pública.
Repudiamos o silêncio eloquente daqueles que, em nome de uma agenda ideológica iníqua, se eximem de fazer crítica profética a partir das Escrituras e, com isso, contribuem para a corrosão do estado democrático de direito.
Repudiamos sobretudo a corrupção que desvia os recursos públicos e aumenta a pobreza e a desigualdade social.
Repudiamos toda forma de relativização da Constituição Federal com o objetivo de atender a fins ideológicos espúrios, contrários ao bem da população como um todo.
Repudiamos a desarmonização das esferas executiva, legislativa e judiciária e a usurpação de sua autonomia.
Convocamos a assembleia dos santos a exercer sua cidadania terrena à luz de sua cidadania celestial, com engajamento e valorização da paz, da ordem e da justiça. A todos os que protestam pelas ruas do país, convocamos que o façam dentro dos parâmetros do respeito e da moderação, como pacificadores (Mt 5.9), entendendo que este é um momento oportuno de expressão do compromisso com a fé cristã.
Por fim, convocamos a Igreja a que busque o Senhor em quebrantamento, orando pela nação e suplicando, especialmente, por um avivamento que procede do Espírito Santo.
Em tudo isso, não esqueçamos a mensagem de nosso Senhor Jesus Cristo:
“Não temas, eu sou o primeiro e o último.” (Ap 1.17)
“No mundo tereis tribulações; mas não vos desanimeis! Eu venci o mundo.” (Jo 16.33)
Águas de Lindoia, 17 de março de 2016
Pastores, professores, missionários e líderes que desejam integrar a lista de signatários, por favor envie seu nome completo, função e instituição para o e-mail teologiabrasileira@vidanova.com.br
Afirmamos que o Deus todo-poderoso, o único Soberano, Pai, Filho e Espírito Santo, que reina sobre todas as coisas e governa tanto a criação quanto as nações, levanta e destitui os poderosos, fazendo com que tudo, invariavelmente, atenda à sua vontade.
Afirmamos a importância e a necessidade do envolvimento de cada cristão na sociedade, contribuindo para que a paz e a justiça do reino de Deus se estabeleçam em todas as áreas da vida pública.
Afirmamos que a Igreja cristã, quando permanece fiel à sua missão — que consiste na pregação das Escrituras, na administração correta do Batismo e da Ceia — capacita cristãos a servirem a viúva, o órfão, o estrangeiro, o pobre e o que sofre violência (Jr 22.3; Zc 7.10).
Como pastores e líderes, confessamos que não temos nos quebrantado diante da Palavra de Deus nem pregado as Escrituras como deveríamos. Confessamos também que não temos refletido o caráter de Cristo Jesus na esfera pública, deixando de tomar posições bíblicas claras e esquecendo o papel profético do púlpito.
Como povo de Deus, confessamos que não temos exercido com toda a dedicação nossa vocação de ser sal e luz da terra (Mt 5.13-16) e que temos nos amoldado a uma mentalidade mundana. Confessamos nossa falta de amor pela Palavra e nossa negligência na oração em favor de nossos pastores, de nossas autoridades e da nação. Confessamos nosso desinteresse em influenciar positivamente os governantes e governados à luz da mensagem evangélica.
Como cidadãos brasileiros, confessamos nossa adesão a ideologias estranhas à fé cristã, a indiferença diante da corrupção, a relativização da ética e do decoro, a busca pela realização de interesses próprios que têm gerado o desprezo pelas justas leis e pelos retos princípios da Constituição Federal.
Repudiamos, sob o temor do Senhor, toda forma de idolatria ao Estado, iniquidade, conivência, omissão e dissimulação da impiedade.
Repudiamos toda tentativa de silenciar e marginalizar a voz da Igreja cristã e da mensagem evangélica na esfera pública.
