<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181</id><updated>2012-01-25T15:58:13.721-02:00</updated><category term='Peter Singer'/><category term='sexo'/><category term='ensino'/><category term='homofobia'/><category term='eutanásia'/><category term='pecado'/><category term='palavrão'/><category term='enquete'/><category term='homossexualismo'/><category term='masoquismo'/><category term='música'/><category term='racismo'/><category term='relacionamentos'/><category term='Deus'/><category term='limites'/><category term='revelação'/><category term='Cuba'/><category term='política'/><category term='Fidel'/><category term='aborto'/><category term='recesso'/><category term='pedofilia'/><category term='céu'/><category term='falsos filósofos'/><category term='professores'/><category term='beleza'/><category term='cristianismo'/><category term='filme'/><category term='infanticídio'/><category term='Projeto de lei'/><category term='universidade pública'/><category term='John Piper'/><category term='Teologia Relacional'/><category term='pregação'/><category term='teologia'/><category term='Ministra Matilde Ribeiro'/><category term='governo petista'/><category term='estética'/><category term='mailing list'/><category term='amor'/><category term='atualização'/><category term='fé'/><category term='Bíblia'/><category term='auto-ajuda'/><category term='razão'/><category term='pobreza'/><category term='Ricardo Gondim'/><category term='outro nome'/><category term='seminário'/><category term='Nouwen'/><category term='tumba de Jesus'/><category term='protestante'/><category term='debates'/><category term='Beck'/><category term='divulgação dos novos posts'/><category term='Gorécki'/><category term='censura'/><category term='maternidade'/><title type='text'>Norma Braga</title><subtitle type='html'>Um esforço, com a graça de Deus, de recolocar o cristianismo na via dos debates intelectuais. Não por pedantismo ou orgulho, mas por uma necessidade quase física de dar nomes às minhas intuições e contornar o status quo das idéias hegemônicas deste mundo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>289</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6017464684263867693</id><published>2012-01-02T16:44:00.001-02:00</published><updated>2012-01-02T16:49:04.065-02:00</updated><title type='text'>2011, uma retrospectiva</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;Logo no início de 2011, vivemos uma tragédia pessoal, em janeiro: a morte de nosso primeiro filho antes de nascer, com quase cinco meses. Deus sabe o quanto isso pode ser especialmente doloroso para quem, como nós, não acredita na balela de que, no ventre, os bebês são apenas um punhado de células. Nós nos relacionávamos com ele, do lado de fora, considerando-o de fato o que ele era: um bebezinho em formação. Eu especialmente me divertia quando, à noite, meio de bruços, eu mudava de posição e sentia o corpinho ainda minúsculo se deslocando para o lado inverso. Achava a coisa mais linda que aquela coisica já tivesse seus desconfortos e vontades. Nosso bebê agora está com Deus, e ainda pensamos nele com tristeza e saudade. Depois do parto (pois seria perigoso e muito pior tirá-lo por cesariana), enquanto voltávamos calados para casa, ouvi no rádio uma música muito triste de Caetano Veloso, cujo refrão era: “Que é que eu vou fazer pra te esquecer?” E respondia interiormente: nunca farei nada pra te esquecer. Não quero evitar essa dor (que será permanente, até a morte), não só porque é a evidência do amor que tivemos por ele, mas principalmente porque Deus estabeleceu seus limites, aqui e na eternidade: aqui, temos um consolo que neste mundo não se encontra; lá, teremos o reencontro tão ansiado. Até esse dia, sustentada pela maravilhosa graça, nossa lembrança continuará a ser “mais leve que o ar, tão doce de olhar, que nenhum adeus vai apagar”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em fevereiro, durante os dias do Carnaval, tivemos o Encontro da &lt;a href="http://www.conscienciacrista.org.br/sitevinacc.shtml"&gt;&lt;strong&gt;VINACC&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; (Visão Nacional da Consciência Cristã), um evento inesquecível em Campina Grande, Paraíba. Falei a uma plateia bastante entusiasmada (mérito das pessoas que ali estavam, pois não sou uma grande oradora) sobre os perigos de uma cosmovisão que confunde o amor cristão com o amor marxista politicamente correto. No mesmo dia, ouvimos Don Richardson, autor de um dos livros mais importantes em minha formação cristã, &lt;i&gt;O fator melquisedeque&lt;/i&gt;. Não perdi a oportunidade de dizer-lhe que aquele livro, lido por mim poucos meses depois da conversão, ampliou incrivelmente minha percepção de quão grande Deus é, pois, embora tenha escolhido fazer-se conhecido através de um Livro, Ele não se furtou a deixar pequenas marcas de Si mesmo em outras culturas desprovidas do texto bíblico. Com uma cativante modéstia, Richardson respondeu como se a obra não fosse dele, mas como quem, esquecido dos próprios esforços, ainda se maravilha com a descoberta: “Não é mesmo incrível?” Desnecessário contar que eu e André fizemos um rombo imenso em nossos bolsos, comprando muitos livros e alguns vídeos e cds. Ao longo do evento, todas as palestras a que assistimos, sem exceção, trouxeram ideias edificantes. Agradeço a Deus pelos irmãos que conheci (Tiago, Uziel, Ana, Euder, Paulo, Ricardo, Adauto, Ciro, Zé Mário) e que reencontrei (Augustus, Minka, Franklin, Marilene, Renato, Edson, Rozângela, Antônio). Tivemos a oportunidade de bater papos divertidos e instrutivos. Estaremos lá novamente este ano!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[Continua, na medida em que a tendinite deixar] ;-)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6017464684263867693?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6017464684263867693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6017464684263867693&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6017464684263867693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6017464684263867693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2012/01/2011-uma-retrospectiva.html' title='2011, uma retrospectiva'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-678396019084668385</id><published>2011-12-20T23:58:00.001-02:00</published><updated>2011-12-20T23:58:38.394-02:00</updated><title type='text'>Comunismo coreano: idolatria e opressão</title><content type='html'>&lt;p&gt;Há alguns anos, quando eu ainda trabalhava como professora de francês, caiu-me nas mãos uma revista feminina francesa que veiculava fotos de multidões de crianças chorando, rostos em desespero, com a simples visão pública do ditador coreano. A reportagem mostrava de que forma elas tinham sido treinadas para reagir assim, em uma calculada histeria coletiva. Aquelas imagens nunca mais saíram de minha mente, como um retrato emblemático da deformação da alma infantil. Não tenho mais a revista, mas qualquer pessoa pode pesquisar e, o inglês ajudando, compreender a crueldade de um regime que obriga as pessoas a adorarem seus líderes e as pune severamente quando se recusam a isso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pois morreu o ditador da Coreia do Norte, Kim-Jong il, deixando o mesmo legado comunista que conhecemos: fome generalizada, opressão, tirania, campos de concentração, idolatria (nesse caso, rasgada) e perda da liberdade, além de um punhado de armas nucleares que preocupam o mundo. No Brasil, que é governado por um partido comprometido ideologicamente, a mídia raramente ousa tratar das sistemáticas violações aos Direitos Humanos naquele país. Em uma rápida olhada pela internet, é impossível deixar de reconhecer que as notícias sobre essa morte são pouco informativas e, em geral, vergonhosas, enfatizando as lamentações (em grande número, forçadas!) e usando eufemismos como “mão de ferro” para o ditador cruel que queria a adoração como um deus. O comunismo brasileiro também mostrou de que lado está: a Folha de São Paulo veiculou a rasgada &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1024188-em-nota-pc-do-b-lamenta-morte-de-ditador-norte-coreano.shtml"&gt;&lt;strong&gt;exaltação do PC do B ao regime&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Não há desculpas para a falta de informação: até no You Tube há documentários que mostram a real face do totalitarismo comunista coreano. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Coreia do Norte, hoje, é o &lt;a href="http://www.portasabertas.org.br/noticias/2011/12/1290414/"&gt;&lt;strong&gt;primeiro país&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; no ranking da perseguição religiosa, de acordo com o site Portas Abertas. Você, cristão, vai continuar a defender o comunismo? Busque informação e se posicione: você não pode ficar calado diante da perseguição, seja religiosa, seja política. Salgar o mundo, nesse caso, é &lt;strong&gt;abrir a boca pelos verdadeiros oprimidos dos sistemas comunistas em vigor&lt;/strong&gt;, bem como &lt;strong&gt;denunciar a opressão em marcha nos países que ainda se consideram “democráticos”&lt;/strong&gt; – uma opressão que tem sido praticada em nome do amorrrr politicamente correto, e que se revela na aprovação de leis mesquinhas que dão ao Estado o controle da consciência (lei contra a homofobia, lei da palmada, leis que buscam coibir a imprensa etc.), e isto em todo o mundo ocidental.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-678396019084668385?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/678396019084668385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=678396019084668385&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/678396019084668385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/678396019084668385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/12/comunismo-coreano-idolatria-e-opressao.html' title='Comunismo coreano: idolatria e opressão'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5394186305102492841</id><published>2011-12-08T00:36:00.001-02:00</published><updated>2011-12-08T00:49:58.525-02:00</updated><title type='text'>Maquiagem e teologia</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ainda não estou com o braço cem por cento, mas já me arrisco a escrever um pouquinho, aqui e ali. Uma amiga virtual, Renata, tem um excelente blog sobre maquiagem, do qual sou leitora assídua, chamado &lt;strong&gt;&lt;a href="www.conversadebeleza.wordpress.com"&gt;Conversa de beleza&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. No post de hoje, ela propôs que as leitoras escrevessem livremente suas opiniões sobre a seguinte citação, que ela retirou de um programa de tv e traduziu:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mary&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;narração&lt;/em&gt;): Sempre me espantei com os objetivos da maquiagem: anti-sinais, firmadora, regeneradora, micro-escultora; pagar um absurdo em garrafinhas de 100mL. Fico estupefata. Honestamente, parece um safári. Quero dizer, até entendo. Em um nível, você quer mudar, se esconder, sentir-se como qualquer outro que não você – nem que seja por uma noite. Mas no final do dia, é o que seu reflexo exaurido lhe dirá todas as vezes, a maquiagem sai e tudo o que lhe resta é exatamente quem você é. &lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Eis meu comentário, que partilho com vocês:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Querida Renata,&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Eu não resisto a filosofar e teologizar aqui um pouquinho, comunicando uma cosmovisão que está enraizada na minha escolha religiosa: o cristianismo bíblico. Eu não deixo a religião no “armário” das opiniões pessoais e subjetivas, sabe; para mim, a cosmovisão cristã é minha verdade. E fico feliz por você ter pedido a opinião das leitoras. :-)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Então, quando leio uma declaração dessas, a primeira coisa em que penso é: “Mas quem somos exatamente?” Acredito no pecado original, ou seja, acredito que os homens se separaram de Deus por escolha própria. Isso significa que nada no mundo é “normal”, nada é o que deveria ser. Assim, não somos perfeitos, ninguém é perfeito, e a perfeição só será alcançada no céu. Então, “ser o que você é” é “ser pecador”, com todos os efeitos do pecado, efeitos que não são somente morais, mas também têm a ver com a mortalidade – ou seja, com o fato de que nossos corpos são vulneráveis e tendem à destruição. Nesse contexto, “ser o que sou” não deve ser um lema, uma bandeira (a não ser que signifique “ser espontâneo e autêntico”, no sentido da sinceridade), porque meu “ser natural” inclui todas as minhas imperfeições, e todo mundo quer se aperfeiçoar, ser melhor do que é. No âmbito moral, não há “maquiagem” que resolva: nossos “podres” precisam ser identificados, perdoados e depositados aos pés da cruz de Cristo; no âmbito estético, a maquiagem é muito bem-vinda e devemos lançar mão dela incondicionalmente. Mas, mesmo no âmbito estético, em Cristo nós temos a promessa de um céu onde, certamente, ninguém precisará de maquiagem. ;-)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;A segunda coisa em que penso é menos teológica e mais estética mesmo. De novo, pergunto: “Mas quem somos exatamente?” Tudo modifica nossa aparência: a luz, as cores do ambiente, o clima, as emoções, os adornos, as roupas que vestimos. Ninguém tem controle total sobre a própria aparência, seria impossível. Mas temos algum controle, e é justamente isso que a maquiagem, os cosméticos e a moda nos possibilitam: usar a luz, as cores, as texturas, os formatos, os adereços a nosso favor. A autora da citação, para ser coerente, teria que andar pelada e deixar de usar até desodorante. O que ela afirma contradiz a própria civilização. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Para resumir, o texto dela é uma amostra da filosofia do “bom selvagem” aplicada ao mundo do&lt;/em&gt; make up&lt;em&gt;. Não posso concordar com o naturalismo que ela advoga. E também é uma confusão entre esferas: ela está expressando uma preocupação existencial através de algo que é estético. Isso é exigir demais da maquiagem ou da não-maquiagem. No final do dia, quando olho no espelho, o que resta é simplesmente uma Norma com o rosto lavado! :-D&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Grande beijo e obrigada por pedir respostas espontâneas!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5394186305102492841?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5394186305102492841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5394186305102492841&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5394186305102492841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5394186305102492841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/12/maquiagem-e-teologia.html' title='Maquiagem e teologia'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5427696164865632797</id><published>2011-11-29T11:58:00.001-02:00</published><updated>2011-11-29T12:00:03.526-02:00</updated><title type='text'>Se você ainda não viu, veja!</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="270" src="http://www.youtube.com/embed/7cBA9Be9fDs?fs=1" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;Enquanto ainda não estou bem da tendinite, aproveito para compartilhar com os leitores um dos vídeos mais tocantes dos últimos tempos. Tire meia horinha hoje para ver e, se gostar, divulgue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5427696164865632797?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5427696164865632797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5427696164865632797&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5427696164865632797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5427696164865632797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/11/se-voce-ainda-nao-viu-veja.html' title='Se você ainda não viu, veja!'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/7cBA9Be9fDs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-8044622463986789701</id><published>2011-11-01T17:13:00.001-02:00</published><updated>2011-11-01T17:13:46.297-02:00</updated><title type='text'>Poeminha Filosófico I: Sujeito e objeto</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;De volta da pós do Jumper, inspirada em Descartes e Schaeffer&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sujeito moderno, não conheci devidamente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pós-moderno, desisti de conhecer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era sujeito e objeto ao mesmo tempo,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sujeito de meu mal, objeto da ira de Deus,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando, ainda objeto, fui chamado&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A tornar-me sujeito com Deus&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E objeto da graça de Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É só em Deus que posso ser sujeito de fato,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Somente Nele me alegro em ser objeto.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-8044622463986789701?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/8044622463986789701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=8044622463986789701&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8044622463986789701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8044622463986789701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/11/poeminha-filosofico-i-sujeito-e-objeto.html' title='Poeminha Filosófico I: Sujeito e objeto'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4902792596563084566</id><published>2011-10-09T15:35:00.001-03:00</published><updated>2011-10-09T15:49:11.216-03:00</updated><title type='text'>Um balanço da Conferência Fiel 2011</title><content type='html'>&lt;p&gt;Como trabalho em casa, em uma tradução e, agora, em meu livro para a Vida Nova, pude assistir por internet a quase todas as pregações e os workshops da Conferência Fiel sobre Evangelização &amp;amp; Missões deste ano. Vou tentar descrever em poucas linhas o quanto esses dias foram abençoadores para mim.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No dia 4 de outubro, o pr. Mauro Meister trouxe uma palavra primordial para quem se interessa pelo tema, apontando com vigor um erro corrente entre nós: as missões não são a razão principal da igreja; a &lt;em&gt;glória de Deus&lt;/em&gt;, sim, vem em primeiro posto. Por que precisamos sempre repetir essas coisas? Por termos a tendência de considerar as missões (campanhas de evangelização, pregações em estádios, implantação de igrejas em terras distantes, o próprio pastorado etc.) como &lt;i&gt;A missão.&lt;/i&gt; É como se o pai de família, que nunca saiu nem de sua cidade, que cuida bem de sua casa, da esposa, dos filhos - principalmente no aspecto espiritual, pastoreando com amor seus corações -, não estivesse glorificando tanto a Deus quanto um megaevangelista em cruzadas internacionais. Somos criaturas com tendência para valorizar o exterior mais que o interior; há um fariseu à espreita em cada um de nós (e se você pensou agora, “em mim não”, cuidado, hein!). Na verdade, no momento em que o ladrão na cruz dirigiu aquele pedido a Cristo, ele glorificou a Deus, tanto que Cristo o levou consigo para o céu. E o que ele fez? Nada, e, ao mesmo tempo, tudo: creu em Cristo e acolheu a vida eterna no coração. Precisamos lembrar sempre nossa verdadeira finalidade, que é glorificar a Deus, seja silenciosamente, seja sob os holofotes. Além disso, se as missões fossem a razão principal da igreja, seríamos pobres legalistas pragmáticos, só pensando em fazer-fazer-fazer, imprestáveis para a adoração e o amor – sequer teríamos tempo para a quietude com Deus e o pastorear íntimo dos nossos queridos (e muitas vezes não temos mesmo: por isso é tão importante rever nossas prioridades!).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Essa ênfase na glória de Deus, algo fantástico e tremendamente necessário em uma conferência sobre missões, foi confirmada novamente na pregação de Piper sobre o primeiro pedido de Jesus no Pai Nosso: “santificado seja o Teu nome”. Tudo ocorre primeiro no coração. A interioridade deve ser o primeiro local da santificação do nome de Deus; depois, levamos isto para fora, para as &amp;quot;missões&amp;quot;. Por isso, um trabalho imenso de sondagem de ídolos deve ser feito, todos os dias. Se nosso propósito último não for glorificar Seu nome, precisamos pedir para que seja. Oh Deus, sonda e destrói os ídolos do nosso coração!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A pregação do pr. R. W. Glenn também buscou guardar-nos do farisaísmo, descrevendo a sutileza das armadilhas demoníacas que podem transformar nosso amor pela Palavra em um indicador de autojustiça. Anotei quase palavra por palavra de alguns trechos: “Nossa tendência é ver a correção doutrinária como algo que nos dá uns ‘pontinhos’ diante de Deus. Somos tão facilmente afastados da graça, confiando na autojustiça! Nós nos sentimos culpados quando as coisas vão bem em um dia em que pecamos; sentimos a necessidade de compensações pelo pecado; tentamos muitas vezes apaziguar nossa consciência culpada com nossos próprios recursos. Tudo isso é um substituto para Cristo. Temos que nos arrepender dessa autojustiça. Temos que nos arrepender por ficarmos desanimados com nossos pecados, pois esse desânimo é um sinal de nossa recusa ao que Deus fez por nós na cruz.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Muito ainda haveria por dizer das demais pregações de Augustus Nicodemus, Franklin Ferreira e Stuart Olyott. Mas, para não me estender muito, passo a dizer de forma geral como essas palavras maravilhosas me impactaram. Chorei com várias pregações, vibrei com outras, fui inspirada por outras a escrever trechos de meu livro para a Vida Nova. Descobri dentro de mim um certo culto ao conforto emocional, que me faz sentir paralisada e temerosa quando penso em perseguições e martírios, e com muita tristeza pedi a Deus para me livrar desse ídolo. Ontem, confessei pra mim mesma que estou com saudade de ler mais a Bíblia (a gente faz culto doméstico, eu estudo em casa, mas faz tempo que não me entrego a uma leitura por horas, e tive saudade disso). Esses foram alguns dos frutos da Conferência - fora os que não sei, e só Deus sabe. Que Ele seja louvado!&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;*&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma bronca: li em redes sociais por aí algumas reclamações sobre a Conferência. A pior delas foi: &amp;quot;não teve novidade&amp;quot;. De fato, a ênfase na glória de Deus em primeiro lugar não é novidade alguma. A Bíblia, então, está por aí há uns dois mil anos… Novidade, de fato, não tem. Mas tem a “novidade de vida” que o apóstolo Paulo nos recomenda: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Romanos 6.4). Ora, o que é andar em novidade de vida? É matar todo dia o velho homem dentro de nós, lançando mão dos meios de graça que Deus nos proporciona: a oração, a comunhão, o contato com a Palavra. É cuidar para que permaneçamos firmes na graça de Deus, sabendo que essa graça nunca é totalmente experimentada e nossa tendência natural é fugir dela. Morrer para a morte do pecado, morrer com Cristo e ser ressuscitado por Ele, espiritualmente e, no final dos tempos, fisicamente – essa é toda a novidade de que precisamos! Se não vibramos mais com a única e maior novidade para nossas almas, devemos não apontar acusadoramente para o pregador, mas para a possível frieza de nosso coração. Já passei por uma fase assim, de “tédio espiritual”, e acabei concluindo que no fim o problema era meu mesmo. Esse é o primeiro ponto. O segundo é que as redes sociais precisam ser utilizadas para algo mais edificante. Não acho nem bom, nem justo, nem proveitoso esse tipo de crítica em público. Fica a dica para quem esquece que as redes sociais são palcos diante das multidões, e fala como se estivesse na sala de casa, de pijama e chinelos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;P.S. Não deixe de ler o &lt;a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2011/10/o-que-john-piper-representou-no-brasil.html"&gt;empolgante relato de Augustus Nicodemus&lt;/a&gt; sobre as pregações de Piper no Brasil!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4902792596563084566?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4902792596563084566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4902792596563084566&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4902792596563084566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4902792596563084566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/10/um-balanco-da-conferencia-fiel-2011.html' title='Um balanço da Conferência Fiel 2011'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-3932706588221911912</id><published>2011-09-14T10:59:00.001-03:00</published><updated>2011-09-14T10:59:04.452-03:00</updated><title type='text'>Mas por que tanto tempo afinal?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Uau! Mais de um mês sem postar. Que saudade. Nunca cheguei a tanto. Falta de ideias? Dificilmente! Na verdade, muitos motivos me afastaram do blog: outra mudança interestadual, alguns problemas de saúde meio chatinhos (enxaqueca, uma possível alergia a glúten, uma possível tendinite), compromissos diversos. Porém, este post não é para desfiar um rosário de justificativas ao leitor, mas sim para comunicar uma grande novidade, e que explica, mais que outras razões, esta fase meio “muquirana” com o blog: estou escrevendo um livro!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, o leitor precisará exercitar um pouquinho sua paciência para ler textos novos meus. O livro sairá pela editora Vida Nova, no ano que vem. Prometo que postarei todas as notícias relacionadas a ele. Não quero inaugurar com isso um “recesso” no blog, mas as coisas continuarão lentas por mais algum tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O tema do livro? É surpresa. :-) E não se esqueçam de orar por mim, para que Deus me ajude a completar com sucesso aquilo que devo entregar a vocês.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E, enquanto não venho com mais, deixo uma pequena reflexão sobre uma das melhores citações que já li nos últimos tempos, de Hans Rookmaaker:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;quot;A antítese não é entre cultura e cinismo, entre espiritualidade e materialidade, mas entre Deus e os ídolos.&amp;quot;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Embora eu não tenha lido Rookmaaker ainda, não resisto a comentar essa única citação. (Se o contexto for outro, peço que o leitor versado em Rookmaker me corrija.) A frase me encanta por expressar o caráter todo especial do cristianismo em relação a outras religiões: a fé bíblica confronta o homem não a escolher entre conceito e conceito, mas entre pessoa e pessoa. Ou seja, a grande questão, no cristianismo, a pergunta que desafia o homem, não é o &lt;em&gt;que&lt;/em&gt;, mas sim a &lt;em&gt;quem&lt;/em&gt; você vai adorar: a Deus ou aos ídolos? A quem vai dedicar seu coração? Não se trata de preferir conceitos (como geralmente o mundo encara a adesão religiosa), mas de escolher acertadamente Aquele que será o Amado de sua vida – não só Aquele que é o único que pode amar de volta, mas o Único a operar em nós o amor verdadeiro, sendo a origem e o fundamento de todo amor (1 João 4:8).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Amo essa pessoalidade radical que é inerente à fé cristã, e que os intelectuais em geral tendem a desprezar. E, sim, a consciência dessa pessoalidade será uma das maiores ênfases de meu livro.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-3932706588221911912?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/3932706588221911912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=3932706588221911912&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3932706588221911912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3932706588221911912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/09/mas-por-que-tanto-tempo-afinal.html' title='Mas por que tanto tempo afinal?'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5979961807253349098</id><published>2011-07-27T16:50:00.001-03:00</published><updated>2011-07-27T16:50:56.215-03:00</updated><title type='text'>John Stott (1921-2011)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Li John Stott muito menos do que gostaria. No entanto, se pudesse, gostaria de ter dito a ele que seu livro &lt;em&gt;Cristianismo básico&lt;/em&gt; foi responsável por um giro fundamental em minha mente, logo nos primeiros meses de conversão. Isso, imagino, teria deixado o teólogo bem mais satisfeito que uma menção à leitura de sua obra completa. Não tenho o livro aqui comigo, mas posso lembrar até hoje que um trecho dizia mais ou menos assim: “Não se preocupe tanto assim com seus sentimentos, pois a Palavra de Deus está acima deles.” Com essas poucas palavras, através de Stott, Deus me libertou de um perigoso subjetivismo que ainda era o meu, aliviando meu coração da terrível carga de precisar&lt;em&gt; sentir-me &lt;/em&gt;salva (pois ainda oscilava muito na novidade das certezas recém-adquiridas da fé) e desviando minhas expectativas de segurança para o que está dito na Palavra (estou salva porque &lt;em&gt;assim Deus diz&lt;/em&gt;). Glória a Deus: foi mais um passo em direção à exteriorização da fé, ou seja, à convicção de que a fé é algo que nos vem de fora, de Deus, algo implantado graciosamente em nós, e não algo que criamos, uma “projeção mental” ou qualquer coisa parecida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, é bom não se esquecer de uma das inversões mais daninhas de nossa época: a absolutização da subjetividade e o questionamento incessante (e geralmente absurdo) do que é exterior e real. É como se os sentimentos do homem moderno fossem um mar bravo sempre ameaçando submergi-lo. Em sua trajetória cristã, muitas vezes você não &lt;em&gt;sentirá&lt;/em&gt; aquilo que acha que deveria sentir, mas a prova viva de que Deus infundiu a fé em você não estará em seus sentimentos, e sim na obediência e na lealdade ao que Deus lhe comunicou (aquilo que teologicamente se chama “perseverança dos santos”). Como pecador, você já sabe que não ama a Deus como precisaria amar – imagine o resto. Mas “Deus efetua tanto o querer quanto o realizar” (Filipenses 2.13): se você quer amar ao Deus da Bíblia&amp;#160; de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força (Marcos 12.30), e de fato já está no caminho da obediência, é porque o próprio Deus inspirou esse desejo em você, pois isso é impossível ao homem natural. Então, descanse: Ele continuará a obra até o final, desejo e realização. (E, &lt;em&gt;by the way&lt;/em&gt;, não ligue tanto assim para os seus sentimentos. Esse, claro, é um conselho de uma introvertida inveterada que tem mais olhos voltados para dentro que para fora, e que, apesar de liberta da tirania dos sentimentos, ainda é tentada por eles. Mas, se você for um extrovertido, melhor prestar um pouquinho mais de atenção ao que sente…)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Glória a Deus, repito, por seu servo e filho John Stott!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5979961807253349098?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5979961807253349098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5979961807253349098&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5979961807253349098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5979961807253349098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/07/john-stott-1921-2011.html' title='John Stott (1921-2011)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-3139621890493110992</id><published>2011-07-11T00:25:00.001-03:00</published><updated>2011-07-11T00:45:06.465-03:00</updated><title type='text'>Três comentários a três absurdos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um:&lt;/strong&gt; A educação brasileira está no fundo do poço. Esse poço tem dois nomes compostos: Doutrinamento Esquerdista e Pornografia Explícita. &lt;a href="http://biodireitomedicina.wordpress.com/2011/06/29/livros-do-mec-promovem-mst-incesto-estupro-pedofilia-e-agressao-a-professores-para-alunos-do-ensino-fundamental/"&gt;&lt;strong&gt;Veja o vídeo&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; do senador Demóstenes Torres, do dia 21 de junho deste ano, que descreve (com citações) algumas obras aprovadas pelo MEC para as escolas públicas e trema de horror ao pensar no estado mental e emocional das crianças expostas àquilo. Eu tremi. E nunca é demais enfatizar: LEGALIZAÇÃO DO HOMESCHOOLING JÁ! O governo não tem competência, nem sabedoria, nem lisura para educar nossos filhos!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dois:&lt;/strong&gt; Leio &lt;a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,paises-europeus-redescobrem-a-pobreza,75292,0.htm"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; que a Europa está ficando vertiginosamente mais pobre. De três anos para cá, o desemprego&amp;#160; e a queda na renda são males generalizados. Por trás dessa decadência, há causas que raramente são citadas nas análises. A mais decisiva é o banimento cada vez maior do substrato cristão na cultura. Embora esse substrato em si não converta ninguém (pois a conversão é um fenômeno espiritual, não cultural), os países influenciados pelo cristianismo são abençoados pela graça comum de Deus, que se revela nas leis e em sua aplicação (freios para o pecado), na liberdade individual (pois o Deus cristão está acima dos consensos humanos e valoriza cada ser humano independentemente desses consensos), na proteção aos mais fracos (pobres, viúvas, órfãos) etc. Não é à toa que o comunismo (que dá superpoderes aos governantes e esmaga o indivíduo) só floresce em meio ao materialismo ateu. (O comunismo não respeita indivíduo algum, nem o pobre, nem a viúva, nem o órfão.) Quando esse substrato cristão é varrido para longe, o resultado é desastroso: sem os limites bíblicos na cultura, há o consequente relativismo; os homens se sentem livres para dar curso a tudo o que não presta (ganância, imoralidade, violência); as leis refletem essa falta de limites e se tornam frouxas e vazias, dando lugar à impunidade; sem um Supremo Juiz e um horizonte transcendente, não há estímulos para levar-se a vida de modo honesto e simples (e aqui entram em cena as drogas, a promiscuidade e todo modo de vida destrutivo). Tudo isso tem seu peso sobre a economia, que se subordina à liberdade, à transparência nas relações humanas, à subjetividade. A economia (tal como muitas outras atividades humanas: a educação e a constituição da família, por exemplo) depende diretamente da disposição interior para o sacrifício do bem imediato pelo bem duradouro. E nossa sociedade, sem Deus, tem se esfacelado em um hedonismo suicida. Um dos maiores exemplos – e que também se reflete na economia – é o aborto praticado à solta, que amputa as famílias, envelhece a população e perpetua uma extrema insensibilidade, um pessimismo abissal, diante da vida. E, por fim, o esquerdismo generalizado falseia a realidade, desorienta a mente e promove, entre os líderes, as decisões erradas, quando não moralmente espúrias, desestabilizando as gerações seguintes. Analisar a economia sem examinar os valores que se mantêm ou se perdem na sociedade é bobagem sem tamanho, bastante praticada por economistas esquerdistas e liberais, mais próximos um do outro do que se pensa. Precisamos clamar a Deus pelo Brasil. Aqui, a igreja, se santificar-se, ainda pode fazer a diferença para que não sigamos rumo ao mesmo buraco.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Três:&lt;/strong&gt; Alejandro Peña Esclusa, escritor conservador de oposição na Venezuela, foi preso &lt;em&gt;sem julgamento&lt;/em&gt; sob ridículas e infundadas acusações de terrorismo. É o famoso método cubano adaptado para a Venezuela: quando o elemento perturbador do sistema é razoavelmente conhecido, não o matam, mas o prendem e o deixam morrer (como descrevi &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2010/02/esquerdismo-assassino-e-seus-cumplices.html"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;). Peña Esclusa está doente, com câncer na próstata. A doença estava sob controle até o momento em que, encarcerado, ele não pôde mais tomar os remédios. Está na prisão há um ano e o câncer, sem tratamento, continua evoluindo. Leiam mais notícias sobre o caso no blog de minha amiga Graça Salgueiro, o &lt;a href="http://www.notalatina.blogspot.com/"&gt;Notalatina&lt;/a&gt;. O Paraguai &lt;a href="http://www.globovision.com/news.php?nid=194941"&gt;&lt;strong&gt;já aprovou&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; uma petição formal para que Peña Esclusa seja liberto. &lt;em&gt;O que faz o Brasil&lt;/em&gt;, ainda enaltecendo os ditadores da América Latina e completamente surdo à injustiça da perseguição política sob regimes comunistas? &lt;em&gt;O que faz a igreja&lt;/em&gt;, que não levanta a voz a favor dos oprimidos nesses regimes, sejam eles cristãos ou não? Vamos acordar! O detalhe impressionante nessa história de Peña Esclusa é que o presidente Hugo Chávez, como agora se sabe, confirmou que está com câncer. Claro, ele está sendo tratado – em Cuba. Seu longo sumiço da vida pública dá a entender que a doença é grave. Talvez seja um &lt;em&gt;pequeno aviso&lt;/em&gt; de Deus. Talvez.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-3139621890493110992?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/3139621890493110992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=3139621890493110992&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3139621890493110992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3139621890493110992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/07/tres-comentarios-tres-absurdos.html' title='Três comentários a três absurdos'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-236604263424243388</id><published>2011-06-26T00:37:00.001-03:00</published><updated>2011-06-26T00:46:56.591-03:00</updated><title type='text'>Meios de graça</title><content type='html'>&lt;p&gt;Mesmo quando não estamos totalmente conscientes das implicações de nossas escolhas, nós escolhemos, e muitas vezes escolhemos mal. Essa é uma das extensões possíveis do texto bíblico que diz: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oseias 4.6). Essa palavra é ordenada por Deus e proferida por Oseias a um povo que, tal como a esposa adúltera do profeta, pecava continuamente contra seu Senhor, prostituindo-se com deuses estranhos e maquinando o mal, mesmo depois de ter sido libertado da escravidão no Egito e de ter testemunhado tantos milagres e providências em seu favor. É uma palavra dura, dirigida tanto ao povo quanto aos sacerdotes, que estavam tão “prostituídos” como o povo. E que “conhecimento” é esse? Não é geral, mas específico: “Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da &lt;i&gt;lei do teu Deus&lt;/i&gt; [grifo meu], também eu me esquecerei de teus filhos” (Oseias 4.7). A lei — os limites de Deus para a formação de um povo não só livre, mas santo — era posta de lado. Não mais honravam a Deus acima de todas as coisas, como ordenado no primeiro mandamento, mas diluíam seu amor e sua adoração em farras e procedimentos “toma-lá-dá-cá”, no melhor estilo pagão, para receber o que desejavam. Por exemplo, realizavam um ritual de fertilidade nos campos que incluía orgias e depois creditavam a esses rituais a colheita abundante, exatamente como a esposa de Oseias recebia do marido seus víveres e presentes, mas atribuía essas dádivas a seus “amantes” (Oseias 2.5-8). Desconheciam tanto ao Deus de seus pais (todo-poderoso, bondoso e disposto a perdoar) quanto a sua lei (cuja obediência em amor é a única resposta humana adequada a esse Deus).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Ah, eu nunca vou chegar a esse ponto”, você pode pensar. Cuidado: “esquecer” geralmente não é um ato abrupto, “esquece-se e pronto”. O estágio desesperador do povo e dos sacerdotes na época de Oseias é feito de pequenas inconsciências que se acumulam. Sim, o cristão pode se afastar tanto dos meios de graça disponibilizados por Deus que passa a desconhecer Seu caráter e Sua vontade quase que inteiramente. Desses meios de graça, sem dúvida um dos mais poderosos é o contato frequente com a Palavra: leitura da Bíblia, estudo de comentários, pregação fiel por ministros fiéis (se sua igreja não tem uma pregação sólida, talvez seja o momento de deixá-la). Se o cristão não souber a vontade de Deus expressa em Sua Palavra, como poderá fazer boas escolhas, que não o levarão a lamentar-se pelo restante de sua vida? De onde tirará (como de um tesouro) os valores que embasarão suas decisões? Como se orientará em um mundo que mais confunde que esclarece? “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (Efésios 5.14). O ressuscitado espiritualmente por Cristo não pode continuar agindo como morto-vivo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, muitos confundem a salvação pela graça com uma passividade do tipo “eu fico sentado aqui e Deus me abençoa”. Mas viver a fé não é isso. O amor inclui a adoração, que é ativa: Deus disponibiliza os meios de graça e nós O buscamos por esses meios, simplesmente porque O amamos. Imagine uma esposa que nunca demonstra seu amor para com o marido: esse é o cristão que não faz uso dos meios de graça. A esposa não deixa de amar de repente, mas cumpre um pequeno ato de abandono a cada dia: atos externos e internos. Usa de desculpas (excesso de tarefas, cansaço, necessidade de lazer) para deixar de lado as devocionais, faltar à igreja e estudar menos a Palavra. Intimamente, justifica a si mesma pelos pecados cometidos (em vez de reconhecê-los e pedir perdão por eles), e logo nem mais pensa nesses repetidos pecados. Nem ora, nem vigia, mas vive como que levada pelas ondas do mar, ao sabor dos acontecimentos, vulnerável a todas as tentações. É assim que, desprovidos da “armadura de Deus” (Efésios 6.13 ss.), somos inundados sem defesa alguma pelos princípios e preceitos mundanos sobre a vida, o mundo, o sentido das coisas. Então, esquecidos do Deus zeloso e doador de todas as bênçãos, optamos por recorrer a “outros deuses” quando precisamos de algo, preenchendo nosso vazio com aquilo que sabemos não vir de Deus. Logo o esquecimento pode ser completo e o resultado inevitável será o abandono total do único caminho de vida verdadeira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Idolatria é inconsciência: é preferir tomar decisões com base no desconhecimento de Deus, em vez de buscar ativamente tal conhecimento. É preciso &lt;i&gt;ter consciência da inconsciência&lt;/i&gt;, arrepender-se e buscar viver dentro do maravilhoso padrão de Deus, nossa proteção e nossa santidade. O apóstolo Paulo se dirige aos tomados pela inconsciência (que nos espreita a cada dia) quando diz: “Vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, pois os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Efésios 5.15-17). Não sejamos como o personagem da parábola que meu sogro gosta de contar em suas pregações: tendo recebido de graça um bilhete de navio para uma ilha maravilhosa, passou todo o longo trajeto escondido em sua cabine, comendo os sanduíches de mortadela que tinha levado, porque achava que não estavam incluídas no presente as lautas refeições que eram servidas no salão. No final da viagem, descobre que tudo aquilo estava à sua disposição o tempo todo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O “bilhete” que nosso Deus nos dá não inclui somente a salvação. O caminho com Deus é feito de múltiplas e maravilhosas alegrias, não só materiais, afetivas, vocacionais etc., mas sobretudo espirituais. Uma igreja íntegra, um pastor firme, irmãos com quem podemos contar e orar, e principalmente os tesouros inesgotáveis da Palavra. Como negligenciar tudo isso? “Ah! Todos vós que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá” (Isaías 55.1-3).&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-236604263424243388?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/236604263424243388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=236604263424243388&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/236604263424243388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/236604263424243388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/06/meios-de-graca.html' title='Meios de graça'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-2856535073271638100</id><published>2011-06-12T22:08:00.001-03:00</published><updated>2011-06-12T22:09:56.462-03:00</updated><title type='text'>Amor bandido</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KUCY8Y_XseM/TfViKs0FN8I/AAAAAAAAAEA/2syYSQlvL1c/s1600/Jonathan+Harris+como+Dr.+Smith.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-KUCY8Y_XseM/TfViKs0FN8I/AAAAAAAAAEA/2syYSQlvL1c/s1600/Jonathan+Harris+como+Dr.+Smith.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sempre fico horrorizada com as crianças que se identificam com os vilões em  vez de preferirem os mocinhos. Já conheci quem torcesse para o Tom e o Frajola  contra Jerry e o Piu-Piu; quem imitasse com gosto o Scar de &lt;i&gt;O Rei Leão&lt;/i&gt;;  quem se derretesse em fascinação pela Bruxa Má da Branca de Neve. Mas então todo  o meu choque se dissolve quando lembro que eu mesma, pequena, era apaixonada  pelo dissimulado Dr. Smith da série &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lost_in_Space"&gt;Perdidos no Espaço&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E à vezes, mesmo depois de adulto, a gente continua se apaixonando pela pessoa errada. É o seu caso? Se sim, esse post é uma &lt;b&gt;palavrinha especial de Dia dos Namorados&lt;/b&gt;. Se você está apaixonado(a) por um ogro (ou uma ogra), se um vilão (ou uma vilã) assedia você, é o momento da despedida. Se ele (ou ela) não é crente, ou é "crente entre aspas" e vive querendo arrastar você para o pecado (qualquer que seja esse pecado: sexual, doutrinário etc.), isso significa que essa relacionamento não é para você. ("Ah, mas eu vou evangelizar o Fulano": mentira do seu coração. Ou a gente namora, ou a gente evangeliza. Não dá pra fazer as duas coisas.) Se você já entendeu que está na companhia de uma pessoa dessas, mande passear sem dó nem piedade! Não é da vontade de Deus que você permaneça com alguém que só puxa você para baixo, para sentir o bafinho do inferno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experiência própria: depois que encontrei &lt;i&gt;the one&lt;/i&gt; e me casei, entendi que a recompensa - o casamento com a pessoa certa, quando você dirá finalmente o esperado "sim" - só vem depois de muitos "nãos". É um &lt;i&gt;sim&lt;/i&gt;, um só, ao final de muuuuuuuuuuitos "nãos". Aprenda a dizer "não" agora para que, ao final da jornada como solteiro(a), possa dizer um "sim" sem reservas à pessoa que Deus preparou para sua vida. O pecado é múltiplo e a idolatria é feita de um panteão; o amor verdadeiro é um só. E a Bíblia diz (em 2Coríntios 6.14) que esse amor deverá carregar o mesmo jugo que o seu, ou seja, o fardo leve e suave de Cristo. Não espere nem mais um dia: diga um "não" bem redondo ao seu amor bandido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-2856535073271638100?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/2856535073271638100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=2856535073271638100&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2856535073271638100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2856535073271638100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/06/amor-bandido.html' title='Amor bandido'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KUCY8Y_XseM/TfViKs0FN8I/AAAAAAAAAEA/2syYSQlvL1c/s72-c/Jonathan+Harris+como+Dr.+Smith.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6582123160203688073</id><published>2011-06-06T00:00:00.001-03:00</published><updated>2011-06-06T01:12:33.300-03:00</updated><title type='text'>História de minha conversão (III)</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;“aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo” &lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;Hebreus 9. 27&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando criança, eu já sabia que o homem era mau e Deus era justo. O que eu não sabia era &lt;i&gt;como&lt;/i&gt; se manifestava Sua justiça. Criada por uma avó espírita, achei natural crer, aos oito anos, que a justiça de Deus se produzia através da reencarnação: os espíritos padeciam nesta vida, mas recebiam uma nova chance nas vidas posteriores. Essa explicação me satisfez durante vários anos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aos 24 anos, como já contei aqui, fui apresentada ao Evangelho. Meu amigo A.R. pregou para mim e me mostrou o versículo em que a crença espírita mais importante, a corrente sem fim de sucessivas vidas, é definitivamente contrariada pela Bíblia. Li Hebreus 9:27 mais de vinte vezes até me convencer de que a Bíblia &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; endossa a reencarnação. E aos poucos compreendi que a solução reencarnatória somente adia o problema, na medida em que o mal não é resolvido, mas “empurrado” para encarnações posteriores, que invariavelmente criam novas situações irresolvidas (karma). Infinitizando a questão, o diabo consegue diluir a sede de justiça em muitos. Lembrei que, ao assistir a um vídeo espírita pouco antes de me converter, não pude deixar de pensar no quão tristes aquelas pessoas se mostravam: o sofrimento apenas &lt;i&gt;parece&lt;/i&gt; menos pesado quando estendido para várias e várias vidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com a pregação da Palavra, pude alegrar-me na solução bíblica para o mal, expressa no que chamamos &lt;i&gt;já e ainda não&lt;/i&gt;. Em Cristo, pela fé (e não por obras), &lt;i&gt;já&lt;/i&gt; somos justos, não perfeitos nem totalmente isentos da capacidade de fazer o mal, mas sim &lt;i&gt;justificados&lt;/i&gt; Nele, sendo Ele a nossa justiça, o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). Cristo tornou-se condenação em nosso lugar (morreu nossa morte, como explica Paulo em Romanos 4.25) e resolveu o problema do mal, de uma só vez, para sempre. Se pecamos, é Nele que temos perdão eterno; se desejamos não pecar, é porque Ele nos deu esse desejo; se nos aperfeiçoamos, é porque Ele provê graça sem fim para que, no processo de arrependimento, perdão e cura, haja compatibilidade cada vez menor entre nossa alma e a propensão para atos, palavras e pensamentos maus, ofensivos a Deus e aos homens.