Mostrando postagens com marcador enquete. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador enquete. Mostrar todas as postagens

26 fevereiro 2007

Post-Enquete: O que é o céu?

Marcos Rangel, um amigo do Orkut, enviou-me por scrap uma pergunta. Respondi como se segue, e ficaria muito feliz se os amigos leitores postassem nos comentários suas próprias versões de definição.

Com licença:
O que é o céu?
Gostaria de ter uma resposta tua para esta pergunta.

Oi, Marcos!

A sua pergunta me faz sonhar com alguns trechos bíblicos preferidos (palavras de Jesus, palavras de Paulo, trechos de Gênesis e Apocalipse) de onde tiro essas expectativas maravilhosas:


- O céu é como o dia-a-dia de um casamento perfeito e maravilhoso (Cristo e a Igreja) onde não há dor, mal entendidos nem possibilidade de separação;
- O céu é onde não precisaremos de sol, pois Deus será o próprio sol, e Dele virá toda luz de que viveremos;
- O céu é onde todos seremos íntegros: apareceremos uns aos outros tal como somos, sem precisar tomar o cuidado de nos fecharmos ou nos escondermos, pois o mal não será mais uma realidade e poderemos exercer plenamente nosso amor uns com os outros, em total liberdade e transparência;
- O céu é onde "conheceremos tal como somos conhecidos": assim como todos seremos íntegros com todos, Deus também terá conosco uma intimidade total, e nós O conheceremos tal como Ele nos conhece: totalmente.

Cara, obrigado pela resposta. Gostei muito.
Mas quero mais indagar:
Só podemos falar do céu por meio de metáforas?
Do céu somente podemos ter expectativas?
Como captar das metáforas uma realidade objetiva?

Pois é, acho difícil fugir das metáforas quando se trata do céu, pois é uma realidade que vivemos apenas em parte quando nos convertemos e conhecemos o amor de Deus nas nossas vidas. Por isso eu amo as palavras de Paulo em 1 Coríntios 13: 10: "Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. (...) 12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido."

Como ainda estamos em carne, é difícil tratar de uma realidade espiritual sem ser por comparações imperfeitas. É como falar da vida adulta para um menino - de fato, é a analogia que Paulo faz. Ou, imagino, para tentar outra analogia, é como falar do casamento feliz e do amor físico para alguém que nunca amou: há como ter idéias da coisa, mas não como saber de fato. Mas isso também é motivo para alegria: podemos ter expectativas, mas a realidade vindoura superará todas elas.