Repudiamos o silêncio eloquente daqueles que, em nome de uma agenda ideológica iníqua, se eximem de fazer crítica profética a partir das Escrituras e, com isso, contribuem para a corrosão do estado democrático de direito.
Repudiamos sobretudo a corrupção que desvia os recursos públicos e aumenta a pobreza e a desigualdade social.
Repudiamos toda forma de relativização da Constituição Federal com o objetivo de atender a fins ideológicos espúrios, contrários ao bem da população como um todo.
Repudiamos a desarmonização das esferas executiva, legislativa e judiciária e a usurpação de sua autonomia.
Convocamos a assembleia dos santos a exercer sua cidadania terrena à luz de sua cidadania celestial, com engajamento e valorização da paz, da ordem e da justiça. A todos os que protestam pelas ruas do país, convocamos que o façam dentro dos parâmetros do respeito e da moderação, como pacificadores (Mt 5.9), entendendo que este é um momento oportuno de expressão do compromisso com a fé cristã.
Por fim, convocamos a Igreja a que busque o Senhor em quebrantamento, orando pela nação e suplicando, especialmente, por um avivamento que procede do Espírito Santo.
Em tudo isso, não esqueçamos a mensagem de nosso Senhor Jesus Cristo:
“Não temas, eu sou o primeiro e o último.” (Ap 1.17)
“No mundo tereis tribulações; mas não vos desanimeis! Eu venci o mundo.” (Jo 16.33)
Águas de Lindoia, 17 de março de 2016
Pastores, professores, missionários e líderes que desejam integrar a lista de signatários, por favor envie seu nome completo, função e instituição para o e-mail teologiabrasileira@vidanova.com.br
SIGNATÁRIOS:
Abelardo Nunes de Sousa Junior, presbítero da Igreja Apostólica Tessalônica.
Adilson Ferreira, pastor da Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Adilton Cruz Coelho, diretor do Seminário Teológico Adonai.
Alcimar Laurentino dos Santos, pastor da Igreja do Nazareno-Zona Sul, Natal-RN.
Alessandra Vicente Pires de Carvalho, pastora da Igreja Videira do Vale Feliz.
Alex Gonçalves da Silva, pastor da Igreja Presbiteriana de Águas de Lindoia.
Ana Lúcia Alexandre Barbosa, diaconisa da Igreja Batista Nacional, João Pessoa-PB.
Ana Lucia Barbosa, seminarista do Seminário Teológico Adonai.
André Carvalho de Oliveira, diretor regional do Ministério Pregue a Palavra.
Angelino do Carmo Felizberto, pastor da Igreja Batista Central em Jardim Metrópolis, São João de Meriti-RJ.
Antonio Alberto de Melo Souza, pastor batista.
Antonio Carlos Corrêa da Silva, pastor da Igreja Batista Regular Filadélfia.
Antônio Coine, pastor presbiteriano da Igreja Presbiteriana Monte Sião de Botucatu-SP.
Arthur Wesley Dück, professor da Faculdade Fidelis.
Augustus Nicodemus Lopes, professor, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-Go.
Áurea Bustorff, seminarista do Seminário Kadoshi, Igreja Batista Nacional Miramar, João Pessoa-PB.
Beatriz Rodrigues de Lima, musicista, Primeira Igreja Batista de Bauru-SP.
Benedito Sérgio Lourenço, pastor da Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Cesário de Paula Conserva Junior, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil.
Christian da Paixão França, pastor da Igreja Adventista da Promessa-SE.
Claudio de Souza Ferreira, pastor da Igreja Batista Monte Moriah, Brasília-DF.
Clemilton Lima da Silva, pastor da Igreja Congregacional Ide, Angra dos Reis-RJ.
Cristiane da Silva Alexandre, seminarista do Seminário Kadoshi, João Pessoa-PB.
Cristiane Siqueira de Carvalho, pastora da Comunidade Batista Bíblica.
Cristiano Camilo Lopes, pastor da Igreja Batista Fonte de Sicar, São Paulo.