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E o &lt;i&gt;ainda não&lt;/i&gt; consiste na vida eterna, uma só vida após a morte, em que o mal e a morte serão definitivamente vencidos. É o que Calvino expressa tão magistralmente nas &lt;i&gt;Institutas&lt;/i&gt; (livro 1, cap. V, 10):&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Quando notamos que as indicações que Deus fornece de sua clemência e severidade são ainda inacabadas e incompletas, sem dúvida é preciso considerarmos que Ele preludia obras maiores, cuja manifestação e exibição plena serão percebidas na outra vida. E, de modo inverso, quando vemos os devotos serem talhados pelos ímpios com aflições, abatidos por injúrias, oprimidos por calúnias, dilacerados por afrontas e opróbrios e, ao contrário, os celerados florescerem, prosperarem, obterem a tranquilidade com dignidade, e isso impunemente, de imediato devemos concluir que haverá outra vida, na qual tanto a maldade será vingada quanto a justiça reposta.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;De fato, é o próprio Deus, em Jesus, que exclama “Bem aventurados os que têm sede de justiça, pois serão saciados” (Mateus 5.6), apontando tanto para a justificação que Ele propiciou para nós na cruz, por meio da fé Nele, quanto para a maravilhosa palavra que fala em julgamento, novos céus e nova terra, em Apocalipse 20 e 21:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6582123160203688073?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6582123160203688073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6582123160203688073&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6582123160203688073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6582123160203688073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/06/historia-de-minha-conversao-iii.html' title='História de minha conversão (III)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6748835340839224400</id><published>2011-05-31T18:17:00.001-03:00</published><updated>2011-05-31T21:24:14.791-03:00</updated><title type='text'>Falácias do movimento gay</title><content type='html'>&lt;p&gt;“Diga-me como falas, e te direi quem és” — essa seria uma paródia tão verdadeira quanto o adágio original. Certas declarações são mais eloquentes por aquilo que omitem. Veja o que &lt;strong&gt;&lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5150691-EI6577,00-Apos+suspensao+de+kit+governo+chama+ABGLT+para+reuniao.html"&gt;afirmou&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; esses dias Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;Não vejo o atual governo como homofóbico.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Na verdade, essa frase denota uma tremenda ingratidão. O governo não só não é “homofóbico” (ê palavrinha besta), mas &lt;i&gt;promove&lt;/i&gt; diversas manifestações de aprovação pública e rasgada ao comportamento homossexual: financia paradas gays, determina métodos de doutrinação homossexual nas escolas públicas (não só o kit gay; veja &lt;strong&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/fotos/0,,OI154851-EI8266,00-Professora+transexual+discute+homofobia+na+escola.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/strong&gt; e busca estabelecer leis (como o PLC 122) que instauram no Brasil o crime de consciência (objeções até “filosóficas” contra o homossexualismo são punidas), transformando os homossexuais em uma “classe”, no melhor estilo marxista. Toni Reis não sabe disso? Claro que sabe; mas, primeiro, os lobbies nunca estão satisfeitos, e pedem poder como os zumbis pediam por cérebros: “brains, more brains”; segundo, ele não pode dizer com todas as letras que o governo gasta o dinheiro público com coisas que o povo em geral não acha importantes (&lt;i&gt;kit gay&lt;/i&gt; quando as escolas estão como estão?!), que o governo quer tomar o lugar dos pais na educação moral e sexual dos filhos e que, como se não bastasse, gera leis estrambóticas que fomentam imparcialidade, injustiça e caos social.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas vamos à outra declaração absurda:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;Matamos no Brasil mais homossexuais do que no Irã. Foram 3448 homossexuais mortos nos últimos 20 anos, conforme dados do Grupo Gay da Bahia.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Essa é para rir. Será que o movimento gay realmente acredita nisso? Ou será que toma todo o povo não-militante como idiota? Há pelo menos cinco argumentos que desfazem totalmente essa falácia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Primeiro, números nada dizem quando sabemos que o Irã é um país com pouco mais de um terço da população do Brasil. Dã.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Segundo, no Irã, onde o homossexualismo é proibido (escrevi sobre isso em 2007, &lt;b&gt;&lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2007/10/o-brasil-no-o-ir-o-projeto-anti.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;), não existem estatísticas sobre gays assassinados, pois a própria família se encarrega de matá-los, com a conivência geral, e ninguém registra o ocorrido. (É, &lt;i&gt;folks&lt;/i&gt;, estatística é coisa de país democrático.) &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Terceiro, o Grupo Gay da Bahia não é um órgão confiável para fornecer essas estatísticas, já que está diretamente interessado na questão. É como meu amigo &lt;a href="http://cirozibordi.blogspot.com"&gt;Ciro Zibordi&lt;/a&gt; escreveu, inventando uma informação tão &lt;i&gt;confiável&lt;/i&gt; quanto essa: “O Brasil é o campeão mundial de crimes contra evangélicos. Fonte: DataGospel do Blog do Ciro.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Quarto, o número de assassinados por ano no Brasil é muito grande: 50 mil pessoas, segundo dados do IBGE. Além disso, desses 50 mil casos, somente 4 mil são resolvidos, de acordo com &lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/05/08/apenas-quatro-mil-dos-cerca-de-50-mil-homicidios-cometidos-por-ano-no-pais-sao-resolvidos-924412026.asp"&gt;Julio Jacobo Waiselfisz&lt;/a&gt;, coordenador da pesquisa Mapas da Violência 2011, divulgada pelo Ministério da Justiça. Vê-se que não há um problema específico de homicídios contra homossexuais (apenas 0,5% do total), mas sim de homicídios em geral. O problema é a &lt;i&gt;impunidade&lt;/i&gt;. Se o alvo do governo for a impunidade, todos serão beneficiados, homossexuais inclusive.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Cinco, &lt;i&gt;last but not least&lt;/i&gt;, nesses 0,5% de mortos, não se pode saber com certeza qual foi a motivação do crime: se ódio a gays ou outras causas, como roubo violento, vingança, crime passional etc. Um agravante a essa incerteza é o fato de que um bom número de gays frequenta locais perigosos à noite, por estarem envolvidos com drogas e prostituição. Sobre isso, a lógica torcida do movimento gay também se revela. Diz Luiz Mott, fundador do mesmo Grupo Gay da Bahia:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;a name="OLE_LINK36"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Nos crimes contra gays e travestis, mesmo quando há suspeita do envolvimento com drogas e prostituição, a vulnerabilidade dos homossexuais e a homofobia cultural e institucional justificam sua qualificação como crimes de ódio. É a homofobia que empurra as travestis para a prostituição e para a margens da sociedade.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Ou seja, se o gay foi morto porque fazia coisas erradas, frequentava lugares suspeitos e andava com más companhias, a culpa é minha e sua, leitor, porque empurramos o coitado para lá! Essa é a demonstração mais rasgada de “totalitarismo da vítima” (leia &lt;strong&gt;&lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2007/09/girard-e-o-politicamente-correto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;) que já vi: se o gay fica devendo dinheiro de drogas, trai o amante violento, vende o corpo para psicopatas e acaba morto, isso tudo é culpa de “homofóbicos”! Ou seja, gays são sempre vítimas, não importa a situação. É a inversão total do Direito, perpetrada pela perversão do pensamento politicamente correto: pessoas são culpadas ou inocentes de acordo com a “classe” a que pertencem, não de acordo com sua história. Essa inversão é ruim para todo mundo, pois mata as bases do sistema judiciário — e é sobretudo por promovê-la que o PLC 122 é estapafúrdio e liberticida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E sim, estatísticas de mulheres, negros e índios entram na mesma categoria: não dá para afirmar que foram motivadas por machismo e racismo, portanto, nada significam, a não ser isto &lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;— &lt;/a&gt;se o Brasil é campeão em homicídios de qualquer espécie, é preciso reforçar os mecanismos de coação do crime &lt;i&gt;contra todos&lt;/i&gt; e acabar com a impunidade &lt;i&gt;geral&lt;/i&gt;. Nada de policiar a consciência, amigos. Isso é totalitarismo: além de não funcionar, faz mal para todo mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, caros líderes do lobby gay no Brasil:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Reconheçam&lt;/i&gt; que o governo brasileiro está fazendo de tudo para instaurar a “homonormatividade”, metendo-se em questões morais (algo além de seu escopo) à força de lei, e que &lt;i&gt;só por isso&lt;/i&gt; vocês já não podem mais ser considerados as vítimas da sociedade;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Reconheçam&lt;/i&gt; que as estatísticas de vocês não provam absolutamente nada, por todos os motivos acima;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Reconheçam &lt;/i&gt;que é forçada a associação entre as objeções de consciência ao homossexualismo e os tais crimes de “homofobia”. Fosse assim, os pastores seriam culpados por todo crime contra mentirosos, adúlteros, masturbadores, ladrões, prostitutas, gulosos, preguiçosos etc. (além disso, nenhum pastor sério incita ao crime, mas sim ao abandono do pecado e ao amor pelo pecador);&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Reconheçam&lt;/i&gt; que, se o PLC 122 passar, vocês serão responsáveis por elevar o poder estatal brasileiro à condição de polícia do pensamento. É isso mesmo que vocês querem? Não lhes passa pela cabeça que a polícia do pensamento poderá um dia se voltar contra vocês? Basta o governo mudar seus valores para que isso aconteça... Governos mudam, mas precedentes jurídicos permanecem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;-----&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em tempo: Desde sempre vistos como “libertários”, os homossexuais militantes estão agora se unindo ao Estado para calar a boca dos religiosos. Aliás, a história está mostrando que essa balela sessentista de “luta contra a repressiva moral judaico-cristã” só tem servido para diminuir a influência e a liberdade da religião cristã em todo o mundo. Luta de poder pura e simples. Para o deleite do demo. E hoje mais escancarada que nunca. Essa é só &lt;a href="http://twitgoo.com/2ba7h5"&gt;UMA&lt;/a&gt;&amp;#160;&lt;a href="http://noticiasdireitas.blogspot.com/2011/05/associacao-homossexual-abglt-programa.html"&gt;PROVA&lt;/a&gt; do que digo (agora com o texto &lt;a href="http://www.abglt.org.br/port/eventos.php?tipo=Nacionais"&gt;convenientemente modificado&lt;/a&gt;): uma manifestação marcada para amanhã, às 14h, em Brasília. (O site da Uol diz que foi um &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/05/31/site-abglt-convoca-para-ato-de-queima-da-biblia-entidade-diz-que-foi-hackeada.jhtm"&gt;ataque de hackers&lt;/a&gt;, mas até que isso seja esclarecido vou manter o trecho aqui.)&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;Em frente a Catederal, nós ativistas LGBTT iremos queimar um exemplar da Bíblia 'Sagrada'. Um livro homofóbico como este não deve existir em um mundo onde a diversidade é respeitada.        &lt;br /&gt;Amanhã iremos queimar a homofobia.        &lt;br /&gt;COMPAREÇA&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6748835340839224400?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6748835340839224400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6748835340839224400&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6748835340839224400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6748835340839224400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/05/falacias-do-movimento-gay.html' title='Falácias do movimento gay'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-8877645064635911011</id><published>2011-05-19T01:58:00.001-03:00</published><updated>2011-05-20T16:39:30.411-03:00</updated><title type='text'>Empurrados para o armário</title><content type='html'>&lt;p&gt;Se o PLC 122 realmente for aprovado, todas as pessoas que, por motivos diversos, não consideram a homossexualidade algo saudável e natural serão empurradas para o armário: não só religiosos mas também psicólogos, psiquiatras, cientistas, sociólogos etc. terão de tapar a boca em público quando o assunto for a prática homossexual. Um singelo “a homossexualidade é uma forma de sexualidade infantilizada” (como já ouvi) será tratado como se fosse o porrete da Ku Klux Klan.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Você ainda duvida? Pois é o que dizem os próprios militantes gays, em notícia do site &lt;a href="http://mixbrasil.uol.com.br/pride/politica/marta-suplicy-altera-texto-do-plc-122-e-libera-pregacao-anti-gay-em-igrejas-e-templos.html"&gt;Mix Brasil da Uol&lt;/a&gt;. Leia com cuidado:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;#160;&amp;#160; A senadora Marta Suplicy, do PT, atual relatora do PLC 122 _a lei que pretende criminalizar a homofobia no Brasil_ fez uma alteração substancial no texto que tramita no Senado Federal. Na prática, a alteração permite que pregações em templos e igrejas condenem a homossexualidade. É a forma encontrada pela Senadora e seus assessores para que o texto do PLC 122 passe pela barricada formada pelos parlamentares evangélicos.&lt;/em&gt;       &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;#160;&amp;#160; Agora o projeto deixa claro que a lei não se aplicará a templos religiosos, pregações ou quaisquer outros itens ligados a [sic] fé, desde que não incitem a [sic] violência. O novo parágrafo diz: “O disposto no capítulo deste artigo não se aplica à manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência e de crença de que trata o inciso 6° do artigo 5° (da Constituição)”.        &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160; A liberdade de pregação e culto contra a homossexualidade, preservada pelo novo texto, não inclui as mídias eletrônicas. Isso é: continua vetado [sic], sob pena de multa, textos, vídeos e falas que condenem a homossexualidade publicados em sites ou transmitidos pela TV.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;O conteúdo da notícia é um completo absurdo. Em primeiro lugar, dá a entender que &lt;em&gt;antes&lt;/em&gt; o projeto realmente não protegia a expressão dentro das igrejas. Isso é INCONSTITUCIONAL, pois a liberdade de consciência e de crença está assegurada pela Constituição brasileira. Em segundo lugar, depois dessa concessão &lt;em&gt;magnânima&lt;/em&gt; (que já estava na Constituição), impede que essa liberdade seja exercida &lt;strong&gt;fora do armário&lt;/strong&gt;, ou seja, em público, tanto na mídia quanto nas ruas (pois haverá sempre o risco de denúncia por parte de um militante de plantão). Isso também é INCONSTITUCIONAL. Em vez de simplesmente &lt;em&gt;proteger a pessoa homossexual&lt;/em&gt;, o projeto força todo mundo, de uma canetada só, a dar um &lt;em&gt;OK&lt;/em&gt; para o comportamento homossexual até das formas mais impessoais possíveis, prevendo sanção (prisão e multa!) a &lt;strong&gt;“qualquer ação (...) contrangedora (...) ou vexatória de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”&lt;/strong&gt; (art. 20) contra a orientação sexual. (Definam “constrangedora” e “vexatória”, por favor!) Isso é ambição demais: mandar nas consciências!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu compreendo que os homossexuais queiram que todo mundo ache o comportamento homossexual algo bom, normal, bonito até. Compreendo mesmo. Se eu fosse gay, também ia querer isso, óbvio. Mas entre &lt;em&gt;querer&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;obrigar&lt;/em&gt; há uma diferença. Não é? Vou explicar. Eu também queria que o cristianismo – a crença em Deus, a fé em Jesus como Filho de Deus e Salvador, o processo de santificação, a Bíblia como Palavra de Deus, tudo isso - fosse considerado bom, normal e bonito. Que maravilha seria este mundo: todos convertidos, todos cristãos! MAS E SE HOUVESSE UMA LEI QUE PROIBISSE A MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DA CONDENAÇÃO DO CRISTIANISMO? A CONDENAÇÃO DA “CRISTOFOBIA”? Professores universitários, jornalistas, escritores, médicos, advogados, todo mundo impedido de contestar a religião cristã ou emitir opiniões anticristãs; livros de Nietzsche proibidos nas livrarias; filmes enaltecendo outras cosmovisões banidos da televisão; jornais e revistas multados ou fechados porque ousaram falar mal de um padre ou de um pastor; ateus proscritos do debate filosófico… &lt;strong&gt;já pensaram nisso? (Como cristã, eu não ia querer nada disso, e vocês?) Agora, coloquem “homossexualidade” no lugar de “cristianismo” e percebam o que vai acontecer.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;ESSE PROJETO É UMA LOUCURA E INSTITUI A DITADURA GAY NO BRASIL. Os gays serão os intocáveis do país!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;Militantes gays, parlamentares, Marta Suplicy e demais apoiadores do PLC 122: coloquem-se por um segundo no lugar das pessoas que vocês &lt;em&gt;empurrarão para o armário&lt;/em&gt; com essa lei! Um segundo apenas!&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não custa repetir: &lt;strong&gt;considerar a conduta homossexual uma “heterossexualidade que não deu certo”&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;sorry, folks&lt;/em&gt;, na vida a unanimidade não é uma garantia) &lt;strong&gt;NÃO EQUIVALE a desprezar, odiar, maltratar e rejeitar gays.&lt;/strong&gt; (Assim como desprezar o cristianismo não significa desprezar cristãos! Acordem!) Qualquer pessoa com um mínimo de humanidade no coração pode acolher com carinho os homossexuais em seu círculo de convivência ao mesmo tempo em que não concorda com seu estilo de vida, com sua filosofia. Eu mesma faço isso: os gays não me incomodam por serem gays. Pessoas são pessoas e nós gostamos delas também &lt;em&gt;apesar&lt;/em&gt; do que creem e fazem. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;Os gays são gente antes de serem gays, e vocês, apoiadores do projeto, estão invertendo isto!&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A pergunta que não quer calar: poderá um&lt;em&gt; grupo intocável&lt;/em&gt; ficar livre da ira dos demais grupos que não são intocáveis? ESSA LEI VAI AUMENTAR TERRIVELMENTE A VIOLÊNCIA CONTRA OS HOMOSSEXUAIS. Serão criadas situações de injustiça que muitos vão querer corrigir na base da pancada. &lt;strong&gt;Esse projeto vai piorar a situação que vocês querem combater. &lt;/strong&gt;A lei não serve para ninguém, pois contraria tudo o que uma lei deve ser: justa e fiel ao delicado equilíbrio de forças na sociedade, para que ninguém seja favorecido além da conta, oprimindo os demais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No post anterior eu disse que aquelas seriam minhas últimas palavras sobre o PLC 122. Não consegui. Vou falar até o último minuto antes da aprovação dessa lei que não é lei, mas uma excrescência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;------&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes que venham argumentar “mas a lei da homofobia é como a lei do racismo”, informo que “estar negro” é bobagem, “estar homossexual” é perfeitamente argumentável (que o digam Michael Glatze e Bob Davies). A construção identitária do homossexual é isso mesmo, uma construção. Não há nada constitutivo na homossexualidade, nada que obrigue as pessoas a escolherem parceiros do mesmo sexo. Inclusive há até mesmo os que defendem que todos nós somos, no fundo, bissexuais, assim como há quem defenda que o sexo biológico é o único que existe. Raça e ato sexual não são categorias equiparáveis! Donde se depreende que o projeto proíbe a mais leve crítica de um COMPORTAMENTO e isso é inaceitável, digno de regimes totalitários.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-8877645064635911011?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/8877645064635911011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=8877645064635911011&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8877645064635911011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8877645064635911011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/05/empurrados-para-o-armario.html' title='Empurrados para o armário'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4364599964199406000</id><published>2011-05-11T19:24:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T17:24:12.904-03:00</updated><title type='text'>Últimas palavras sobre o PLC 122</title><content type='html'>&lt;p&gt;Vivemos em um país democrático. Apesar dos mandos e desmandos do partido trabalhista no poder, não podemos sequer por um segundo comparar o Brasil com a China comunista (onde ainda hoje o acesso à internet é controlado), com a Cuba socialista (onde se prendem e matam dissidentes políticos), com países em que o islamismo é a religião dominante (onde gays e cristãos são assassinados com a conivência do governo e do povo). De modo geral, os brasileiros têm asseguradas suas liberdades fundamentais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto, há aqui uma perseguição não-violenta, que com raras exceções é informal, subjetiva e dispersa — uma perseguição que não vem com força de lei, mas é exercida de acordo com preferências pessoais, acentuadas segundo as circunstâncias. Não juntei à toa “gays e cristãos” no parágrafo acima: assim como são igualmente visados nos países muçulmanos, acredito que, no Brasil, ambos os grupos se assemelham no modo de perseguição sofrida. Chocante a ideia? Explico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nas universidades públicas, onde caminhões de literatura “libertária” anticristã são despejados há décadas, os perseguidos da vez são os cristãos, associados a um conservadorismo rançoso e a estreiteza mental. O estudante cristão precisa aguentar calado em sala de aula uma quantidade impressionante de bobagens sobre o cristianismo, quando não se depara com insultos diretos, tanto do professor quanto das obras que precisa ler. Deve cuidar para não sentir-se desmotivado ao ouvir, vezes sem conta, que o conteúdo das matérias que estuda “é incompatível com a fé cristã” ou que a abertura de espírito necessária à investigação científica é inversamente proporcional a sua lealdade religiosa. Se teima em proclamar o que crê em alto e bom som no ambiente universitário, ou se apenas decide integrar o cristianismo a seus horizontes como um dado a mais, o aluno é tolhido em seus trabalhos e vigiado em sua trajetória. Caso escolha a carreira acadêmica, se não for barrado pelos professores da bancas, será considerado pela maioria um &lt;i&gt;outsider&lt;/i&gt;, indigno de apreciação intelectual verdadeira. E o mesmo banimento dos cristãos pode ser verificado na quase totalidade dos veículos de produção cultural do país.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E onde os gays são mais perseguidos? Não é na família em primeiro lugar: hoje, pai e mãe aceitam com cada vez mais naturalidade a “opção” dos filhos. Não é no ambiente escolar e acadêmico: professores gays que se assumem são até considerados mais divertidos. Em funções associadas a moda, beleza e artes em geral, o gay que sai do armário é recebido com palmas. Talvez o profissional encontre alguma dificuldade em meios que exigem maior sisudez, como o do direito. Mas creio que a discriminação mais pesada se dá nas vias públicas, nos ajuntamentos, onde se suscita muitas ocasiões para a perda das boas maneiras. Já presenciei uma espécie de &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt; insistente sofrido por um homossexual bem feminino que caminhava pelas calçadas do centro de Niterói. As provocações duraram o trajeto de uma rua inteira e os machões que as proferiam se sentiam totalmente à vontade. Abomino esse tipo de coisa e não queria estar na pele dele/dela naquele momento. Quanto à violência, a história é outra: quem surra e mata homossexuais também surra e mata índios, mendigos, mulheres, estrangeiros ou qualquer outra pessoa em situação de vulnerabilidade. Estou falando de perseguidores, gente que até pode ser imbecil, mas que é normal; não de psicopatas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como na universidade tanto alunos como professores gostam de mostrar-se liberais (dá status), não há muita ocasião para manifestações contra gays. Pelo contrário: na Letras, por exemplo, há uma linha de estudos todinha dedicada a eles. (Não há, que eu conheça, uma linha de estudos que seja cristã.) Por outro lado, os cristãos não estão livres do &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;, nem em suas próprias famílias, nem entre amigos. Quando me converti, aguentei inúmeras piadas e expressões de desagrado. E também perdi amigos. Há quem tenha perdido o afeto de toda a família, sobretudo quando seus membros eram muito apegados a outras religiões. Sei que gays passam pelas mesmas tristezas. Nem sempre essa faceta difícil é revelada em público pelos crentes, pois preferimos falar de Jesus (o objeto de nossa fé) em vez de insistir em nossas desventuras (que são ínfimas se comparadas à alegria da salvação).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E aqui chego a meu ponto. Sim, somos perseguidos de modo semelhante. Mas há uma diferença, ou melhor, duas. A primeira é política: no Brasil de hoje, a simpatia generalizada pelo homossexualismo se tornou uma conquista prioritária para o governo. A midia e instituições de ensino (debaixo de um controle estatal grande demais para nossa condição de país democrático) têm refletido várias estratégias massivas para ganhar essa simpatia (a última delas foi o tal “kit gay”). Quanto aos cristãos, o normal e aceitável há muito tempo é a antipatia generalizada: falar mal de padres e pastores, inventar personagens “evangélicos” caricatos e histriônicos para as novelas, fazer piadas sobre o Deus da Bíblia, ridicularizar a fé, tudo isso é até “bonito” aos olhos dos formadores de opinião. Assim, podemos afirmar que os dois grupos estão em condições bastante desiguais: as consequências da perseguição anticristã são mais graves, pois não temos o governo como parceiros no fomento de uma imagem mais aceitável — e nem queremos: do governo, só esperamos que trate a todos com verdadeira igualdade, sem favorecimentos injustos (nem “kit gay”, nem “kit crente”: ao governo não cabe doutrinar nossas crianças, e um governo laico não deve impor uma religião disfarçada, como nos tempos do paganismo).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A segunda diferença é mais profunda, psicológica e espiritual: como se reage à perseguição? Se são fiéis às orientações de Jesus, os cristãos oram por seus perseguidores e os tratam com bondade, de acordo com Mateus 5.24. Já os gays se juntam em lobby para instaurar leis opressivas contra quem os persegue. Sei que pareço cometer uma injustiça quando generalizo, usando o termo “os gays”. Mas me pergunto: onde estão os homossexuais que não querem seus nomes associados a coações jurídicas? Onde estão seus blogs, suas petições, suas passeatas? Peço a vocês, homossexuais que não concordam com nada disso: levantem-se e clamem, por favor, antes que, caso aprovem o PLC 122, seja fomentada no país uma verdadeira cultura da imposição gay. A pecha de “autoritário”, em nossos dias, não é nada agradável. Vocês realmente acham que a opinião pública ficará a seu favor quando começarem a punir indiscriminadamente, subjetivamente, os ofensores “homofóbicos”? (E se puníssemos os “cristofóbicos” da universidade, como seria?) Por que não estimulam que se reaja com mais &lt;i&gt;nobreza&lt;/i&gt; aos ataques não-violentos? (Contra os ataques violentos já existe lei.) Se vocês não são religiosos, precisam concordar, pelo menos, que o exemplo de Jesus é inspirador.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quanto aos cristãos, há décadas ninguém dá a mínima por eles. Continuaremos sofrendo zombarias, desprezo, ameaças. O que faremos? Elaboraremos leis para calar à força e mandar para a prisão quem nos persegue? Não, de modo algum. Que Jesus nos ajude a cumprir a vontade do Senhor: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.”&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4364599964199406000?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4364599964199406000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4364599964199406000&amp;isPopup=true' title='42 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4364599964199406000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4364599964199406000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/05/ultimas-palavras-sobre-o-plc-122.html' title='Últimas palavras sobre o PLC 122'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>42</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4038677610221034322</id><published>2011-04-29T13:13:00.001-03:00</published><updated>2011-04-29T14:42:25.258-03:00</updated><title type='text'>O oportunismo dos que mandam no país</title><content type='html'>&lt;p&gt;Pouco tempo depois da tragédia na escola de Realengo, quando aquele rapaz desequilibrado matou doze crianças com uma arma de fogo, fiquei estarrecida quando li que os oportunistas de plantão começaram a usar a notícia para ressuscitar a questão do desarmamento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não se conformam com a decisão do povo, não é? E nem se importam com o péssimo gosto do procedimento, nem com o &lt;em&gt;raciossímio&lt;/em&gt; por trás da lógica: “Se tem gente que mata, vamos sumir com os instrumentos que essa gente usa.” Teriam então que sumir com facas, pedras, cordas, automóveis… assim como faz a mãe que tem filho pequeno dentro de casa. Até quando seremos tratamos como imbecis enquanto os criminosos não são nem pegos, nem coibidos, nem punidos adequadamente?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Renato Pacca, colunista do Globo, tratou brilhantemente a questão &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/juridiques/posts/2011/04/12/ate-oab-374351.asp"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Não deixe de dar uma olhada. Os comentários também estão brilhantes, inclusive o de um advogado que menciona uma repassagem de algumas armas (daquelas que foram entregues às autoridades por cidadãos de bem na campanha do desarmamento, lembra?) para &lt;em&gt;criminosos&lt;/em&gt;. Sim, você leu direito! A campanha do desarmamento contribuiu para passar armas de cidadãos para bandidos. Isso diz alguma coisa sobre o que está por trás dessa obsessão com o desarmamento, não diz?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tudo isso só mostra, mais uma vez, o que eu venho sempre dizendo aqui no blog: hoje, quem não superar os raciocínios rasos e ideológicos do Politicamente Correto vai ser devorado com batatinhas fritas por essas cobras que mandam no país e no mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não deixe de ler a esclarecedora &lt;a href="http://www.midiasemmascara.org/artigos/desarmamento/12035-desarmamento-entrevista-com-bene-barbosa.html"&gt;&lt;strong&gt;entrevista no Mídia sem Máscara&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; com Bene Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4038677610221034322?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4038677610221034322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4038677610221034322&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4038677610221034322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4038677610221034322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/04/o-oportunismo-dos-que-mandam-no-pais.html' title='O oportunismo dos que mandam no país'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-8416460534670165650</id><published>2011-04-23T22:23:00.001-03:00</published><updated>2011-04-23T22:34:27.286-03:00</updated><title type='text'>Minha palestra na Vinacc - II</title><content type='html'>&lt;p&gt;Nessa segunda parte da palestra, tratei de alguns conceitos da obra de René Girard (autor que é figurinha frequente no blog), conceitos que podem nos ajudar a compreender melhor nossa época. Autor católico pouco ortodoxo, com muita simpatia pelo protestantismo, Girard – talvez eu não tenha enfatizado o suficiente neste espaço – não pode ser lido sem reservas com relação à teologia. Em geral, sua teologia é confusa, com distorções por vezes bastante sérias. Porém, quando trata da antropologia cristã, ele é excelente, com intuições fantásticas sobre o espírito da contemporaneidade. O primeiro conceito que sempre exploro é o do &lt;em&gt;bode expiatório&lt;/em&gt;, fenômeno estudado por ele em diversas sociedades que consiste no uso dos sacrifícios humanos como uma forma de purgar o mal dessas sociedades. Ele descobriu que muitas formas de organização social através dos tempos, desde as mais primitivas até as mais complexas, sempre apresentam esse processo: tribos escolhem arbitrariamente uma pessoa dentre o povo para encarnar o mal que é preciso combater; essa pessoa é morta e durante algum tempo a paz reina na comunidade. Uma das características mais importantes do mecanismo do bode expiatório é: o eleito para ser morto jamais tem uma culpa real. Ele não cometeu crime algum, mas uma determinada sociedade é levada a ver o Mal em determinada pessoa por motivos variados. Por exemplo, até hoje, aqui no Brasil, entre alguns índios da Amazônia, as crianças que nascem com defeitos congênitos são mortas, porque se acredita que aquilo é um sinal de malignidade, e que os espíritos vão atormentar a tribo caso aquela criança não seja morta. (Falei sobre isso &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2010/03/infanticidio-indigena.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.) Esse é uma das expressões do mecanismo, que é sempre cruel.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas o mecanismo está presente também na nossa “avançada” civilização. Porque não nos livramos de tais loucuras com o progresso tecnológico, mas isto depende da cosmovisão religiosa de cada época. E, mesmo em uma época como a nossa, em que as pessoas mais intelectualizadas desprezam a religião e muitos não acreditam em Deus, existe uma visão sobre o bem e o mal que domina a sociedade. Embora a teologia de Girard seja confusa, sua consciência do pecado original é certeira. Ele afirmou o seguinte:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;em&gt;Crer na bondade inata do homem, fonte perpétua de desilusões, leva sempre à caça do bode expiatório.&lt;/em&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como cristãos, nós sabemos que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Ninguém entre nós é bom. Por isso, na conversão ao cristianismo, a primeira ilusão a ser desfeita é a da bondade inata do ser humano, e a fé sempre se inicia com o arrependimento dos nossos pecados. No entanto, o não-convertido costuma naturalmente acreditar na bondade inata do homem, ao mesmo tempo em que nutre uma visão muito pouco profunda do mal. Ele crê que somente alguns dentro da sociedade são maus e, como tem dificuldades para enxergar o mal dentro de si – e geralmente se guia pela lógica “não roubo, não mato, portanto sou bom” - , o mal só pode estar fora, nos outros. Então, a solução para o mal na sociedade passará necessariamente pela escolha de um bode expiatório: alguém que encarna o mal de toda a sociedade, alguém que é sempre inocente daquele mal específico. Girard afirma que o mecanismo do bode expiatório é sempre inconsciente: a sociedade, em um estado de cegueira extrema, não consegue perceber a inocência dos sacrificados, exatamente como as tribos indígenas não conseguem perceber a inocência das crianças doentes que são mortas. (Isso será ampliado com mais exemplos nas partes seguintes.)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E onde a antropologia de Girard dá as mãos ao cristiansimo? O sacrifício de Cristo é a morte do único ser inocente de todo mal que passou por esta terra. Somente Cristo poderia, como o único justo, morrer pelos pecados de toda a humanidade. A perversão inerente ao mecanismo do bode expiatório consiste na crença de que o escolhido para o sacrifício é de fato o ser que porta o mal, enquanto os sacrificadores são bons. Girard enfatiza que o mecanismo é insaciável: sempre surgem novos conflitos no seio da sociedade que “precisarão” de novos sacrifícios para ser aplacados. Já a Bíblia nos informa que, inocente, Cristo morreu de uma só vez por todos os nossos pecados reais: o inocente morre pelos culpados. Segue-se que o cristão pode enxergar, mais que qualquer outra pessoa, a crueldade dos processos de sacrifício do bode expiatório, alertando para a sede de sangue dos sacrificadores e para a inutilidade desse tipo de sacrifício, pois somente Jesus tem o poder de levar embora nossos pecados e matar todo mal, inclusive matar nossa morte, na cruz. Que você possa meditar nessas coisas neste domingo de Páscoa!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;-----&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não deixe de ler o excelente &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/04/desamparo-e-entrega-parte-1.html"&gt;texto de André Venâncio&lt;/a&gt; sobre a missão de Cristo, com muitas referências bíblicas, respondendo à pergunta de um amigo descrente. E aproveite para mostrar o texto nesta Páscoa aos não-cristãos que você conhece. Infinitamente melhor que oferecer chocolates! ;-)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-8416460534670165650?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/8416460534670165650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=8416460534670165650&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8416460534670165650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8416460534670165650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/04/minha-palestra-na-vinacc-ii.html' title='Minha palestra na Vinacc - II'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6267385373575792461</id><published>2011-04-14T22:36:00.001-03:00</published><updated>2011-04-14T22:45:19.491-03:00</updated><title type='text'>Minha palestra na Vinacc – I e Twitter!</title><content type='html'>&lt;p&gt;A primeira coisa que fiz, quando sentei à mesa para iniciar a palestra, foi perguntar à plateia: &lt;strong&gt;Qual é a religião mais perseguida no mundo na opinião de vocês?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As pessoas, muito participativas e simpáticas, logo exclamaram: o cristianismo. “É isso mesmo”, confirmei. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma organização católica — &lt;em&gt;Aid to the Church in Need&lt;/em&gt; (Ajuda à Igreja Sofredora) — publicou no ano passado um relatório sobre a perseguição religiosa. Descobriu que &lt;strong&gt;o cristianismo é a religião mais perseguida no mundo&lt;/strong&gt;, com &lt;strong&gt;duzentos milhões&lt;/strong&gt; de sofredores por discriminação. O relatório identificou dois tipos de perseguição: por membros de outras religiões e pelo regime político. No primeiro tipo, a Ásia lidera o ranking, continente onde o islamismo é dominante. O segundo é composto de países comunistas: Cuba, China, Coreia do Norte, Vietnã e outros. O relatório também afirma que a liberdade religiosa em alguns países ocidentais está decrescendo: mesmo com a propalada liberdade do “Estado laico”, os cristãos são perseguidos principalmente por causa de símbolos religiosos e por posições pró-vida. Não por acaso, um foco gigantesco hoje de anticristianismo nos países democráticos são as universidades. Quem nunca sofreu discriminação no ambiente universitário por ser cristão? (Fiz essa pergunta à plateia e agora pergunto ao leitor. Difícil, não é? Todo cristão sabe o que é isso…)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por que estou citando esses dados? Porque nós, cristãos, nunca nos vemos como vítimas. E é bom que seja assim. Nós somos filhos do Deus vivo, somos redimidos, lavados pelo sangue de Jesus. Não podemos nos colocar no papel de vítimas da sociedade. Colocar-se no papel da vítima e depois exigir seus “direitos” de modo a pisotear os direitos alheios tem sido uma estratégia cruel, com objetivos de incremento de poder, utilizada por muitos grupos ideológicos, principalmente os esquerdistas, as feministas, os adeptos da ação afirmativa e do lobby gay. É também o meio preferido dos terroristas modernos, que se justificam em seus atos violentos dizendo-se vítimas da sociedade e da história. Não podemos, de modo algum, imitá-los nisso — até porque não é nosso objetivo, nem deve ser, o aumento do poder social. Mas, paradoxalmente, de acordo com os fatos, nós cristãos somos vítimas de verdade. Temos sido vilipendiados e perseguidos de todos os jeitos, aberta ou veladamente, em todo o mundo. E como reagir a isso? Precisamos compreender o fenômeno por pelo menos três motivos: não podemos cair no conto da vítima desses grupos que pressionam por poder, nem adotar a mesma estratégia, nem nos confirmar voluntariamente no papel de culpados das mazelas humanas. Dar a outra face, nesse caso, seria continuar a testemunhar Cristo mesmo com todos esses obstáculos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao longo dos demais posts, vou publicar o restante da palestra, em partes, tomando cuidado para não repetir conteúdos que já postei no blog.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;---&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A novidade: com a ajuda do meu amigo Tiago Santos, já tenho Twitter! Sigam-me: @NormaBlog&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6267385373575792461?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6267385373575792461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6267385373575792461&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6267385373575792461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6267385373575792461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/04/minha-palestra-na-vinacc-i.html' title='Minha palestra na Vinacc – I e Twitter!'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-8439330717499040954</id><published>2011-03-24T22:57:00.001-03:00</published><updated>2011-03-24T22:57:32.471-03:00</updated><title type='text'>Calminha…</title><content type='html'>&lt;p&gt;…que logo logo já escrevo no blog, especificamente sobre a VINACC, que foi fantástica! Enquanto não venho, vale a pena ler esses dois posts de meu marido André Venâncio, que foi comigo:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sobre &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/03/carnaval-com-consciencia.html"&gt;a magnitude do evento e as pessoas&lt;/a&gt; que encontramos lá;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;e sobre os &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2011/03/vinacc-ou-mala-que-trouxemos-da-paraiba.html"&gt;livros&lt;/a&gt; que ganhamos e compramos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Até!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-8439330717499040954?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/8439330717499040954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=8439330717499040954&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8439330717499040954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8439330717499040954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/03/calminha.html' title='Calminha…'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-1309320947071219704</id><published>2011-03-04T20:12:00.001-03:00</published><updated>2011-03-04T20:25:43.002-03:00</updated><title type='text'>VINACC!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Este Carnaval será especialmente emocionante: estarei na VINACC - Visão Nacional para a Consciência Cristã - , participando como palestrante da 13ª edição do &lt;em&gt;Encontro para a Consciência Cristã&lt;/em&gt;. Falarei no sábado sobre o comunismo, sobre o bode expiatório e sobre o politicamente correto, assuntos sempre presentes aqui no blog (uma pesquisa sobre cada um desses termos mostrará com muita exatidão as ênfases que abordarei em minha palestra). O evento, que será em Campina Grande, Paraíba, vai até o dia 8 de março de 2011. Seu objetivo é “exaltar a pessoa de Jesus Cristo, edificar a Igreja, defender os princípios da fé cristã e propagar o evangelho”. A programação completa está &lt;a href="http://www.conscienciacrista.com.br/geral-2011/layout.php?subaction=showfull&amp;amp;id=1295884288&amp;amp;archive=&amp;amp;start_from=&amp;amp;ucat=8,15,78&amp;amp;"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como os últimos tempos foram especialmente difíceis – e eu ainda tinha trabalho de revisão desde o ano passado para entregar - , divulgo com bastante atraso, mas com muita alegria. Espero voltar com gás total para reassumir a regularidade das postagens.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Bom feriado a todos e que Deus os abençoe!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Alguns livros que indico para quem quiser aprofundar o assunto:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Mentira romântica e verdade romanesca, René Girard&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;O bode expiatório, René Girard&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;i&gt;Quand ces choses commenceront&lt;/i&gt;, René Girard&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;A busca pela justiça cósmica, Thomas Sowell&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Desejo e engano, Albert Mohler Jr. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Origens do totalitarismo, Hannah Ar&lt;a name="OLE_LINK9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK8"&gt;e&lt;/a&gt;ndt&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;A infelicidade do século, Alain Besançon&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Verdade absoluta, Nancy Pearcey&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Tempos modernos, Paul Johnson&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;O livro negro do comunismo, Stéplhane Courtois&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Cuba, a tragédia da utopia, Percival Puggina&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Onde é que Cristo está ainda a ser perseguido?, Richard Wumbrandt&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;O homem do céu, Irmão Yun&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Torturado por sua fé, Haralan Popov&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;1984, George Orwell (ficção)&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-1309320947071219704?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/1309320947071219704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=1309320947071219704&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1309320947071219704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1309320947071219704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/03/vinacc.html' title='VINACC!'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7402841250906254170</id><published>2011-01-31T21:39:00.001-02:00</published><updated>2011-01-31T21:58:03.837-02:00</updated><title type='text'>Dezenove semanas de amor</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Esse texto foi escrito por meu marido, André Venâncio, sendo publicado também em seu blog &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/01/dezenove-semanas-de-amor.html"&gt;&lt;strong&gt;Retratos por escrito&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;quot;Os mandamentos de Deus são melhor lidos por olhos úmidos de lágrimas.&amp;quot; (Spurgeon)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Soubemos da gravidez de minha esposa no começo de outubro, dias depois que um estranho mal-estar, ocorrido durante o culto dominical matutino, nos levou a suspeitar dessa possibilidade. Foram momentos de intensa alegria. Pouco tempo depois, no entanto, a ocorrência de alguns sangramentos ameaçou a nova vida humana que se instalava entre nós. A médica recomendou o repouso absoluto da Norma, o que significava sair da cama só para ir ao banheiro. Além da dedicação necessária ao novo emprego, precisei encarregar-me das compras, dos gatos, das tarefas da cozinha (que foram a pior parte), de levar à cama tudo de que ela precisasse, desde água até cotonetes - de todos os detalhes, enfim. Eu deixava o café da manhã semipronto para ela antes de sair para o trabalho, vinha correndo na hora do almoço com comida comprada em algum lugar para comer com ela e voltar correndo ao trabalho, e sobrou-me um tempo praticamente nulo para qualquer outra coisa. A pesada carga de tarefas que se abateu sobre mim só não foi pior que a total ausência de tarefas de minha esposa, que enfrentou o desafio oposto: sem poder sequer se sentar, restaram-lhe o tédio da quase total imobilidade e, ao menos em parte do tempo, a solidão. Além disso, tivemos de suspender o sexo e abrir mão de algumas noites de sono, no todo ou em parte. Muitas pessoas oraram por nós três em muitos lugares. Tudo isso deu resultado: os sangramentos pararam e a placenta voltou ao normal. A ultrassonografia seguinte nos permitiu respirar aliviados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em dezembro, na décima quarta semana de gestação, os exames revelaram uma hidropsia fetal, um acúmulo de fluidos no corpo do bebê que podia impedir o desenvolvimento adequado dos órgãos, levando à morte. Desta vez, porém, exceção feita às orações, não havia nada que pudesse ser feito. Sem perder a esperança, mas também sem qualquer garantia quanto ao futuro, passamos o Natal e o Ano Novo na expectativa do que os novos exames revelariam na primeira semana deste mês. E eles trouxeram más notícias: a hidropsia progrediu, tomando todo o corpo do bebê, incluindo a região do coração e dos pulmões. Vimos na tela do ultrassom, cheios de tristeza, o corpinho deformado pelo inchaço generalizado. No dia 13 de janeiro, um novo exame revelou que o coração já batia com fraqueza e lentidão, prenunciando a morte iminente. E dois dias depois, no dia em que a gravidez completaria dezenove semanas, foi enfim constatada a morte do nosso bebê. Trocamos bem poucas palavras no trajeto para casa e, tendo chegado, fizemos a única coisa que havia a fazer: abraçamo-nos e choramos longa e dolorosamente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Naquele mesmo dia, lembrei-me do único poema que já li sobre um bebê morto antes do nascimento, escrito pelo inglês G. K. Chesterton (1874-1936). Sempre o considerei um belo poema; nele o bebê expõe a situação de sua própria perspectiva, imaginando, das trevas do ventre materno, como seria sua vida neste mundo, se tivesse chegado a nascer. Transcrevo-o abaixo. Fiz uma tradução, não muito boa, mas suficiente para os leitores que porventura não saibam ler em inglês. Aos que sabem, recomendo a leitura do original, que se encontra logo em seguida. &lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Pelo bebê que não nasceu&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;Se as árvores fossem altas e a grama baixa,      &lt;br /&gt;como em algum conto maluco,       &lt;br /&gt;se aqui e ali houvesse um mar azul       &lt;br /&gt;que se estendesse para além do horizonte,&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;se um fogo constante pendesse no ar      &lt;br /&gt;para me aquecer o dia todo,       &lt;br /&gt;se cabelos verdes crescessem nas colinas,       &lt;br /&gt;eu sei o que eu faria.