Não sei se algum dos participantes conseguiu perceber ou intuir isto, mas a
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Atualização importante: O texto foi modificado depois que Alex Fajardo explicou no Facebook, e aqui nos comentários, que não ocorreu uma substituição dos elementos, mas sim um acréscimo.
No entanto, o acréscimo não muda em nada a substância do que escrevi: houve uma modificação fundamental no sacramento instituído por Cristo, uma modificação que tirou o foco da obra de Cristo na cruz e enfatizou "o doce e o amargo da vida", ou seja, o ser humano e suas vicissitudes. Conta-se que o celebrante, pr. Carlos Queiroz, passou dez minutos explicando o significado que ele atribuía ao limão e ao doce, e ainda observou que "não iria consagrar os elementos, pois alguns poderiam não concordar com ato que ele iria realizar". Isso significa que ele estava ciente de que aquilo poderia chocar alguns. Como expliquei ao Alex, em primeiro lugar, ceia não é momento para se arriscar a ferir ou escandalizar algum irmão. Ao escolher o momento da ceia para trazer uma novidade dessas, o celebrante não pensou que a ceia é um sacramento de COMUNHÃO e esse tipo de proposta diferente subverte esse propósito. Em segundo lugar, a primeira nota do Alex, que apenas mencionou a novidade (e realmente deu a entender a substituição), demonstra que o que mais marcou os participantes dessa ceia foi o acréscimo, e não o que se faz usualmente. Claro: é da natureza humana que nos lembremos especialmente do novo. E esse "novo", no caso, tirou do ritual a centralidade de Cristo. Em terceiro lugar, e supremamente importante: QUEM deu autoridade aos ministrantes da ceia para ACRESCENTAR outros elementos ao pão (corpo) e ao vinho (sangue)? Isso é muito sério. Nenhum pastor ou líder religioso tem autoridade para modificar o que Jesus instituiu como sacramento e memorial. Somos irmãos e estamos vivos espiritualmente não por causa das "vicissitudes da vida", mas pelo corpo e pelo sangue de Cristo, UNICAMENTE. Além disso, qualquer acréscimo arbitrário à simbologia da comunhão sugere que não estamos mais no espírito bíblico, mas sim no de seita.