Daniel Henrique Pereira Ribeiro, obreiro do Ministério Luz para os Povos.
Daniel Raimundo da Silva, presbítero da Igreja O Brasil para Cristo.
Danora Bachmann, teóloga, tesoureira, Ministério Avant.
Dante Pesqueira Andrada, professor e diácono da Igreja Batista Missionária de Pirapora.
Davi Charles Gomes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP.
Davi de Campos Munhoz, pastor da Igreja Batista Betel de Bauru-SP.
David Bachmann, pastor da Igreja Batista Antioquia Goianápolis-GO.
Dennis Callegari, pastor, presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil.
Dilean Baptista de Melo Souza, reitor do Seminário Teológico Batista do Litoral Paulista.
Edilson Meirelles, pastor da Igreja Evangélica Videira.
Edmilson Bizerra, pastor, Igreja Batista Jardim Consórcio-SP.
Edson da Silva Santos, pastor da Igreja Congregacional, São Gonçalo-RJ.
Edson Luís Vieira, professor da Igreja de Cristo.
Edson Moises Costa, pastor da Igreja Hagnos, São José do Rio Preto-SP.
Eduardo Pyrrho De Oliveira, seminário Betel Brasileiro.
Edvaldo de Souza Pereira, pastor da Igreja Batista Central d Bairro da Luz, Nova Iguaçu-RJ.
Elaine Cristina Soares, diretora do Seminário Betel Brasileiro de Santo André-SP.
Eli Roberto Teixeira, pastor da Igreja Batista Memorial em Interlagos-SP.
Elizabeth Alves Pinto, professora e coordenadora do Seminário Abba Centro de Estudos Avançados e Cristo para as Nações.
Elzangela Waleska Sales Lordão, coordenadora pedagógica do Seminário JUVEP, João Pessoa-PB.
Erisvaldo Veríssimo da Silva, pastor da Igreja Assembleia de Deus em Guarulhos-SP.
Edward Gusmão de Mello e Silva, pastor da Igreja Batista Betel, Bauru-SP.
Eucleme Lopes de Paula, pastor da Primeira Igreja Batista de Bebedouro-SP.
Eucleme Lopes de Paula Junior, pastor da Primeira Igreja Batista em Bebedouro-SP.
Euder Faber Guedes Ferreira, pastor, presidente da VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã).
Evandro Batista Buzzo, pastor da Igreja Batista Jardim Progresso-SP.
Ezenildo Moura, pastor da Assembleia de Deus, Araruama-RJ.
F. Solano Portela Neto, presbítero, conferencista da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Fábio Bispo Da Silva, pastor da Igreja Adventista da Promessa.
Fares Camurça Furtado, pastor da Igreja Batista Sião.
Felipe Abreu, pastor da Igreja Presbiteriana da Colônia Santa Isabel, Betim-MG.
Flávio de Jesus Marques, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Brasília-DF.
Francisco Genciano Junior, pastor da Igreja em Santo André.
Francisco José da Silva Junior, pastor auxiliar da Igreja Batista Memorial em Interlagos-SP.
Franklin Ferreira, pastor batista, diretor geral do Seminário Martin Bucer.
Gerson Januário, pastor da Igreja Batista Central em Barra Mansa-RJ.
Gislania Aparecida Neves Andrada, secretária da Igreja Batista Missionária de Pirapora.
Gustavo Castro De Souza, pastor da Comunidade Batista Bíblica.
Heber Aleixo, pastor da Primeira Igreja Batista de Brazlândia-DF.
Hélder Cardin, professor do Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia-SP.
Herberte Henrique Barbosa, pastor do Seminário Betel Brasileiro, Brasília-DF.
Indalécio Gomes Cordeiro, pastor da Igreja Batista do Centenário em Conumbande.
Isaque Sicsú, pastor batista.