&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;Na escuridão eu vivo, sonhando que existem      &lt;br /&gt;grandes olhos, amáveis ou frios,       &lt;br /&gt;e ruas tortuosas, e portas silenciosas,       &lt;br /&gt;e homens vivendo por trás delas.&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;Que venham as tempestades: viver uma hora      &lt;br /&gt;tendo saído à luta e às lágrimas       &lt;br /&gt;é melhor que todas as eras em que tenho       &lt;br /&gt;governado os impérios da noite.&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;Penso que se me deixassem      &lt;br /&gt;entrar e ficar no mundo,       &lt;br /&gt;eu seria bom durante o dia todo       &lt;br /&gt;que passasse nessa terra encantada.&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;Eles não ouviriam de mim uma palavra sequer      &lt;br /&gt;de egoísmo ou de desdém,       &lt;br /&gt;se eu apenas tivesse encontrado a porta,       &lt;br /&gt;se eu apenas tivesse nascido.&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;By the Babe Unborn&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;If trees were tall and grasses short,      &lt;br /&gt;As in some crazy tale,       &lt;br /&gt;If here and there a sea were blue       &lt;br /&gt;Beyond the breaking pale,&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;If a fixed fire hung in the air      &lt;br /&gt;To warm me one day through,       &lt;br /&gt;If deep green hair grew on great hills,       &lt;br /&gt;I know what I should do.&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;In dark I lie; dreaming that there      &lt;br /&gt;Are great eyes cold or kind,       &lt;br /&gt;And twisted streets and silent doors,       &lt;br /&gt;And living men behind.&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;Let storm clouds come: better an hour,      &lt;br /&gt;And leave to weep and fight,       &lt;br /&gt;Than all the ages I have ruled       &lt;br /&gt;The empires of the night.&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;I think that if they gave me leave      &lt;br /&gt;Within the world to stand,       &lt;br /&gt;I would be good through all the day       &lt;br /&gt;I spent in fairyland.&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;They should not hear a word from me      &lt;br /&gt;Of selfishness or scorn,       &lt;br /&gt;If only I could find the door,       &lt;br /&gt;If only I were born.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Amo esse poema porque ele capta de maneira mui sensível, além de literariamente magistral, a razão pela qual a vida humana deve ser preservada desde o ventre - e, por conseguinte, denuncia com toda a força a hediondez do crime que é o aborto. O poema evoca oportunamente o velho tema da pureza infantil. Não se pode prever que tipo de personalidade humana emergirá daquele misterioso organismo. É deveras pertinente a consideração feita pelo bebê do poema sobre sua própria bondade: se ninguém pode acusá-lo de crime algum, não é justo condená-lo. Ninguém tem o direito de sentenciar um feto à morte, nem de julgar em nome dele se esta lhe é preferível à vida. Acima de tudo isso, paira o fato óbvio (ou que deveria sê-lo) de que uma vida humana não pertence a nenhum outro ser humano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Naturalmente, nada do que acabo de dizer descreve bem a situação de nosso filho. A principal diferença reside no fato de que ninguém lhe fez mal algum, nem pretendeu fazê-lo. Ao contrário, nosso bebê foi muito amado, e fizemos tudo o que pudemos - e que, na verdade, não foi tanto assim - para conservá-lo conosco. Foi o próprio Deus quem o levou, e ninguém mais. E isso faz toda a diferença, pois Deus, na qualidade de autor da vida, é o único que tem direitos irrestritos sobre ela. Oito meses atrás, ao redigir a página de agradecimentos de minha dissertação de mestrado sobre o diagnóstico de doenças em laranjeiras, fiz uma menção algo bem-humorada ao &amp;quot;Deus Trino, Autor de toda vida, humana ou cítrica&amp;quot;. Eu nem sonhava em quão cedo as pesadas implicações desse fato se manifestariam em minha própria família. O Senhor exerceu seu direito exatamente conforme a descrição de Moisés em seu famoso salmo sobre a transitoriedade da vida humana: &amp;quot;Tu reduzes o homem ao pó e dizes: tornai, filhos dos homens&amp;quot;. O versículo evoca com fidelidade a linguagem do Gênesis, na ocasião em que Deus amaldiçoou Adão: &amp;quot;No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás&amp;quot;. Moisés se referia ao poder que Deus possui e exerce de fazer tornar ao pó a vida humana que Ele mesmo criara - dezenove semanas antes, no caso em questão. E aqui nosso dever é o de responder como Jó, que não perdeu um bebê no ventre, e sim dez filhos já crescidos, além de todos os seus muitos bens: &amp;quot;o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Da mesma forma, diante da santidade de Deus não cabem considerações sobre a pureza das crianças, ou de quem quer que seja. A revelação divina não endossa os desvarios de alguns pensadores sobre uma suposta neutralidade moral inata do homem. &amp;quot;Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe&amp;quot;: eis o testemunho bíblico acerca do estado moral do bebê, do feto, do embrião, do zigoto. O poema de Chesterton fornece, por contraste, evidência adicional desse fato. Ele apresenta com grande beleza o sentimento de intensa gratidão que deveria inundar a vida de todo ser humano que tem o privilégio de vir a este mundo. Apesar de todos os terríveis efeitos do pecado, este universo é de fato tão belo que as promessas de bondade e de evitar toda palavra &amp;quot;de egoísmo ou de desdém&amp;quot; deveriam ser levadas muito a sério por todos os homens. Entretanto, não há uma criança - e muito menos um adulto - que não tenha agido precisamente da maneira oposta. As bem-intencionadas promessas do bebê do poema não enganam o observador arguto de nossa natureza. Nosso filhinho era um miserável pecador que, se não cometeu pecado algum, foi apenas por falta de oportunidade. Se Deus o tivesse conservado com vida, o combate constante à sua depravação, em atos e em orações, teria sido, por longo tempo, uma das prioridades fundamentais de nossa vida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não deve ser difícil notar que esta breve exposição teológica não tem nenhum componente abstrato e distante da realidade, especialmente para nós, os pais do bebezinho morto. E, longe de agravar nosso sofrimento, a convicção acerca desses dois pontos fundamentais da fé cristã - a soberania divina e a depravação humana - nos abre as portas para a mais sólida alegria possível numa situação como esta. Nosso bebê é um filho da aliança; é, portanto, um santo, não por alguma pureza que possuísse em si, mas por uma causa eficiente muito mais sólida e perene: a pureza de Cristo - o Cristo cuja gloriosa face minha criança veio a contemplar antes de mim. De modo que não posso deixar de me sentir alegre ao repetir as milenares palavras de Davi: &amp;quot;Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esse episódio tem me levado a pensar com frequência naquele audacioso repúdio do apóstolo Paulo a toda proporção entre as obras dos santos e a recompensa que recebemos de nosso Senhor: &amp;quot;nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação&amp;quot;. Isso é verdadeiro de modo mui evidente na curta vida de meu filho, cujo único sofrimento foi uma hidropsia que não durou mais que algumas semanas. Os poucos gramas de fluido acumulado em seu corpinho lhe são agora, no máximo, uma lembrança muito leve. Quando penso no contraste entre a nulidade de suas realizações e a glória de seu destino final, agiganta-se aos meus olhos a manifestação da graça de Deus em sua pequenina vida, e por um momento quase cedo à tentação de invejá-lo. Mas não há o que invejar, já que minha própria condição é idêntica à dele. Meus méritos não são maiores, e tampouco é menor a eficácia da graça de Deus em mim. Se não sou capaz de ver isso com igual clareza em meu próprio caso, é apenas porque minha visão ainda se encontra turvada pelo pecado. A vinda e a partida de meu filho me levaram a uma compreensão mais profunda da misericórdia divina. Nos momentos de maior lucidez, ao menos, vejo que meu bebê e eu estamos exatamente na mesma situação. Nossa recém-formada família já se encontra dividida pelo abismo da morte, mas está unida para sempre sob o cetro de um mesmo Rei, sob a sombra do mesmo amor derramado na cruz.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nada disso anula nosso sofrimento. Há tempo para tudo, e agora é tempo de chorar. E temos chorado. Minha esposa e eu lutamos pela vida de nosso filho, conversamos com ele, oramos por ele, choramos por ele e sonhamos com ele. É claro que sentimos saudades dele. E é claro que foi para mim uma experiência dolorosa ver seu corpinho sem vida e deformado pela hidropsia. Já vi muitos defuntos, mas nunca vira a morte de tão perto. Jamais ela atingiu alguém que estivesse tão junto ao meu coração e ao meu corpo. Em decorrência disso, a morte me é hoje uma entidade menos abstrata. Agora tenho uma compreensão mais exata do quanto ela é terrível e do quanto são tolos aqueles que procuram jamais pensar nela. Vislumbrei o justo desespero que eu sentiria diante da morte se esse último inimigo não tivesse sido derrotado por Cristo na cruz. Mas é exatamente porque não posso desconsiderar esse evento que a tristeza não pode ir além de certo ponto. Nesta hora de lágrimas, a vitória que Cristo conquistou para minha família não é mero consolo, e sim causa de uma intensa e positiva alegria que coexiste com a dor em meu coração.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sofro porque meu filho partiu tão cedo, pela intimidade que não chegamos a ter, pelas muitas alegrias (e algumas dores de cabeça) que não terei mais, por tudo o que eu teria aprendido com ele, por todos os momentos com que sonhei e que jamais acontecerão. É como se nossa vida tivesse empobrecido de repente. É justo chorar por tudo isso. Mas não há nenhuma necessidade de chorar por meu bebê, como se ele fosse uma vítima inocente de um destino cruel, nem de queixar-me das injustiças deste mundo, no qual tantos perversos incorrigidos passam vidas longas e saudáveis. A verdade é o oposto exato disso tudo: meu filho se foi deste mundo mau sem que ninguém lhe tivesse feito mal algum. Deus foi maravilhosamente bom para ele. Sua morte foi preciosa aos olhos de meu Senhor, que o alcançou com sua graça salvadora. Todo pai deseja que seu filho seja bem-sucedido. Pois o meu foi, naquilo que pode haver de mais importante. E isso muito me alegra nesta hora de lágrimas.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7402841250906254170?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7402841250906254170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7402841250906254170&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7402841250906254170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7402841250906254170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/01/dezenove-semanas-de-amor.html' title='Dezenove semanas de amor'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4948836251882692516</id><published>2011-01-05T13:56:00.001-02:00</published><updated>2011-01-05T17:01:42.539-02:00</updated><title type='text'>Paulo, Calvino e a sexualidade humana</title><content type='html'>&lt;p&gt;Mais uma vez constato que Calvino tem uma compreensão da Bíblia fora do comum. Ontem estávamos lendo seus comentários a 1 Coríntios, como sempre temos feito em nossos cultos domésticos, e pela primeira vez saltou-me aos olhos uma unidade incrível nas considerações de Paulo sobre a sexualidade nessa epístola (lemos de 6.12 a 7.5). Pelo teor da carta, parece que a igreja de Corinto estava uma confusão só em relação ao assunto. Ali havia dois extremos, aqueles extremos que se tocam: a desvalorização do sexo ia desde a imoralidade evidente (sexo com prostitutas, sexo com a mulher do pai) até o desejo de abster-se de relações, mesmo dentro do casamento, como sinal de espiritualidade mais elevada. Nos dois casos, que apenas aparentemente são opostos, há a mesma instrumentalização do sexo: no primeiro, puro prazer egoísta e sem compromisso; no segundo, supressão do sexo com vistas a objetivos de “pureza espiritual”. Deus, através de Paulo, gera a perspectiva correta em nós quando, na Palavra, encaixa o sexo em seu lugar: a evidência &lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;—&lt;/a&gt; creio que a mais importante — de que o casamento não é uma junção acidental (e sujeita às circunstâncias) de dois seres autônomos, mas sim a união permanente de seres que passam de fato a pertencer um ao outro (7.4). O próprio Jesus o exprimiu dessa forma: “não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.6). Assim, entre o casal, o sexo não é um assunto para se decidir sozinho, mas sim algo que se deve a quem se ama: algo voltado integralmente para o outro. O amor conjugal, de acordo com a Escritura, é o que nos faz declarar com grande alegria: “meu corpo é seu, seu corpo é meu”. Se isso era maravilhosamente contracultural na época de Paulo (que enfrentava a reificação da mulher, a poligamia, os divórcios em série, a falsa ascese e a dicotomia entre alma e corpo), continua contracultural hoje, quando o sexo se torna um cada vez mais badalado entretenimento individualista, um ato sem sentido para a alma.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4948836251882692516?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4948836251882692516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4948836251882692516&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4948836251882692516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4948836251882692516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2011/01/paulo-calvino-e-sexualidade-humana.html' title='Paulo, Calvino e a sexualidade humana'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-3123361179679720631</id><published>2010-12-29T23:22:00.001-02:00</published><updated>2010-12-29T23:22:31.083-02:00</updated><title type='text'>História de minha conversão (II)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a name="OLE_LINK4"&gt;&lt;/a&gt;Familiarizado com meu blog, o leitor saberá, a essa altura, o quanto a música teve e tem um papel importante na minha vida. No processo de conversão não foi diferente. Antes de me tornar uma cristã evangélica, eu depositava minha confiança em uma divindade que oscilava entre o Deus cristão e o “deus interior” (ou força impessoal), um híbrido mal-ajambrado dominante no meio em que circulava (espírita e esotérico) — alguém a quem eu orava vez ou outra enquanto conservava a certeza de que eu mesma era meu próprio Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Isso começou a ser quebrado através de uma música de David Bowie chamada &lt;i&gt;Quicksand&lt;/i&gt; (“areia movediça”). O refrão era anunciado pelas palavras “Não tenho mais o poder”, para arrematar: “Não acredite em si mesmo”. A cada vez em que ouvia essa música belíssima (e um tanto depressiva), sentia um tiro no coração que espatifava o tal &lt;i&gt;deus interior&lt;/i&gt;. Mostrei-a para minha melhor amiga na época &lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;— &lt;/a&gt;que partilhava resolutamente de meus conceitos religiosos — e observei: “Mas não é um orgulho imenso esse negócio de acreditar em si mesmo?” Era o prenúncio de que em breve eu conheceria o verdadeiro Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco tempo depois, ainda sem ter ouvido a Palavra, deliciava-me com um cd de Dave Brubeck quando me peguei dirigindo a Deus um pedido singelo: assistir ao vivo uma banda de jazz. Foi um ato impensado, inusitado até para mim, que não costumava proferir orações tão espontâneas. Com 24 anos, eu já trabalhava, mas não tinha dinheiro para frequentar os caríssimos &lt;i&gt;Mistura Fina&lt;/i&gt; da época. Amava jazz e queria muito assistir a um show. Deus me atendeu de um modo muito especial: depois do expediente, andando sem objetivo fixo pela principal avenida de Copacabana, fui “fisgada” por Ele com o som inequívoco de jazz tradicional — a formação de que eu mais gostava: bateria, teclado e baixo — para dentro de um... supermercado. Pasmem: havia uma banda tocando jazz ao vivo dentro de um supermercado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando entrei no local e confirmei que de fato as músicas vinham de uma &lt;em&gt;jazz band&lt;/em&gt;, não de um cd, e que eu podia ficar ali em pé à vontade, ouvindo, e ainda de graça, exultei. Porém, havia alguma coisa ainda mais especial acontecendo ali. De alguma forma, o ar estava diferente, como se anjos me circundassem. Eu não sabia explicar, mas senti a urgência de abordar as pessoas que estavam ali, em torno do palco improvisado, prestando atenção à música. Entabulei uma conversa muito tímida com uma menina um pouco mais nova que eu. Dali a pouco, chega um rapaz, amigo dela, apaixonado por jazz também, e sou apresentada a ele. Começamos a conversar e eu fiquei empolgada quando soube que ele era cristão. “Estou frequentando um grupo de estudos de Jung e ele valoriza muito os religiosos”, expliquei.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era a pessoa que me evangelizaria. Eis como Deus me “pescou”: com jazz!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-3123361179679720631?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/3123361179679720631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=3123361179679720631&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3123361179679720631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3123361179679720631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/12/historia-de-minha-conversao-ii.html' title='História de minha conversão (II)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6914179764619656100</id><published>2010-12-21T20:19:00.001-02:00</published><updated>2010-12-21T20:19:11.404-02:00</updated><title type='text'>Dores da maternidade I</title><content type='html'>&lt;p&gt;Logo no início da gravidez, detectei um sangramento. A médica acusou uma ameaça de aborto espontâneo, recomendando duas doses diárias de hormônio e repouso absoluto — ou seja, cama, cama, cama. Obediente, por mais desconfortável que me sentisse, eu não me sentava nem para comer. Recebemos visitas, os irmãos oraram, amigos e família ligavam preocupados. Foi difícil viver cada dia sabendo que podíamos perder o bebê, mas seguimos confiantes em Deus. O sangramento passou.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agora, em repouso moderado, com 14 semanas e meia de gravidez, recebo mais uma notícia ruim, desta vez &lt;i&gt;bem&lt;/i&gt; ruim: um “edema generalizado” em meu bebê, ou seja, uma hidropsia fetal, doença de altíssima mortalidade e às vezes nenhuma causa detectável. Na internet, encontrei grupos de apoio em que há algumas histórias com finais felizes — os bebês que sobrevivem são considerados “milagres”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois do diagnóstico, fomos à médica obstetra e, descartadas outras causas (contaminação por vírus e conflitos entre meu Rh e o do bebê), sobram defeitos congênitos ou algum tipo de cardiopatia. Por enquanto, nada podemos fazer: o feto precisa ficar mais maduro, pelo menos 16 semanas, para ser examinado novamente. Até lá, o óbito é uma possibilidade nem um pouco remota. O impressionante é a raridade do fenômeno: hidropsia fetal por tais causas acomete um em seis mil bebês!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Diante de tais notícias, o que fazer? A médica comentou conosco que a maioria dos pais, escorados em uma aterradora impotência, costumam decidir incontinenti pela interrupção da gravidez. Sabendo que somos cristãos, no entanto, ela já intuía nossa negativa ao procedimento, e se viu tranquilizada ao confirmar nossa decisão final: aguardaríamos os fatos e confiaríamos em Deus. E nisso nós O glorificamos porque, praticamente “sem querer” — sem intenção deliberada —, demos a ela um poderoso testemunho, por causa do que Ele já realizou em nós.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Saindo do consultório, André e eu conversamos sobre o absurdo raciocínio que subjaz à decisão do aborto nesses casos: se o feto está doente, a solução é matá-lo de uma vez? Por que optar por medida tão drástica, se tudo pode acontecer &lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;—&lt;/a&gt; inclusive a remissão espontânea dos sintomas, sem qualquer explicação? Imagino que, nesses momentos, ocorre algo bastante humano, &lt;i&gt;pecaminosamente&lt;/i&gt; humano: se nos sentimos impotentes, melhor controlar alguma coisa, ainda que seja a morte. No final, para consternação e culpa gerais, muitas vezes se descobre que o aborto não era necessário, já que o bebê, ao ser retirado à força do ventre, surge saudável, contra todos os prognósticos. Mas somente o cristão, se de fato desistiu de tentar controlar o rumo dos acontecimentos e se entregou ao Criador e Sustentador de toda vida, pode chegar a tais conclusões.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E no meio da tormenta acontece aquela coisa inusitada que apenas os cristãos podem experimentar: eu e André percebemos com alegria que a fé que Deus nos deu e aprimorou ao longo dos anos nos impede resolutamente que hoje nos torturemos com a clássica e destrutiva pergunta: “Por que nós, Senhor?” Afinal, Jesus lança luzes sobre o sofrimento não respondendo à pergunta “por quê?”, mas sim “para quê”: “para que se manifestem [em quem sofre] as obras de Deus” (João 9.3). E, ainda que nosso bebê não seja curado, sabemos que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8.28). Há propósito no sofrimento, e seu fim é sempre duplo: glorificar a Deus e nos abençoar. Como firmar-se nessa certeza? Não pela força de vontade: tal compreensão não é humana, mas sim um fruto exclusivo de Sua graça. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Que nesse final de ano, leitor, esse seja meu desejo de Natal a você: que contra todas as expectativas negativas, todas as estatísticas e todos os maus prognósticos, você possa colocar sua confiança inteiramente em Deus, dando toda a glória “Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Efésios 3.20). Amém!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6914179764619656100?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6914179764619656100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6914179764619656100&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6914179764619656100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6914179764619656100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/12/dores-da-maternidade-i.html' title='Dores da maternidade I'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-1619290905587585632</id><published>2010-12-09T17:08:00.001-02:00</published><updated>2010-12-09T17:08:02.128-02:00</updated><title type='text'>Você tem que entrar para sair</title><content type='html'>&lt;p&gt;Se alguém me pedisse para elaborar uma lista com as dez melhores músicas pop rock de todos os tempos,&lt;i&gt; The Carpet Crawlers&lt;/i&gt; (do Genesis) seria uma delas. Lembro que a ouvia quando adolescente, bem antes de me converter. Era a versão com Phil Collins nos vocais (hoje acho a do Peter Gabriel mais bonita). Da letra eu entendia pouca coisa, mas cantava o refrão, que enuncia repetidamente: “We’ve got to get in to get out” (Temos que entrar para sair).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nos meus 16 anos, esse bordão combinava-se muito bem com outro, “toda experiência é válida”, na boca de amigos que acabaram me instigando a fazer coisas de que me arrependi bastante depois. A música ficou como um emblema dessa fase; no entanto, apesar dessas lembranças, nunca consegui deixar de enxergar beleza nela.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E foi bom, porque hoje, com a letra diante dos olhos, percebo que “temos que entrar para sair” não é um convite do compositor para uma desejada abertura a todo tipo de experiência, como eu pensava na minha meninice. Longe disso: é a reprodução hipnótica de uma multidão rastejante que aceita um chamado para a idolatria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A atmosfera é sufocante e bizarra. Pessoas se arrastam por um corredor vermelho-ocre em dir&lt;a name="OLE_LINK7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK6"&gt;e&lt;/a&gt;ção a uma pesada porta de madeira, atraídas por um ímã. No entanto, “acreditam ser livres”, comenta o observador. Voltados insistentemente para cima, os rostos são ávidos como plantas em busca do sol. Segue-se uma imagem de inversão: super-homens são despojados de seu vigor (“presos em criptonita”) enquanto mulheres virgens acham graça naquilo tudo. Pela porta aberta o observador nos conta o que vê: um banquete à luz de velas e uma escada que espirala para cima, até se perder de vista. A aparição da escada é outra imagem de inversão, remetendo a um vislumbre de falsa transcendência, de falso céu, já que é o homem que sobe a Deus. Para chegar até ali e arriscar-se na escada, é preciso contemplar a inversão, participar do banquete, beber daquele líquido que congela nos cântaros (será que congela a alma?). O bando repete sempre o refrão, como em uma hipnose coletiva, arrastando-se para aquele lugar, e seu ídolo adorado é tão invisível e fugaz como parecem ser os ídolos de nossa época.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O deus pode ser não-identificável, mas a ideia por trás dele é bem antiga. Em seu livro sobre o Apocalipse, &lt;i&gt;Mais que vencedores&lt;/i&gt;, William Hendriksen explica que, nos tempos das cartas às igrejas, o cristão era chamado a participar de banquetes tão sinistros quanto o narrado por Peter Gabriel. Na verdade, era praticamente &lt;i&gt;obrigado&lt;/i&gt; a participar caso não quisesse ser expulso do comércio e da vida social, pois em Tiatira (Ap 2. 18-29) os negócios “ se associavam com o culto de deidades patronais; cada negócio tinha seu deus guardião” (p. 103). Essas festas continham as famosas “comidas sacrificadas a ídolos” de que trata Paulo em suas epístolas e, pior, sempre terminavam em orgias. O crente de Tiatira que fugisse delas cometia um &lt;i&gt;harakiri&lt;/i&gt; social, mas guardava sua santidade. É nesse contexto que surge Jezabel, a “profetisa” que arrumou uma justificativa afiada para que os cristãos não se preocupassem mais com isso. Conta Hendriksen (p. 103):&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Ela aparentemente argumentava assim: para vencer Satanás, você precisa conhecê-lo. Você jamais será capaz de vencer o pecado, a menos que se torne experimentalmente familiarizado com ele. Resumindo, um cristão deveria aprender “as coisas profundas de Satanás”. Atendendo, de qualquer forma, às festas das associações e cometendo fornicação... e ainda permanecendo um cristão; tornando-se, até, um melhor cristão!&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Em suma, a palavra-de-ordem de J&lt;a name="OLE_LINK9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK8"&gt;e&lt;/a&gt;zabel aos cristãos era: &lt;i&gt;Você tem que entrar para sair&lt;/i&gt;!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Adolescente, criada em um lar não-cristão, não tive quase nada que funcionasse como um freio para as situações terríveis que me puxaram como ímã, prometendo libertação e um arremedo de transcendência do outro lado. Mas dentro da igreja esse lema &lt;i&gt;jezabelino&lt;/i&gt; pode ainda seduzir a muitos, que tentarão convencer a si mesmos de que não há problema em deixar-se vencer “estratégica e temporariamente” pelo pecado. Não devemos nos deixar enganar, porém: é impossível &lt;i&gt;entrar para sair&lt;/i&gt; sem comprometer a alma, às vezes de modo irremediável.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-1619290905587585632?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/1619290905587585632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=1619290905587585632&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1619290905587585632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1619290905587585632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/12/voce-tem-que-entrar-para-sair.html' title='Você tem que entrar para sair'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-1875241333549623239</id><published>2010-11-29T15:07:00.002-02:00</published><updated>2010-11-29T15:07:40.348-02:00</updated><title type='text'>Sobre o recente protesto contra a UP Mackenzie</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Em protesto ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), publicado desde 2007 no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie contra o PL 122/2006 (conhecido como “lei anti-homofobia”), um grupo de ativistas organizou uma manifestação no dia 24 de novembro de 2010, por volta das 18h, em frente à universidade. Com previsão de mais de três mil participantes, o evento contou somente com cerca de&amp;nbsp;400, que se postaram diante dos portões da instituição, na Rua Itambé. Em seguida, o grupo deslocou-se do Mackenzie para a Avenida Paulista com um número já bastante reduzido, conforme anunciado por diversos veículos de comunicação como a Globo News, a Folha de São Paulo, a CET, o site da UOL e dezenas de outros sites informativos. Na universidade, as aulas transcorreram normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição da IPB ao projeto de lei se baseia não só no senso comum e em análises jurídicas especializadas (que consideraram o projeto “inconstitucional”), mas sobretudo nos princípios cristãos que norteiam tanto a denominação quanto o Mackenzie. Não há novidade nisso: quando se matriculam na instituição, os alunos assinam o contrato de serviços educacionais, em que há uma cláusula explicando esse caráter confessional. Isso não significa perseguição a quem não subscreve essas bases cristãs, muito pelo contrário: não há registro na história da universidade de casos de discriminação de qualquer tipo, seja contra alunos homossexuais, seja contra alunos que professam outras religiões, ou nenhuma. Todos têm acesso aos mesmos benefícios, como bolsas de estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, desde o momento em que a publicação do texto da IPB no site do Mackenzie foi “descoberta” pelos ativistas neste ano, a igreja, a universidade e a pessoa de seu Chanceler têm sido duramente atacados e acusados de “homofobia”. Filmados em vídeo, os manifestantes pediam a demissão do Chanceler, cuja foto foi estampada em diversos sites homossexuais acompanhada de palavras de ódio. A virulência que caracterizou essas expressões de indignação, mesmo antes da aprovação do projeto, confirma o quanto é perigoso que a sociedade se veja refém de uma minoria militante, que procura impor seus pontos de vista por meio de pressão e difamação, não admitindo que pessoas, igrejas e organizações cristãs simplesmente afirmem ser a conduta homossexual um pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para detalhar melhor sua postura bíblica — que se fundamenta no amor, não no separatismo, e prega o respeito a todos —, cristãos que partilham da mesma visão sobre o homossexualismo se uniram para elaborar o manifesto “Universidade Mackenzie: Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa”. O texto foi reproduzido em cerca de oito mil sites cristãos e conservadores, recebendo mais de&amp;nbsp;36mil citações na internet. Traduzido para idiomas como alemão, espanhol, francês, holandês e inglês, foi postado em sites de diversos países estrangeiros, como Estados Unidos, França, Alemanha e Portugal. Centenas de manifestações de solidariedade à postura do Mackenzie foram veiculadas em diversos meios, inclusive no conhecido blog de Reinaldo Azevedo (articulista da revista Veja), um dos comentaristas políticos mais lidos e respeitados do país. Respondendo às acusações de “homofobia” com argumentos sólidos e bíblicos, os cristãos creem que sua postura contribuiu para que a manifestação de repúdio ao documento da IPB tenha recebido tão pouca adesão do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, cristãos, estamos alegres e gratos por todo o apoio recebido e pelas orações do povo de Deus em favor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e de seu Chanceler, o Rev. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Instamos o povo de Deus a que se una também em súplicas e intercessões para que o Deus todo-poderoso derrame seu Espírito Santo sobre a igreja evangélica neste país. Necessitamos com urgência de um avivamento, de forma que o Cristo crucificado seja exaltado, os crentes sejam santificados, a Escritura Sagrada seja pregada com liberdade, pecadores se convertam e nosso país seja transformado, para a glória do Deus trino da graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Este pronunciamento é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para ampla divulgação.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-1875241333549623239?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/1875241333549623239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=1875241333549623239&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1875241333549623239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1875241333549623239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/11/sobre-o-recente-protesto-contra-up.html' title='Sobre o recente protesto contra a UP Mackenzie'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7080741373318843877</id><published>2010-11-19T10:19:00.001-02:00</published><updated>2010-11-19T10:19:21.408-02:00</updated><title type='text'>UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA</title><content type='html'>&lt;p&gt;A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas &lt;em&gt;anti-homofobia&lt;/em&gt; não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao &lt;a href="http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808"&gt;pronunciamento&lt;/a&gt; da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro. &lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para ampla divulgação.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7080741373318843877?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7080741373318843877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7080741373318843877&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7080741373318843877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7080741373318843877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/11/universidade-mackenzie-em-defesa-da.html' title='UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7407990999117255025</id><published>2010-11-13T01:31:00.001-02:00</published><updated>2010-11-13T01:31:39.598-02:00</updated><title type='text'>História de minha conversão (I)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em uma série de posts, pretendo contar a história de minha conversão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu fazia Faculdade de Letras (Francês) e costumava, junto com outros alunos, pegar carona para casa na saída do estacionamento. Era a época em que o transporte público ali era escasso e lotado. Entre um carro e outro, um amigo me apresentou a um colega que cursava Russo, A.R., a quem logo enderecei a pergunta de costume:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;—&lt;/a&gt; Qual o seu signo?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ele me olhou um tanto espantado e, para minha surpresa, respondeu:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;— Eu não tenho signo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fiquei furiosa. Naqueles tempos dogmáticos, quem não partilhava de minhas convicções — reencarnação, astrologia, sortes — era irremediavelmente burro ou tapado. Como, não tinha signo? Todo mundo tem signo! &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="OLE_LINK4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK3"&gt;— &lt;/a&gt;Eu não tenho — insistiu ele, e aquilo anuviou a conversa. Mais tarde, vim a saber que ele era “crente” e a antipatia se cristalizou mais ainda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Durante meses, eu até o cumprimentava pelos corredores da Letras, mas de muita má-vontade, diga-se. Ele sempre acenava para mim polidamente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Três anos se passaram. Um amigo me evangelizou (essa será a História de minha conversão II) e recebi a Palavra com alegria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No mesmo estacionamento, voltei a encontrar A.R. e fui direto ter com ele.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;— A.R., você pode me ajudar? Eu comecei a ir à igreja e estou com algumas dúvidas em relação à Bíblia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ele abriu um imenso sorriso. Depois, contaria que andara orando por minha conversão desde nosso primeiro (e inamistoso) contato, todos os dias. Lembrando-me hoje de sua lealdade, penso que naquele momento seu coração deve ter ido até o céu, fazer festa com os anjos.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7407990999117255025?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7407990999117255025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7407990999117255025&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7407990999117255025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7407990999117255025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/11/historia-de-minha-conversao-i.html' title='História de minha conversão (I)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4199172786588955276</id><published>2010-11-08T23:30:00.002-02:00</published><updated>2010-11-09T09:41:56.980-02:00</updated><title type='text'>Ainda sobre Ortodoxia (II)</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK45"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;i&gt;“Toda verdade proclamada referente a Cristo é completamente paradoxal pelo prisma do juízo humano.” &lt;/i&gt;João Calvino&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;Começo a pensar que um dos maiores problemas dos pensadores católicos &lt;i&gt;worthwhile&lt;/i&gt; é nunca terem lido Calvino, ou nunca o terem lido devidamente. No Capítulo 5 de &lt;i&gt;Ortodoxia&lt;/i&gt;, com seu jeito predominantemente intuitivo de abordagem teórica, Chesterton escreve:&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;(...) precisamos não de um amálgama ou de um compromisso [ou seja, acordo em que as duas partes recuam e se ajustam], mas de ambas as coisas no apogeu de sua energia – amor e raiva, ambos ardentes. (...) O paganismo declarou que a virtude estava em um equilíbrio [ou seja, na moderação] e o Cristianismo veio declarar que ela estava em um conflito: a colisão de duas paixões aparentemente opostas. De fato, elas não eram, realmente, inconsistentes, mas eram tais que se tornava difícil manterem-se simultaneamente.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;Ele começa a explicar essa aparente oposição em trechos anteriores, citando o paradoxo na pessoa de Cristo, verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, sem que o &lt;i&gt;lado&lt;/i&gt; Deus precise se ajustar ou ser diminuído para abrigar em si o &lt;i&gt;lado&lt;/i&gt; homem (como &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jornalpequeno.com.br/2010/10/25/deus-e-o-sofrimento-humano-135903.htm"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;alguns ainda tímidos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt; proponentes de noções heterodoxas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt; querem nos fazer acreditar). Apenas porque não se trata de lados, justamente, mas de duas ideias “exageradas”, inteiras, plenas, em comunhão. E os exemplos se multiplicam também na realidade humana, como na humildade e no valor próprio: “Considerado como Homem, sou a maior criatura; considerado como &lt;i&gt;um&lt;/i&gt; homem, sou o maior dos pecadores.” Ele tem razão: temos nossa dignidade única face a Deus, pois somos “coroa da criação”, e, ao mesmo tempo, por causa do pecado, estamos diante Dele com a boca no pó. Assim como a natureza de Cristo não inclui uma oposição entre o ser de Deus e o ser humano, saber-me a maior das criaturas e ao mesmo tempo a maior das pecadoras não é um dualismo irreconciliável ou&lt;i&gt; coisa de doido&lt;/i&gt;, mas sim a expressão de duas verdades que apenas &lt;i&gt;parecem&lt;/i&gt; se contradizer, mas que convivem pacificamente no todo da teologia. O mesmo pode ser dito &lt;/span&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK38"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK37"&gt;&lt;span style="font-size: small; color: black"&gt;—&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt; e tem sido dito repetidamente &lt;/span&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK40"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK39"&gt;&lt;span style="font-size: small; color: black"&gt;— &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;sobre um dos binômios mais importantes da doutrina cristã, a falsa oposição entre soberania de Deus e responsabilidade humana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;Essa relação dual é chamada, no campo teológico, &lt;i&gt;antinomia&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;paradoxo lógico&lt;/i&gt;. São verdades &lt;i&gt;distintas&lt;/i&gt;, porém não &lt;i&gt;opostas&lt;/i&gt;: andam de mãos dadas e não podem ser isoladas uma da outra. O autor calvinista J. I. Packer escreve que existe antinomia quando “dois princípios se mantêm lado a lado, aparentemente irreconciliáveis, mas ambos inegáveis” (&lt;i&gt;Evangelism and the Sovereignty of God&lt;/i&gt;, tradução minha). E inúmeras personalidades também calvinistas, conhecidas e respeitadas no nosso meio, como Spurgeon, Packer, Piper, Beeke e muitos outros, demonstram a mesma compreensão acerca da soberania divina e os atos humanos (você pode ler citações sobre o assunto, traduzidas por mim, &lt;a href="http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2010/11/citacoes-sobre-soberania-divina-e_09.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;). De fato, é em Calvino que encontramos várias expressões do funcionamento dessa dinâmica, que talvez possa ser considerada parte de um princípio essencial que permeia toda a sua teologia: o &lt;i&gt;distinctio sed non separatio&lt;/i&gt;. Em &lt;i&gt;A vida de João Calvino&lt;/i&gt;, Alister McGrath afirma com muita propriedade:&lt;/span&gt;    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;Repetidamente Calvino apela para a fórmula baseada na cristologia, &lt;i&gt;distinctio sed non separatio&lt;/i&gt;, significando que as duas ideias podem ser distinguidas, mas não separadas. Assim, o ‘conhecimento de Deus’ e o ‘conhecimento de nós mesmos’ podem ser diferenciados, mas não podem ser alcançados de forma isolada, um em relação ao outro. Da mesma maneira que a encarnação representa uma manifestação paradigmática dessa &lt;i&gt;complexio oppositorum&lt;/i&gt;, o mesmo padrão é assim repetido e deve ser percebido através das várias manifestações do relacionamento entre Deus e a humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;span style="font-size: small"&gt;E me ocorre que é por falta de uma compreensão mais profunda do princípio &lt;i&gt;Distinctio sed non separatio&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK42"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK41"&gt;&lt;span style="font-size: small; color: black"&gt;— &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;falta de uma leitura acurada de Calvino, novamente — que muitos não conseguem admitir como podemos ser livres, ao mesmo tempo em que estamos debaixo da mão firme e compassiva Daquele que conhece todos os dias de nossas vidas. Mesmo intuindo o &lt;i&gt;distinctio &lt;/i&gt;ou a antinomia, Chesterton não conseguiu desembaraçar Calvino da pecha de “determinista”. Certo, um bom número de protestantes também não consegue. Porém, no caso do pensador inglês, há um (monstruoso) obstáculo adicional: como bom católico, confiado na instituição, preferiu enxergar (e louvar) processos de um custoso equilíbrio antinômico na Igreja, não na Palavra. Além disso, sua visão do &lt;i&gt;distinctio&lt;/i&gt; é corrompida: em &lt;i&gt;Calvinismo&lt;/i&gt;, Kuyper já demonstrara que há um &lt;i&gt;separatio&lt;/i&gt; realizado pela própria Igreja Católica, que se arvora em mediadora entre o homem e Deus. Esse deslocamento do divino para o terreno (pois a instituição atribui a si mesma qualidades que pertencem a Cristo) lhe custou o ponto primordial do princípio, a dinâmica correta do par &lt;i&gt;fé&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;obras&lt;/i&gt; — que, por sustentar que as boas obras decorrem da fé (dada por Deus) e não o oposto, glorifica maximamente a Deus, como deve ser, sem isolar da dinâmica a participação (não o mérito) do homem. Paulo e Tiago não se opõem, complementam-se. Sem a primazia reservada à glória de Deus — que foi como Calvino trabalhou em sua teologia, sendo por isso tão mal compreendido —, o princípio &lt;i&gt;distinctio sed non separatio&lt;/i&gt; é esvaziado de seu sentido maior. Afinal, ele se origina em Deus, que era antes que nós fôssemos e nos criou distintos Dele, para glorificá-lo e amá-lo acima de todas as coisas, vivendo junto a Ele por toda a eternidade.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;----------------  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leia também: &lt;/b&gt;  &lt;br /&gt;Sobre Chesterton: &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2008/10/primeiras-notas-sobre-ortodoxia.html"&gt;Primeiras notas sobre Ortodoxia&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;Sobre a antinomia: “&lt;a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2006/07/eu-no-sei.html"&gt;Eu não sei&lt;/a&gt;”, de Augustus Nicodemus (e não deixe de ler também o excelente comentário de Herminsten Maia na mesma postagem)  &lt;br /&gt;Sobre os oponentes cristãos da ideia da antinomia: “O direito ao mistério”, da minha &lt;i&gt;cara-metade&lt;/i&gt; André Venâncio, &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/10/o-direito-ao-misterio-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/11/o-direito-ao-misterio-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/11/o-direito-ao-misterio-parte-3.html"&gt;Parte 3&lt;/a&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4199172786588955276?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4199172786588955276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4199172786588955276&amp;isPopup=true' title='64 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4199172786588955276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4199172786588955276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/11/ainda-sobre-ortodoxia-ii.html' title='Ainda sobre Ortodoxia (II)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>64</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5667995270345247190</id><published>2010-11-03T03:03:00.001-02:00</published><updated>2010-11-03T03:07:33.399-02:00</updated><title type='text'>Temos motivos para comemorar</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Em post recente, observei que deveríamos ficar alegres, fosse qual fosse o resultado das eleições. Vejo que de fato continuo alegre, pela graça de Deus (em outros tempos, eu teria posto energia demais nesse evento e não estaria bem; louvo a Ele por isto!). Mas, além da certeza de que Deus está no comando de tudo, temos motivos para comemorar: creio que essa esquerda mítica, divinizada, está perdendo força na mente dos brasileiros. E isto é algo recente. Como? Vejamos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Já escrevi aqui várias vezes sobre um dos assuntos de destaque na agenda conservadora, em contraposição às forças do globalismo estatal (conservadores costumam sempre atuar em reação): o aborto. Defender a vida contra a ideia comum do “feto não é gente” sempre me pareceu algo difícil, espinhoso. Em conversas, o defensor da vida arriscava-se a perder o amigo. E eis que, nessas eleições, o assunto ganha uma atenção inédita no panorama político. O que ficou claro para todos é: &lt;i&gt;Dilma podia perder a disputa por causa da postura obsessiva do PT pela descriminalização do aborto&lt;/i&gt;. E, de fato, diante disso o partido se viu apavorado o bastante para divulgar mentiras sobre a opinião da então candidata sobre o tema. Mesmo assim, mais de 40% dos eleitores deram seu &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; nas urnas – se contra o aborto ou não, jamais saberemos. Mas os números foram eloquentes: quase metade dos votantes não queria Dilma. Podemos afirmar que a Vida foi a grande vencedora dessas eleições: se o tema pesou, é porque o aborto &lt;i&gt;prêt-à-porter&lt;/i&gt; no Brasil já não se afigura uma unanimidade. O abortista já não é um libertário, um porta-voz dos direitos da mulher; é questionado à luz do dia. Trata-se de uma extraordinária mudança de cosmovisão, e seus propagadores, não mais envergonhados, estão visíveis em jornais de grande circulação, como, na Folha de São Paulo, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/10/sou-contra-o-aborto-e-sou-intelectual.html"&gt;&lt;font size="3"&gt;Luiz Felipe Pondé&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="3"&gt;. Foi serrado o mastro de uma das maiores bandeiras do partido no governo, às mostras há pelo menos vinte anos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Outro dado importante é o que nos informa &lt;/font&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/eleitores-de-dilma-foram-traidos-votaram-numa-presidente-e-elegeram-madre-teresa-de-calcuta-ou-liberdade-de-imprensa-pra-que"&gt;&lt;font size="3"&gt;Reinaldo Azevedo&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="3"&gt;:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Até a sua biografia já começa a ser reescrita com zelo. Ontem, no &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt;, um companheiro de militância de Dilma assegurou que ela nunca pegou em armas, embora tenha feito parte de dois dos grupos terroristas mais violentos que praticaram atentados&amp;#160; durante o regime militar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Qual a outra bandeira decepada? O ideal da guerrilha, tão decantado nas salas de aula da universidade! Novamente com medo da perda de apoio popular, o partido recorre a mentiras para reconstruir a história da presidente. Ora, se chegou a esse ponto, novamente, é porque a militância das guerrilhas na época da ditadura já não é mais uma unanimidade. Seus “heróis”, hoje revisitados por historiadores não-comprometidos com o ideário da esquerda, perderam o brilho. Certo, foram torturados, sofreram o diabo. Mas estavam longe de serem os santos cantados em prosa e verso por professores, pesquisadores, propagandistas do socialismo. Eram violentos e chamaram violência para si. E queriam de fato instalar uma ditadura no país, uma ditadura de esquerda. Hoje há mais informação sobre esse lado da história, embora seja geralmente veiculada fora dos bancos escolares. E por que digo que tudo mudou há pouco tempo? Porque há cinco anos – somente cinco anos! –, a revista Época publicou uma &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/15907_DILMA+ROUSSEFF"&gt;&lt;font size="3"&gt;entrevista com Dilma Rousseff&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="3"&gt; totalmente laudatória, em que o jornalista responsável chega a parecer extático de tanta admiração pela personagem, oferecendo ao leitor generosas fatias de seu passado como terrorista:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Ajudou na infra-estrutura de três assaltos a bancos, assinou artigos no jornal &lt;em&gt;Piquete&lt;/em&gt; e chegou à direção do Colina. Nessa condição, planejou o que seria o mais rentável golpe da luta armada em todo o mundo: o roubo do cofre de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;E o texto termina com uma fala da própria Dilma:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Só pra saber que nunca fui uma menina cândida: eu sei montar e desmontar, de olhos fechados, um fuzil automático leve. Tinha que ser rápido, muito rápido. E, se você quer saber, eu sei atirar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Sabe atirar e nunca pegou em armas? Não pode, né?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Exulto porque percebo que, agora sim, uma verdadeira oposição parece prestes a se firmar no Brasil contra os ditames socialistas. Se tudo dará certo e se conseguiremos nos manter longe do destino de Cuba e Venezuela, só o tempo dirá. Mas me alegro por oferecer minha contribuição para a desmitologização do socialismo e a afirmação de valores cristãos neste país.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Dito isto, e já um tanto cansada do assunto, repito o que declarei antes, e que serve também como um aviso para mim mesma:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;h6&gt;&lt;font size="3"&gt;O problema do cristão que se concentra em demasia nos assuntos políticos é ocupar demais a mente com os pecados alheios. Isso corrói o coração. Agora que a Dilma entrou, eu quero mais é me ocupar com assuntos que prefiro – teologia e filosofia – , mas sem esquecer, claro, na medida do possível, de ajudar os cristãos a se livrarem da idolatria socialista.&lt;/font&gt;&lt;/h6&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;As fontes sobre Dilma foram compiladas por &lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://tiagoabdalla.blogspot.com/2010/11/um-lamento-politico.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Tiago Abdalla T. Neto&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5667995270345247190?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5667995270345247190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5667995270345247190&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5667995270345247190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5667995270345247190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/11/temos-motivos-para-comemorar.html' title='Temos motivos para comemorar'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-9063885976624894246</id><published>2010-10-26T16:04:00.000-02:00</published><updated>2010-10-26T16:04:34.511-02:00</updated><title type='text'>Bravos, Ferreira Gullar!</title><content type='html'>"Não estou dizendo que o Serra é perfeito. O Serra tem mais que mostrar do que ela [Dilma]. Eu tenho mais confiança nele porque ele tem trabalho feito, e ela nenhum! A Maria da Conceição e o Chico Buarque só votam nessa coisa porque têm nostalgia da esquerda! Têm de abrir a cabeça para um mundo novo! O comunismo já era, acabou! Sem contar que foi uma besteira. O que é que é Cuba? Eu defendi Cuba, fiz poemas sobre Cuba. É um fracasso completo! Como podem defender uma sociedade em que as pessoas não têm o direito de sair de lá? Em troca de quê? Terá por acaso riqueza lá? Não. É miséria, subdesenvolvimento económico e falta de liberdade. Eu não vou defender isso, meu Deus. Quero ter o direito, se acho que o país é uma m****, de sair daqui na hora que eu quiser. Compro uma passagem e vou para Lisboa! Agora! Não tenho de pedir licença a ninguém! E o Chico e a Maria da Conceição defendem isso! Que moral têm essas pessoas para defender alguma coisa justa? Aí fica o Serra de direita? É de direita porque não concorda com isso. Ser de esquerda é o quê? Achar que as pessoas não têm o direito de sair do seu país quando quiserem? É isso que é ser de esquerda? Isso é uma besteirada. Tem de acabar com essa conversa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei. :-) A entrevista completa está &lt;a href="http://www.publico.pt/Mundo/lula-comprou-os-pobres-do-brasil_1462597?all=1"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-9063885976624894246?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/9063885976624894246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=9063885976624894246&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/9063885976624894246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/9063885976624894246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/10/bravos-ferreira-gullar.html' title='Bravos, Ferreira Gullar!'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7202483158123761823</id><published>2010-10-16T14:17:00.001-03:00</published><updated>2010-10-16T15:02:43.534-03:00</updated><title type='text'>“Conservadorismo, não!”</title><content type='html'>&lt;p&gt;Fabio Blanco, do blog &lt;a href="http://www.discursosdecadeira.blogspot.com/"&gt;Discursos de Cadeira&lt;/a&gt;, chama a atenção dos leitores para um “Manifesto Evangélico” que circula na internet sob a forma de &lt;a href="http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N3315"&gt;abaixo-assinado&lt;/a&gt;. Logo de primeira, o leitor atento pode verificar que o texto não especifica o alvo de sua revolta, mas é salpicado de expressões vagas como “alguns líderes evangélicos”, “exercício equivocado da fé”, “boatos e inverdades” etc. Isso pode funcionar com algumas pessoas, mas de forma geral deixa a péssima impressão de escamoteação linguística. (Não dá para ser muito explicadinho em um manifesto, mas também não vamos exagerar.) Além de não detalhar suas posições, o Manifesto confia no uso ideológico (mágico) da linguagem — costume disseminado pela academia pelo menos desde os anos 1960 — para reclamar de uma “onda de conservadorismo” que “se abateu sobre o país” e estaria “desviando o foco das propostas dos candidatos”. Como diria o Didi: &lt;i&gt;Cuma?&lt;/i&gt; Desvia como, cara-pálida, se é o próprio conteúdo dos projetos que está sendo questionado? Na verdade, trata-se de pura tergiversação: o que o Manifesto quer é, em nome da conquista protestante do “Estado laico” (por acaso há algum conservador pregando a volta de um governo religioso para o Brasil?), mostrar descontentamento com a tal “onda” e, claro, elogiar o governo (no finalzinho) pelo “avanço das conquistas sociais”. Mais que anticonservador, percebe-se que o documento é antioposicionista, logo, situacionista. Porém, seu (pretenso) trunfo é usar o termo “conservador” para construir seu Judas e, surrando-o, dar razão a si mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vamos lá. Há muito tempo, o termo “conservador” é utilizado ideologicamente, como xingamento, sinônimo de “retrógrado, cafona, fora de moda”. O bom é ser “progressista”. Em primeiro lugar, é espantoso um manifesto que se diz “evangélico” identificar-se com o progressismo. Afinal, todo evangélico tem (ou deveria ter) como base de sua fé um Livro que ficou pronto há dois mil anos — um livro que prega posturas &lt;i&gt;antiquadas&lt;/i&gt; como submissão às autoridades (Rm 13.1) e submissão da mulher ao marido (Ef 5.24), que considera o sexo fora do casamento e o homossexualismo como pecado (Pv 6.32, Rm 1.27) e vê o feto dentro do ventre como um ser que Deus conhece desde o início da concepção (Sl 139.15-16, Sl 22.10). Isso tudo contraria fortemente a cultura atual dos &lt;em&gt;bem-pensantes&lt;/em&gt; (e, por isso, nada mais contracultura que ser, hoje, um &lt;i&gt;verdadeiro&lt;/i&gt; evangélico). A bandeira da revolução dos costumes fica mal no religioso cristão, a não ser que estejamos falando de uma revolução no sentido bíblico — e claramente não é o caso. Em geral, quem é progressista defende tanto o fim do governo tal como o conhecemos nas sociedades democráticas (mas não se engane: o questionamento das autoridades só serve como porta de entrada para um temível autoritarismo) quanto o feminismo, o aborto e o casamento gay, tão energicamente como se fossem pontos de fé (quem já esteve em uma &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2005/11/consideraes-pessoais-sobre-o-aborto.html"&gt;reunião do PT&lt;/a&gt; sabe do que estou falando). Ainda que não se declare abertamente, o progressista sempre dará um &lt;i&gt;jeitinho&lt;/i&gt; de relativizar essas questões — seja por medo de perder popularidade nos meios religiosos, seja porque de fato não atribui valor social algum à moralidade cristã, como quem diz: “Nada mais importa, só o bolsa-família” (que aliás, &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/reconstruindo-a-verdade-lula-admitiu-no-dia-da-criacao-do-bolsa-familia-foi-ideia-de-um-governador-tucano-mais-as-politicas-ja-existiam/"&gt;o próprio Lula admitiu&lt;/a&gt; que foi ideia do PSDB!).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas vamos usar as palavras como devem ser usadas: se progressismo é mudança, pura e simplesmente, enquanto conservadorismo é manutenção do que existe (claro que estou falando de modo esquemático), é preciso haver equilíbrio. Nada pode mudar totalmente, nada pode permanecer o mesmo para sempre. É preciso que o debate público seja contrabalançado por propostas progressistas e conservadoras. É necessário que haja lugar para todo mundo; se não, é caos ou estagnação. Se o socialismo costuma ocupar o primeiro posto, o segundo também deve ser ocupado por instâncias não-socialistas. Mas o tal Manifesto se trai, demonstrando indignação com a simples existência de uma “onda conservadora”. E ainda se opõe à “demonização” de candidatos e partidos. Ora, se o uso que é feito do termo “conservador” não é demonização, o que mais poderia ser? E se essa demonização, aliada à falta de precisão do texto, não é manipulação, o que seria?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O que a tal “onda de conservadorismo” está fazendo de tão grave, a meu ver? Enxergando fantasmas? Claro que não: os mais argutos denunciam, analisam e insurgem-se contra projetos bastante concretos do PT para o Brasil. (Embora também seja de esquerda, o PSDB ainda não deu tantas mostras da mesma verve, do mesmo &lt;em&gt;frisson&lt;/em&gt; totalitário.) Em vez de lançar mão de objeções difusas, essa “onda conservadora” está fazendo oposição ativa e inteligente à candidatura de Dilma Rousseff e ao que ela representa em termos claros e precisos: cristãos &lt;i&gt;ou não&lt;/i&gt;, esse mar de gente (onda é mar, não é?) não quer o aborto legalizado, não quer a imprensa amordaçada, não quer a sexualização precoce das crianças, não quer que o Estado se aproprie da educação infantil, não quer a Gaystapo, não quer as igrejas com medo de pregar a Palavra, não quer as instituições públicas aparelhadas por um partido autoritário, não quer corrupção em larga escala. Tudo isso já foi mais que evidenciado por meio de iniciativas, projetos e escândalos, e fico feliz porque não nos mantivemos calados a cada novidade macabra do partido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, esse “Manifesto Evangélico” (que de evangélico não me parece ter nada), em uma linguagem que afirma sem afirmar e explica sem explicar, continua a caminhar nas passadas do velho esquerdismo ao lançar mão das estratégias demonizadoras de praxe (insultando os conservadores de “moralistas”, por exemplo) e de chavões &lt;em&gt;wishful thinking&lt;/em&gt; como “erradicação da pobreza”, “equidade” e “justiça social”, como se isso bastasse para o Brasil que se levanta, hoje, nessa época de eleições. Bom, não basta! A pobreza é um problema real, mas o socialismo não é solução. Chega dessa esquerda vazia, de dedo sempre apontado, com suas bandeiras rotas de “igualdade social”. O que significam essas bandeiras diante de uma falida ex-URSS, de uma China cheia de desigualdade, de uma Cuba-prisão, de uma Alemanha oriental cuja igreja foi devastada e que teve de se levantar com muita ajuda de sua contraparte ocidental? Vamos abrir o debate. Vamos falar do que realmente funciona para governar nosso país, para promover o bem-estar e o crescimento dos brasileiros. Vamos encostar cada uma dessas propostas na parede. É o que estamos fazendo. Mas, claro, os velhos esquerdistas não querem nada disso. E reclamarão a cada vez em que forem questionados, recorrendo a estratégias desesperadas de contra-ataque, ainda que sob uma linguagem mansa. Meu amigo Fernando Pasquini, do blog &lt;a href="http://fernandopasq.blogspot.com/2010/10/conservadorismo.html"&gt;Em busca de um nome&lt;/a&gt;, fez um esquema que resume muito bem o teor difamatório desse Manifesto: “Conservadorismo = Mentiroso + Malicioso + Ignorante + Desvia o Foco + Não Pode Aparecer + ‘Demonizador’ + Intolerante + Estado Teocrático”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na verdade, é com grande alegria que vejo essa “onda de conservadorismo” tomando o país. Vejo as pessoas comentando que Dilma pode não ganhar porque a população brasileira é contra o aborto — luta ferrenha do petismo há pelo menos vinte anos. Como fico feliz! Porque isso significa que não nos rebaixamos moralmente (e isso é ser moralista?) ao ponto de permitir que um crime receba o carimbo estatal de lei. Isso é maravilhoso e deveria ser consenso entre os cristãos. Se não é, há algo muito errado. Como um cristão pode compactuar com o que o PT representa? Esse tal “Manifesto” não me parece ser a voz dos verdadeiros evangélicos. Nossa voz é de coragem, não pusilanimidade diante do pecado. É de discernimento e exortação, não de adesão apaixonada a desmandos governistas, a projetos que institucionalizam o crime e instauram a supressão da liberdade. Nossa fala precisa ser clara e bíblica, não vaga e discriminatória. Não queremos dividir a igreja, mas também não podemos deixar de chamar o pecado pelo nome. Mesmo que isso nos custe socialmente. E, se Dilma ganhar, certamente custará. Mas não nos acovardemos. Há conservadores, cristãos ou não, que se encolhem de medo e tristeza ao pensar nessa possibilidade. Não sejamos desses. Se o pior acontecer, Deus nos dará graça e força para ser oposição. Fiquemos alegres, seja qual for o resultado dessas eleições! Esse tem sido meu espírito nesses dias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E, para quem quer saber qual é meu voto, basta ler as posições de Solano Portela no blog &lt;a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2010/10/chegou-o-segundo-turno-e-agora-hora-da.html"&gt;O Tempora, O Mores&lt;/a&gt;. São as minhas, sem tirar nem pôr.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7202483158123761823?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7202483158123761823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7202483158123761823&amp;isPopup=true' title='69 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7202483158123761823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7202483158123761823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/10/conservadorismo-nao.html' title='“Conservadorismo, não!”'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>69</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-1888143368844801216</id><published>2010-10-10T22:06:00.001-03:00</published><updated>2010-10-10T22:06:36.669-03:00</updated><title type='text'>Persona</title><content type='html'>&lt;p&gt;Em que momento o nome de uma pessoa não mais é seu nome, íntimo e exclusivo, mas sim o nome que apresenta qualidades para o mundo, nome exterior apenas, portador de imagens coletivas que colaram naquela pessoa como um terno?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sai-se melhor nisso a pessoa pública que escolhe um pseudônimo?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ou seria melhor jamais ser famoso? Recusar-se a ter amigos superficiais? Recusar a mídia? Viver recluso?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como não permitir que esse eu coletivo, espécie de caricatura elogiosa, tome o lugar do eu inesgotável? Do eu que, acima de tudo, é filho de Deus?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A fama moderna é uma das mais difundidas idolatrias. Não é à toa que muitas celebridades se desumanizam, e dizem delas que chegam a ser cruéis em sua egolatria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Invejar o famoso – o próprio cerne da publicidade – é cavar um buraco em si. Qualquer coisa pode preenchê-lo. Mas adorar a Deus é deixar que o Espírito tome conta. No primeiro caso, sou o que dizem que sou, pobre feitura de homens. No segundo, sou o que Deus idealizou, o produto de Seus inescrutáveis pensamentos. Só Nele há plenitude.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-1888143368844801216?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/1888143368844801216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=1888143368844801216&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1888143368844801216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1888143368844801216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/10/persona.html' title='Persona'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7418184853332716654</id><published>2010-09-23T15:02:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T15:02:39.659-03:00</updated><title type='text'>De interessante por aí</title><content type='html'>Alguém já disse que três mudanças equivalem a um incêndio. Se é verdade, três mudanças para outro estado são um incêndio de fato devastador. Ainda não cheguei a tanto: estou em minha segunda mudança para Salvador, cidade linda e acolhedora, onde o sol queima bem mais que em São Paulo. Entre as mil e uma tarefas que constituem o processo todo (como achar casa e levar três gatos para lá de avião - vocês não imaginam o trabalhão que deu!), tive pouco tempo para traduzir e nenhum tempo para postar. Mas, quando posso, dou uma olhadinha pelo Orkut, pelo Facebook e pelos blogs amigos, só para me inteirar do que anda acontecendo. E, sem dúvida, o mais interessante do que tenho visto por aí é o abaixo-assinado contra o autoritarismo do Partidão que está no poder. O Manifesto em Defesa da Democracia, como é chamado, já conta com mais de seis mil assinaturas até agora. Se você também teme que o Brasil se transforme em uma Cuba ou uma Venezuela, assine &lt;a href="https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHJwa0RDM0VxS2Z3YmpZUE1ub24wNkE6MQ"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7418184853332716654?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7418184853332716654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7418184853332716654&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7418184853332716654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7418184853332716654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/09/de-interessante-por-ai.html' title='De interessante por aí'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-3487174855694415572</id><published>2010-08-12T18:59:00.001-03:00</published><updated>2010-08-12T18:59:10.653-03:00</updated><title type='text'>Sentidos do casamento (I)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu me converti aos 24 anos, já tendo vivido vários insucessos amorosos. Nascido em família cristã, André nunca pôs o pé para fora da igreja e, apesar de diversas tentações, nunca havia namorado. Estávamos em situações bastante díspares, quase opostas, do ponto de vista mais superficial — e alguém poderia facilmente dizer que eu pequei muito mais que ele nesse campo. Mas, graças a Deus, não é assim que nos enxergamos, nem eu, nem ele. Porque a verdade é que o pecado não é o que fazemos, mas o que nos constitui, e André recebeu sabedoria do Senhor para achar-se “o pior dos pecadores”, mesmo com sua experiência praticamente zerada em relacionamentos. Nunca se sentiu superior a mim por isto, e eu louvo ao Pai por nunca ter me sentido inferior também (embora muitas vezes me considerasse indigna da importância e da responsabilidade implicadas em tamanho amor). Nosso Pai trabalhou pesado tanto em mim quanto nele para que nos encontrássemos já com a perspectiva correta de pecado e necessidade — igual — de santificação mútua.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desde que estamos juntos, temos percebido com progressiva clareza que a relação entre homem e mulher, com seu ápice no casamento, é um meio privilegiado de dispensação da graça de Deus para a santificação. Não há intimidade maior que aquela partilhada por um casal, e esse contato íntimo e contínuo, quando vivido com intensidade e na presença de Deus, é a chave que, ao possibilitar o aprofundamento do amor, também se desdobra na descoberta das maiores torpezas ocultas. Se na Bíblia há uma correlação “misteriosa” (segundo Paulo) entre o homem e a mulher, de um lado, e Cristo e a igreja, de outro (sendo a igreja a “noiva de Cristo”), tenho para mim que preciso desenvolver a transparência absoluta com meu marido, assim como busco desenvolvê-la com Cristo. Assim, André sabe de todos os meus pecados, passados e presentes, ou pelo menos de todos aqueles que eu mesma tenho na consciência; sabe também de meus medos e tristezas mais profundos, que até então só tinha exposto (em toda a sua crueza) a Deus. É um processo edificante em todos os aspectos: partilho com ele os sentidos que Deus produziu em minha vida através das várias histórias de pecado, arrependimento, confissão e perdão; e, ao mesmo tempo em que conhece melhor minhas fraquezas — as vencidas e as que ainda restam por vencer —, André pode dividir comigo a alegria de louvar ao Senhor por tudo isso.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-3487174855694415572?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/3487174855694415572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=3487174855694415572&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3487174855694415572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3487174855694415572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/08/sentidos-do-casamento-i.html' title='Sentidos do casamento (I)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7510901202867346313</id><published>2010-07-29T20:30:00.001-03:00</published><updated>2010-07-29T20:30:57.935-03:00</updated><title type='text'>Miscelânea alheia e último post</title><content type='html'>&lt;p&gt;- “Em algum lugar em meu diário — 1890? — escrevi: ‘Baseei tudo na bondade essencial da natureza humana.’ [Hoje, 35 anos depois, percebo] quão permanentes são os maus impulsos e instintos do homem e quão pouco se pode contar com a mudança de algum deles — por exemplo, o apelo da riqueza e do poder — por alguma mudança na máquina [social]. Nenhum acúmulo de conhecimento ou ciência será útil a não ser que consigamos conter o mau impulso” (&lt;em&gt;Beatrice Webb’s Diaries,&lt;/em&gt; citado em Timothy Keller, &lt;em&gt;Idolatria,&lt;/em&gt; a sair pela Thomas Nelson).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- “Tendo sido um adepto da teologia arminiana na maior parte de minha vida cristã, percebi que eu rejeitava o calvinismo quase que por completo por causa de suas implicações, de que eu não estava no controle da minha vida como queria pensar. Estava saturado de noções iluministas sobre o livre-arbítrio e o potencial humano. Mesmo depois de ter vindo para Cristo como meu salvador, ainda estava apegado a uma predileção mundana pela autonomia e pela independência. Com meus lábios confessava Cristo como meu Senhor, mas de fato ainda não tinha me &lt;i&gt;submetido&lt;/i&gt; a Ele como meu Senhor. Felizmente, por sua graça, Ele acabou me trazendo para essa submissão” (Citizen Grim, da caixa de comentários do blog &lt;a href="http://teampyro.blogspot.com/"&gt;Pyromaniacs&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- “O século XXI não será um tempo fácil para o cristão. Não era mesmo para ser fácil. Mas não estamos abandonados. O tema central da Bíblia é Cristo crucificado, ressurreto e reinante. A Escritura está cheia de promessas para cada crise, e a história da igreja de Deus está cheia de exemplos poderosos daqueles que provaram que a graça de Deus é suficiente para nos fazer perseverar até o final e nos salvar” (John Piper, &lt;em&gt;As raízes da perseverança&lt;/em&gt;, a sair pela Tempo de Colheita)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Vai ter o &lt;a href="http://www.hagnos.com.br/encontro/"&gt;I Encontro Hagnos em Atibaia&lt;/a&gt;. Ainda dá tempo de se inscrever!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Hoje publico meu último post… como solteira. :-) Caso-me esse sábado com André Leonardo Venâncio e, além de completamente incapaz de escrever por causa dos preparativos, do trabalho acumulado e da expectativa, estou muito feliz. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7510901202867346313?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7510901202867346313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7510901202867346313&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7510901202867346313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7510901202867346313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/07/miscelanea-alheia-e-ultimo-post.html' title='Miscelânea alheia e último post'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-9096307422944254206</id><published>2010-07-11T01:48:00.001-03:00</published><updated>2010-07-11T01:51:25.426-03:00</updated><title type='text'>Garfos a postos!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Recebi essa semana, por mail, uma história muito bonita. Vou contar para vocês.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma jovem, diagnosticada com uma doença terminal, conversou com seu pastor sobre seus desejos para o enterro: a música que seria cantada, os versículos bíblicos a serem lidos, as roupas que vestiria. No final, sem hesitar, revelou um desejo inusitado:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;- Gostaria de ser enterrada com um garfo na mão direita.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Questionada pelo pastor, abriu um sorriso e começou a contar: &lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;- Quando eu era pequena, em todas as refeições em família alguém sempre se levantava e exclamava: “Mantenham seus garfos a postos!” Isso acontecia quando já estávamos terminando o prato principal. Era a parte da refeição de que eu mais gostava, um sinal de que o melhor estava por vir: uma deliciosa sobremesa! Comíamos um maravilhoso bolo de chocolate, um suculento e enorme pedaço de torta de maçã. Então, quero que no meu velório as pessoas olhem para mim no caixão, vejam esse garfo e fiquem espantadas, ao ponto de perguntarem ao senhor: “Mas por que ela está com um garfo na mão?” E quero que o senhor responda: “Mantenha seu garfo a postos, o melhor está por vir.”&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;E assim foi feito… Naquele funeral, muitos souberam o que a morte significava para essa moça.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Também recebi, no mesmo dia, a notícia de que Christopher Hitchens está com câncer no esôfago. Hoje, é claro, o câncer não é mais uma sentença de morte. Muitos pacientes se recuperam com o tratamento correto, principalmente quando descobrem a doença mais cedo. Porém, li que o câncer no esôfago é o sexto tipo de câncer mais mortífero que existe. Certamente Hitchens não está conseguindo evitar que pensamentos de morte ocupem boa parte de seu tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Essa é a tristeza que sinto quando penso em um ateu “militante” como Hitchens: não há, para ele, a esperança de que o melhor está por vir. Apenas um anúncio sem graça de que a brincadeira acabou mais cedo do que deveria. É nesses momentos que eu gostaria de poder falar como uma criança diria a outra: “Não acabou não, vem aqui comigo, a brincadeira continua muito melhor ali na frente!” O mesmo sentimento que tive quando me converti: vontade de gritar a todos que não, não acaba, fica melhor! Jesus torna tudo muito melhor aqui e ainda garante que será infinitamente melhor depois. Mas, que pena, nem sempre podemos falar a todos de coração para coração. Mas podemos orar: que Deus possa atingir esse ateu empedernido para que ele receba o presente da vida eterna. Amém!&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O dia está agora surgindo: quão bela é sua aparência! Quão bem-vinda é a expectativa do sol que se aproxima! É esse pensamento que torna o amanhecer encantador: o presságio de uma luz mais brilhante; de outro modo, se não esperássemos que o dia continuasse além deste minuto, reclamaríamos das trevas em vez de nos alegrar nas belezas da manhã. Assim, a vida sob a graça é o amanhecer da imortalidade: bela além das palavras, se comparada à noite escura e sombria que anteriormente nos cobria; mas ao mesmo tempo é fraca, indistinta e insatisfatória se comparada à glória que será revelada. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;(John Newton, trecho citado por John Piper em &lt;em&gt;The roots of endurance&lt;/em&gt; [As raízes da perseverança], a sair pela editora Tempo de Colheita)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-9096307422944254206?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/9096307422944254206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=9096307422944254206&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/9096307422944254206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/9096307422944254206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/07/garfos-postos.html' title='Garfos a postos!'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-370027657535671287</id><published>2010-06-22T15:08:00.001-03:00</published><updated>2010-06-22T22:37:12.349-03:00</updated><title type='text'>A ideologia é má leitora (II)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Esses dias, na internet, vi uma citação de texto bíblico assim:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;“Observe a formiga, (...) reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem chefe, nem supervisor, nem governante” (Provérbios 6.6-7).&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Como eu podia responder ao autor da postagem, assim o fiz:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Olá, X, tudo bom? &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Desculpe, não pude deixar de comentar: você citou o texto bíblico pela metade. O correto é:      &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;6 Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio.      &lt;br /&gt;7 Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante,       &lt;br /&gt;8 no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Isso muda totalmente o sentido da sua postagem. No trecho completo, a formiga é louvada por trabalhar duro mesmo sem a pressão de uma autoridade sobre ela. Há muita gente que só trabalha sob pressão (é o caso do preguiçoso). O que está em questão, aqui, é a iniciativa da formiga no labor, não a autoridade em si. Na sua citação incompleta, parece que a Bíblia endossa a ausência de autoridade sobre nós, o que não é verdade, pois contradiria várias passagens que falam da importância da obediência, às autoridades não só espirituais, mas seculares também. Não só Romanos 13 (cuja leitura do anarquista Jacques Ellul carece, a meu ver, de fundamento), mas da ideia geral de autoridade, presente em toda a Escritura. De acordo com a Bíblia, a autoridade não é negativizada - pois isso colocaria em cheque a autoridade do próprio Deus, em primeiro lugar, e, em segundo a autoridade dos pastores, do governo etc. - , mas sim colocada em seu devido lugar. Enquanto a autoridade de Deus é absoluta (sendo o próprio Deus infinitamente superior aos seres humanos, chamado pela Palavra de Criador, Pai, Rei etc.), a dos homens é relativa e funcional, não ontológica. Não nos cabe ensinar a ausência de autoridade como um ideal, mas sim questionar suas práticas, quando são absolutizadas (com a vontade do líder equiparando-se à vontade de Deus, como ocorre nos regimes totalitários) e quando há abusos (com a quebra do princípio da liberdade de consciência).&lt;/em&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O autor da postagem discordou polidamente, afirmando que conhecia meu blog e que de fato se sentia mais afinado com o pensamento de Jacques Ellul. Antes mesmo de ler sua resposta, eu já sabia dessa afinidade e conhecia o livro (tendo traduzido &lt;em&gt;Anarquia e cristianismo&lt;/em&gt; para a Editora Garimpo). Essa obra de Ellul é interessantíssima: em alguns momentos, sua defesa da liberdade se assemelha muito à luta dos conservadores, quando sugere ações efetivas para a oposição aos abusos de poder. Gostei muito desse aspecto. Apreciei também sua crítica ao socialismo e ao &lt;em&gt;santo pop&lt;/em&gt; Gandhi, que teria recorrido à não-violência somente “para instalar na Índia o poder opressor do Estado”. No entanto, é na teologia que a coisa “pega”: sua leitura da Biblia, principalmente de Romanos 13, é bastante controversa. De modo reiterado em todo o livro, chega a negar o senhorio divino, enfatizando demais o que concorda em chamar de “humanidade de Deus”. Apresenta ao leitor uma explicação confusa para suas posições, demonstrando uma apreensão fragmentária e seletiva da Bíblia com o objetivo de negativizar por completo toda noção de autoridade, terrena ou espiritual. Não preciso citá-lo, a obra fala por si.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quanto a mim, creio que a Bíblia nos mostra que Deus é ao mesmo tempo, e em igual medida, Pai (que ama seus filhos e se relaciona intimamente com eles) e Criador (que pode dispor de suas criaturas como bem lhe aprouver, pois tudo lhe pertence). Como filhos, amamos o Pai, mas como criaturas tememos, pois conhecemos seu poder. Isso pode parecer um tanto esquizofrênico à primeira vista, mas é impossível dissociar o Pai do Criador, a não ser se negamos a soberania e o senhorio de Deus para nos sentir mais confortáveis ou para justificar alguma ideologia com a qual nos identificamos. Acredito ser este o caso de Ellul em relação à anarquia, assim como é o caso dos esquerdistas em relação ao socialismo ou ao comunismo. Porém, o único que pode nos confortar e nos fazer sentir seguros em relação ao Deus Todo-Poderoso é Jesus Cristo, que nos apresenta santos e imaculados perante o Pai. Nenhuma ideologia é capaz de fazer isso: vencer o pecado. Nem para romper as barreiras entre nós e Deus, nem para nos regenerar, pois a resposta para o poder abusivo (nosso e dos outros – aliás, por que será que o anarquista nunca pensa no próprio eventual abuso de poder?) está, novamente, em Cristo. Além disso, se o senhorio divino não existe, estamos entregues a nossa sorte – algo que, a exemplo do post anterior, invalida o plano da salvação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agora, enquanto escrevo, outro aspecto da citação mencionada acima me salta aos olhos: o termo “preguiçoso” é retirado. Por que será? Uso politicamente correto das palavras? Pode ser, mas não só: o destinatário do texto bíblico original, sob a forma de vocativo, é de fato o preguiçoso, para que, observando o exemplo das formigas (que trabalham mesmo sem chefe!), possa se arrepender e mudar. Sem o “ó preguiçoso”, a citação se transforma, aplicando-se a todos os leitores; mutilada, vira uma regra geral – no caso, uma regra geral anarquista. Isso é manipulação textual, espelho de mais um exemplo de leitura encampada pela ideologia.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-370027657535671287?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/370027657535671287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=370027657535671287&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/370027657535671287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/370027657535671287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/06/ideologia-e-ma-leitora-ii.html' title='A ideologia é má leitora (II)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-1177601380875947508</id><published>2010-06-14T11:42:00.001-03:00</published><updated>2010-06-14T12:49:22.762-03:00</updated><title type='text'>Transferência de poder (II)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Por trás das palavras do &lt;a href="http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=65&amp;amp;sg=0&amp;amp;id=2347"&gt;&lt;strong&gt;artigo de Gondim&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; eu consigo entrever um processo parecido com o descrito por Lytta Basset (&lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2010/06/transferencia-de-poder-i.html"&gt;&lt;strong&gt;parte 1&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;), algo que certamente ocorre com todo aquele que se deixa mergulhar na cosmovisão esquerdista para explicar (reinventar) a teologia cristã. Todos nós já tivemos ou alimentamos uma culpa difusa; no entanto, parece-me que o esquerdismo é essencialmente manipulador desse sentimento. &lt;a name="OLE_LINK19"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK18"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Assim, os esquerdistas cristãos embarcariam nesse mecanismo de controle da seguinte maneira: diante da angústia por essa culpa difusa à qual não conseguem associar uma razão específica, aplicam uma “capa”, uma falsa concretização, sob a forma do problema da pobreza: &lt;i&gt;tenho culpa por não participar da miséria do mundo&lt;/i&gt;. (Não é por acaso que o esquerdismo alcança sobretudo os mais abastados da sociedade. Escaparam da miséria por motivos desconhecidos, que logo assumem como metafisicamente aleatórios; precisam ter deixado de repousar na sabedoria divina para valerem-se dessa compensação autopunitiva.) O mecanismo cobra seu preço: iniciando-se em uma “gambiarra afetiva” (&lt;i&gt;preciso conhecer minha culpa&lt;/i&gt;) e na ausência de convicção quanto à soberania divina (&lt;i&gt;eu não devia gozar de privilégio algum&lt;/i&gt;), essa precária solução toma o lugar do próprio núcleo da fé cristã, moldando o restante, irradiando suas conclusões para toda a teologia. Tudo porque se prefere controlar os sentidos da fé com falsas afirmações a render-se ao Deus soberano, que tanto faz chover sobre bons e maus quanto atinge com tragédias até os seus queridos. Desse Deus, que é o Deus da Bíblia, nem sempre saberemos os motivos, mas podemos contar com sua bondade para que &lt;b&gt;&lt;i&gt;todo mal resulte em bem&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;—&lt;/font&gt;&lt;/a&gt; certeza que somente a cruz pode dar, já que Cristo foi o homem mais amado por Deus que já passou por esta terra, mas também foi Seu maior afligido (Mc 10.45), não tendo culpa alguma, nem real, nem imaginária (Hb 7.26). Deus não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou — em meio a grande sofrimento — para que tivéssemos vida. Eis a resposta suprema para o problema do mal no mundo, a única (e suficiente!) que o cristão tem a dar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas voltemos ao artigo. Essa frase de Gondim é reveladora:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;i&gt;Não consigo imaginar-me falando: “Deus é soberano e decidiu que eles viveriam assim; e os porquês da Providência, só saberemos na eternidade”.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Imagino que não consiga porque prefere uma fé que possa controlar, uma culpa à qual possa atribuir um sentido unicamente humano, abordável imediatamente pela razão (e nisso Gondim seria talvez um “neorracionalista”), cujas causas possam ser minadas com as próprias obras, ainda que apenas no plano mental. Em reação às manifestações mais terríveis das desordens da natureza e da maldade humana, é claro que o cristão sofre, mas não se inquieta com causas transcendentes à parte do próprio pecado original, nem com falsos méritos atribuídos ao homem: em primeiro lugar, aprendeu a confiar nas palavras de Jesus quanto a pensar no &lt;i&gt;para quê&lt;/i&gt; do mal, e não no &lt;i&gt;porquê&lt;/i&gt; (Jo 9.1-3); em segundo, vai a Jesus para “alívio” de todo mal (Mt 11.28); em terceiro, sabendo que a resposta definitiva para o mal já está dada (Hb 9.26, 1Pe 1.20) no sacrifício de Cristo, faz tudo o que estiver a seu alcance para minorar o sofrimento alheio, com a graça de Deus, esperando pacientemente pela redenção final de toda a criação (Rm 8.18-25), quando o mal já não existirá em nenhuma de suas formas (Ap 21.4). Já quem se vale do mecanismo de apaziguamento de culpas prefere voltar as costas para o desconhecido (abrigado em Deus) quanto às razões específicas para determinado mal, carregando o peso de suas mazelas, concentrando-se em si somente. Quando um esquerdista vocifera contra a teologia tradicional com todo aquele ódio e aquela indignação que o caracterizam, como quem brada “Como vocês podem ficar aí, tranquilos, enquanto há tanta pobreza no mundo?” (não que de fato fiquemos tranquilos, mas, não esqueçamos, ele colocou todo o peso sobre si mesmo, logo nos vê como os “descansados” — e de fato o somos, não em nossas ações, pois há muitos cristãos conservadores que evangelizam o perdido e agem pelo pobre, mas interiormente), acredito que o faz sobretudo do alto de sua cátedra de culpa irresolvida: a culpa fundamental, ampla, do pecado original, que, inconfessada, &lt;b&gt;&lt;i&gt;não&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; foi depositada aos pés de Cristo para o perdão, mas sim reduzida a uma culpa pelos “males sociais” para que esteja ao alcance da utopia socialista, que promete “um dia” acabar com ela de modos bem concretos. Claro, isso não significa que o cristão esteja isento dessa culpa difusa, mas fará muitíssimo bem se &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; utilizar a ideologia para lhe atribuir um nome. Deus nos livra pouco a pouco, em nossa caminhada cristã, de nossas falsas culpas, ajudando-nos a nos conhecer mais acuradamente, se depositamos nele toda confiança quanto a esses processos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, se o cristão não abre mão do controle sobre seus abismos, não há descanso possível em Cristo. O que resulta disso é um pseudocristianismo, quando aquele que se sente culpado (sem confessá-lo) precisa militar incessantemente para convencer-se de que o ser humano tem em mãos o sentido da história, acreditando ter transferido o poder de Deus para si — como se isso fosse algo bom, quando não passa de um retorno às eras pré-cristãs, um paganismo revisitado. E não há nada mais triste que valer-se de um deus inventado para confirmar logros interiores.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-1177601380875947508?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/1177601380875947508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=1177601380875947508&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1177601380875947508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1177601380875947508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/06/transferencia-de-poder-ii.html' title='Transferência de poder (II)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5431645653173777236</id><published>2010-06-10T11:35:00.001-03:00</published><updated>2010-06-10T11:39:04.622-03:00</updated><title type='text'>Transferência de poder (I)</title><content type='html'>&lt;p&gt;A leitura desse &lt;a href="http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=65&amp;amp;sg=0&amp;amp;id=2347"&gt;artigo&lt;/a&gt; de Ricardo Gondim suscitou algumas reflexões. Vou compartilhá-las com vocês em mais de um post, deixando de lado os três primeiros parágrafos (que me parecem autolaudatórios ao gosto pós-moderno: “vejam como eu não tenho medo de mudar” e “vejam como eu não tenho medo da crítica”) e concentrando-me no restante do texto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um tanto acusadoramente, Gondim parece esboçar através de um formato negativo (a rejeição, expressa através do futuro do pretérito) o que ele crê ser o Deus da teologia tradicional — uma imagem feia e simplista como uma caricatura. Nessa caricatura gondiniana, a ira de Deus se manifesta sobretudo na miséria econômica (os que “vivem em monturos de lixo”, os “miseráveis do Haiti”). Há menções a algumas tragédias (estupro, assassinato), mas é a miséria que abre e fecha a descrição dos males do mundo que compõe a parte principal do artigo (o trecho em itálico). Isso é espantoso: todos os demais pecados estão ausentes do quadro. Altivez, vícios, cobiça, ira, ingratidão, lascívia, autoindulgência, angústias interiores, famílias destruídas, nada disso entra na conta dos frutos gondinianos do pecado; os males que costuma nomear são sobretudo os que afetam os pobres (como, em outras ocasiões, o tsunami).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os prolongamentos lógicos de suas vindicações são: nesse mundo injusto, em que os pobres são alvo preferencial dos males do mundo e vítimas por excelência (quase diria: &lt;i&gt;bons&lt;/i&gt;, em contraposição aos abastados &lt;i&gt;maus&lt;/i&gt;), não é possível que Deus seja soberano, &lt;i&gt;ordenando&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;permitindo&lt;/i&gt; tudo isso. É quando o dedo acusador se faz presente: o Deus dos cristãos conservadores e fundamentalistas odeia especialmente o pobre. Logo, é preciso &lt;i&gt;outro Deus&lt;/i&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Isso tem nome e se chama esquerdismo. Ao contrário do que Gondim quer fazer parecer, é velho como o diabo e nada inovador. Desde Marx, a estrutura do cristianismo (criação, queda, redenção) é assumida e reproduzida sob moldes materialistas. Por isso, muitos consideram acertadamente o marxismo como uma “heresia religiosa” (cf. Nancy Pearcey, &lt;i&gt;Verdade absoluta&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro, CPAD, p. 153 a 156), com sua própria versão de criação (em vez do Deus criador, a matéria, que é autocriada), queda (em vez do pecado original, o surgimento da propriedade privada) e redenção (em vez do sacrifício de Cristo, a revolução socialista). Assumir a cosmovisão de esquerda e encaixá-la em uma estrutura cristã equivale a absorver concepções bíblicas &lt;i&gt;mutadas&lt;/i&gt;, sendo a principal delas a transformação do tratamento teológico do mal em um mecanismo simplista: primeiro, a redução do mal a tragédias visíveis, materiais; em seguida, o maniqueísmo que enxerga o pobre como vítima e o rico (na verdade, só o rico conservador, pois o rico esquerdista está “redimido”) como carrasco, sem cores intermediárias possíveis.