Ivan De Oliveira Santos, pastor da Igreja Batista em Nova Iguaçu-RJ.
Ivanei Carlos Martins da Silveira, pastor da Igreja Cristã Evangélica do Brasil.
Jacileide Lopes Conserva, líder de missões da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, João Pessoa-PB.
João Parreira de Carvalho, pastor da Comunidade Batista Bíblica.
Joelma Pereira Santiago Coelho, coordenadora pedagógica do Seminário Batista Getsemâni.
Jonas Madureira, pastor da Igreja Batista Nações Unidas-SP.
Jonathan Silveira, produção editorial e marketing de Edições Vida Nova.
José A. Pereira de Almeida, diretor do Seminário Betel Brasileiro, Brasília-DF.
José Carlos Souza, pastor da Igreja Batista em Vila Rosali, São João de Meriti-RJ.
José Celio de Souza, pastor da Igreja Batista Central do Bairro da Luz, Nova Iguaçu-RJ.
Josicleide Conserva da Silva Paiva, membro da Missão Evangélica Pentecostal Do Brasil, João Pessoa-PB.
Josivan Gomes Alfredo, pastor da Igreja Batista Nacional, João Pessoa-PB.
Karina Passos Marinho Barboza, professora do Seminário Batista do Norte de Minas.
Kenneth Lee Davis, diretor-executivo de Edições Vida Nova.
Laís Macena Marques de Oliveira, bacharel em Teologia, Igreja Batista Nacional, João Pessoa-PB.
Leila Parmeggiani Frank, missionária da World Team.
Lucio Ribeiro, pastor da Igreja Batista Betel de Ribeirão Preto-SP.
Lucitânia Verotti, musicista, Igreja Batista Nações Unidas.
Luís Cláudio Bernardes da Silva, seminarista, Igreja Evangélica Congregacional Nova Aliança - São Gonçalo.
Luís do Nascimento, pastor da Igreja Batista Independente.
Luiz André Barbosa, pastor-professor da Igreja Cristã Evangélica / Seminário Betel Brasileiro.
Luiz Antonio Batista Vieira, pastor da Igreja de Deus no Brasil.
Madson Gonçalves da Silva, teólogo - Historiador da Igreja Presbiteriana Nova Jerusalém - ES.
Manoel Severo, pastor da Igreja Ação Evangélica - ACEV.
Manuel Barbosa de Sousa, pastor da Igreja Presbiteriana Renovada do Gama.
Marcelo Dias, professor e pastor do Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia-SP.
Marcos Antônio de Andrade, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, Natal-RN.
Marcos Tarcísio Lopes, pastor da Igreja Batista Betesda, Itaguaí-RJ.
Maria Edinalva Alves Tavares, diretora acadêmica do Betel Brasileiro do Rio de Janeiro.
Maria José Pessoas de Queiroz, missionária do Seminário Betel Brasileiro, João Pessoa-PB.
Maria Leonor Carvalho Toledo, líder de Ministério de ensino e professora de EBD da Primeira Igreja Batista de Bauru.
Marilene do Amaral S. Ferreira, diretora acadêmica do Seminário Martin Bucer.
Marize Teles Cavalcante, missionária da Igreja Assembleia de Deus, Ministério São Paulo.
Mauro Fernando Meister, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana da Barra Funda-SP.
Midian Conserva de Sousa, presbítera da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil - PB.
Miguel Arcanjo Soares Neto, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, Natal-RN.
Miguel Lucas Cartaxo Soares, membro da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, Natal-RN.
Misael Lins Da Silva, pastor da Igreja Batista Filadélfia, Natal - RN.
Nancy Batista Sousa, seminarista, Primeira Igreja Batista Cruz Das Almas - BA
Ney Vagner Silva Rodrigues, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil - Fortaleza-CE.
Norma Cristina Braga Venâncio, escritora, Igreja Presbiteriana do Pirangi, Natal-RN.
Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa-RJ.
Otiniel Mendes Lauriano, evangelista da Igreja de Deus no Brasil.
Patrícia Shedd, esposa de pastor.
Patrício de Brito Vasconcelos, pastor da Igreja Batista Nacional, João Pessoa - PB.
Paulo Márcio de Moraes Cirelli, pastor da IBEC - Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Paulo Pereira de Andrade, pastor da Igreja Batista da Granja Viana - SP.
Pedro Baccarat, pastor da Primeira Igreja Batista Jd. das Imbuias.
Péricles Lopes de Melo, pastor da Igreja Betel Brasileira, Fortaleza-CE.
Priscila Antunes dos Anjos, seminarista, Instituto Presbiteriano Mackenzie.
Rafael Fcachenco Filho, pastor da Igreja Batista Betel de Bauru-SP.
Renan Guedes Hart, ministro de música da Primeira Igreja Batista de Sobradinho-DF.
Renato Vargens, pastor da Igreja Cristã da Aliança de Niterói-RJ.
Ricardo Aparecido dos Reis, pastor da Igreja Batista Cristo Redentor.
Roberto do Amaral Silva, pastor e professor da Segunda Igreja Batista de Goiânia.
Roberto Soares Filho, seminarista, Igreja Batista Nova Jerusalém em Campinas-SP.
Rodrigo Bibo de Aquino, membro da Igreja do Evangelho Eterno-SC.
Ronaldo Almeida Lidório, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Rosangela dos Santos Barreto Gonçalves, professora de Teologia do Seminário Teológico Congregacional do Rio de Janeiro.
Rosivania Lúcia Silva Tosta, pastora, diretora do Seminário Batista Getsemâni.
Russell Shedd, pastor.
Ruth Helena Lima, coordenadora de grupo de mulheres do Projeto Água da Vida.
Samuel Alves Silva, bispo da Igreja de Deus no Brasil - Aparecida de Goiânia.
Sandra Ferreira, diretora acadêmica do Seminário Betel Brasileiro Volta Redonda.
Sandra Luzia da França, seminarista, Primeira Igreja Batista Cruz das Almas-BA.
Sandra Roger, missionária do Projeto Amar - Manaus-AM.
Sandro Ricardo Baggio, pastor do Projeto 242, São Paulo.
Selma Pereira Lopes, membro da Igreja Betel Brasileira, Fortaleza-CE.
Sérgio Siqueira Moura, gerente de Produção Editorial de Edições Vida Nova.
Sinara de Cassia Vieira, pastora da Igreja Presbiteriana Independente de Bocaina.
Suzete Machado Cirelli, membro da IBEC - Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Tania Roberta Carrijo Teles, secretária e tesoureira da Igreja de Deus no Brasil - Jardim Buriti Sereno.
Tiago Alexandre da Silva, professor do Ministério Pregue a Palavra.
Tiago José dos Santos Filho, pastor batista, diretor pastoral do seminário Martin Bucer - Editora Fiel.
Valdeci Paulino de Moraes, pastor da Casa de oração para todas as nações-MG.
Valdejane do Nascimento, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil-PB.
Valdemar Kroker, editor de Edições Vida Nova.
Vanessa Cristina de Oliveira Vieira, professora da Igreja de Cristo.
Vania Carvalho, supervisora de Marketing de Edições Vida Nova.
Vinícius Musselman Pimentel, fundador do blog Voltemos ao Evangelho, Igreja Batista.
Wallacce Oliveira Correa, pastor do Projeto Água da Vida.
Walter Mcalister, bispo-primaz da Igreja Cristã de Nova Vida.
Wilma Feitosa Coelho, missionária da IBN Restaurando Vidas.
Wilson Melo Ribeiro, pastor da Assembleia De Deus Pioneira - Amapá.
Wilson Porte Jr., professor e pastor na Igreja Batista Liberdade, Araraquara-SP.
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