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas outra coisa me vem à mente. Na &lt;i&gt;Enciclopédia do protestantismo&lt;/i&gt; (a sair pela editora Hagnos) há um verbete enorme chamado &lt;i&gt;Culpa&lt;/i&gt;, de Lytta Basset. Em uma interpretação do Livro de Jó, a autora observa que, inconscientemente, quando consumidas por uma culpa que não conseguem explicar, as pessoas preferem rejeitar essa culpa desprovida de uma causa específica, trocando-a por uma culpa com causa, qualquer que seja ela, com a exclusiva finalidade de tomar para si as rédeas da situação e enxergar uma solução mais próxima. Esse teria sido um dos problemas dos amigos de Jó, que, angustiados pela situação dele, buscaram aliviar seu fardo tentando convencê-lo de que havia algum pecado oculto em sua vida, bastando-lhe confessá-lo. O estratagema recebeu a desaprovação de Deus, pois o mal que afligiu Jó tinha uma finalidade precisa (um conhecimento mais acurado de Deus, cf. Jó 42.2-6), mas não uma causa definida. Isso está em estreita correlação com a questão do controle: em vez de centrar-se no mérito humano (Jó era justo e não “merecia” aquilo tudo), o Livro de Jó é o grande manifesto do poder e da liberdade de Deus, que parece exclamar: “Assim como minha graça não corresponde à bondade humana, o mal que faço sobrevir à humanidade também não corresponde necessariamente à maldade humana.” &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A autonomia divina passa totalmente despercebida por Gondim, que diminui Deus à exclusiva posição de criador e, em seguida, mero espectador, tal como os deístas o fizeram séculos antes (e coerentemente a maioria deles abandonou por completo o cristianismo após algum tempo). Mas esse Deus “esvaziado” não é o Deus da Bíblia. Enquanto Gondim chega à conclusão de que Deus teria renunciado voluntariamente a seu senhorio, entregando o mundo a seu próprio mal, Jó exclama: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42.2). E não precisamos nos limitar a Jó: o próprio Jesus nos assegura de que &lt;b&gt;&lt;i&gt;nada&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; pode nos sobrevir fora da vontade divina, nem mesmo o mais ínfimo acontecimento: “até os cabelos todos da cabeça estão contados” (Mt 10.30). Tanto a edificação quanto a destruição estão debaixo do senhorio de Cristo, e nisso reside a centralidade da Palavra, de Gênesis a Apocalipse, além de nosso consolo maior: o sentido da vida e da história está em Deus. Deslocar essa verdade é adulterar toda a fé. Explico: se Deus não é livre para responder o bem com o mal, segundo seus propósitos inescrutáveis, também não é livre para responder o mal com o bem, pois está preso às ações humanas (de fato, esse seria o &lt;a href="http://blogfiel.com.br/2010/06/a-agua-branca-e-a-mesa-branca.html/comment-page-1#comment-980"&gt;Deus das religiões reencarnacionistas&lt;/a&gt;, não o Deus cristão); logo, a graça redentora que nos resgata do pecado também não é possível. Se o mal resulta de nossos atos em vez de ser parte dos propósitos de Deus, não há perdão para os homens, nunca houve.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas, se Basset está correta quanto à culpa autoengendrada para fins de controle das angústias existenciais, que profunda culpa seria essa, capaz de mutilar do cristianismo seu próprio cerne, a saber, o perdão divino? (continua na parte II)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5431645653173777236?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5431645653173777236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5431645653173777236&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5431645653173777236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5431645653173777236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/06/transferencia-de-poder-i.html' title='Transferência de poder (I)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-3155161460824991980</id><published>2010-05-31T00:52:00.001-03:00</published><updated>2010-05-31T01:05:02.128-03:00</updated><title type='text'>Construtivismo e ensino de idiomas</title><content type='html'>&lt;p&gt;Recentemente a revista &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; veiculou dois artigos bastante críticos sobre o construtivismo. Não posso opinar muito profundamente sobre o tema, pois a pedagogia não é exatamente minha “praia”, mas sei que hoje a ideia de conhecimento como uma “&lt;em&gt;construção&lt;/em&gt; inacabada” está presente por toda parte. É claro que o conhecimento é um processo sempre em aberto. Porém, a maior crítica da &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; a versões radicais do construtivismo se refere à excessiva responsabilidade que costuma ser imputada aos alunos nesse processo – algo que é posto em prática de um modo pouco inteligente e pouco produtivo. E é sobre essa ideia, quando aplicada ao ensino de idiomas, que posso falar com propriedade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Alguns de meus leitores sabem que sou professora de francês. Na Faculdade de Letras, felizmente, tive contato com professores que desacreditavam métodos baseados em construtivismo. Mesmo assim, sempre encontrei estudantes e professores que se orgulhavam de &amp;quot;nunca traduzir&amp;quot; em sala de aula, o que eu acho uma bobagem sem tamanho. Quem adota esse procedimento acredita que o aluno precisa sempre deduzir os significados das palavras a partir do contexto. O problema é que, na maioria das vezes, o contexto não é óbvio! Além disso, muitos professores evitam a língua materna em sala como a própria &lt;em&gt;peste&lt;/em&gt; e preferem fazer mímica do sentido da palavras: por exemplo, imitam uma galinha em vez de responder “galinha” ao aluno do primeiro ano que pergunta o que é &lt;em&gt;poule&lt;/em&gt;. Só que, em 100% das vezes, o professor faz papel de palhaço à toa, pois os alunos compreendem a imitação e escrevem no caderno: &lt;em&gt;poule&lt;/em&gt; = galinha. De que adiantou evitar o português?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Da mesma forma, encontrei profissionais e donos de cursos de idiomas que insistiam em que &lt;i&gt;nunca se deveria explicar gramática&lt;/i&gt; em sala de aula, como se, de novo, o correto fosse o aluno deduzir. Mas por que deixar essa dedução (gigantesca!) para o aluno? Afinal, a grande maioria dos alunos não tem a mente analítica típica de quem se interessa por regras gramaticais. Além disso, explicar a gramática é nossa tarefa como professores; a deles é treinar e interiorizar as regras, e isso já dá um trabalhão danado. Nesse ponto, sou muito categórica: a gramática precisa &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; ser explicada o mais didática e esquematicamente possível. Às vezes você dá uma aplicação primeiro, às vezes dá depois, mas a regra &lt;i&gt;precisa&lt;/i&gt; ser explicitada. Eles agradecem e, na minha experiência, sempre manifestam preferência por um professor que explica tudo direitinho. Ainda mais no ensino de uma língua tão organizada e cheia de regras como o francês.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outra bobagem bastante prejudicial (em todas as áreas do aprendizado, na verdade) é o desprezo que se devota ao ato de decorar. Quando gostamos muito de uma música, de um poema, de uma peça de teatro, acabamos decorando alguns trechos por puro prazer. O prazer no aprendizado de um novo idioma também se manifesta dessa maneira, quando decoramos regras para que nosso uso de seus aspectos linguísticos se torne imediato. Aos poucos, o que decoramos passa a fazer parte de nós, tão intimamente que não precisamos mais pensar para falar ou escrever. Saber de &lt;em&gt;cor&lt;/em&gt; é saber com o coração (a expressão francesa manteve-se mais fiel à latina: &lt;em&gt;apprendre par coeur&lt;/em&gt;). O que estamos dizendo aos nossos alunos quando pronunciamos diante da turma a feia palavra “decoreba” em um tom de escárnio? Que existe tal monstruosidade: amor sem dedicação. Estamos fazendo pouco caso não só da memória deles, mas também do amor verdadeiro ao estudo, que pede necessariamente tempo, paciência e labor. Não há aprendizado efetivo sem esse esforço.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Há um ponto comum entre todas essas práticas, tão difundidas ainda hoje: enxergar o adulto que aprende um novo idioma como uma criança que aprende seu idioma materno. Como se o aprendizado devesse ser feito somente de espontaneidades. O problema é que essa é uma idealização do aprendizado da primeira infância, em primeiro lugar. Em segundo, uma situação difere totalmente da outra. O adulto irá referir-se a seu idioma de origem, ou ao último idioma estrangeiro que aprendeu, quando entra em contato com um novo idioma. Invariavelmente. Por isso, &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; oriento minha aula a falantes do português, comparando as dificuldades do francês com as dificuldades de nossa língua materna e dando mais ênfase naquilo que é diferente, portanto, mais difícil para os alunos brasileiros. Isso dá um resultado excelente. Para que gastar tempo com aquilo que o aluno fará de modo intuitivo? Mas para o que difere muito do português é preciso gastar mais tempo, mais explicação, mais exercício. Porém, para variar, essa linda &amp;quot;teoria&amp;quot;, aplicada à linguística, foi recebida com louvores por volta dos anos 60, como “libertária”, e muitos professores ainda a consideram e a aplicam como uma grande novidade. E o mesmo ocorre em muitas outras áreas: de certa forma, todos os &lt;i&gt;novidadeiros modernos&lt;/i&gt; ainda vivem nos anos 60... Enquanto isso, o construtivismo só vem mostrando, na prática, que não dá muito certo, e que como filosofia pode ainda ser bastante danoso para nossos filhos. Sobre o aspecto mais propriamente filosófico do tema, indico esse &lt;a href="http://www.solanoportela.net/artigos/jean_piaget.htm"&gt;ótimo artigo&lt;/a&gt; de Solano Portela. Sobre o construtivismo e a “neopedagogia”, também indico o &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/convidados/jmaria6.htm"&gt;artigo&lt;/a&gt; bastante esclarecedor de José Maria e Silva. E que Deus nos ajude a contestar com mais propriedade as burras unanimidades de nosso tempo.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-3155161460824991980?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/3155161460824991980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=3155161460824991980&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3155161460824991980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3155161460824991980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/05/construtivismo-e-ensino-de-idiomas.html' title='Construtivismo e ensino de idiomas'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-2454344973124120398</id><published>2010-05-17T15:52:00.001-03:00</published><updated>2010-05-17T16:31:22.045-03:00</updated><title type='text'>Esses livres-pensadores são engraçados (I e II)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Novos posts meus no &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com"&gt;Tamos Lendo&lt;/a&gt;! Já já posto um aqui também.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Boa leitura!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-2454344973124120398?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/2454344973124120398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=2454344973124120398&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2454344973124120398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2454344973124120398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/05/esses-livres-pensadores-sao-engracados.html' title='Esses livres-pensadores são engraçados (I e II)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6118710812585822460</id><published>2010-05-10T20:13:00.001-03:00</published><updated>2010-05-10T20:19:21.112-03:00</updated><title type='text'>A ideologia é má leitora</title><content type='html'>&lt;p&gt;Uma definição condensada e bastante fiel de &lt;em&gt;ideologia&lt;/em&gt; foi dada por Corinne Marion (&lt;em&gt;Quem tem medo de Soljenitsin?&lt;/em&gt;, Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1980, p. 66, nota 59) como “um saber absoluto que fornece, em princípio, a chave da história humana e permite conhecer, a cada momento, a atitude justa a seguir”. Trata-se assim de um &lt;em&gt;núcleo de ideias pré-fixadas &lt;/em&gt;que engendram em seu detentor uma ilusão de onisciência, certamente não reconhecida, já que inconsciente. Isso se correlaciona com as excelentes explicações fornecidas por Jonas Madureira em seu &lt;a href="http://jonasmadureira.blogspot.com/2009/12/afinal-o-que-e-totalitarismo.html"&gt;blog&lt;/a&gt; (recomendo vivamente a leitura completa do post) para o termo &lt;em&gt;ideologia,&lt;/em&gt; de acordo com Paul Ricoeur e Hannah Arendt:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Segundo Ricoeur, “toda ideologia é simplificadora e esquemática”. (…) nesse caso, Arendt concordaria com Ricoeur, uma vez que, para ambos, o pensamento ideológico tende a arrumar os fatos sob a forma de um processo absolutamente simples e esquemático; processo este que se inicia a partir de uma premissa aceita axiomaticamente e tudo o mais sendo deduzido dela. Outra congruência reside no fato de que ambos os pensadores veem nas ideologias um código interpretativo que incita os seres humanos a tomar a imagem pelo real, o reflexo pelo original. (…) Em suma, para Arendt, todo pensamento ideológico vai contra a realidade na medida em que a lógica de uma ideia tem o mesmo &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; do real. (…) Uma vez que as ideologias possuem a pretensão de explicação total, ou seja, tudo é explicado a partir de uma ideia, elas inibem automaticamente o pensamento da experiência e da realidade.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Isso significa que a ideologia é uma péssima leitora, na medida em que, ao sobrepor-se à realidade, obstaculiza o conhecimento verdadeiro. Assim, fatos e argumentos são sempre lidos através das espessas lentes dessas ideias primordiais que contaminam todos os dados apresentados ao sujeito leitor. O que chamamos de “língua de pau” no esquerdismo, por exemplo, nada mais é que a apropriação da linguagem pela ideologia, quando as palavras perdem seu significado comum e passam a pertencer exclusivamente a esse núcleo pré-fixado, geralmente oculto na comunicação, impedindo que o esquerdista compreenda seu interlocutor quando este fala do lado de fora do âmbito da ideologia. (Experimente conversar sobre &lt;em&gt;democracia&lt;/em&gt; com um admirador de Hugo Chávez. O termo precisará ser redefinido de antemão para que haja alguma esperança de diálogo e, mesmo assim, é pouco provável que ele compreenda você, embora você o compreenda.)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É precisamente isto que ocorreu com Joanildo Burity, autor de &lt;a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&amp;amp;util=1&amp;amp;categoria=3&amp;amp;registro=1279"&gt;artigo&lt;/a&gt; de opinião no site da revista &lt;em&gt;Ultimato&lt;/em&gt;, ao pronunciar-se contra meu texto &lt;em&gt;Por que não sou de esquerda&lt;/em&gt;, publicado na edição passada. Este pequeno post apenas assinala o fato e antecipa a resposta que escreverei nos próximos dias.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6118710812585822460?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6118710812585822460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6118710812585822460&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6118710812585822460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6118710812585822460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/05/ideologia-e-ma-leitora.html' title='A ideologia é má leitora'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7890222745980954578</id><published>2010-04-22T13:33:00.001-03:00</published><updated>2010-04-22T13:38:08.209-03:00</updated><title type='text'>Perguntas e respostas</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;em&gt;Estou tentando sair do assunto “esquerdismo”, mas está difícil. :-) Tinha um post fresquinho aqui sobre um tema totalmente outro, que ainda estou burilando, mas um leitor me pediu para responder a algumas perguntas. Como o blog precisa de atualização e as dúvidas dele representam as de muita gente, vou ordená-las aqui, com as devidas respostas.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#008000"&gt;Anderson: Pode ser rotulado &amp;quot;de esquerda&amp;quot; quem sai da inércia e procura fazer algo diante do sofrimento alheio? &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Norma: Claro que não. A rotulagem, na verdade, costuma funcionar no sentido contrário: para a esquerda, quem é de direita necessariamente NÃO faz nada diante do sofrimento alheio. O que, evidentemente, é julgamento e difamação política.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#008000"&gt;A: É de esquerda quem tenta colocar em prática o mandamento cristão do amor ao próximo? &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;N: O amor ao próximo se manifesta de mil e uma formas. Não damos apenas dinheiro, mas principalmente nosso tempo, nosso amor, nossas palavras de consolo, nosso testemunho, nossa disposição para ouvir etc. etc. E nosso próximo pode ser rico também, não pode? De novo, aqui, a rotulagem é no sentido inverso: a esquerda sempre acha que o próximo é o pobre, nunca o rico, reduzindo os necessitados do amor de Deus (todo mundo) aos necessitados de bens materiais, &amp;quot;materializando&amp;quot; a fé. A Bíblia afirma que todos pecamos e todos carecemos da glória de Deus. Reduzir o problema do mundo a seu aspecto apenas material (como faz a Teologia da Libertação) é um acinte à fé cristã.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#008000"&gt;A: Se eu participar de movimentos que ajudem crianças em situação de risco, dependentes químicos e mendigos, significa necessariamente que eu concordo com as atrocidades dos regimes comunistas? &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;N: Claro que não. Mas se você se sente um cristão melhor que seu irmão por participar desses movimentos, sem saber o que seu irmão faz de seu tempo, estará incorrendo no pecado do julgamento e do orgulho. Não é preciso aderir a um movimento para servir a Deus. Podemos servi-Lo em nossas vidas cotidianas, de acordo com as situações que se apresentam a nós, como o bom samaritano ajudou o judeu caído no chão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#008000"&gt;A: Ser a favor da reforma agrária, do acesso universal à educação, à moradia, à saúde, ao transporte urbano, à alimentação adequada é desconforme à cosmovisão cristã? &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;N: Depende. Reforma agrária através de vandalismo e roubo de propriedade, como é o caso do MST, definitivamente é algo desconforme à cosmovisão cristã. Tomar as coisas à força do braço jamais será algo aprovado por Jesus. Quanto ao restante, é evidente que direita e esquerda não discordam da necessidade dessas coisas, mas sim dos métodos para alcançar sua acessibilidade. Se o método for &amp;quot;através de um Estado que mande em tudo&amp;quot;, discordo, pois o Estado forte faz mais mal que bem - inclusive para a igreja.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#008000"&gt;A: Sou a favor da distribuição de renda, da erradicação da pobreza, da sustentação do meio ambiente e da democracia. Os conservadores podem dizer, por isso, que contrario os princípios cristãos? &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;N: Depende. Vamos por partes. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Primeiro, “distribuição de renda” é um termo-pegadinha. É claro que a ideia parece muito bonita. Mas veja: para a distribuição de renda, é preciso alguém que distribua. A quem cabe essa tarefa? Esse que distribui não será o mais rico de todos (o Estado)? E a história não mostra que, uma vez de posse de toda a riqueza, o Estado NÃO a distribui? Fidel Castro riquíssimo não me deixa mentir. Assim, o cristão que confia de todo o seu coração em um Estado que, uma vez tendo angariado poder suficiente para acumular toda a renda de um país, irá distribuí-la com justiça, está esquecendo um ponto básico da fé: o pecado original. Isso nunca funcionou e nunca funcionará, pois o coração do homem é mesquinho e egoísta. Sem Deus e com poder nas mãos, os governantes apenas se sentem licenciados para oprimir mais e mais o povo. (Mas, se você tem outra ideia quanto ao que significa “distribuição de renda”, gostaria de ouvi-la.) &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Justo por causa do pecado original, a “erradicação da pobreza” é um sonho, uma utopia. Fazemos o que está a nosso alcance para diminuir o sofrimento dos pobres, mas não podemos, como cristãos, crer em uma erradicação &lt;em&gt;total&lt;/em&gt; da pobreza para este mundo, nem delegar essa responsabilidade a governantes com poder máximo nas mãos. Eles não irão cumpri-la e ainda desejarão mandar em nossas consciências para garantir a continuidade desse poder máximo (vide os projetos do atual governo – que no entanto está ainda longe de ser um autêntico governo totalitário!).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quanto ao meio ambiente, é preciso tomar cuidado com algumas falácias pretensamente científicas, como o aquecimento global, usado para pressão política. Fora isso, a causa é válida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já “democracia” é uma palavra que vem sofrendo abusos há muito tempo. Há quem afirme, por exemplo, que “Cuba é uma democracia” (como faz Chávez). Na verdadeira democracia são preservados o direito de expressão, o direito de ir e vir, a liberdade para formar partidos políticos e contestar o governo. Em Cuba há prisões por delito de opinião, ninguém pode sair do país sem autorização e só há um partido, que se perpetua no poder há meio século. Dessa democracia eu não quero, obrigada!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#008000"&gt;A: Por fim, será que a dicotomia direita x esquerda já não foi superada?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;N: Acho que não. A dicotomia ainda é muito útil para precisar posições quanto ao socialismo (contra/a favor). Porém, como no Brasil o pensamento esquerdista obteve o status de um aprovado lugar-comum (inclusive na igreja!), tem muito esquerdista ou semi-esquerdista que não se diz de esquerda, como falei em post anterior. (A linguagem que você usa para elaborar suas perguntas demonstram um tanto essa confusão.) Isso se deve em grande parte à passividade geral diante de estratégias educativas espúrias, quando professores socialistas destilam seu socialismo em sala de aula sem nomeá-lo ou sem explicitá-lo devidamente. Os estudantes “compram” essas ideias gerais e mal digeridas – distribuição de renda, fim da propriedade privada, demonização de toda autoridade etc. – sem conseguir integrá-las a uma cosmovisão. Quando essas ideias invadem a igreja, então, é o caos: discípulos de Jesus depositam sua esperança (transcendental) na política (imanente e composta em grande medida por homens sem Deus) e, levados por um sentimento sincero de compaixão pelos pobres, podem aos poucos deixar que seja pervertida a fé libertadora. Por me preocupar com isso é que falo tanto do assunto – não por gostar de política. Também não quero saber daquele tipo de conservadorismo (comum nos EUA) que transformou a fé cristã em um pretexto para mudar a sociedade através de leis. Meu conservadorismo é essencialmente antissocialista.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7890222745980954578?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7890222745980954578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7890222745980954578&amp;isPopup=true' title='85 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7890222745980954578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7890222745980954578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/04/perguntas-e-respostas.html' title='Perguntas e respostas'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>85</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-3092341656484723887</id><published>2010-04-13T00:53:00.001-03:00</published><updated>2010-04-13T03:09:53.993-03:00</updated><title type='text'>Ufa! Por que falo tanto da esquerda afinal?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Alguns leitores podem perguntar-se: “Mas por que ela fala tanto da esquerda?”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Que bom, tenho teólogos para responder por mim! Veja o que diz Michael Horton sobre a ação transformadora da igreja:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Precisamos parar de nos acomodar à cultura que confrontamos e objetivamos transformar. Porém, para fazer isso precisamos não apenas conhecer nossa própria teologia, mas também conhecer os ídolos e compreender os modos com que nós mesmos acabamos tomando a forma do espírito deste século em vez da forma do Espírito de Cristo&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;É precisamente por isso que denuncio a esquerda como um ídolo parasita do cristianismo, um dos obstáculos mais comuns à cosmovisão genuinamente bíblica. Mas o principal, evidentemente, não é o &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; que o cristão precisa dar à inversão política (confusão entre o Reino de Deus e o paraíso socialista), mas o &lt;em&gt;sim&lt;/em&gt; (entusiasta!) da mente e do coração para o reforço teológico nas Escrituras, com a ajuda de pregações fiéis e obras de nossos irmãos do passado que organizaram a doutrina. Teologia frouxa equivale a mente enfraquecida, que por sua vez gera uma vida de pecados não-identificados e inconfessados. Por isso, siga o conselho de Horton: estude teologia reformada!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quer ler o restante da citação? Dê uma olhada no &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com"&gt;Tamos lendo&lt;/a&gt;!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-3092341656484723887?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/3092341656484723887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=3092341656484723887&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3092341656484723887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3092341656484723887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/04/post-meu-no-tamos-lendo_13.html' title='Ufa! Por que falo tanto da esquerda afinal?'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-2213093895644921977</id><published>2010-04-08T12:03:00.001-03:00</published><updated>2010-04-08T12:21:57.336-03:00</updated><title type='text'>Cristãos conservadores do Brasil, uni-vos!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Percebi que meu artigo publicado na Ultimato está cumprindo uma função bastante interessante na blogosfera e além: uma espécie de &lt;em&gt;espanação geral do armário.&lt;/em&gt; Socialistas antes enrustidos se colocam de modo claro e conservadores até então tímidos resolvem expor sua indignação com os onipresentes e opressivos lugares-comuns socialistas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pois é, as tentativas de resposta a meu artigo na Ultimato têm sido reveladoras. Primeiro, salta à vista o mote geral “não sou de esquerda” (ou “não sou comunista”), pronunciado tão-somente como preâmbulo para a defesa de uma cosmovisão inegavelmente montada em cima de pressupostos esquerdistas. Segundo, é sempre impressionante constatar o uso do &lt;em&gt;mecanismo do bode expiatório&lt;/em&gt; (Girard, &lt;em&gt;again&lt;/em&gt;) em lugar de contra-argumentações (um bom exemplo: “se não dar [sic] para conciliar as idéias socialistas aos [sic!] princípios bíblicos, então o que dizer do capitalismo monstruoso que acumula fortunas em poucas mãos plutocratas enquanto dois terços da população mundial morre [siiiiiiic!] de fome nas raias da exclusão total?”): o capitalismo desculpa todos os erros do socialismo, inclusive o genocídio. Uau! Na mesma linha, perguntam desafiadoramente o que eu acho da Ku Klux Klan e dos cristãos alemães, demonstrando com isso quão longe chegou a demonização dos opositores do socialismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como sou boazinha, deixo aqui explicitamente: não sou nazista, não sou a favor da KKK (a não ser para rir na internet), não sou entusiasta da ditadura militar, não sou contra os pobres nem indiferente à pobreza. Não acredito que o socialismo seja a solução para o problema da pobreza, a não ser que o objetivo seja empobrecer todo mundo logo de uma vez, material, mental e espiritualmente. Aí, o socialismo dá certo. A propriedade privada é bíblica, senão o Oitavo Mandamento não faria sentido algum. Não é “coisa de capitalista”. E, se você acha que a Bíblia defende o socialismo, um &lt;a href="http://bit.ly/als5f5"&gt;post excelente do Helder Nozima&lt;/a&gt; me poupou muito trabalho argumentativo e &lt;a href="http://robertovargas-make.blogspot.com/2010/04/eu-certamente-tambem-nao-sou-de.html"&gt;uma bronca do Roberto Vargas&lt;/a&gt; também dá conta do recado direitinho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Alguns ficaram horrorizados porque eu disse que o conceito de “classe dominante” é vago. Tratei disso &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2007/08/o-socialismo-petista.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E muitos reclamaram do meu uso de Girard. Pois é, Girard também foi cooptado pela esquerda, assim como Calvino e Kuyper. No entanto, minha alusão está perfeitamente correta. Só para constar, Girard coloca tanto o nazismo quanto o comunismo debaixo da mesma etiqueta: “totalitarismo”. A diferença? O comunismo seria um “totalitarismo da vítima”. Vejam o que ele declara:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nazismo:&lt;/strong&gt; &amp;quot;Os nazistas diziam: 'Vamos mudar a vocação do mundo ocidental, anular o ideal de um universo sem vítimas. Vamos fazer tantas vítimas que reinauguraremos o paganismo.&amp;quot; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Comunismo:&lt;/strong&gt; &amp;quot;Vivemos hoje em um mundo em que existem poderosos lobbies da vítima, em que só se pode mais perseguir ou exercer violência através de um discurso vitimário, de uma defesa das vítimas. O comunismo, por exemplo, na URSS, pretendia falar apenas em nome das vítimas, e fazia vítimas em nome das vítimas. O fracasso do comunismo soviético é um fracasso desse segundo totalitarismo que não chegou de modo nenhum ao fim. Penso que esse segundo totalitarismo irá reaparecer sob outras formas, e que já está reaparecendo, ainda está bem vivo. Como o terrorismo, que sempre fala em linguagem vitimária e exerce violência em nome da defesa das vítimas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Politicamente correto: &lt;/strong&gt;&amp;quot;É a religião da vítima, desprovida de toda transcendência, a obrigação social de empregar uma verdadeira 'língua de pau vitimária' que vem do cristianismo, mas que o subverte mais insidiosamente ainda que a oposição aberta.&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Tá vendo? Queimou a língua quem reclamou do Girard no meu texto, né? Ah, mas se lessem meu blog saberiam! Falei disso muitas vezes: &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2005/08/o-marxismo-e-teoria-girardiana-do-bode_24.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2005/08/o-marxismo-e-teoria-girard_112491764554776112.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2008/07/o-bode-marxista-e-o-bode-nazista.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2007/09/girard-e-o-politicamente-correto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quanto aos conservadores que elogiaram minha coragem, penso o seguinte. Hoje em dia, é preciso menos coragem para declarar-se homossexual (e a recepção festiva ao novo gay assumido Ricky Martin não me deixa mentir) que para sair do armário do conservadorismo. Agora, tem muito líder cristão que também continua trancado no armário do socialismo, principalmente quando fala desse bicho esquisito que é a &lt;em&gt;Missão Integral&lt;/em&gt;. E o pior é que muitas vezes fica lá não por falta de coragem (esquerda é &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt;, é chique), mas por ignorância ou desonestidade. Não pode! Se você, pastor, gosta de Marx, é contra a propriedade privada, acha que a igreja primitiva é um exemplo de distribuição de bens e usa Isaías 5.8 para defender o MST, faça um favor a suas ovelhas: diga claramente a elas que você é &lt;em&gt;socialista&lt;/em&gt;. Porém, faça um favor ainda maior a suas ovelhas e a você mesmo: &lt;em&gt;pare de confundir socialismo com Reino de Deus&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por tudo isso, minha conclamação é: &lt;strong&gt;conservadores cristãos do Brasil, uni-vos!&lt;/strong&gt; Todos para fora do armário, já! Vamos mostrar ao mundo do que é feita a cosmovisão calvinista e reformada &lt;em&gt;de verdade&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-2213093895644921977?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/2213093895644921977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=2213093895644921977&amp;isPopup=true' title='138 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2213093895644921977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2213093895644921977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/04/cristaos-conservadores-do-brasil-uni.html' title='Cristãos conservadores do Brasil, uni-vos!'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>138</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-8300761154358419119</id><published>2010-04-01T16:17:00.001-03:00</published><updated>2010-04-08T14:55:22.309-03:00</updated><title type='text'>Sobre o artigo da Ultimato</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a name="OLE_LINK6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Sobre meu artigo na Ultimato, cabe um esclarecimento. Conforme a &lt;a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&amp;amp;artigo=2609&amp;amp;secMestre=2607&amp;amp;sec=2634&amp;amp;num_edicao=323"&gt;Carta Aberta&lt;/a&gt; das páginas 38 e 39, não é de hoje que a revista tem sido acusada de um esquerdismo quase militante, embora nem sempre em termos explícitos. A veiculação dessa carta na mesma edição de meu artigo suscitou em alguns leitores e &lt;em&gt;não-leitores&lt;/em&gt; meus (hehe) a hipótese de que Ultimato, preocupada com essas acusações, tenha decidido publicar meu artigo somente para rebatê-las, dando mostras de pluralidade. Mesmo que o editor da revista &lt;a href="http://blogfiel.com.br/2010/02/carta-enviada-revista-ultimato-em.html/comment-page-1#comment-103"&gt;tenha mencionado&lt;/a&gt; meu artigo como prova de que não segue uma linha antiamericana (o que aliás não entendi, pois os EUA estão ausentes do texto), não posso negar nem afirmar a veracidade dessa hipótese, pois não quero correr o risco de pecar ao emitir julgamentos acerca de motivações ocultas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O que posso dizer com toda certeza é o seguinte: seja como for, a publicação de meu artigo não configura, de modo algum, pluralidade. Meu texto é um evento isolado em uma seção dedicada a opiniões femininas (“Deixem que elas mesmas falem”). A “pluralidade”, se limitada a uma seção de opiniões, não me parece algo significativo. Assim, o que dá identidade à revista são os articulistas de sempre, cuja maioria, de fato, é bastante conhecida do público, seja por suas posições à esquerda, seja por seu antiamericanismo, seja por manifestar apreço por certo feminismo: René Padillha, Paul Freston, Robinson Cavalcanti, Ricardo Gondim, &lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Valdir Steuernagel&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;, Bráulia Ribeiro. Isso é o que posso dizer simplesmente ao olhar o sumário da nova edição que tenho em mãos. E &lt;i&gt;nisso não vai nenhum julgamento de valor&lt;/i&gt;. Apenas a constatação: sim, a grande maioria dos autores fixos da revista &lt;i&gt;Ultimato&lt;/i&gt; tende a demonstrar posições de esquerda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas e daí? Nosso país não conhece variedade política. A grande maioria dos formadores de opinião no Brasil &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; de esquerda. A revista apenas espelha esse fato no mundo protestante evangélico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tudo isso para, fundamentalmente, dizer o seguinte. No Brasil, as pessoas acham bonito o socialismo, aprovam ou não se incomodam com a ditadura cubana, odeiam os Estados Unidos, andam com camisetas do Che Guevara, veem no governo a solução de todos os problemas, xingam o “neoliberalismo”, abominam o capitalismo como o próprio Mal &lt;i&gt;e não se dizem de esquerda&lt;/i&gt;. Claro, há os que o declaram mais abertamente, mas são minoria. A maioria sequer reconhece que existe, de fato, esquerda. Há ainda os que se denominam “socialdemocratas” embora continuem apoiando ditadores consumados como Fidel Castro e Hugo Chávez... Depreende-se disso que, neste país, o pensamento de esquerda se tornou a Opinião Comum Isenta e Racional. A explicação é simples: basta lembrar que desde o Brasil Colônia somos a somatória do Complexo do País Oprimido com a histórica expectativa de um governo que atue como um Grande Pai. Além disso, os ideais socialistas, onipresentes, nunca são questionados por leituras ou ensinamentos diversos, pois autores conservadores e liberais são ilustres desconhecidos no Reino dos Doutores do MEC. Ideologicamente, estamos quase tão fechados quanto a ilha-cárcere cubana...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como conservadora, uma de minhas tarefas é denunciar o apagamento de todo um leque de opções (e isso &lt;i&gt;não significa&lt;/i&gt; que eu seja uma adoradora dos EUA, uma entusiasta do capitalismo, uma elitista que não se importa com a pobreza etc. etc.). Outra, como cristã, é mostrar que a afinidade do socialismo com o cristianismo é, em grande medida, falsa, apontando para os perigos dessa convergência forjada. Isso significa afirmar que &lt;i&gt;crente esquerdista não é crente&lt;/i&gt;? Claro que &lt;i&gt;não&lt;/i&gt;! Mas se você, crente, por causa do seu esquerdismo, abre exceções ao aborto, cede ao relativismo (epistemológico, moral, cultural) e ajuda na perpetuação de um pensamento político autoritário por meio de um Estado forte e centralizador, quero contribuir para que você &lt;i&gt;se desesquerdize&lt;/i&gt;, desconformando sua mente em relação ao mundo e submetendo-a cada vez mais ao senhorio de Cristo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dito isto, nos próximos posts procurarei responder às várias objeções que foram levantadas contra meu artigo, aqui ou acolá, indicando as leituras em que me apoiei para escrevê-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;P.S. É significativo que a publicação desse texto se dê no Dia da Mentira. Esquerdistas que não se dizem esquerdistas, mentindo conscientemente ou não: assumam suas posições! :-)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-8300761154358419119?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/8300761154358419119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=8300761154358419119&amp;isPopup=true' title='41 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8300761154358419119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8300761154358419119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/04/sobre-o-artigo-da-ultimato.html' title='Sobre o artigo da Ultimato'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>41</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5086642078344781374</id><published>2010-03-29T18:12:00.001-03:00</published><updated>2010-03-29T18:12:33.626-03:00</updated><title type='text'>Por que não sou de esquerda</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&amp;amp;secMestre=2603&amp;amp;sec=2616&amp;amp;num_edicao=323"&gt;Artigo publicado na Revista Ultimato&lt;/a&gt;, março de 2010&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Diante do problema do mal, experimentamos a urgência de uma solução. Para quem crê, Jesus satisfez essa urgência: inocente, sacrificou-se por nós. Assim, o cristão fiel declara com tranquilidade que o mal está em si, confiando em Cristo para a redenção. Porém, para quem não crê, o problema do mal resta irresolvido e a solução será sempre externa. Este é o “mecanismo do bode expiatório”, segundo René Girard: fazer com que alguém encarne o mal e eliminá-lo, gerando sacrifícios sem fim (enquanto a Bíblia enfatiza: o sacrifício de Jesus é eterno).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Isso se verifica facilmente entre nós, ocidentais, quando lembramos os assassinatos em massa do século XX. Judeus, ciganos, cristãos dissidentes e povos não-alemães foram os bodes expiatórios da Alemanha hitlerista: quarenta milhões de mortos. Da mesma forma, nos países comunistas o vago conceito de “classe dominante” tem justificado a condenação à morte de mais de cem milhões. Trata-se um ciclo diabólico, pois não há sacrifícios que cheguem para a sanha dos que pensam combater o mal dessa maneira. Assim, a violência aumenta na mesma proporção do secularismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A equiparação entre comunismo e nazismo não é novidade. No entanto, de certo modo o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães era melhor nisso: mentia menos. Seus membros não escondiam o desejo de conquistar o mundo; já o socialismo oculta seu projeto de poder total sob a compaixão pelos pobres e a promessa de um futuro glorioso. O autointitulado “protetor dos oprimidos”, ao tornar-se chefe da nação, passa a valer-se de sua anterior (e farsesca) posição de “oprimido” para solapar resistências e positivar desmandos. E o povo, além de mais empobrecido, fica definitivamente sem voz. Na Rússia, na China e no Camboja a arbitrariedade apenas mudou de mãos, tornando-se voraz como nunca; em Cuba, uma favela carioca pareceria condomínio de luxo na parte não-turística da ilha; na Venezuela, Chávez diz “eu sou o povo” para justificar a progressiva supressão da democracia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hoje não há cristãos nazistas (espero!), mas há uma miríade de cristãos socialistas ou comunistas. É algo difícil de compreender. Em primeiro lugar, por que um seguidor de Jesus aderiria a um arremedo de plano da redenção? Para confessar esse endosso, precisaria necessariamente subverter todo o pensamento bíblico, substituindo a criação divina pela matéria autônoma, o pecado original pela propriedade privada, a salvação em Cristo pela revolução socialista. Se não o fez, é porque ainda oscila entre os dois mundos, sem perceber que são díspares — a cultura marxista mimetizando a cristã.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em segundo lugar, por que um cristão se posicionaria a favor de um Estado forte que pune seus dissidentes? O processo de centralização do poder empurra a igreja ou para o servilismo ou para a clandestinidade onde quer que o socialismo seja implementado. De fato, Hannah Arendt estudou o totalitarismo e concluiu que o isolamento torna o ser humano muito mais vulnerável ao controle estatal. Por isso, esse regime ataca prioritariamente as livres associações (a família, a igreja, a escola, o comércio), buscando atomizar a sociedade no melhor estilo romano “dividir para conquistar”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ser socialista e cristão é tomar o partido de César, não de Cristo. Sobretudo, ser socialista e cristão no Brasil de hoje é assumir uma postura perigosíssima para a igreja. De várias maneiras, o governo atual, honrando suas influências teóricas e suas alianças internacionais, busca cada vez mais controle sobre a sociedade. É quando precisamos recorrer aos ensinamentos de Calvino e Kuyper: por causa do pecado, Deus instituiu os magistrados para punir os maus e garantir a ordem; porém, o Estado &lt;i&gt;jamais&lt;/i&gt; pode ferir a soberania das esferas individuais, familiares e corporativas, pois a autoridade de cada esfera descende igualmente de Deus. Caso o faça, devemos orar para que retorne ao ideal divino, opondo-nos a cada atentado à liberdade e amparando os perseguidos. Mas isso só será possível se substituirmos a cosmovisão esquerdista por uma genuína cosmovisão cristã. Que Deus ajude a igreja brasileira nessa empreitada.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5086642078344781374?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5086642078344781374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5086642078344781374&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5086642078344781374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5086642078344781374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/03/por-que-nao-sou-de-esquerda.html' title='Por que não sou de esquerda'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-2651573171819270746</id><published>2010-03-24T19:30:00.006-03:00</published><updated>2010-03-24T20:12:32.652-03:00</updated><title type='text'>Infanticídio indígena e justificações antropológicas</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_biyMR5yDUYw/S6qSi_mN-XI/AAAAAAAAADc/kQWIuFBpY4I/s1600-h/Indiozinho%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;img title="Indiozinho" style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="213" alt="Indiozinho" src="http://lh6.ggpht.com/_biyMR5yDUYw/S6qSj018sXI/AAAAAAAAADg/J59ESQQrIvw/Indiozinho_thumb.jpg?imgmax=800" width="244" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: green"&gt;Há tanto tempo que ninguém poderia contar, boa parte das tribos brasileiras acredita que a certas crianças não é permitido sobreviver. Crianças com defeitos congênitos, gêmeos, filhos de mães solteiras representam, segundo crenças muito antigas, um risco espiritual para toda a aldeia. O costume é matá-las assim que nascem.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: green"&gt;Algumas dessas famílias indígenas pressentem a crueldade desse ato e, contrariando a tradição, fogem da aldeia, recusando-se a assassinar seus filhos. (O menininho da foto, Niawi, foi enterrado vivo no Amazonas aos 5 anos de idade, por não conseguir aprender a andar. Seus pais eram contra o sacrifício e se suicidaram antes do acontecimento.) A &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.atini.org/"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: green"&gt;Atini&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: green"&gt;, uma organização sem fins lucrativos, oferece apoio para esses índios que estão na contracultura. Pretende com isso diminuir todo esse sofrimento e impedir a matança de mais indiozinhos. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: green"&gt;Porém, no melhor estilo petersingeriano, partidários do relativismo cultural não apenas discordam dessa intervenção, mas negam o próprio fato de que o indiozinho recém-nascido é… gente! &lt;strong&gt;E um deles é uma antropóloga que se diz conselheira da UNICEF!&lt;/strong&gt; Confira a história, contada pela presidente da Atini, Marcia Suzuki.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;div style="text-align: center"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;A ESTRANHA TEORIA DO HOMICÍDIO SEM MORTE&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="center"&gt;&lt;i&gt;Marcia Suzuki&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Alguns antropólogos e missionários brasileiros estão defendendo o indefensável. Através de trabalhos acadêmicos revestidos em roupagem de tolerância cultural, eles estão tentando disseminar uma teoria no mínimo racista. A teoria de que para &lt;i&gt;certas&lt;/i&gt; sociedades humanas &lt;i&gt;certas&lt;/i&gt; crianças não precisariam ser enxergadas como seres humanos. Nestas sociedades, matar &lt;i&gt;essas&lt;/i&gt; crianças não envolveria morte, apenas “interdição” de um processo de construção de um ser humano. Mesmo que essa criança já tenha 2, 5 ou 10 anos de idade.     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Deixe-me explicar melhor. Em qualquer sociedade, a criança precisa passar por certos rituais de socialização. Em muitos lugares do Brasil, a criança é considerada pagã se não passar pelo batismo católico. Ela precisa passar por esse ritual religioso para ser promovida a “gente” e ter acesso à vida eterna. Mais tarde, ela terá que passar por outro ritual, que comemora o fato dela ter sobrevivido ao período mais vulnerável, que é o primeiro ano de vida. A festa de um aninho é um ritual muito importante na socialização da criança. Alguns anos mais tarde ela vai frequentar a escola e vai passar pelo difícil processo de alfabetização. A primeira festinha de formatura, a da classe de alfabetização, é uma celebração da construção dessa pessoinha na sociedade. Nestas sociedades, só a pessoa alfabetizada pode ter esperança de vir a ser funcional. E assim vai. Ela vai passar por um longo processo de “pessoalização”, até se tornar uma pessoa plena em sua sociedade.     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Esse processo de socialização é normal e acontece em qualquer sociedade humana. As sociedades diferem apenas na definição dos estágios e na forma como a passagem de um estágio para outro é ritualizada.     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Pois é. &lt;b&gt;&lt;span style="color: red"&gt;Esses antropólogos e missionários estão defendendo a teoria de que, para algumas sociedades, o “ser ainda em construção” poderá ser morto e o fato não deve ser percebido como morte. Repetindo – caso a “coisa” venha a ser assassinada nesse período, o processo não envolverá morte. Não é possível se matar uma coisa que não é gente. Para estes estudiosos, enterrar viva uma criança que ainda não esteja completamente socializada não envolveria morte.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Esse relativismo é racista por não se aplicar universalmente. Estes estudiosos não aplicam esta equação às crianças deles. Ou seja, aquelas nascidas nas grandes cidades, mas que não foram plenamente socializadas (como crianças de rua, bastardas ou deficientes mentais). Essa equação racista só se aplicaria àquelas crianças nascidas na floresta, filhas de pais e mães indígenas. Racismo revestido com um verniz de correção política e tolerância cultural.     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Tristemente, o maior defensor desta teoria é um líder católico, um missionário. Segundo ele &amp;quot;O infanticídio, para nós, é crime se houver morte.&amp;#160; O aborto, talvez, seja mais próximo dessa prática dos índios, já que essa não mata um ser humano, mas sim, interdita a constituição do ser humano&amp;quot;, afirma.”i&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn1" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref1"&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red"&gt;Uma antropóloga da UNB concorda. &amp;quot;Uma criança indígena quando nasce não é uma pessoa.&amp;#160; Ela passará por um longo processo de pessoalização para que adquira um nome e, assim, o status de 'pessoa'.&amp;#160; Portanto, os raríssimos casos de neonatos que não são inseridos na vida social da comunidade não podem ser descritos e tratados como uma morte, pois não é.&amp;#160; Infanticídio, então, nunca.&amp;quot; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;ii&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn2" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref2"&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Mais triste ainda é que &lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;esta antropóloga alega ser consultora da UNICEF&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;, tendo sido escolhida para elaborar um relatório sobre a questão do infanticídio nas comunidades indígenas brasileiras iii&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn3" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref3"&gt;&lt;/a&gt;. Como é que a UNICEF, que tem a tarefa defender os direitos universais das crianças, e que reconhece a vulnerabilidade das crianças indígenas&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn4" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref4"&gt;&lt;/a&gt; vi, escolheria uma antropóloga com esse perfil para fazer o relatório? Acredito que eles &lt;i&gt;não saibam&lt;/i&gt; que sua consultora defende o direito de algumas sociedades humanas de “interditar” crianças ainda não plenamente socializadas. v&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn5" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref5"&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;O papel da UNICEF deveria ser o de ouvir o grito de socorro dos inúmeros pais e mães indígenas dissidentes, grito este já fartamente documentado pelas próprias organizações indígenas e ONGs indigenistas.&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn6" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref6"&gt;&lt;/a&gt; vi     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;A UNICEF deveria ouvir a voz de homens como Tabata Kuikuro, o cacique indígena xinguano que preferiu abandonar a vida na tribo do que permitir a morte de seus filhos. Segurando seus gêmeos sobreviventes no colo, em um lugar seguro longe da aldeia, ele comenta emocionado:     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;“Olha pra eles, eles são gente, não são bicho, são meus filhos. Como é que eu poderia deixar matar?” vii&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn7" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref7"&gt; &lt;/a&gt;    &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Para esses indígenas, criança é criança e morte é morte. Simples assim.     &lt;br /&gt;    &lt;hr align="left" width="33%" size="1" /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref1" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn1"&gt;&lt;font size="2"&gt;[i]&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=347765"&gt;&lt;font size="2"&gt;http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=347765&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref2" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn2"&gt;&lt;font size="2"&gt;[ii]&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; idem      &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref3" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn3"&gt;&lt;font size="2"&gt;[iii]&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; Marianna Holanda fez essa declaração em palestra que ministrou em novembro de 2009 no auditório da UNIDESC , em Brasília.      &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref4" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn4"&gt;&lt;font size="2"&gt;[iv]&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;ct=res&amp;amp;cd=2&amp;amp;ved=0CAkQFjAB&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.unicef.pt%2Fdocs%2Fpdf_arquivo%2F2004%2F04-02-25_innocenti_digest_n_11.pdf&amp;amp;rct=j&amp;amp;q=UNICEF+relat%C3%B3rio+crian%C3%A7as+ind%C3%ADgenas+vulner%C3%A1veis&amp;amp;ei=fW-hS47tCoT2sQOVzZnhAw&amp;amp;usg=AFQjCNE5YLDmlaDBe3eUQLoT_-UaruJyMQ"&gt;&lt;font size="2"&gt;Segundo relatório da UNICEF, as crianças indígenas são hoje as crianças mais vulneráveis do planeta.&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; “Indigenous children are among the most vulnerable and marginalized groups in the world and global action is urgently needed to protect their survival and their rights, says a new report from UNICEF Innocenti Research Centre in Florence.”      &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref5" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn5"&gt;&lt;font size="2"&gt;[v]&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; Em algumas sociedades, crianças não socializadas seriam gêmeos, filhos de mãe solteira, de viúvas ou de relações incestuosas, crianças com deficiência física ou mental grave ou moderada, etc. A dita “interdição” do processo pode ocorrer em várias idades, tendo sido registrada com crianças de até 10 anos de idade, entre os Mayoruna, no Amazonas. Marianna defende essa “interdição” em dissertação intitulada “Quem são os humanos dos direitos?” &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=2483:estudo-contesta-criminalizacao-do-infanticidio-indigena&amp;amp;catid=21:indigenas&amp;amp;Itemid=165"&gt;&lt;font size="2"&gt;Estudo contesta criminalização do infanticídio indígena&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref6" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn6"&gt;&lt;font size="2"&gt;[vi]&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.quebrandoosilencio.blog.br/"&gt;&lt;font size="2"&gt;www.quebrandoosilencio.blog.br&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.atini.org/"&gt;&lt;font size="2"&gt;www.atini.org&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.movimentoindigenaafavordavida.blogspot.com/"&gt;&lt;font size="2"&gt;www.movimentoindigenaafavordavida.blogspot.com&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/1406660"&gt;&lt;font size="2"&gt;http://vimeo.com/1406660&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.conplei.org.br/2009/carta-aberta-contra-infanticidio-indigena-brasil.html"&gt;&lt;font size="2"&gt;carta aberta contra o infanticídio indígena&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;a href="http:///?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=1qygpcgurkovy#1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__ednref7" name="12791c0157aac0da_1279147968548a2b_1279096e165005f5_1278ff17bb067d4a_1278d87610743619_1278d0c2888e833a_1278ce746e167b2e_1278cde64f8a7c82__edn7"&gt;&lt;font size="2"&gt;[vii]&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; Trecho de depoimento do documentário “Quebrando o Silêncio”, dirigido pela jornalista indígena Sandra Terena. O documentário está disponível no link &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.quebrandoosilencio.blog.br/"&gt;&lt;font size="2"&gt;www.quebrandoosilencio.blog.br&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-2651573171819270746?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/2651573171819270746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=2651573171819270746&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2651573171819270746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2651573171819270746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/03/infanticidio-indigena.html' title='Infanticídio indígena e justificações antropológicas'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_biyMR5yDUYw/S6qSj018sXI/AAAAAAAAADg/J59ESQQrIvw/s72-c/Indiozinho_thumb.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-2358547176794130532</id><published>2010-03-22T15:15:00.001-03:00</published><updated>2010-03-22T15:15:50.277-03:00</updated><title type='text'>Coisinhas sobre mim (2)</title><content type='html'>&lt;p&gt;- Os únicos críticos do capitalismo dignos de minha atenção respeitosa são aqueles que não se renderam a nenhum tipo de opressão estatal socialista. Ou seja, aqueles que são honestos o suficiente para não usar o capitalismo como bode expiatório do socialismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Não sou gorda, mas tem pelo menos dez anos que eu queria perder uns quilos para sempre. Poderia adaptar aquela frase famosa de Mark Twain: “Emagrecer é fácil, eu já emagreci várias vezes!”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Gosto muito do seriado americano Without a Trace (&lt;em&gt;Desaparecidos&lt;/em&gt;). Quando cheguei à terceira temporada, percebi isto: via de regra, os desaparecidos são pessoas reservadas ou cheias de segredos. Isso atrapalha a investigação, já que familiares e amigos não podem ajudar muito quando entrevistados. Pois bem: eu me comporto como se um dia fosse desaparecer, contando tudo sobre mim para as pessoas que mais amo. Se isso não for saudável por alguma razão (ainda não descobri qual), pelo menos pode ser útil para me acharem um dia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Estou sedenta de mais música boa que louve a Deus. Se você sabe de algum músico ou grupo que seja de fato diferente do que se ouve hoje nas rádios ou “por aí”, por favor, poste nos comentários. Por exemplo: Elomar (embora não o tempo todo) e aquele casal fofo que pastoreia a igreja do Surfjan Stevens. Folk é uma ótima (tipo Nick Drake, Neil Young, Kings of Convenience), mas pode ser também rock ou pop, desde que seja de fato &lt;i&gt;bom&lt;/i&gt; (tipo Paul McCartney, David Bowie, Billy Joel). Agora, se for tão original quanto Rumo, Air ou Beirut, irei às nuvens. E, se as letras forem citações diretas da Bíblia, melhor ainda! (Ok, sei que estou pedindo demais, hehe!)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-2358547176794130532?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/2358547176794130532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=2358547176794130532&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2358547176794130532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2358547176794130532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/03/coisinhas-sobre-mim-2.html' title='Coisinhas sobre mim (2)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-1382704512064084282</id><published>2010-03-15T11:22:00.004-03:00</published><updated>2010-03-15T11:37:01.793-03:00</updated><title type='text'>Abaixo-assinado pela liberdade em Cuba</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/S55Ca4PUc2I/AAAAAAAAADM/U_-DeCnIKrs/s1600-h/Cubanos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/S55Ca4PUc2I/AAAAAAAAADM/U_-DeCnIKrs/s400/Cubanos.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O caso de Orlando Zapata Tamayo (ver meu post &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2010/02/esquerdismo-assassino-e-seus-cumplices.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) tem despertado pessoas em todo o mundo para protestar contra as condições desumanas da ditadura cubana. Quero juntar minha voz a esse coro pela libertação dos presos políticos em Cuba e pelo fim do cruel regime dos irmãos Castro. Se você também gostaria de participar desse clamor, &lt;a href="http://firmasjamaylibertad.com/ozt/"&gt;&lt;b&gt;assine aqui&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. O texto do abaixo-assinado em português:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Pela libertação imediata e sem condições de todos os presos políticos das prisões cubanas;  pelo respeito ao exercício, promoção e defesa dos direitos humanos em qualquer parte do mundo;  pelo decoro e o valor de Orlando Zapata Tamayo, injustamente preso e brutalmente torturado nas  prisões cubanas, morto após greve de fome por denunciar estes crimes e a falta de liberdade  e democracia no seu país; pelo respeito à vida dos que correm o risco de morrer como ele para  impedir que o governo de Fidel e Raul Castro continue eliminando fisicamente aos seus opositores pacíficos,  levando-os a cumprir condenações injustas de até 28 anos por "delitos" de opinião; pelo respeito  à integridade física e moral de cada pessoa, assinamos esta carta, e encorajamos a assiná-la também,  a todos os que elegeram defender a sua liberdade e a liberdade dos outros.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;E não deixe de dar uma olhada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://orlandozapatatamayo.blogspot.com/"&gt;blog cubano&lt;/a&gt; que está veiculando o abaixo-assinado;&lt;br /&gt;No vídeo da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GlhlKKKXj5Q&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;manifestação&lt;/a&gt; dos cubanos de Miami na embaixada brasileira nos EUA;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9oDw1L6i0E0"&gt;desabafo de Marcelo Madureira&lt;/a&gt; (do Casseta &amp;amp; Planeta) sobre os "recados" do governo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-1382704512064084282?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/1382704512064084282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=1382704512064084282&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1382704512064084282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1382704512064084282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/03/abaixo-assinado-pela-liberdade-em-cuba.html' title='Abaixo-assinado pela liberdade em Cuba'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/S55Ca4PUc2I/AAAAAAAAADM/U_-DeCnIKrs/s72-c/Cubanos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5368470242758626835</id><published>2010-03-10T22:04:00.001-03:00</published><updated>2010-03-10T22:04:01.232-03:00</updated><title type='text'>Interpretações (3)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Sei que, apenas por meu antiesquerdismo, muitos colam ou colarão em mim uma atitude elitista. (No entanto, que injustiça, se estudassem saberiam que o Estado socialista é a forma mais cruel de elitismo!) Pelo contrário, meu sempre presente horror ao elitismo foi o que me salvou de muitos erros teológicos. Explico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando eu era esotérica, tinha literalmente &lt;i&gt;raiva&lt;/i&gt; da Bíblia porque, segundo os “mestres” do esoterismo, o que se lia nunca era o que se lia. Lembro-me de assistir a palestras sobre a Bíblia em um centro esotérico. A palestrante, “incorporada”, explanava o trecho em que Jesus vê Natanael embaixo da figueira (Jo 1.48). Dizia ela: “Filipe significa isso, Natanael significa aquilo, a figueira significa aquilo outro...” Ou seja: sem uma ridícula, nada democrática e provavelmente impossível &lt;i&gt;tabela de simbolismos&lt;/i&gt;, os escritos bíblicos seriam sempre um conjunto inalcançável. Isso me manteve por anos longe desse Livro, pois, apesar de esotérica, desagradava-me profundamente que fosse uma leitura somente para “entendidos”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hoje, quando leio sobre os críticos heterodoxos que adoram — &lt;i&gt;a-do-ram&lt;/i&gt; — inventar simbologias escalafobéticas para a Bíblia, no mesmo estilo que a mestra “incorporada” (“tal personagem significa isso...”), sempre formulo mentalmente a seguinte regra: se a leitura desses “eruditos” é &lt;i&gt;diferente demais&lt;/i&gt; da leitura de qualquer mortal, jogue fora. O mesmo vale para estudiosos que até acatam o sentido primário dos textos bíblicos, mas os desprezam em favor de outros “mais profundos”, aos quais se apegam mais, afirmando até mesmo que esses sentidos (o “básico” e o “profundo”) se opõem! (É, tem louco pra tudo…)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A questão é: Jesus &lt;i&gt;nunca&lt;/i&gt; deixaria longe de seu Reino os pequeninos; muito pelo contrário, eles são privilegiados na revelação (Mt 11.25)! Portanto, desconfie da chamada teologia liberal e neo-ortodoxa, além de todo tipo de “esoterismo cristão”: a maioria desses autores &lt;i&gt;eruditiza&lt;/i&gt; demais a Bíblia e nega a leitura básica, mandando os pequeninos amados por Jesus para o fim da fila da compreensão de sua fé.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5368470242758626835?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5368470242758626835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5368470242758626835&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5368470242758626835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5368470242758626835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/03/interpretacoes-3.html' title='Interpretações (3)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7436126066342067213</id><published>2010-02-27T16:57:00.001-03:00</published><updated>2010-02-27T16:57:23.900-03:00</updated><title type='text'>Esquerdismo assassino e seus cúmplices</title><content type='html'>&lt;p&gt;Em &lt;a href="http://www.pricewrites.com/articles/2003/03/eric_hobsbawm.php"&gt;artigo&lt;/a&gt; para o Boston Globe, o jornalista Matthew Price conta que perguntaram para o propalado historiador Eric Hobsbawn, leitura obrigatória nas universidades brasileiras, se a perda de vinte milhões de pessoas no regime comunista da antiga União Soviética havia sido justificável. Sem hesitar diante das câmeras de TV, Hobsbawn respondeu: “Sim.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Há quem diga que o comunismo acabou, mas (que curioso!), mesmo morto, continua matando. Dias depois da publicação do artigo de Price, em março de 2003, houve a chamada Primavera Negra em Cuba, uma onda de prisões de dissidentes do regime castrista. Entre 75 outros cubanos, Orlando Zapata Tamayo foi preso. Seus crimes: “desrespeito, desordem pública e resistência”. Sua pena: 36 anos de detenção. No cárcere, vinha sofrendo graves espancamentos, maus-tratos e tortura psicológica. Quase sete anos depois, no dia 3 de dezembro de 2009, Tamayo decidiu que seu martírio não seria em vão: começou uma greve de fome pelo fim da ditadura em Cuba. O chefe da prisão resolveu “dar uma forcinha” para a greve e mandou que negassem água ao preso. Hospitalizado com falência renal, foi posto nu em um quarto com um forte ar-condicionado e contraiu pneumonia. Em seguida, sem tratamento, foi levado de volta para a prisão, largado para morrer. No dia 23 de fevereiro deste ano, depois de 85 dias sem se alimentar, Tamayo falece.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Diante do ocorrido, qual o veredito de Raúl Castro, irmão do ditador? “A culpa é dos Estados Unidos.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Graças ao Senhor de toda a justiça, a morte de Tamayo está provocando protestos no mundo inteiro. Os Estados Unidos, a União Europeia e o Canadá exigem a libertação de todos os presos políticos em Cuba (duzentos, segundo os dissidentes). Na República Checa, o parlamento guardou um minuto de silêncio em homenagem a ele. Lech Walesa, líder que trabalhou pelo fim do comunismo na Polônia, está pressionando o governo cubano a favor dos encarcerados, e a Anistia Internacional se pronunciou sobre a repressão violenta do regime. A movimentação chega tarde demais, porém: desde 1957, a Cuba socialista já matou 17 mil diretamente e 83 mil no mar, tentando deixar a ilha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E o Brasil, o que fez? Lula estava lá e, representando-nos, calou-se diante de tudo isso. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Conta o jornalista que Hobsbawn, cúmplice ideológico do assassinato de milhões de pessoas, alegrou-se muitíssimo com a eleição de Lula para presidente do Brasil. Compreende-se. Diante das mortes simbólicas e reais do mundo socialista, ambos se irmanam em suas justificações. Price também escreve que hoje poucas figuras da envergadura do historiador mantêm a mesma devoção ao comunismo. Isso certamente não é verdade no Brasil. Se fosse, o barulho em torno da morte de Tamayo seria maior. Bem maior. Haveria uma indignação gigantesca contra o silêncio conivente de Lula. ONGs fariam passeatas, ativistas de direitos humanos bradariam de horror. Entre os cristãos, haveria ainda mais protestos. Na igreja protestante brasileiras, pastores iriam a público pedir perdão a seus fiéis por terem apoiado Fidel e seus seguidores — Chávez, Morales, Lula. É isso que espero dos pastores brasileiros. Há muito tempo, na verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E você, cristão esquerdista que apóia Fidel, que gosta de Lula, que anda com a camisa do Che, que louva as maravilhas do socialismo, já se informou? Já pediu suas desculpas em público? Até quando será cúmplice da tirania e do assassinato?&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7436126066342067213?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7436126066342067213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7436126066342067213&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7436126066342067213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7436126066342067213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/02/esquerdismo-assassino-e-seus-cumplices.html' title='Esquerdismo assassino e seus cúmplices'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-863591935363107317</id><published>2010-02-24T11:44:00.001-03:00</published><updated>2010-02-24T12:37:37.791-03:00</updated><title type='text'>Vamos testar a tolerância secular com uma música pop</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a name="OLE_LINK6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um dos maiores sucessos dos Titãs nos anos oitenta foi aquela música &lt;em&gt;Igreja &lt;/em&gt;(tem no You Tube), que dizia:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;Eu não gosto de padre        &lt;br /&gt;Eu não gosto de madre         &lt;br /&gt;Eu não gosto de frei&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;Eu não gosto de bispo        &lt;br /&gt;Eu não gosto de Cristo         &lt;br /&gt;Eu não digo amém!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Todo mundo adorava! Todo mundo ainda adora os Titãs e o compositor de &lt;i&gt;Igreja&lt;/i&gt;, o hoje tão bonzinho, comportadinho e falandinho-de-amor Nando Reis. Mas, pensando bem, o que eles fizeram não é nada de mais. Pelo menos há uns cinquenta anos (pois é, cinquenta anos!), xingar a igreja, falar mal de padre e pastor e enxovalhar o cristianismo é moleza, lugar-comum e não choca ninguém. Assim, lanço aqui uma ideia que todos os cristãos conservadores, protestantes e católicos, poderão aproveitar: testar a tão propalada tolerância do secularismo politicamente correto com uma letra contracultural de verdade, desafiando a religião moderna. Vamos todos então cantar assim:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eu não gosto de Lênin        &lt;br /&gt;Eu não gosto de Stálin         &lt;br /&gt;Eu não gosto do Che!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eu não gosto do Chávez        &lt;br /&gt;Não gosto do Morales         &lt;br /&gt;Eu não sigo Fidel!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eu não rezo pra Lula        &lt;br /&gt;Eu não voto na Dilma         &lt;br /&gt;Eu não sou do PT!         &lt;br /&gt;Não! Não!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eu não gosto de Darwin        &lt;br /&gt;Eu não gosto de Dawkins         &lt;br /&gt;Nem do tal do &lt;i&gt;big bang&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eu não sou feminista        &lt;br /&gt;Não aprovo o aborto         &lt;br /&gt;Eu gosto do neném!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eu não faço parada        &lt;br /&gt;Eu não creio nas cotas         &lt;br /&gt;Nem festejo Zumbi!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eu não gosto da esquerda        &lt;br /&gt;Eu não entro pra esquerda         &lt;br /&gt;Não sou comunistão!         &lt;br /&gt;Não!         &lt;br /&gt;Não! Não gosto! Eu não gosto!         &lt;br /&gt;Não! Não gosto! Eu não gosto!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-863591935363107317?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/863591935363107317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=863591935363107317&amp;isPopup=true' title='42 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/863591935363107317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/863591935363107317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/02/vamos-testar-tolerancia-secular-com-uma.html' title='Vamos testar a tolerância secular com uma música pop'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>42</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5783273295481183988</id><published>2010-02-15T13:05:00.000-02:00</published><updated>2010-02-15T13:05:39.720-02:00</updated><title type='text'>Um belo texto americano para o Valentine's Day</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Traduzido por mim &lt;a href="http://thegospelcoalition.org/blogs/rayortlund/2010/02/13/husband-and-wife/"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O autor, Ray Ortlund, foi uma indicação do &lt;a href="http://www.desiringgod.org/Blog/"&gt;blog do John Piper&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt; Efésios 5.33&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, Deus criou Adão e o colocou no Jardim com uma tarefa, uma missão a guardar. Sobre o coração de cada homem caído paira essa dúvida: “Sou homem o suficiente para escalar essa montanha para a qual Deus me chamou? Poderei cumprir meu destino?” A esposa sábia compreenderá essa dúvida nas profundezas do coração de seu esposo. E passará toda uma vida comunicando-se com ele em resposta, de várias maneiras: “Querido, eu acredito em seu chamado. Sei que você pode cumprir sua missão, no poder de Deus. Não desista.” Dessa forma, ela estará insuflando vida em seu amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus criou Eva a partir de Adão, para Adão, com a finalidade de ajudá-lo a cumprir a tarefa. Sobre o coração de cada mulher caída paira essa dúvida: “Você se agrada de mim? Eu sou o que você queria?” O esposo sábio compreenderá essa dúvida nas profundezas do coração de sua esposa. E passará toda uma vida comunicando-se com ela em resposta, de várias maneiras: “Querida, você é perfeita para mim. Eu amo você. Venha cá me dar um abraço.” Dessa forma, ele estará insuflando vida em sua amada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5783273295481183988?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5783273295481183988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5783273295481183988&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5783273295481183988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5783273295481183988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/02/um-belo-texto-americano-para-o.html' title='Um belo texto americano para o Valentine&apos;s Day'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-2215273580105959802</id><published>2010-02-03T11:15:00.005-02:00</published><updated>2010-02-03T17:52:40.307-02:00</updated><title type='text'>Coisinhas sobre mim</title><content type='html'>- Sou tão lenta para aprender as coisas que Deus resolveu compensar amorosamente essa característica, fazendo-me parecer dez anos mais nova. Assim, a passagem do tempo se torna um pouco menos evidente enquanto levo anos amargando as mesmas lições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho muito feio o uso do verbo “colocar” no sentido de “afirmar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O reconhecimento público é algo que me emociona mais do que eu gostaria (por minha causa: medo do orgulho). Mas não me envergonho nem um pouco de me emocionar com aqueles programas de tv em que famílias unidas ganham casas, gente desconhecida canta bem e casais se reencontram (por causa deles mesmos: não preciso me preocupar com meu próprio orgulho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se eu não me dedicasse às letras, seria musicista, talvez cantora lírica ou vocalista de banda folk-rock-celta-progressivo. (Cantando para louvar a Deus, claro! Se não, tudo seria muito sem graça para mim.) A única arte que eu amo mais que a música é a literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Odeio o vitimismo moderno. O aplicado vitimista (geralmente, de esquerda) é sempre &lt;i&gt;sem noção&lt;/i&gt;. Por exemplo: um editor organiza e publica a única enciclopédia existente na atualidade sobre determinado assunto, convidando a si mesmo para escrever os verbetes mais importantes. No entanto, em cada um dos textos dele (e só nos dele), continua a se queixar de uma “univocidade” no meio, como se fosse o último dos excluídos da roda de experts.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-2215273580105959802?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/2215273580105959802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=2215273580105959802&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2215273580105959802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2215273580105959802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/02/sou-tao-lenta-para-aprender-as-coisas.html' title='Coisinhas sobre mim'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-214777146765687216</id><published>2010-01-19T12:50:00.001-02:00</published><updated>2010-01-19T13:56:22.345-02:00</updated><title type='text'>Sobre o Haiti: leituras</title><content type='html'>Um &lt;a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2010/01/chorando-pelo-haiti-e-por-nossas.html"&gt;olhar teológico&lt;/a&gt; acurado acerca da tragédia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais &lt;a href="http://5calvinistas.blogspot.com/2010/01/onde-esta-deus-quando-terra-treme.html"&gt;considerações&lt;/a&gt; teológicas; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma &lt;a href="http://notalatina.blogspot.com/2010/01/quem-te-salvara-dos-abutres.html"&gt;análise&lt;/a&gt; que eu endosso inteiramente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um &lt;a href="http://www.jmm.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=3353&amp;amp;Itemid=275"&gt;comovente pedido&lt;/a&gt; de ajuda de um pastor; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.desiringgod.org/Blog/2194_love_your_neighbornear_and_far/"&gt;Amar o vizinho&lt;/a&gt;: longe ou perto (em inglês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há links para doação nesses sites. Se puder, ajude. E não pense "&lt;i&gt;só&lt;/i&gt; posso orar": orar, nesses momentos, é tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-214777146765687216?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/214777146765687216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=214777146765687216&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/214777146765687216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/214777146765687216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/01/sobre-o-haiti-leituras.html' title='Sobre o Haiti: leituras'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5900428224879455235</id><published>2010-01-16T16:25:00.000-02:00</published><updated>2010-01-16T16:25:44.416-02:00</updated><title type='text'>Nova postagem no Tamos lendo!</title><content type='html'>Inspirada pela introdução de um livro, decidi lançar uma campanha no meu outro blog...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2010/01/uma-campanha-crentes-esquerdistas-leiam.html"&gt;&lt;b&gt;Cristãos esquerdistas, leiam os autores conservadores!&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...na esperança de que este blog encontre adversários mais preparados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê uma olhada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5900428224879455235?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5900428224879455235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5900428224879455235&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5900428224879455235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5900428224879455235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/01/nova-postagem-no-tamos-lendo.html' title='Nova postagem no Tamos lendo!'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-8636145211171168187</id><published>2010-01-09T08:41:00.000-02:00</published><updated>2010-01-09T08:41:50.970-02:00</updated><title type='text'>Interpretações (2)</title><content type='html'>&lt;i&gt;E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa. (João 19.25-27)&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;No imprescindível “comentário das bolinhas” (da série Cultura Bíblica, Vida Nova) do Evangelho de João, F. F. Bruce cita uma curiosa interpretação desse trecho por Bultmann (em &lt;i&gt;The Gospel of John&lt;/i&gt;, p. 673):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A mãe de Jesus, que se demora junto à cruz, representa o cristianismo judaico que suporta a ofensa da cruz. O discípulo amado representa o cristianismo gentílico, que é encarregado de honrar o outro como mãe de onde veio, assim como o cristianismo judaico é encarregado de ‘sentir-se em casa’ dentro do cristianismo gentílico, sendo todos membros de uma só grande comunidade da Igreja.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma leitura alegórica que pode levar a vários enganos. Não podemos examinar isoladamente João e Maria sem estender tal olhar a todos os personagens da Bíblia. E, se consideramos que todo personagem bíblico remete necessariamente a um arquétipo, corremos o risco certo de perder de vista o sentido básico do texto, não só deixando de considerá-los pessoas como nós, mas fatalmente caindo em subjetivismo. Se há algo que aprendi na Faculdade de Letras, é isso: toda interpretação textual das partes de um texto deve ser sustentada por seu todo. Se o texto inteiro – no caso, a Bíblia – não justifica essa abordagem, melhor deixá-la de lado, por mais bela que possa parecer (e Bultmann me leva a concluir que, mesmo falsa, uma interpretação pode ser extraordinariamente bela!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Calvino (&lt;i&gt;Comentários&lt;/i&gt;, p. 232, tradução minha do inglês) quem expressa melhor algo que eu sempre intuí da leitura desse trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É como se Jesus dissesse a João: ‘De agora em diante, não serei mais um habitante desta terra, e tenho o poder de passar para você os deveres de filho; assim, coloco esse homem em meu lugar, para que desempenhe o papel que desempenhei.’ [...] Cristo pretendeu mostrar que, após ter completado o curso da vida humana, abandona a condição em que viveu e entra no Reino celestial, onde exercerá domínio sobre anjos e homens; pois sabemos que Cristo estava habituado a evitar que seus seguidores olhassem para a carne, e isto era especialmente necessário em sua morte.” &lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enough said&lt;/i&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-8636145211171168187?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/8636145211171168187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=8636145211171168187&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8636145211171168187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8636145211171168187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/01/interpretacoes-2.html' title='Interpretações (2)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-495752392256776244</id><published>2010-01-01T23:15:00.001-02:00</published><updated>2010-01-01T23:16:09.589-02:00</updated><title type='text'>Interpretações</title><content type='html'>Quando eu era novinha, cursando a formação de professores da Aliança Francesa, uma das professoras de literatura abordou e distribuiu em sala alguns poemas de Baudelaire (de &lt;i&gt;As flores do mal&lt;/i&gt;) para que preparássemos apresentações individuais. A mim coube &lt;i&gt;La chevelure&lt;/i&gt; (“A cabeleira”), um poema bastante longo e que, na época, julguei um tanto cansativo e sem propósito. Começa assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ó tosão que até a nuca encrespa-se em cachoeira!&lt;br /&gt;Ó cachos! Ó perfume que o ócio faz intenso!&lt;br /&gt;Êxtase! Para encher à noite a alcova inteira&lt;br /&gt;Das lembranças que dormem nessa cabeleira,&lt;br /&gt;Quero agitá-la no ar como se agita um lenço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;(tradução de Guilherme de Almeida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o poeta descreve todas as sensações e associações que a cabeleira lhe desperta. Na cabeleira vivem “uma Ásia voluptuosa e uma África escaldante”, acham-se os cheiros de “óleo de coco, almíscar e alcatrão”, podem-se cultivar “a pérola, a safira e o jade”. Um mundo de exotismo e sensualidade é despertado pelos cabelos da amada. Porém, achando que isso era pouco, e cega para o resto, quis ver mais no poema. E vi: falei em sala, para minha vergonha, da relação entre impérios e colônias, entre opressor e oprimido, aprofundando-me toda à esquerda (nem sonhava então em ser conservadora!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora, de queixo caído, apenas sussurrou um talvez involuntário “Quelle horreur!”, enquanto eu e uma amiga entusiasmada enxergávamos fantasmas progressistas desfilando sem parar pela exaltação baudelairiana da cabeleira. Que horror, de fato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, eu me "redimi", apresentando o mesmo poema a um examinador do Nancy e, anos depois, a alunos. No entanto, lembro-me desse episódio e penso no quanto as más interpretações textuais, sobretudo as culturalmente orientadas, estão na origem de todo tipo de falácia. Pior, no nosso caso: de todo tipo de heresia. Gostaria de explorar melhor esse fenômeno aqui no blog. Enquanto isso, creio poder afirmar: mesmo sem ser mestres em exegese ou hermenêutica, podemos, com a ajuda do Espírito Santo, chegar a uma compreensão acurada da Palavra de Deus, se soubermos submeter nossas escolhas culturais ao senhorio divino ao mesmo tempo em que chegamos humildes ao texto, não dispensando nem os sentidos mais evidentes, nem orientações e comentários abalizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é meu desejo para você em 2010: que, despojada de interpretações equivocadas, a verdade bíblica resplandeça mais vívida em sua mente e em seu coração!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-495752392256776244?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/495752392256776244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=495752392256776244&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/495752392256776244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/495752392256776244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2010/01/interpretacoes.html' title='Interpretações'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-929940139070687586</id><published>2009-12-13T16:12:00.006-02:00</published><updated>2009-12-13T16:15:38.959-02:00</updated><title type='text'>Calvino e a responsabilidade humana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Um dos erros mais comuns de autores católicos sobre o calvinismo — mesmo os mais inteligentes e até brilhantes em outros assuntos — poderia ser resumido na seguinte frase: “Calvino nega a responsabilidade humana.” O que a mente católica não consegue entender é que todo o monumental esforço de Calvino repousa sobre a necessidade de tentar vislumbrar a realidade do ponto de vista divino. E, antes que o leitor anticalvinista acuse essa empreitada de uma tremenda empáfia intelectual (“Colocar-se no lugar de Deus!”, quase o ouço exclamar), digo que (como geralmente acontece) falta-lhe leitura: Calvino jamais vai além do que o próprio Deus nos permite ir em Sua Palavra. É escorado nesses reconfortantes limites que o reformador detecta chaves de compreensão do sistema de Deus para a criação e a salvação. Habitando a própria eternidade, criador do tempo e de tudo que nele está contido, Deus é Senhor da história: para Ele, não há surpresa alguma no desenrolar dos acontecimentos, nem em nosso proceder. No entanto, longe de endossarmos qualquer visão semelhante a um determinismo, afirmamos antes isto: que a soberania de Deus não briga com a responsabilidade humana, mas, para que Deus seja Deus, onisciente e todo-poderoso, é preciso compreender esse aspecto dual (não dualista) apenas aparentemente contraditório; não para diminuir nossa responsabilidade, mas para ter a correta perspectiva da graça e do senhorio divino. Calvino, portanto, terá elaborado uma teologia que alguns chamam de “teo-referente” para tratar daquilo que qualquer cristão pode ler em sua Bíblia: para Deus, tudo é ao mesmo tempo e tudo está debaixo de Suas mãos, sem que deixemos com isso de ser uma vírgula menos responsáveis por nossos atos. Como? Não sei explicar &lt;i&gt;como&lt;/i&gt;, mas sim &lt;i&gt;para&lt;/i&gt;: para que, sem negar nossa triste condição sem Deus, pudéssemos nos arrepender devidamente de nossos pecados, oferecendo-nos a Ele para a salvação e a santificação, ao mesmo tempo convictos de que é Dele que vem todo impulso bondoso e toda graça restauradora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-929940139070687586?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/929940139070687586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=929940139070687586&amp;isPopup=true' title='96 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/929940139070687586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/929940139070687586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/12/calvino-e-responsabilidade-humana.html' title='Calvino e a responsabilidade humana'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>96</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-406089673819572716</id><published>2009-12-07T13:24:00.004-02:00</published><updated>2009-12-07T16:04:58.766-02:00</updated><title type='text'>My Way e Comme d'habitude</title><content type='html'>&lt;i&gt;And now, the end is near, and so I face the final curtain...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não conhece esse que foi um dos maiores sucessos do Frank Sinatra tardio e uma das canções mais regravadas de todos os tempos? No leito de morte, o &lt;i&gt;eu lírico&lt;/i&gt; da composição proclama orgulhosamente: &lt;i&gt;I did it my way&lt;/i&gt; (em uma tradução desajeitada, "fiz do meu jeito", ou seja, "vivi a vida como me pareceu melhor"). Se a música fosse poesia, como crítica literária eu diria que se trata de um &lt;i&gt;sujeito forte&lt;/i&gt;: seus arrependimentos foram muito poucos que valessem a pena mencionar; cada um de seus passos, tais como os do Chapolim, foram friamente calculados; se havia dúvidas, ele "engoliu e cuspiu", encarando tudo e permanecendo de pé; ri das derrotas e falhas; e termina seu relato dizendo que um homem que não tem a si mesmo é um homem que não tem nada. Ele morre sozinho, confiante e satisfeito. Uau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas poucos conhecem essa que foi a matriz francesa para &lt;i&gt;My Way&lt;/i&gt;, chamada &lt;i&gt;Comme d'habitude&lt;/i&gt;, de 1967. Curiosamente, a letra original nada na contramão de sua irmã americana, ao descrever a vida de um casal cujos gestos cotidianos são desprovidos de significado. O eu lírico, dessa vez, é um marido deprimido e até conformado com o fim iminente de seu casamento. Diz a canção: "Como de costume, todo o dia/ Eu vou fingir/ Nesta cama fria/ Minhas lágrimas, eu as esconderei/ Como de costume." É o exato oposto do sujeito que toma as rédeas de suas decisões: em &lt;i&gt;Comme d'habitude&lt;/i&gt;, o relacionamento sem vida é um subtema para demonstrar a impotência do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos dizer que ambas as canções ilustram os atuais modos americano e europeu de considerar o ser humano. Um é otimista demais, quase heroico; o outro, pessimista e até niilista. Porém, é mais interessante pensar que são duas cosmovisões contraditórias oferecidas por um mundo que só consegue enxergar o homem sem Deus. Separado do Criador, o homem pode aventurar-se pela vida crendo que é dele que depende seu destino; ou então, pode afundar em um surdo desespero ao perceber sua incapacidade fundamental para gerir seus próprios caminhos. Enquanto o segundo desistiu de tentar, o primeiro se satisfaz com muito pouco, refestelando-se nas próprias imperfeições e no orgulho de sua solidão. São dois extremos e nenhum deles é verdadeiro. Só o cristianismo é exato em sua radical afirmação: sem Deus, nada podemos fazer; com Deus, submetidos a Ele, podemos viver sem ganas de um falso heroísmo, descansados em Sua vontade e desejosos de Sua perfeição, em um amor que é real e plenamente vivido no Paraíso. Não há nada no mundo que possa comparar-se a isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-406089673819572716?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/406089673819572716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=406089673819572716&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/406089673819572716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/406089673819572716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/12/my-way-e-comme-dhabitude.html' title='My Way e Comme d&apos;habitude'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-181656856741180591</id><published>2009-11-21T14:47:00.000-02:00</published><updated>2009-11-21T14:47:13.142-02:00</updated><title type='text'>Dê uma olhada: Kaspar Hauser</title><content type='html'>Terminei de ler o romance Kaspar Hauser, de Jacob Wassermann. Minhas impressões sobre o livro acabam de ser publicadas no &lt;a href="http://www.tamoslendo.blogspot.com/"&gt;Tamos Lendo&lt;/a&gt;. Boa leitura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-181656856741180591?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/181656856741180591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=181656856741180591&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/181656856741180591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/181656856741180591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/11/de-uma-olhada-kaspar-hauser.html' title='Dê uma olhada: Kaspar Hauser'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-8640124339910446860</id><published>2009-11-20T16:24:00.001-02:00</published><updated>2009-11-20T16:27:13.146-02:00</updated><title type='text'>Adendo ao post anterior</title><content type='html'>Muita gente (que não entende o conservadorismo, diga-se) pode ter estranhado meu último post. “Ela defende o capitalismo e está dizendo que a segurança financeira não tem tanta importância?” Pois é, meus amados leitores. Para mim, não tem mesmo. Defendo, sim, o capitalismo como o melhor sistema inventado pelo homem até hoje, o único que garante a liberdade individual. É o melhor possível em um mundo caído, acredito. Porém, jamais endossarei o espírito materialista que se apropriou do presente século. A diferença fundamental é a seguinte: o pecado, no capitalismo, está circunscrito à escolha individual; no socialismo, todo mundo é forçado a pecar os mesmos pecados. Assim, no capitalismo, o materialismo é opcional; no socialismo, é obrigatório, religião do Estado (logo, de todos). Podemos nos abster da cobiça no capitalismo; no socialismo, ela é o motor de quem faz a revolução. E daí por diante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-8640124339910446860?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/8640124339910446860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=8640124339910446860&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8640124339910446860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8640124339910446860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/11/adendo-ao-post-anterior.html' title='Adendo ao post anterior'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5480778350210930559</id><published>2009-11-16T13:09:00.003-02:00</published><updated>2009-11-16T13:12:06.430-02:00</updated><title type='text'>Segurança</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Alguns anos atrás, sempre que eu lia Mateus 6.25-34, não podia esconder de mim mesma uma certa indignação. Sem ousar confessá-la diretamente, sentia que, contrariada, questionava a Deus: &lt;i&gt;Como&lt;/i&gt; deixar de me preocupar com os bens mais básicos, comida e roupa? Como simplesmente dar de ombros em relação à sobrevivência no dia-a-dia?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Quando me mudei do Rio para Niterói (sim, faz tempo que queria sair de lá, e fui saindo aos poucos), lembro-me de ter pedido a Deus por um emprego. Há anos como autônoma, queria sentir o gostinho do salário fixo. Deus me atendeu, certamente com o fim de transmutar meu pedido em um período de grandes lições para mim. Pois, fiada na certeza da soma mensal, os cinco anos que passei no último emprego foram a época em que mais estraguei minha vida financeira, consumindo além do que devia e depois roendo os dedos de terror a cada virada de mês. Finalmente tive de reconhecer que O desobedecia, desrespeitando os limites do que ganhava e revoltando-me com uma situação que eu mesma havia criado ao tomar decisões ruins: morar longe da família, dos amigos e do trabalho, gastar demais no cotidiano e submeter-me, por tudo isso, a constantes preocupações com dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Ainda fico espantada ao constatar como Deus me trouxe devagarinho para a segurança Nele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Hoje, por minha escolha, sou só autônoma. Faço meu tempo, atenta ao fluxo de meus trabalhos. Ainda não consigo guardar uma parte significativa do que ganho, mas – graças a Deus – sobra um pouquinho a cada mês. E, mais importante de tudo, sempre que me ocorrem considerações sobre se poderei ou não ficar tranquila antes na virada do prazo para as contas, é como se Deus logo me mostrasse em letras vermelhas o significado dos versículos que antes me incomodavam tanto, assinalando com força o quanto Ele &lt;i&gt;não quer&lt;/i&gt; que eu me preocupe com isso. Obedeço então, abandonando esse sentimento, e Ele tem sido sempre fiel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Não estou dizendo que todo cristão deveria se abster de um emprego fixo. Longe de mim! Apenas isto: saiba que a real segurança está no Senhor. Saiba de verdade, e não abra mão dessa certeza. Assim, se em nome da segurança que o mundo oferece você está infeliz no trabalho, passa pouco tempo com a família e sente que não está utilizando todo o potencial e os dons recebidos de Deus, coloque todo medo de mudanças nas mãos Daquele que quer um cotidiano bom para seus filhos, feito de liberdade. Às vezes serão necessários alguns sacrifícios – uma vida mais simples, sem grandes luxos, ou uma fase mais “apertada”. Porém, nenhum desse sacrifícios será tão custoso para a alma quanto os que fazemos, muitas vezes sem pensar, no altar de Mamom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5480778350210930559?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5480778350210930559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5480778350210930559&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5480778350210930559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5480778350210930559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/11/seguranca.html' title='Segurança'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4732191466805721705</id><published>2009-11-05T21:15:00.002-02:00</published><updated>2009-11-06T23:15:44.681-02:00</updated><title type='text'>Indicações quentinhas e vale a pena ler de novo</title><content type='html'>Enquanto estou às voltas com minha tradução e algumas outras tarefas que tomam tempo (mas preparando um post quentinho para ir à mesa semana que vem, não se preocupe), não deixe de conferir o último post do &lt;a href="http://www.andrelv.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt; do meu namorado, André Venâncio, e o nosso blog &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/"&gt;Tamos Lendo&lt;/a&gt;. Tem muita coisa boa lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aproveite para dar um &lt;i&gt;&lt;b&gt;não&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; bem redondo ao Projeto de Lei 122/2006 da Homofobia (que deveria se chamar Heterofobia), clicando na página do Senado Federal &lt;a href="http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0"&gt;aqui&lt;/a&gt; e respondendo à enquete na barra lateral direita. A dica é do precioso &lt;a href="http://www.tempora-mores.blogspot.com/"&gt;Tempora&lt;/a&gt;. Se tiver dúvidas sobre esse &lt;i&gt;&lt;b&gt;não&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, dê uma olhada no que escrevi sobre isso &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2006/03/homofobia.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2007/10/o-brasil-no-o-ir-o-projeto-anti.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2007/12/homossexualismo-pecado.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Pois é, o blog já está velho, né? :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, imprescindível dizer que nem todo gay aprova esse projeto maluco. Dê uma olhadinha também &lt;a href="http://gaysdedireita.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, onde há informações importantes sobre os países onde &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; os homossexuais são perseguidos, como Irã e, sim, Cuba, o querido paraíso dos esquerdistas brasileiros... Cuidado ao rolar o blog, há fotos um pouco fortes - que aliás dizem o que interessa: aquilo, sim, é perseguição, não essa bobagem &lt;i&gt;light&lt;/i&gt; que temos no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo que semana que vem volto com a corda toda. Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4732191466805721705?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4732191466805721705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4732191466805721705&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4732191466805721705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4732191466805721705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/11/indicacoes-quentinhas-e-vale-pena-ler.html' title='Indicações quentinhas e vale a pena ler de novo'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-8305109130103632459</id><published>2009-10-22T11:27:00.003-02:00</published><updated>2009-10-22T12:56:35.577-02:00</updated><title type='text'>Orem pela Venezuela</title><content type='html'>Se eu não fosse cristã, e se ainda por cima cultivasse o hábito das superstições, certamente veria algum laço nefasto entre a aparição simbólica de Fidel Castro no post anterior e a aterrorizante notícia dada por Graça Salgueiro no blog Notalatina hoje, e que pode ser resumida na seguinte frase: &lt;a href="http://notalatina.blogspot.com/2009/10/chavez-decreta-o-fim-da-propriedade.html"&gt;&lt;b&gt;Chávez desfere poderoso golpe na propriedade privada venezuelana&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal El Caraboleño deu a "versão oficial" (leia-se: em novilíngua) da resolução. O resumo da coisa é o seguinte: sob o pretexto de "preservação", Chávez declarou &lt;i&gt;patrimônio cultural&lt;/i&gt; um número gigantesco de construções em Caracas. Casas particulares também! Veja a lista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="nota" style="font-family: arial; font-size: 13px;"&gt;Autopistas, avenidas, ríos, árboles, sitios arqueológicos, parques, haciendas, edificios públicos y privados, casas, colegios, plazas, museos, iglesias, teatros, estaciones de metro, cementerios, entre otros.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="nota" style="font-family: arial; font-size: 13px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E o que significa isto? Significa que o pobre coitado do venezuelano proprietário de qualquer uma dessas construções NÃO PODERÁ vender, doar, herdar ou fazer QUALQUER COISA com seus bens sem uma AUTORIZAÇÃO do Instituto do Patrimônio Cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que golpe de mestre na propriedade privada! Resta saber o que o povo venezuelano fará para deter essa marcha inexorável para o comunismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leiam toda a matéria no Notalatina, orem pelos venezuelanos e não deixem de lamentar publicamente a postura de alguns líderes evangélicos do Brasil que deram seu apoio ao tirano. Minha indignação se exprimirá aqui por meio de uma sofrida interrogação: &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Até quando grande parte dos cristãos protestantes brasileiros estará do lado da monstruosa e sangrenta utopia comunista, em vez de tomar o partido da liberdade?&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-8305109130103632459?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/8305109130103632459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=8305109130103632459&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8305109130103632459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8305109130103632459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/10/orem-pela-venezuela.html' title='Orem pela Venezuela'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6437097449703982934</id><published>2009-10-18T11:43:00.001-02:00</published><updated>2009-10-18T11:44:20.155-02:00</updated><title type='text'>O que é bom para Fidel...</title><content type='html'>Apesar de carioca — ou justamente por isso, hehe — , não fiquei muito comovida com a escolha do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016. Li pela web as opiniões de alguns eternos esperançosos, que vislumbram na decisão uma oportunidade incrível de progressos para a cidade, mas eu vejo o que sempre vi nos meus trinta anos de moradora do Rio: maquiagens sem fim no panorama das favelas maiores, ocupação militar nas ruas para coibir os marginais e quase que só isso. Depois, volta tudo ao “normal”. Claro, uma parcela da população vai investir ou trabalhar no evento, e com isso um certo up no seu rico dinheirinho será inevitável. Mas isso se verificará significativamente bom para a cidade como um todo e por um tempo razoável? Sem que se mexa no principal, a criminalidade envolvida no tráfico de drogas? &lt;i&gt;No creo, no creo...&lt;/i&gt; Comemorar o fato me soa, mais ou menos, como alegrar-se pelo novo show de fogos de artifício em um navio que já começou a afundar (do qual me evadi antes que fosse tarde demais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia de ontem — bandidos derrubam helicóptero da polícia militar, caramba! — parece apenas reforçar que é preciso passar da miopia otimista para um plano de ação efetivo e duradouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como se não bastasse, li no ótimo blog &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/juridiques"&gt;Traduzindo para o juridiquês&lt;/a&gt; mais uma razão para torcer o nariz para o otimismo olímpico (nos dois sentidos) dos cariocas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Fidel Castro escreveu no Granma - aquele jornal oficial apropriadamente utilizado pelos cubanos como substituto do papel higiênico - que a escolha do Rio para os jogos olímpicos de 2016 significou o "triunfo do Terceiro Mundo".&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, o que é bom para Fidel é ruim para o Brasil, não é? Só isso já me tira a vontade de participar da euforia geral por esse duvidoso &lt;i&gt;triunfo do Terceiro Mundo&lt;/i&gt;! Porém, não custa sonhar um pouquinho. Quem sabe os frutos dessas Olimpíadas não se limitarão às conhecidas macaquices plásticas em alguns cartões postais do Rio. Se o dinheiro aplicado na cidade puder ajudar para reabilitá-la do crime, maravilha! Mas eu penso mesmo é em outra coisa: apesar do que aconteceu àqueles pobres pugilistas deportados em 2007, desejo do fundo da alma que alguns atletas cubanos consigam escapar para sempre da ilha-cárcere durante os jogos — sem deportação!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6437097449703982934?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6437097449703982934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6437097449703982934&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6437097449703982934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6437097449703982934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/10/o-que-e-bom-para-fidel.html' title='O que é bom para Fidel...'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-782522171276234855</id><published>2009-10-15T12:26:00.000-03:00</published><updated>2009-10-15T12:26:26.051-03:00</updated><title type='text'>Não quero apagar da memória...</title><content type='html'>Não quero apagar da memória o lugar de onde eu vim. Apesar de saber que Deus já se esqueceu de todos os meus pecados antigos e recentes, quero de vez em quando recordar aquela outra criatura, que não sou mais, apenas para afirmar ainda uma vez que meu novo eu não foi uma escalada, um construto, um desprendimento, um aprendizado, uma sensatez súbita e definitiva – mas sim o débil objeto da misericórdia do Senhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-782522171276234855?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/782522171276234855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=782522171276234855&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/782522171276234855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/782522171276234855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/10/nao-quero-apagar-da-memoria.html' title='Não quero apagar da memória...'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4466790976240703974</id><published>2009-10-12T15:46:00.000-03:00</published><updated>2009-10-12T15:46:24.959-03:00</updated><title type='text'>Tamos lendo!</title><content type='html'>Eu e André Venâncio criamos um blog chamado &lt;a href="http://www.tamoslendo.blogspot.com/"&gt;&lt;i&gt;Tamos lendo!&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; - assim mesmo, bem informal - para escrever especialmente sobre nossas leituras. Vai ter de tudo: teologia, conservadorismo, física, romance policial, poesia... enfim, tudo o que &lt;i&gt;tamos lendo&lt;/i&gt;! Fique de olho! ;-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4466790976240703974?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4466790976240703974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4466790976240703974&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4466790976240703974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4466790976240703974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/10/tamos-lendo.html' title='Tamos lendo!'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-183171910340417851</id><published>2009-10-10T20:29:00.003-03:00</published><updated>2009-10-10T20:49:45.756-03:00</updated><title type='text'>Resposta a um comentário não publicado II</title><content type='html'>Diante do que foi dito no post anterior, vejamos o que a Bíblia afirma sobre os pecados que você, Deborah, deixou de mencionar em sua mensagem: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia” (Gl 5.19). Outra versão (Almeida Corrigida e Revisada Fiel) divide o primeiro termo grego, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;porneia&lt;/span&gt;, em adultério e prostituição. Consultando mais alguns comentários e o Catecismo Maior de Westminster, descubro que a linguagem da Bíblia (logo, a mentalidade da época de Jesus) não faz diferença entre adultério e prostituição, ou fornicação, segundo demais versões. Enquanto você condena o adultério apenas quando não consentido pelos cônjuges, a Bíblia é muito mais abrangente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consultei pelo menos nove bíblias em linguagens diversas, incluindo mais dois idiomas que domino (inglês e francês), e as traduções diferem muito pouco entre si. Os termos são intercambiáveis: o primeiro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;porneia&lt;/span&gt;, pode ser prostituição, fornicação, adultério, perversão, libertinagem; o segundo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;akatharsia&lt;/span&gt;, foi traduzido por impureza (definido por John Stott como comportamento sexual anormal); e o terceiro é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aselgeia&lt;/span&gt;, lascívia, dissolução, desregramento. Em suma, é justo o “sexo solto” que é condenado como obra da carne, portanto, um dos maus frutos do pecado que habita em nós. Seja em atos, em palavras ou em pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à masturbação, torna-se evidente que é um dos aspectos da lascívia. Dificilmente há masturbação sem a ajuda de imagens mentais lascivas; ainda que houvesse, a dissociação entre o prazer e o amor é própria à impureza. Você se refere à manipulação inconsciente do feto ou do bebê, mas entenda que nenhum adulto se masturba assim, não é? Quando recorremos a imagens mentais para nos satisfazer sexualmente, estamos dizendo a nós mesmos que não podemos alcançar essa satisfação sozinhos, mas preferimos companhias imaginárias que simbolizam relações superficiais, apenas para um prazer físico imediato. E esse procedimento cava dentro de nós um abismo sem fim, pois não podemos distanciar nossa alma do hábito de nossos pensamentos. Posso dizer portanto sem medo de errar que a masturbação é uma espécie de preparação da alma para as relações sexuais sem amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo que afirmar isto é loucura em nossa época fragmentada, em que não só perdemos toda noção do quanto pensamentos, palavras e ações são um todo em cada um de nós, mas sobretudo deixamos de enxergar os pecados sexuais como fragmentadores (nisso, o termo “dissolução” fala por si) – algo que alguns séculos atrás, em sociedades profundamente influenciadas pelo cristianismo, era tão óbvio que não demandava explicações copiosas. Calvino, por exemplo, sempre tão prolixo em tudo o que escreve, não dedica mais de poucas linhas descritivas a esses pecados em seu comentário sobre Gálatas, adicionando-lhes porém uma valiosa observação: “São pecados proibidos pelo sétimo mandamento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o sétimo mandamento? “Não adulterarás”, justamente! Ao compreender a Bíblia dessa forma, Calvino imita o procedimento do próprio Cristo, que em seu Sermão do Monte mostrou aos discípulos que a Lei de Deus está muito além de preceitos exteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da enumeração desses quatro pecados como “obras da carne” (“carne”, aqui, não em sentido literal, mas em oposição aos “frutos do Espírito”), é impossível deixar de notar que o sexo sem amor é condenado na Bíblia. Mas esse “amor” não é o laço frouxo do “namoro” (algo que sequer existia nos tempos bíblicos), e sim o amor verdadeiro, profundo e indissolúvel, apenas presente no compromisso matrimonial. Deus criou o sexo para, além da procriação, aprofundar o amor conjugal – amor que não abandona (Jesus o proíbe), mas cuida do outro por inteiro, corpo e espírito, até a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adão reconheceu em Eva “carne de sua carne”, um só corpo. Nessa monstruosidade que o pecado inventou, o “sexo casual”, não há como reconhecer o outro como si mesmo. Não há como reconhecer nada além do próprio prazer físico. Os corpos no sexo casual são desconectados e fragmentados. Longe de serem apenas pura busca de prazer sem maiores consequências, cada um dos pecados sexuais mencionados nas Escrituras aponta para a mesma atitude interior: o afrouxamento dos laços do amor. É por isso que eles são elencados junto com os demais na lista do apóstolo Paulo: “...idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gl 5.20-21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você, Deborah, disse em sua mensagem, “o sexo é uma energia muito poderosa”. Concordo: por isso, é destrutivo sem as amarras do amor profundo e responsável. Aprendi tanto na Bíblia quanto na vida (porque me converti aos 24 anos) que sexo entre solteiros é desgosto (ainda que oculto ou inconsciente) pelo amor verdadeiro. Ter sexo com alguém a quem não se ama (e quem ama casa!) é algo que machuca a alma. Entendo hoje que essa “energia poderosa” funciona como um cimento: não dá para “colar e descolar” à vontade, a não ser que consintamos em uma boa dose de desmanche do que somos. Nem a criatura mais romântica do mundo escapa disso, se não passar pela mudança de mente operada pela conversão cristã. No início da vida sexual, os rompimentos de namoros que incluem sexo machucam muito (seja sincera com você mesma e você vai se lembrar), literalmente arrancando partes de nós; mas depois de muito tempo, em nome do prazer sem compromisso fomentado pela cultura, começamos a nos forçar a nos acostumar com o processo. O resultado é que nos tornamos cada vez menos propícios a permanecer em um relacionamento. Casamos já pensando em descasar... porque aprendemos a “colar e descolar” em uma roda sem fim. Hoje é Fulano, amanhã é Sicrano... Todos sabemos que o resultado desse “sexo solto” equivale a divórcios em série (e mágoas, crianças feridas, descrença quanto ao amor...). Culpa da “revolução sexual” dos anos 60? Certamente, mas sobretudo culpa do pecado que jaz em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus a ajude a compreender e vivenciar o verdadeiro amor conjugal Nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-183171910340417851?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/183171910340417851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=183171910340417851&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/183171910340417851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/183171910340417851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/10/resposta-um-comentario-nao-publicado-ii.html' title='Resposta a um comentário não publicado II'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5115706900905668161</id><published>2009-10-04T14:39:00.009-03:00</published><updated>2009-10-16T00:55:25.828-03:00</updated><title type='text'>Resposta a um comentário não publicado</title><content type='html'>&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Cara Deborah,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Precisei deixar de fora a totalidade de seus comentários, pois alguns termos que você usa podem ferir a sensibilidade de meus irmãos leitores. Aliás, eu duvido de que você se dirigisse a mim pessoalmente usando esses termos: o conforto que as barreiras tecnológicas oferecem costuma deixar as pessoas menos pudicas. No entanto, algo nos seus comentários me fez pensar que, sem esse conforto, você é uma mulher bem educada com estranhos. Então vamos lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Na sua mensagem, você declara: “Sou a favor do homossexualismo, da masturbação, do sexo antes, durante e fora do casamento, contanto que haja respeito mútuo aos cônjuges, pois abomino traição.” Compreendo o conteúdo da sua integridade quanto ao sexo consentido. Eu mesma, embora nunca tenha partilhado dessa opinião, já tive amigos que pensavam assim. Quando eu não era cristã, concordava com o princípio geral que subjaz a essa ideia, tendendo a crer que tudo era permitido, desde que não ferisse a vontade alheia. Porém, essa é a justiça dos seres humanos: falha e limitada. Jesus apontou para esse fato no conhecido Sermão do Monte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt 5.20).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ao longo das Escrituras, entendemos que a justiça dos fariseus (e a justiça humana em geral) é superficial e submetida a subjetividades muitas vezes mesquinhas. Somos pecadores e, mesmo quando queremos acertar, erramos miseravelmente. Acreditar que podemos divorciar ato e pensamento, ato e vontade, ato e emoção etc. é uma das formas desse erro. Assim, é fácil dizer “não pratico o adultério”; mas e quanto ao que ocorre dentro de nós? Jesus sabia que nós pecamos &lt;i&gt;sobretudo&lt;/i&gt; interiormente, e que tendemos a nos aprovar se não praticamos aquilo que nos comprazemos em alimentar em secreto. É por isso que, no mesmo Sermão do Monte, Jesus nos lega essa palavra terrível: “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28). Ampliando o princípio, não deixamos de ser culpados diante de Deus apenas por nos abstermos da prática de determinado pecado. Conforme nos mostra Jesus em todo o sermão, também sobre “não matar” e “não jurar falso”, somos pecadores por inteiro: não só em atos ou palavras, mas em motivações, desejos e impulsos ocultos. E não há pecado que não cometamos em oculto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A justiça dos fariseus – e de todos nós – é exterior; nossas boas ações são lixo diante de Deus, pois contaminadas por toda sorte de maldades que ninguém vê. Só Deus pode nos tornar de fato justos em Cristo, para que dependamos Dele e de sua graça contínua, sendo aos poucos transformados profundamente. Deus gera vida a partir do interior; leis e restrições exteriores são úteis, mas apenas servem para nos indicar o que está errado e nos condenar quando transgredimos. É isso que distingue o cristianismo bíblico de todas as demais religiões: nelas, há um antropocentrismo que torna possível a progressão da bondade humana através do cumprimento de certos preceitos morais; em Cristo, que morreu em nosso lugar para que tivéssemos vida, encontramos a morte do nosso ser pecador e o renascimento Nele. Portanto, toda justiça parte de Deus, e não de nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assim, seja sincera consigo: os erros que você condena exteriormente não são os mesmos que você comete interiormente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(Continua no próximo post)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5115706900905668161?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5115706900905668161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5115706900905668161&amp;isPopup=true' title='44 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5115706900905668161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5115706900905668161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/10/resposta-um-comentario-nao-publicado.html' title='Resposta a um comentário não publicado'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>44</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-2873175193314097553</id><published>2009-09-02T10:46:00.002-03:00</published><updated>2009-09-02T11:07:38.912-03:00</updated><title type='text'>Enxaqueca*</title><content type='html'>Na minha pré-adolescência, sempre às voltas com doces e chocolates, descobri algo importante: bastava abusar – comendo uma caixa de bombons inteira ou tomando sorvete demais – que me sobrevinha uma forte crise de dor de cabeça. Nesses episódios, eu tinha de ficar deitada, imóvel, em um quarto escuro, enquanto alguém cuidava de mim (na época, minha mãe ou minha melhor amiga) preparando algo bem inofensivo na cozinha, como canja ou sopa. Meu pai dizia a mesma frase, “isso é fígado”, e nunca ninguém cogitou a hipótese da enxaqueca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já adulta, quando meu médico descobriu em meus exames uma deficiência de estrógeno, sugeriu-me reposição hormonal por meio de pílula ou injeção. Topei a primeira, claro. Não lembro se ele me perguntou sobre dores de cabeça, mas o certo é que na bula do remédio estava escrito algo como: “Não é recomendável a portadores de enxaqueca.” Como eu não sabia que tinha enxaqueca, não teria feito diferença alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco anos depois, a constatação da tragédia: crises como aquela, ou até mais fortes, mesmo sem abusar de doce algum, em média três vezes por semana. Algumas duravam cinco dias ininterruptos. Caixas e caixas de analgésico. Medo de andar ao sol, de dormir tarde, de acordar cedo, de fazer muito esforço. Virtualmente tudo era capaz de provocar dores de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive de sofrer esses anos todos de crises incapacitantes cada vez mais frequentes para enfim ser levada a concluir, através da preciosa ajuda do &lt;a href="http://www.enxaqueca.com.br/"&gt;dr. Alexandre Feldman&lt;/a&gt; e de sua esposa &lt;a href="http://pat.feldman.com.br"&gt;Pat Feldman&lt;/a&gt; (nos sites indicados e em seus dois livros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enxaqueca: só tem quem quer&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A dor de cabeça morre pela boca&lt;/span&gt;), que um conjunto de variáveis era responsável pelas dores: em primeiro lugar, a bomba hormonal que eu estava tomando; em seguida, a má alimentação, a falta de exercícios e o sono irregular. Estou aos poucos acertando esses pontos, com o fim da reposição e uma dieta rigorosa (mas libertadora!) o mais isenta possível de produtos industrializados e porcarias químicas. Quando os resultados se tornarem mais consistentes (completei anteontem o primeiro mês do tratamento) eu os posto aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coragem: se você tem enxaqueca, o fim das dores pode ser uma decisão sua!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;* Porque o Blog da Norma Braga também é de utilidade pública. :-)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-2873175193314097553?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/2873175193314097553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=2873175193314097553&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2873175193314097553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2873175193314097553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/09/enxaqueca.html' title='Enxaqueca*'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4082158789471438589</id><published>2009-08-29T11:21:00.003-03:00</published><updated>2009-08-29T12:23:08.751-03:00</updated><title type='text'>Mulheres que Não Têm Tempo</title><content type='html'>Eu já fui uma Mulher que Não Tem Tempo. Quantos fins-de-semana perdi completando revisões em casa! Recebia telefonemas de amigos para sair e respondia sempre com a invariável e desalentadora frase: “Não dá, tenho trabalho.” Aos poucos foram parando de me ligar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isso, para quê? Eu morava com meus pais, não precisava de tanto. Mas queria gastar em roupas e sapatos. Livros, também, embora os mais caros nunca fossem eles. Curioso é que, apesar de tanto trabalho, não conseguia guardar o que ganhava. Excedia-me nas atividades, excedia-me ainda mais nos gastos. Mesmo depois de convertida, a mania por cheques pré-datados me perseguiu. Chegava a passar tantos que ficava sem dinheiro para as coisas mais simples do mês: pegar um ônibus, fazer um lanche na rua. Não me programava e nem queria – cálculos significavam limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos, e com muito choro diante de Deus, fui me endireitando. Compreendi a equação que bastante gente se recusa a efetuar: não a clássica, pragmática e perversa “tempo é dinheiro”, mas sim sua inversão, “dinheiro é tempo”. O que eu estava perdendo – camaradagens, passeios, leituras preferidas – equivalia às roupas que muitas vezes sequer chegava a usar, sapatos que no fim me machucavam, excessos que não apenas me entupiam o armário, mas me roubavam vida? Certamente que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com a graça de Deus, tenho ajustado cuidadosamente meu orçamento para não ser forçada a trabalhar demais. Não se trata somente de ganhar tempo para prazeres: aos poucos, quero me recolher da frenética sucessão de atividades profissionais para abrir em minha vida o lugar de esposa e mãe no futuro. Esse lugar não é feito somente de lavagens de roupa e trocas de fralda, de acordo com distorções modernas; inclui, sobretudo, sondagens emocionais infinitas, de si e dos amados, acompanhadas da orientação, da compreensão e do acolhimento de que somente a mulher é capaz. Quando o frenesi lá fora parece esmagar a subjetividade, é a mulher que percebe o olhar perdido dos seus e os traz para casa, para o ambiente íntimo em que o valor intrínseco do ser é reafirmado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se não tem tempo, a mulher está tão perdida quanto todos à sua volta. Sua função se esvai. E quem a substituirá? Essa é uma das tragédias mais pungentes do nosso tempo: a preferência pelo viver exteriorizado, sob o pretexto de uma igualdade de funções sociais entre homem e mulher, está matando a todos nós. Sem que a igreja se manifeste substancialmente sobre a questão ou aja de modo a ser melhor modelo, só vejo deriva com relação a esse assunto. Quanto a mim, estou em um dos níveis mais baixos de aprendizado, se é que de fato estou aprendendo alguma coisa (a prática o dirá). Que Deus me ajude a ser diferente e a abordar de forma apropriada o tema nos próximos posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Gostaria de agradecer a todos os leitores que oraram por mim sobre trabalhar menos. Depois de um período difícil em que praticamente todas as minhas horas de vigília estavam tomadas por aulas e revisões, Deus nos ouviu: neste mês, passei a atuar somente como autônoma. Precisei de coragem para sair de onde estava e Deus deu graça: não apenas estou conseguindo gerenciar melhor meu tempo e minhas finanças, mas nunca estive tão feliz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4082158789471438589?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4082158789471438589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4082158789471438589&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4082158789471438589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4082158789471438589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/08/mulheres-que-nao-tem-tempo.html' title='Mulheres que Não Têm Tempo'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7082277794508067259</id><published>2009-08-11T12:13:00.003-03:00</published><updated>2009-08-11T12:16:21.970-03:00</updated><title type='text'>Uma relativista emocional em remissão</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Trebuchet MS"; 	panose-1:2 11 6 3 2 2 2 2 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:13;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No blog, falo aqui e ali do &lt;i&gt;amorrrrr&lt;/i&gt;, neologismo que criei para designar essa tão popular forma de pseudo-amor que nos torna coniventes com os pecados alheios. Mas nunca contei como tive de reconhecer em mim mesma uma imensa dificuldade de posicionar-me com firmeza em situações delicadas. Bom, na verdade é mais que isso. Sempre fui uma espécie de Zelig de saias, personagem de Woody Allen que adquiria a forma e os trejeitos de todos aqueles com quem travava contato. Quando pessoas queridas se abriam comigo, eu tendia a adotar a atitude de uma compaixão derramada e informe, amalgamando-me a suas dores e vendo a vida com seus olhos. Parece bonito? Não é não: como ajudar, se não conseguia confrontar? Resultado: tempos depois, sempre me dava conta de que poderia ter ajudado aquela pessoa se tivesse norteado minhas palavras pela visão correta, biblicamente orientada. Isso acontecia tanto – e ainda acontece, infelizmente – que até já perdi a conta. Sempre me faz sofrer; porque, na maioria das vezes, um ouvido amigo é bom, mas as pessoas precisam de muito mais que isso. (Por essa razão, também, nunca fui uma boa evangelista!)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Então, confesso aqui: sou uma relativista emocional &lt;st1:personname productid="em remiss￣o. Minha" st="on"&gt;em remissão. Minha&lt;/st1:personname&gt; identificação sem limites com o outro me proporcionou uma capacidade de esponja: absorvo o que recebo quase sem triagem alguma, caso haja algum elo afetivo na comunicação. Isso não acontece de modo invariável, mas foi verdade em um número suficiente de vezes para que eu finalmente tivesse que reconhecer um padrão. Também acontece em leituras, motivo pelo qual sofri tanto com certos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relativismo emocional me custou muito. Foi a porta de entrada para pecados, manipulações alheias, confusões mentais. Foi o motivo de meu silêncio bovino quando falavam mal ou de modo enviesado da fé cristã em boa parte das aulas da pós-graduação. Foi a parte mais importante do pretexto para que eu quase me desviasse para sempre, enquanto cursava o mestrado na universidade e enxergava cristianismo nas obras de certos autores da modernidade francesa. Quando "voltei" pela mão misericordiosa de Deus e vislumbrei o abismo para o qual me dirigia, declarei uma definitiva guerra ao relativismo pós-moderno. Declarei guerra ao esquerdismo também, quando percebi que era o terreno comum de onde o relativismo brotava. No início, era uma guerra silenciosa, travada em meu interior na companhia de autores conservadores. E foi na amistosa companhia de amigos também conservadores que, em uma lista de discussão, aprendi a falar pública e livremente da minha fé e das reflexões bíblicas que sempre me ocuparam. Devo muito a eles, a essa lista, ao encorajamento que recebi, para que pudesse começar a me expor com mais segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos meses depois, fundei o blog e, mais fortalecida, transferi minha guerra para cá. As duas pontas se confirmavam mutuamente: no blog eu falava de minhas experiências sem contá-las, ou seja, apresentava ao leitor apenas o resultado do que tinha vivido tão dolorosamente; ao mesmo tempo, essa apresentação esclarecia melhor esses conteúdos para mim mesma, deixando mais "assentado" o que eu havia aprendido. Como afirmava Sócrates: "Uma vida não-examinada não vale a pena ser vivida." O blog passou a ser o espaço do meu reexame, em que cada preciosidade cunhada por Deus a mim, e entregue ao leitor, tinha uma longa história de busca, tristeza e quedas por trás. Um reexame que eu fazia e faço publicamente para ajudar outros, mas, em primeiro lugar, para combater todos os dias a terrível relativista que sou. É meu jugo e meu fardo, parte de minha luta cristã, que resulta nessa bênção miraculosa: ao expor minha transformação, transformo-me mais profundamente e ainda dou ensejo a que outros se transformem também, de acordo com o que tenho recebido e julgo ser da parte de Deus. Um dia eu me deterei mais longamente sobre cada uma dessas histórias. De fato, vislumbro esse encaminhamento, na medida em que tomo por voz narrativa um eu mais confessional, mais próximo ao que sou. Por enquanto, contento-me em deixar, aqui, o acabamento lisinho do que vivi. Os bastidores terão que esperar por enquanto, mas virão, porque sei que podem ser a coisa mais edificante a fazer para a igreja brasileira hoje. Não por meus próprios méritos, mas porque, como cristã convicta, eu sei o que Deus tem feito em mim, e é isso que quero contar. Para Seu louvor somente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7082277794508067259?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7082277794508067259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7082277794508067259&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7082277794508067259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7082277794508067259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/08/uma-relativista-emocional-em-remissao.html' title='Uma relativista emocional em remissão'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6432131777025764452</id><published>2009-07-01T16:14:00.001-03:00</published><updated>2009-07-01T16:18:05.971-03:00</updated><title type='text'>À Cristianismo Hoje</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Publicado no &lt;a href="http://cristianismohoje.com.br/ch/combustao/"&gt;site da revista&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Caros editores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a maioria dos comentadores desta página, venho manifestar meu repúdio pelo tratamento dispensado a Julio Severo nessa reportagem. Está bastante claro que Cristianismo Hoje quis entrevistar Severo ao mesmo tempo em que se mostrava abertamente antipática às posturas do entrevistado. No entanto, o título, a apresentação e o tom das perguntas mostram que isso foi feito de modo desrespeitoso - o que fala não só da inabilidade do jornalista (é possível evidenciar discordância sem desrespeito), mas sobretudo do descaso de um veículo midiático que traz Cristianismo no nome para com a luta e as perseguições de alguém que deveria ter sido tratado como irmão. O resultado final é não apenas ridículo (nunca vi um entrevistado ser tratado dessa forma no próprio veículo que o entrevista), mas contraria fortemente os ideais de fraternidade cristã, sendo indigno do nome da revista. Porém, ainda há tempo para um saudável arrependimento bíblico, expresso na forma de uma retratação, útil também para corrigir os excessos do jornalista responsável pela matéria. Fica aqui minha sugestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordialmente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norma Braga&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6432131777025764452?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6432131777025764452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6432131777025764452&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6432131777025764452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6432131777025764452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/07/cristianismo-hoje.html' title='À Cristianismo Hoje'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6189864675188891946</id><published>2009-06-04T12:14:00.003-03:00</published><updated>2009-06-04T15:02:10.841-03:00</updated><title type='text'>Enquanto isso...</title><content type='html'>Há artistas que não se preocupam com grandes multidões: estão igualmente felizes se mostram sua arte a grupos pequenos ou a platéias a perder de vista. Ou, ainda, sentem-se &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;mais&lt;/span&gt; felizes &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;en petit comité&lt;/span&gt;, talvez por um temperamento de tendências introspectivas, intimistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identifico-me com eles. Vi ao vivo John Pizzarelli em uma livraria no Leblon, tocando sua guitarra para as quarenta pessoas que se espremiam no chão do lugar. Era evidente sua alegria ao olhar para cada um dos rostos ali presentes, tão pertinho, cantando junto com ele. E vi no You Tube os dois rapazes do Kings of Convenience na praia de Ipanema (digite "Ipanema Beach"), tranquilos e satisfeitos sentados à sombra de um quiosque, dedilhando seus violões sem nenhuma pose de "artista importante", enquanto à volta as pessoas conversavam, cantavam ou estalavam os dedos no ritmo da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo disso em mim. Não me preocupo com imagem, com pose alguma, quando dou aula ou quando me exponho escrevendo. Meus alunos se sentem muito à vontade comigo, tanto que eu não poderia jamais dar aulas para crianças: não saberia estabelecer os limites de que elas precisam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drummond parou de escrever durante alguns anos porque não tinha o que dizer. Schaeffer deixou o ministério por certo tempo para mergulhar em um profundo questionamento com Deus. Admiro-os por isso. Nenhuma das duas situações é meu caso - tenho o que dizer e não estou em crise de fé - , mas tenho reformulado comigo mesma algumas ênfases e buscado respostas de um modo quieto. Enquanto isso, o maior espaço entre as postagens tem se imposto naturalmente. Se o leitor ficar impaciente, é o momento de fazer como Cristiano Silva, ler os textos antigos. E, por que não, de ouvir John Pizzarelli e Kings of Convenience no You Tube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos retomo a regularidade. Não vos deixarei órfãos, prometo. :-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6189864675188891946?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6189864675188891946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6189864675188891946&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6189864675188891946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6189864675188891946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/06/enquanto-isso.html' title='Enquanto isso...'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5528547358693432163</id><published>2009-05-24T12:42:00.007-03:00</published><updated>2009-05-24T16:03:06.917-03:00</updated><title type='text'>Mudança(s)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/ShmCX7Mq4UI/AAAAAAAAADA/7vSeYcXVz2M/s1600-h/Mel+e+Chantilly.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339442180763869506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/ShmCX7Mq4UI/AAAAAAAAADA/7vSeYcXVz2M/s200/Mel+e+Chantilly.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho uma excelente desculpa para a grande distância entre este post e o último: mudei-me de cidade. Atravessei dez horas de estrada com todos os meus móveis e mandei meus dois gatos por avião. Foi uma boa mudança, mas trabalhosa, deixando-me praticamente sem tempo de postar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que tudo tenha sido rápido demais. Tive tempo de sobra até a decisão final. Porém, sei que há mudanças que a gente não planeja. Mesmo reconhecendo Deus como o Senhor do tempo e do universo, muitos cristãos costumam se deixar abater por mudanças inesperadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei nisso quando enviei meus gatos de avião para a nova cidade. É sabido que os gatos odeiam mudanças; são seres de rotina. (Não confundir com a falsa ideia de que os gatos se apegam mais à casa que aos donos: gatos se apegam tanto quanto cachorros, apenas têm um jeitinho mais discreto de expressar amor. Não abanam o rabo, por exemplo. Mas o geralmente guloso Mel fica quase sem comer quando eu viajo, e o espevitado Chantilly pula de alegria quando chego em casa depois de um dia de trabalho.) Por respeito a essa característica e sobretudo aos preceitos da &lt;a href="http://vanessalampert.blogspot.com/"&gt;Posse Responsável&lt;/a&gt;, não permito que meus gatos saiam para nada, nem para ir ao veterinário, que os examinava e aplicava as vacinas em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, quando eu os coloquei em suas caixas de transporte para levá-los de táxi até o aeroporto, ambos choraram como eu nunca tinha visto. Os olhares arregalados e os miados lamentosos me partiram o coração; não havia nada que eu pudesse fazer para tranquilizá-los de que eu jamais os abandonaria. Não adiantava falar manso ou fazer carinho através das grades das caixas. Na visão limitada deles, seu destino era incerto e o mundo lá fora parecia perigoso demais. Estavam deixando uma rotina que amavam e não sabiam o que os aguardava. A agitação em torno os fez esquecer por completo minha presença. Foi triste vê-los assim, mas tudo o que me restava a fazer era esperar até que o processo fosse concluído, quando eles saberiam enfim que a mudança era para melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eles estão felizes na nova casa, que é maior. Brincam com mais liberdade pela sala e ainda recebem o carinho supervisionado dos vizinhos de condomínio através das telas de proteção. Rememorando suas reações e compreendendo o terror por que haviam passado, julguei irresistível comparar isso tudo a nossa relação com Deus. As revoluções que Ele efetua nas vidas de Seus amados são muitas vezes incompreensíveis e apavorantes; mas, se somos filhos, sabemos que são para melhor, sempre, ainda que não pareçam melhores em um primeiro momento. É quando precisamos desviar os olhos do desmoronamento do nosso mundo conhecido para ouvi-Lo sussurrar mais uma vez: “Nunca te deixarei, nem te abandonarei.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5528547358693432163?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5528547358693432163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5528547358693432163&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5528547358693432163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5528547358693432163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/05/mudancas.html' title='Mudança(s)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/ShmCX7Mq4UI/AAAAAAAAADA/7vSeYcXVz2M/s72-c/Mel+e+Chantilly.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6510470530786772306</id><published>2009-01-13T20:31:00.004-02:00</published><updated>2009-01-13T20:43:07.812-02:00</updated><title type='text'>Elomar</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Isaías 55:9&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ainda na graduação, fui a um congresso em outra cidade. Conferência após conferência, a palavra de ordem era “A verdade não existe”, repetida &lt;i&gt;ad nauseam&lt;/i&gt;, não importava o tema proposto. No auditório lotado, as cabeças se inclinavam docilmente em assentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele mantra foi gerando tal angústia dentro de mim que não pude mais: corri para o banheiro e desatei a chorar. Por que um congresso em Letras precisava ser tão dogmático quanto a uma questão filosófica? Teria a linguagem se tornado uma espécie de instância última da realidade? O que eu estava fazendo ali, tomando parte, sem querer, de um mal disfarçado culto ao relativismo? Por que, raios, os cursos modernos de humanas tinham de se parecer mais com a repetitiva pregação de uma teologia negativa? Eu não poderia tomar outro caminho e permanecer na academia? Eram perguntas não formuladas com clareza (só seriam visíveis de fato depois), mas que me causavam uma dolorida perplexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto durou o congresso, perambulei por aqueles professores como se fosse a última das criaturas. Era óbvio demais que eu não pertencia à “nata” – sentia-o quase como quem detecta em si não apenas uma diferença incontornável e definitiva, mas um defeito grave. Uma inferioridade fatal me atravessava e me entristecia, mantendo-me calada ali. Eles eram a luz, eu era o obscurantismo. Eles encarnavam a própria Inteligência Acadêmica, enquanto eu não passava de um esforço tímido e provavelmente ineficaz de reconciliação entre conhecimento científico e fé cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, na casa de meus parentes daquela cidade, fiquei quietinha na cama, luzes apagadas, ouvindo Elomar no walkman antes de dormir. Quando tocou Cantiga do Estradar eu &lt;i&gt;vi&lt;/i&gt;, como em um &lt;i&gt;travelling&lt;/i&gt; de cinema, todos aqueles professores do congresso sentados um ao lado do outro em uma grande tribuna. A letra dizia: “Legião de condenados/ nos grilhões acorrentados/ nas trevas da ignorância/ sem a luz do grande Rei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastou para que Deus restabelecesse em minhas emoções cansadas a ordem correta das coisas. Desde então, aquele velho sentimento de inferioridade diante da &lt;i&gt;sapiência&lt;/i&gt; acadêmica nunca mais me atingiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6510470530786772306?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6510470530786772306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6510470530786772306&amp;isPopup=true' title='62 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6510470530786772306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6510470530786772306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2009/01/elomar.html' title='Elomar'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>62</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7742150487539070040</id><published>2008-11-30T21:30:00.003-02:00</published><updated>2008-11-30T22:26:03.113-02:00</updated><title type='text'>Solidariedade para Santa Catarina</title><content type='html'>As enchentes em Santa Catarina têm deixado a muitos desabrigados. Este blog dá sua contribuição divulgando os sites da Defesa Civil e de ONGs de ajuda aos animais (que na maioria das vezes não são priorizados no resgate). Qualquer gesto para ajudar a mitigar o sofrimento de seres humanos e bichos com fome e frio será recebido com alegria. Confira os links com as informações: &lt;a href="http://www.desastre.sc.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=category&amp;amp;id=13&amp;amp;Itemid=2"&gt;Defesa Civil&lt;/a&gt; de Santa Catarina e &lt;a href="http://www.pmf.sc.gov.br/bemestaranimal/campanha_SOS.html"&gt;Prefeitura de Florianópolis&lt;/a&gt;. Vamos fazer nossa parte como cristãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7742150487539070040?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7742150487539070040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7742150487539070040&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7742150487539070040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7742150487539070040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/11/solidariedade-para-santa-catarina.html' title='Solidariedade para Santa Catarina'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-8594003708894084858</id><published>2008-11-12T23:25:00.004-02:00</published><updated>2008-11-14T11:02:00.216-02:00</updated><title type='text'>O testemunho do mundo</title><content type='html'>Desde adolescente, de vez em quando eu ouvia na rádio uma música muito triste de Carly Simon, chamada &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JdFjWZBRl6U"&gt;That's the Way I Always Heard it Should Be&lt;/a&gt;. Nunca conseguia prestar atenção na letra, mas apenas pescava o refrão: “You want to marry me; we'll marry.” Não entendia como uma música que falava de casamento podia ser tão triste; no entanto, mesmo de modo inconsciente, percebia o recado: a infelicidade no casamento é algo inevitável. De fato, a letra fala dos vários modos que essa infelicidade pode assumir, com a concordância conformada da mulher que, depois de enumerá-los, parece dar de ombros: “Mas, se você quer casar mesmo assim, a gente casa.” Deprimente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, ouvindo essa música mais uma vez na minha rádio da internet, resolvi pesquisar a vida de Carly Simon. A única coisa que eu sabia é que ela havia sido muito infeliz com James Taylor. Pois sua vida foi uma sucessão de relacionamentos malsucedidos. Casou-se duas vezes. No fim, ela já estava compondo canções com letras do tipo “que o amor seja eterno enquanto dure”. Li que é conhecida por um gênio difícil e que topa relações com mulheres. Está sozinha. A música é de 1975, mas Carly Simon continua fiel a seu triste testemunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o testemunho que o mundo tem a proclamar, hoje, sobre o casamento: é ruim, não dá certo, ambos serão infelizes e terminarão se separando. A culpa? Do destino; ninguém sabe muito bem onde está a culpa; ninguém a assume. É engraçado como, proclamando-se muito “científico”, o homem moderno consegue pensar e se comportar como um pagão de tempos idos. Ninguém pensa nas motivações que levaram à escolha do outro. Ninguém pensa que deixou de dedicar tempo e cuidados ao outro. Ninguém pensa na intimidade que se negou a permitir ao outro, por medo de destruir uma imagem positiva demais de si mesmo... e que casamento sem intimidade é como a nudez através de um vidro fosco: como amar profundamente a quem não se conhece? Enfim, pressupõe-se que um casamento infeliz é algo que simplesmente “acontece”, tão inexplicável e imprevisível como seriam os acidentes naturais para os antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é cristão e está solteiro, não creia nessa mentira diabólica. Espere em Deus. O casamento entre dois cristãos sinceros, que amam a Deus e procuram viver em santidade, cuidando para não reproduzir dentro da relação os modos mundanos de ser e agir, tem um destino certo: revelar ao mundo sedento o profundo amor de Deus através de um homem e uma mulher que se amam incondicionalmente. E esse talvez seja o testemunho mais belo que um cristão pode deixar nesta terra. Não desista. Guarde-se com esperança; se você não tiver o dom do celibato (algo muito mais raro que se pensa), ele (ou ela) virá. E, se permanecerem em Cristo, vocês serão felizes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-8594003708894084858?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/8594003708894084858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=8594003708894084858&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8594003708894084858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/8594003708894084858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/11/o-testemunho-do-mundo.html' title='O testemunho do mundo'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-9194566296501880474</id><published>2008-10-25T15:15:00.010-02:00</published><updated>2008-10-26T01:40:47.019-02:00</updated><title type='text'>Seis primeiras notas sobre Ortodoxia, Chesterton</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SQNfJqVRaUI/AAAAAAAAABo/AKt2CqtQni8/s1600-h/Chesterton.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 175px; height: 136px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SQNfJqVRaUI/AAAAAAAAABo/AKt2CqtQni8/s200/Chesterton.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261153409285843266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;1&lt;/span&gt; Fiz a besteira de tomar açaí lendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ortodoxia&lt;/span&gt; em uma lanchonete. Descobri que são duas coisas a serem evitadas em público: açaí deixa a boca e os dentes pretos, enquanto Ortodoxia provoca gargalhadas. As duas, juntas, são um verdadeiro fiasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;2&lt;/span&gt; Mas nada, no livro, é humor puro. Ler essa obra de Chesterton &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;é como estar na companhia de um divertidíssimo amigo que alterna brincadeira com coisa séria, sem muitas firulas na passagem de uma à outra. Logo nas primeiras páginas, depois de rir bastante, posso sentir como libertadora a crítica chestertoniana ao materialista, bem como ao subjetivista,  como dois lados da mesma prisão do pensamento moderno: um fechamento digno de hospício. Além de deliciosamente ilustrada, tal crítica tem o poder de prevenir muitos nós mentais fatalmente adquiridos durante a graduação de qualquer curso de ciências humanas. E isso, só para começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;3&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A condição humana&lt;/span&gt;, Hannah Arendt, também ajuda no mesmo sentido preventivo, embora, filosófico e doído em vez de divertido, seja muito mais teórico e pontual, concentrando-se na origem do trambolhão reducionista que desembocou tanto no materialismo quanto no subjetivismo: René Descartes. Ainda pretendo estudá-lo direito, lendo as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meditações&lt;/span&gt; e tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;4&lt;/span&gt; Percebo-me um tanto penalizada com relação aos católicos que leram Calvino via Chesterton. Não me entendam mal, Chesterton é um gênio; embora eu esteja apenas no início de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ortodoxia&lt;/span&gt;, já o considero um dos livros da minha vida. Mas é indiscutível que Chesterton leu mal Calvino, confundindo predestinação com determinismo. Tsc-tsc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já busquei contribuir para com o desembaraço dos mal-entendidos tentando mais de uma vez explicar calvinismo a católicos sinceros, sem sucesso. Verdade é que uma força bem maior que a ideologia - a fidelidade à Igreja-Mãe - os impede de sequer considerar-me com a atenção devida. No entanto, bastaria apenas que compreendessem o esforço doutrinário de Calvino dentro do que o próprio Chesterton chamou "mistério sagrado do livre-arbítrio" e um dos paradoxos no centro do cristianismo (assim como os dois braços da cruz se encontram). Algo que me permito agora desenvolver em pouquíssimas palavras dessa maneira: o Deus criador do tempo e pai de todo o futuro é, também, o inventor da liberdade humana. Durmam com esse lindo paradoxo; eu o adoro e vivo muito bem com ele. E, se quiserem um resumo menor ainda, lá vai: nele reside todo o calvinismo. Pelo menos, para esta leitora que vos fala. Calvino apenas reforçou em sua teoria o lado menos compreensível para nós, qual seja, o de Deus - a gestação do futuro em Suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;5&lt;/span&gt; Não deixa de ser curioso que, assim como Calvino hoje, Chesterton continua sendo mal compreendido. Ora é acusado de um superficial frasismo, ora de um dogmatismo mal argumentado, ora de um subjetivismo leviano. Não se trata de nada disso. Leiam, leiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; As observações injustas de Chesterton sobre Calvino não me impedem de gargalhar, até mesmo em público e tomando açaí, ao ler o grande e gordo galhofeiro católico sobre um poeta inglês: "He was damned by John Calvin." Sim, porque o reformado que não sabe rir de si mesmo é um reformado, no mínimo, sem imaginação.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P.S.1 Ao leitor que lamenta uma atualização mais freqüente do blog, um pedido: quando vier aqui e encontrar o mesmo texto lido anteriormente, faça por favor uma pequena e singela oração, assim - "Senhor, permita que a Norma consiga um emprego em que ganhe mais trabalhando menos". Serei muito grata a você se fizer isso! :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.2 Este blog ainda não aderiu à reforma ortográfica. Ainda é apegado aos acentos que foram suprimidos e espera fazer o devido luto para, um dia, incorporar tais mudanças a seu idioleto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-9194566296501880474?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/9194566296501880474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=9194566296501880474&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/9194566296501880474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/9194566296501880474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/10/primeiras-notas-sobre-ortodoxia.html' title='Seis primeiras notas sobre Ortodoxia, Chesterton'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SQNfJqVRaUI/AAAAAAAAABo/AKt2CqtQni8/s72-c/Chesterton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-1632250609527917837</id><published>2008-10-05T18:54:00.007-03:00</published><updated>2008-10-05T23:18:20.540-03:00</updated><title type='text'>Os Beatles e a Perestroika</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SOk7xsk3IPI/AAAAAAAAABg/95XqHIdTmlA/s1600-h/Paul+in+Red+Square.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SOk7xsk3IPI/AAAAAAAAABg/95XqHIdTmlA/s200/Paul+in+Red+Square.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253796165269790962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Comprei um dvd de um show recente do Paul McCartney na Rússia. Comprei e deixei guardadinho para ver quando me desse muita vontade. Gosto de comprar e guardar livros, cds, filmes, para depois redescobri-los com alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu não esperava nem de longe o que vi. Para mim, seria um show de Paul McCartney na Rússia, como em qualquer lugar; podia ser na China, na Índia, na Argentina. Mas não. Essa era simplesmente a primeira vez em que um dos Beatles pisava lá, em maio de 2003, com mais de cem mil espectadores na Praça Vermelha. E eu não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show é todo entrecortado por testemunhos emocionantes de antigos fãs e impressões de Paul sobre o país. Na época em que os Beatles estouraram em todo o mundo, a Rússia, então União Soviética, vivia no auge do comunismo, de portas trancadas para o Ocidente, considerado portador dos “valores decadentes do capitalismo”. Os discos eram proibidos, ouvidos na clandestinidade. As letras da canções, o comportamento irreverente dos quatro, as opiniões que emitiam diante das câmeras, tudo isso era um “mau modelo para a juventude” segundo o regime. Tudo isso falava de liberdade. Gostar de Beatles tornava-se então um tabu acalentado peles jovens russos com fome de uma vida livre. No vídeo, quem era jovem na época conta que sua geração gastava até o que não tinha para comprar os discos no mercado paralelo, reunia-se em festas, aprendia inglês com as canções, perguntava-se sobre quem era quem nas capas (pois não havia como descobrir), sonhava com aquele universo. E lamentava: o que o mundo todo podia abraçar como um bem comum era algo exterior, inatingível e alienígena, naquele país fechado à força de poderes abusivos que não visavam apenas a ordem exterior, mas sobretudo a subjetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Paul McCartney vai à Rússia livre, com um presidente eleito pelo povo na platéia, torna-se patente o fato como um símbolo. O governo não é mais o censor do prazer, da liberdade, da espontaneidade. Na platéia, jovens de todas as gerações cantam e choram ao ouvir The Fool On The Hill, Maybe I'm Amazed, Let it Be, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z_-ACyLRVWY&amp;amp;feature=related"&gt;Hey Jude&lt;/a&gt;. O ex-presidente Gorbachev recebe Paul McCartney e reconhece: as canções dos Beatles contribuíram para a Perestroika, preparando o  povo russo para a abertura de suas fronteiras. E McCartney se emociona ao cantar “the fool on the hill sees the sun going down” enquanto o sol se põe entre as belíssimas construções em torno da Praça Vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, no Brasil, o comunismo ainda é sinônimo de juventude e liberdade. Onde, meu Deus, onde? Se a cada post eu pudesse realizar um desejo, o meu neste aqui seria: que pelo menos os fãs brasileiros dos Beatles pudessem abandonar qualquer pretensão comunista. Que fosse, apenas, por causa da história da Rússia. Já seria um motivo mais que suficiente.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DU9BNNo6YjI"&gt;Nesse trecho&lt;/a&gt; do dvd, um dos membros daquela geração conta: “Sintonizar Beatles no rádio podia prejudicar você no emprego, na escola, na faculdade; tentar conseguir discos no mercado negro podia dar em prisão; ir a shows onde tocassem músicas dos Beatles, então, gerava conseqüências que nem dava pra imaginar. Vivendo numa situação dessas, você acaba desenvolvendo uma relação muito mais intensa com a música.” Paul McCartney completa: “Era impossível tocar lá. Nossos discos não estavam à venda. Bom, um jeito garantido de tornar algo popular é simplesmente proibir.” Um antigo fã, hoje Ministro da Defesa, comenta: “Não havia discos dos Beatles à venda na Rússia. Só algumas canções em compactos (uma música em cada lado).” E outro mostra o primeiro disco de Paul McCartney liberado para comercialização no país. Era para ser Band On The Run, mas, em vez disso, numa significativa sobreposição, o selo do meio vinha com o logo do Ministério da Cultura. O motivo: Band On The Run havia sido retirada do álbum porque não era "bom" que o ouvinte soviético ouvisse falar de bando, prisão e fuga. Todo contente, o Ministro da Defesa conta que satisfez um de seus grandes desejos – comprar a discografia completa dos Beatles – somente em 1984. Um ano antes da Perestroika.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-1632250609527917837?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/1632250609527917837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=1632250609527917837&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1632250609527917837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1632250609527917837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/10/os-beatles-e-perestroika.html' title='Os Beatles e a Perestroika'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SOk7xsk3IPI/AAAAAAAAABg/95XqHIdTmlA/s72-c/Paul+in+Red+Square.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-6402940312392942481</id><published>2008-09-28T21:39:00.005-03:00</published><updated>2008-09-28T23:20:21.972-03:00</updated><title type='text'>Como eu era: pequeno dossiê Conversão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Alguns anos antes de me converter, em 1992, um rapaz no ônibus pregou para mim a caminho da faculdade, provocando-me a uma ira intensa. (Posso compreender hoje a ira que algumas pessoas sentem quando prego para elas.) No mesmo dia fiz um relato raivoso das palavras trocadas com ele, que começava assim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há muito tempo eu já havia deixado para trás essa história da existência de Deus – se ele existe, ótimo, mas isso não muda em nada a minha vida. Pois eu estava desenvolvendo uma crença forte em mim, em meu deus interno, cansada de querer acreditar em algo ou alguém mais poderoso que eu capaz de me salvar e de fazer tudo por mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Esse parágrafo é revelador de como eu era, de como eu estava: sufocando uma sempre presente ânsia por Deus debaixo de uma penca de conteúdos espíritas e esotéricos, todos destinados a camuflar com um disfarçado humanismo uma insegurança infinita. Eu me queria forte a todo custo, um inadmitido falseamento de mim mesma, e a incoerência dos textos esotéricos que me chegavam às mãos se encarregava do falseamento de tudo o mais. Ao mesmo tempo em que tentavam solapar o desejo pelo transcendente ao persuadir o leitor de que o homem era sua própria divindade e deveria se satisfazer com isso, essas estranhas e ilógicas construções textuais eram imbuídas de conteúdos que atribuíam a tudo no mundo uma pessoalidade roubada do ser de Deus. Enquanto o mundo se afigurava mais que humano, doador de múltiplos sentidos, Deus não passava de uma força perfeitamente moldável pelo homem. Uma árvore era mais pessoal que Deus e podia ser fonte de vida e transformação, como qualquer outro ser. O mundo esotérico é cheio de uma adoração difusa a todo e qualquer objeto, concomitante à negação da pessoalidade e do poder de Deus. Poderoso fator de inversão, o esoterismo faz transbordar nossa subjetividade, sobrepondo-a ao real – um perigosíssimo alheamento que eu não podia perceber na época, mas que me custara experiências muito penosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando me converti, lia a Bíblia com bastante dificuldade, pois ainda estava me desintoxicando da indistinção mental esotérica, responsável por atribuir sentidos até contraditórios ao mesmo texto. Quase decorei o trecho de Hebreus que desfaz a crença na reencarnação, porque precisava ter certeza de seu significado. Lia os evangelhos e as passagens jogavam minha mente para várias direções, deixando-me louca, fazendo com que eu orasse de modo bem dolorido para que Deus firmasse minha mente na interpretação correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E tudo retornou aos poucos a seu lugar. Minha visão tomava foco: nada mais pedia para ser adorado, mas tudo no mundo apontava para o criador. E eu "ganhei" um Pai amoroso, que me presenteava com o fardo leve da fé: não precisava mais ser forte, bastava ser fraca Nele. Compreendendo a cegueira anterior, eu era como uma criança novamente, agradecida por receber partes de um verdadeiro conhecimento – do mundo, de mim, de Deus. Lembro que ouvia uma música de John Lennon, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pFZrw0NFbw0&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;i&gt;Oh my love&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, e partilhava dos mesmos sentimentos expressos ali. Bastava trocar &lt;i&gt;my love&lt;/i&gt; por "My Lord", e a letra descrevia com exatidão o maravilhamento que eu experimentava ao enxergar pela primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh my Lord for the first time in my life,&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;My eyes are wide open&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Oh my Lord for the first time in my life,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;My eyes can see&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;I see the wind, I see the trees,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Everything is clear in my heart,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;I see the clouds, I see the sky,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Everything is clear in our world,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Oh my Lord for the first time in my life,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;My mind is wide open,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Oh my Lord for the first time in my life,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;My mind can feel&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;I feel the sorrow, I feel dreams,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Everything is clear in my heart&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;I feel life, I feel love&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;Everything is clear in our world&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-6402940312392942481?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/6402940312392942481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=6402940312392942481&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6402940312392942481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/6402940312392942481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/09/como-eu-era-pequeno-dossi-converso.html' title='Como eu era: pequeno dossiê Conversão'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4759191751024556375</id><published>2008-09-11T22:54:00.003-03:00</published><updated>2008-09-11T23:01:49.427-03:00</updated><title type='text'>Diálogos (medicamente) irrelevantes VI</title><content type='html'>- E aí, já foi participar da campanha do Temporão? Foi tomar a vacina da rubéola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Eu não vou me vacinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim, “eu não vou me vacinar”? Tá maluco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ué, eu tive rubéola quando era criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você não viu o aviso do governo? Homens e mulheres de 20 a 39 anos &lt;i&gt;devem&lt;/i&gt; tomar a vacina mesmo já tendo contraído a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E qual o sentido lógico de tomar uma vacina se todos os médicos dizem que, tendo tido a doença, estou imunizado &lt;i&gt;para sempre&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O site da campanha explica que os sintomas da rubéola podem ser confundidos com os da gripe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquele site da campanha é horrível, os textos são superficiais e cheio de erros de português. Você confiaria num profissional que nem sabe falar direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Além disso, eu tive rubéola, e não gripe. Lembro muito bem. Eu tinha uns sete anos. Não conseguia dormir porque meu corpo estava quente demais. De repente começou uma coceira horrível nas mãos e nos pés. Quando olhei, estavam vermelhos. No hospital falaram que era rubéola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, e se erraram no diagnóstico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se erraram, qual a garantia de que uma vacina do governo vai consertar o erro? Você confia tanto assim no governo? Prefiro confiar nos médicos que me atenderam quando eu era criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, não custa nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, custa sim. Você já se vacinou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na internet tem gente reclamando de efeitos colaterais, alergias. Tem gente de cama por causa da vacina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também tem gente que não teve nada. Mesmo assim, para que tomar uma vacina se os efeitos da vacina podem ser piores que os da própria rubéola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, você acredita nessas histórias de internet?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você acredita no governo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Pausa]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você acredita em tudo que sai na internet, você também deve ter visto aquela história ridícula de que a vacina pode causar infertilidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há nada provado. Mas não desconsidero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caramba. Você está mesmo sendo irracional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Irracional? Vamos lá. Número um: eu já tive rubéola. O governo diz que eu tenho que me vacinar e não me explica por quê. Bom, se eu estivesse sendo irracional é que eu iria me vacinar. Justamente por ser racional é que não vou. Ninguém me convenceu de que eu preciso dessa vacina. E olha que pesquisei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo. Número dois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Número dois: a vacina está causando efeitos colaterais. A vacina é do governo. Se os serviços do governo fossem bons, ninguém reclamava tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom. Tem um número três?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- [Suspirando] Qual é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O ministro Temporão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que é que tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele defende o aborto declarando que é uma questão de saúde pública. Pois bem: quem confunde feto com doença não sabe o que é doença. Não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi o que pensei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4759191751024556375?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4759191751024556375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4759191751024556375&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4759191751024556375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4759191751024556375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/09/dilogos-medicamente-irrelevantes-vi.html' title='Diálogos (medicamente) irrelevantes VI'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4158965848790635821</id><published>2008-09-03T12:19:00.005-03:00</published><updated>2008-09-03T12:35:14.837-03:00</updated><title type='text'>Discussões lingüísticas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gustavo Nagel veio hoje todo faceiro me indicar um post do novo blog de... &lt;a href="http://www.obraemprogresso.com.br/"&gt;Caetano Veloso&lt;/a&gt;! Pois é, o post trata justamente do assunto da recente discussão que tive com Raquel Nery sobre algumas implicações da lingüística moderna (ou nem tão moderna, já que essas idéias têm pelo menos quarenta anos).  O fato é que o post é bom demais e eu não resisti: comentei. Minha felicidade é que, com esse comentário, consegui algo que não tinha conseguido até então com Raquel: resumi praticamente tudo o que penso sobre o assunto. Sintam-se à vontade para continuar debatendo aqui! Abaixo, o comentário, com o link para o post do blog de Caetano.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Olá, Caetano,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coincidência receber agora a notícia deste post: estava justamente conversando sobre isso em público, via blogs, com uma professora de lingüística (sou professora de francês e literatura). Em resposta a meus lamentos sobre algumas mudanças no português brasileiro que atentam contra a ossatura do idioma (ou seja, a sintaxe - como "é o carro que você precisa"), ela me acusava de elitismo. Ora, cito você -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.obraemprogresso.com.br/2008/09/02/linguistas/#comment-2434"&gt;"as pessoas que dizem “grobo” são as mesmas que têm vocabulário menor, menos acesso aos conhecimentos, menos poder"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- para afirmar que, se há no estudo do idioma a função descritiva e a normativa, não entendo por que os profissionais de Letras envolvidos na primeira função (os lingüistas) insistem em menosprezar a segunda, negando a necessidade de padrões para os idiomas e transformando a norma culta numa espécie de instrumento de opressão próprio das "classes dominantes" - um marxismo barato transposto para estudos lingüísticos. Além do mais, embora sejam duas funções igualmente importantes, há uma diferença significativa entre elas: a primeira é eminentemente acadêmica (descreve-se para compreender melhor o idioma e produzir teoria), enquanto a segunda gera resultados fora das portas da universidade, na medida em que, através do ensino para um maior domínio da modalidade culta, há um real aumento não só de possibilidades de ascensão social, mas de desenvolvimento pessoal. Quem domina o padrão culto não só angaria mais oportunidades profissionais, mas lê melhor, escreve melhor e, acredito, até pensa melhor. Assim, o resumo de meu argumento é: enquanto os lingüistas pretendem criar para essas pessoas de "menos poder" uma ilha de falso consolo, são os professores de português (os Pasquale da vida) que de fato lhes estendem a mão e as puxam para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os lingüistas continuem portanto naquilo que é de sua especialidade - descrever o uso do idioma - enquanto os professores de português fazem o que é de sua competência: ensinar a variante culta da língua. Descrever e normatizar são duas funções diversas, mas ambas possuem relevância. Não é preciso que uma diminua para que a outra cresça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu blog e esse post foram uma agradável surpresa. Parabéns!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Manuel Bandeira confessou achar bonitinho quando os cariocas dizem "para mim fazer". Particularmente não gosto, mas tenho especial simpatia pelo fenômeno que você citou na linguagem oral de Minas Gerais: a ausência dos pronomes em determinados verbos ("Ele assustou!"). Ora, podemos de fato apreciar alguns desvios da norma culta (orais ou escritos) sem, com isso, adotar esse discurso populista de nivelamento. Aliás, saber apreciar desvios é uma das condições para a fruição da literatura. Senão, professores de português jamais leriam ou recomendariam Guimarães Rosa! ;-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4158965848790635821?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4158965848790635821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4158965848790635821&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4158965848790635821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4158965848790635821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/09/discusses-lingsticas.html' title='Discussões lingüísticas'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-5443990178837638399</id><published>2008-09-02T03:38:00.005-03:00</published><updated>2008-09-02T04:05:29.317-03:00</updated><title type='text'>Por que eu ainda gosto de Girard</title><content type='html'>Essa &lt;a href="http://www.firstprinciplesjournal.com/articles.aspx?article=1086&amp;amp;theme=home&amp;amp;page=1&amp;amp;loc=b&amp;amp;type=cttf"&gt;entrevista&lt;/a&gt; (em inglês) está sensacional. Trechos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We are losing every contact between language and the regions of being. Today we believe &lt;em&gt;only&lt;/em&gt; in language. We love fairy tales more than in any other era. But Christianity is a linguistic truth, the &lt;em&gt;logos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I filled my head with the farcical, with the stupid, simple mediocrity of the avant-garde. I know well how the postmodern denial of reality can lead to the discrediting of the moral questions about man. The avant-garde, at one time relegated to the artistic field, today extends to the scientific, which thinks about the origin of man. In a certain sense, science has become the new mythology: man has created life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Christian religion, the greatest revolution in human history, is the only one to remind us of the correct use of reason. It is a challenge that carries with it the concept of guilt. For a long time, Europe had decided that the Germans had to be the scapegoats for World War II; it was impossible to attack communism or nazism. Once the death of God was declared, along with the end of the possibility for the word ‘enlightenment’ to have any religious meaning, there had to arise an ‘anti-God,’ a counter-divinity: communism. I agree with Ernst Nolte’s thesis on the affinity between Nazism and communism. Every totalitarian regime begins with the suppression of religious liberty. Today, this anti-life counter-divinity is revived in scientism.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;From here, there is born a culture shipwrecked in the present. From here, there originates even a hatred for a vibrant culture that affirms universal truth. Today, it is widely believed that sexuality is the solution to everything; instead, it is the origin of the problem. We are continually being seduced by a suggestive ideology of allurement. Yet deconstruction does not contemplate the sexuality at the core of human folly. Our insanity thus lies in our willing efforts to make sexuality a banal, frivolous matter. I hope Christians don’t follow this direction of deconstruction. For violence and sexuality are inseparable. This is why sexuality contains both the most beautiful and the darkest elements that we carry within.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The twentieth century was the century of classical nihilism. The twenty-first century will be the century of alluring nihilism. C. S. Lewis was right when he talked about the abolition of man. Michel Foucault added that the abolition of man was becoming a philosophical concept. Today, one can no longer speak of ‘man.’ When Friedrich Nietzsche announced the death of God, in fact he was announcing the death of man. Eugenics is the negation of human rationality. If one considers man as the outcome of mere chance and as crude material for the laboratory, a malleable object to be manipulated, one reaches the point of being able to do anything to man. That ends with the destruction of the fundamental rationality that belongs to the human being. But man cannot be reorganized thus and still remain man.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-5443990178837638399?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/5443990178837638399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=5443990178837638399&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5443990178837638399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/5443990178837638399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/09/porque-eu-ainda-gosto-de-girard.html' title='Por que eu ainda gosto de Girard'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4027301579855669893</id><published>2008-08-25T15:00:00.007-03:00</published><updated>2008-08-25T19:23:19.011-03:00</updated><title type='text'>Julgar e discernir</title><content type='html'>Dois cristãos que se conhecem pouco estão conversando. Um deles conta algo que havia se tornado público: os recentes pecados em que caíra um líder famoso. No meio da conversa, o outro dá uma gargalhada. O primeiro pensa com horror: “Que absurdo, rir de uma coisa dessas. Pelo jeito o Fulano não se importa com os pecados dos outros.” O que riu percebe de súbito o estranhamento do primeiro e, um pouco constrangido, tenta justificar “Eu achei engraçado porque...”, como quem se desculpa depois de rir em velório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o primeiro permanece com suas impressões. “O Fulano não se importa com os pecados dos outros.” Isso é julgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra situação. Dois cristãos que se conhecem pouco possuem blogs. Querem se linkar, por amizade, mas um obstáculo se apresenta a um deles: o blog do outro é pouco edificante e, de quebra, está cheio de linguagem duvidosa e fotos obscenas. Ao mesmo tempo, experimenta certa angústia: “Estaria eu julgando?” O conteúdo, porém, fala por si: há algo errado na vida cristã de quem posta tais coisas despreocupadamente, sem pensar na possibilidade de escândalo. Cabe descobrir o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de um fato desses, quem se cala com o argumento “devo estar julgando” abstém-se de justas admoestações, impedindo que o pecado alheio seja reconhecido e coberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que tem se comportado a igreja hoje: incapaz de fazer a diferença entre julgar e discernir, o cristão se vê de boca atada e não ajuda o irmão em erro. O pecado se multiplica em nome de um “amor” muito pouco bíblico, falso amor, mascarado sob os imperativos modernos da tolerância. Essa tem sido uma das maiores fraquezas da igreja hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus nos ajude.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Post Scriptum&lt;/span&gt; - De fato, este post veio no momento certo: acabo de receber notícia sobre a matéria de capa da revista Eclésia deste mês. Ali, Brennan Manning e Philip Yancey são citados como apoiadores do movimento homossexual nas igrejas. Manning chega a dizer abertamente que é possível conciliar homossexualismo e cristianismo. (Só se for com o amorrrrrrrr politicamente correto, não o amor cristão, que confronta o pecador e salva sua alma da morte.) Em janeiro deste ano, &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://normabraga.blogspot.com/2008/01/philip-yancey-entre-muros.html"&gt;escrevi&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; que Yancey estaria "entre muros" por se render ao secularismo nesse aspecto. Não foi um ato de julgamento de minha parte, mas sim de discernimento; afinal, as palavras de Yancey não deixam muitas dúvidas sobre sua flexibilidade em relação ao homossexualismo. Repito aqui o mesmo desejo que expressei naquele post: não só que a ambigüidade em Yancey seja submetida em definitivo à Palavra, mas que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a já tão confusa igreja brasileira saiba abandonar toda devoção idolátrica (há quem se refira a esses dois autores como "intocáveis") e se posicione firme em uma fé saudável e bíblica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4027301579855669893?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4027301579855669893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4027301579855669893&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4027301579855669893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4027301579855669893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/08/julgar-e-discernir.html' title='Julgar e discernir'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-1685751365572256929</id><published>2008-08-18T13:10:00.006-03:00</published><updated>2008-08-18T14:36:18.669-03:00</updated><title type='text'>Quintana é emo</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mario Quintana, para mim, é o &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;poeta Hello Kitty&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;, amado por nove entre dez adolescentes do sexo feminino que gostam de ler, bem, poesia. (Como só passei a gostar de cor-de-rosa depois de adulta, não era fã de Quintana nessa fase.) Tinha até um amigo que comprava todos os anos a &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Agenda Quintana&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; só para escrever adendos humorísticos a cada poemeto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Esses dias, para nossas boas risadas, outro amigo, Edson Camargo (do &lt;a href="http://profetaurbano.blogspot.com/"&gt;Profeta Urbano&lt;/a&gt;), sentenciou comigo por chat: “Quintana é emo!” Por exemplo, nada mais emo do que aquele famoso Poeminha do Contra, escrito sobre (ou para) seus desafetos que não o deixavam entrar para a Academia Brasileira de Letras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;“Todos estes que aí estão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Atravancando o meu caminho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eles passarão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eu passarinho!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;É preciso reconhecer: o último verso clama por paródias! Foi o que começamos a fazer, frenética e gargalhadamente:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(0, 0, 0);" lang="pt-BR"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Versão Pit-Boy: “Eles passarão, eu passarei o pé na sua fuça”&lt;br /&gt;Versão Louco para Imigrar: “Eles passarão, eu passaporte para os EUA”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;Versão do Aproveitador: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;“Eles passarão, eu passo a mão na bolsa”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;Versão Pasma: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;“Eles passarão, eu, tô passado!”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;Versão Dadá: “Eles passarão, eu passo-ão”&lt;br /&gt;Versão Dadá Internacional: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;“Eles passarão, eu pussy cat&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;V&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ersão Burro Assumido: “Eles passarão, eu pastarei”&lt;br /&gt;Versão do Teimoso: “Eles passarão, eu passo não”&lt;br /&gt;Versão Toca do Coelho: “Eles passarão, eu, paçoquinha”&lt;br /&gt;Versão Centro Cultural: “Eles passarão, eu Paço Imperial”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as bíblicas:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;Versão Crente Educado&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;: “Eles passarão, eu, paz do Senhor, irmão”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Versão Moisés no Egito: “Eles passarão, nós, sejamos cautelosos, soldados egípcios”&lt;br /&gt;Versão Evangelista Avivado: “Eles passarão, nós iremos por todo o mundo e pregaremos o Evangelho a toda criatura!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brincadeira não tem fim. Aguardo novas versões na caixa de comentários! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-1685751365572256929?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/1685751365572256929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=1685751365572256929&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1685751365572256929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1685751365572256929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/08/quintana-emo.html' title='Quintana é emo'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-3410972817942414266</id><published>2008-08-17T00:36:00.003-03:00</published><updated>2008-08-17T01:48:09.308-03:00</updated><title type='text'>Travada</title><content type='html'>Estou travada. As idéias continuam pululando mas, se não aparecem aqui, a culpa é toda sua, leitor. Ah, sim. Porque, se vou desenvolver um texto sério, careço de tempo para árduas pesquisas bibliográficas e extensas notas de pé de post (você sabe, leitor, que trabalho demais - sou profissional de Letras), e não quero ser acusada de leviandade; se vou escrever uma bobagem divertida, bate o receio de ler reclamações mais compenetradas ("seu blog já foi melhor", "seu blog não abençoa como antes" etc.); se vou simplesmente postar uma música, lá vem um comentário para me convencer a largar o vício da pirataria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, idéias há, mas me sinto como cachorro novo nas mãos de donos ignorantes: os comentários negativos têm me treinado negativamente. O resultado é que guardo tudo para mim. E minhas leituras correntes - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Notes towards a definition of culture&lt;/span&gt;, T.S. Eliot; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Good of Afluence&lt;/span&gt;, John R. Schneider; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os irmãos Karamazov&lt;/span&gt;, Dostoiévski; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As origens do totalitarismo&lt;/span&gt;, Hannah Arendt - só abençoam a mim mesma, porque não mais ouso falar despreocupadamente, na amizade, sobre as coisas que ocupam minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, ok, eu sei, a culpa é minha. Mas Deus ainda há de me ensinar a confrontar, a ser contracultura direito, a não receber um comentário pesado como um tapa na cara ou um pisão no pé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-3410972817942414266?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/3410972817942414266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=3410972817942414266&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3410972817942414266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3410972817942414266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/08/travada.html' title='Travada'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-2969066275256120786</id><published>2008-07-30T20:45:00.006-03:00</published><updated>2008-07-30T21:39:56.360-03:00</updated><title type='text'>O Senhor dos Anéis</title><content type='html'>Não participei da euforia geral nas salas de cinema, mas deixei para ver os DVDs em casa. Assisti a todos quase de uma vez só. Fiquei emocionada até nas cenas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;making of&lt;/span&gt;. O que mais me tocou foi a grande amizade que os personagens demonstravam uns pelos outros, corroborando aquela frase de Jesus: "Não há amor maior do que este: dar a vida por seus amigos." No grupo que se arriscou para ajudar Frodo, todos colocaram o amor pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hobbit&lt;/span&gt; acima de suas próprias vidas. Não pôde deixar de me ocorrer que faltava ao homem moderno essa ousadia de aventuras em nome de um bem maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei então uma edição completa em inglês de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;. Fiquei feliz por conseguir ler de modo fluido, quase sem recorrer ao dicionário. E, em um diálogo singular que tive com uma amiga esses dias, tentei explicar minhas reações à leitura de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Hobbit&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parei naquela cena em que o mago Gandalf visita Frodo. É estranho mas, junto com o prazer da leitura, eu sinto o tempo inteiro uma dor profunda, como se fosse infinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso é como ele descreve a dor que sente antes de morrer - respondeu ela. - Uma dor infinita, que não sara nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não me lembrava mais dessa passagem no filme. Na verdade, nem sei se está lá. De qualquer modo, acho tão impressionante ter percebido a história do anel como algo implicado a minha própria vida, ao ponto de expressar com as mesmas palavras a maior dor do personagem, que corri para registrar isso em post. Ainda escreverei mais sobre o romance.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-2969066275256120786?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/2969066275256120786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=2969066275256120786&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2969066275256120786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/2969066275256120786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/07/o-senhor-dos-anis.html' title='O Senhor dos Anéis'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7364519640194738688</id><published>2008-07-20T16:41:00.008-03:00</published><updated>2008-07-20T17:09:46.222-03:00</updated><title type='text'>O bode marxista e o bode nazista</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pequena explicação prévia: &lt;/span&gt;O mecanismo do bode expiatório permite enxergar o mal unicamente no outro, visando sua destruição. É uma espécie de "teatro purgativo". Quando ocorre no nível da linguagem, usa-se a metáfora como um processo facilitador: a (des)razão coletiva escolhe certas figuras malignas como “mais más que outras”, e quem se vale do mecanismo só precisa escolher essa figura e aplicá-la indiscriminadamente ao outro odiado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;O melhor exemplo disso é Hitler. Sim, ele era de fato mau, muito mau, mas hoje sua figura é utilizada para absolver outros tiranos tão maus quanto ele. Erros históricos crassos opuseram o nazismo ao comunismo (enquanto, para o historiador Alain Besançon, ambos não passam de gêmeos heterozigotos) e o abusivo uso comunista do mecanismo estendeu-se à mentalidade de nossa época. Hoje, Hitler é o mal absoluto, não tem para ninguém. (Alguns gostam de citar Bush, mas não o fazem com a mesma força.) E, quando toda a caracterização do mal é despejada em alguém – uma espécie de imitação parasitária da ira divina – , muitos saem absolvidos do outro lado. Geralmente, Lênin, Stálin, Che Guevara, Mao etc. etc. Assim, é fácil perceber por que os conservadores costumam ser insultados o tempo todo de “fascistas”, quando o próprio comunismo deveria receber a denominação comum a ambos os sistemas, segundo Hannah Arendt: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;totalitário&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Saiu hoje no Estadão: “Amorim diz que ricos mentem como Goebbels”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título é perfeito. Mas, antes de explicar por quê, deixem-me resumir a matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indignado com o que julgou injustiça nas negociações da Rodada Doha sobre a liberalização comercial dos mercados agrícolas, o chanceler brasileiro Celso Amorim afirmou que a estratégia dos países ricos era semelhante à do ministro Goebbels, responsável pela desinformação no regime nazista. “Goebbels sempre dizia que, quando se repete uma mentira muitas vezes, ela se torna verdade”, citou. E completa: “Quando eu vejo o que é dito sobre a liberalização no setor agrícola e no setor industrial, não tenho como não me lembrar de Goebbels. Isso precisa ser desmascarado e não podemos ter um acordo baseado na desinformação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recepção dessas palavras foi a pior possível, causando um acidente diplomático. Nos EUA, a representante de Comércio da Casa Branca Susan Schwab, filha de sobreviventes do Holocausto, desabafou: “É um ataque pessoal e baixo”. O Itamaraty chegou a enviar pedidos de desculpas, mas os ânimos ainda estão longe de se acalmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, volto à minha análise. Por que o título da matéria do Estadão é perfeito? Pelo seguinte: ali estão expressos os dois lados do mal-entendido. Trata-se de um flagrante exemplo de conflito calcado no mecanismo do bode expiatório. Explico. De um lado, Amorim desenvolve um argumento sustentado pelo bode marxista (os bons são os pobres oprimidos, os maus são os ricos opressores) para enfatizar o que julga uma injustiça. Seu grande erro foi recorrer a um exemplo histórico associado ao bode expiatório supremo, o nazista, para firmar posição. Ele se sairia bem se, com tato, escolhesse palavras que sugerissem apenas o bode marxista – porque os “maus” representados por esse bode ainda costumam aceitar o papel com culpa assumida. Ou seja, o bode marxista “cola”. Porém, ao colocar um bode na pele do outro, o chanceler escandalizou os representantes dos “países ricos” e meteu-se em uma enrascada, porque entre eles havia uma vítima verdadeira do totalitarismo nazista. Apenas sua presença foi suficiente para desacreditar a estratégia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, entendi que Amorim não quis trazer o nazismo para a discussão. Mas, ao levantar esse que é o bode mais pesado, feriu susceptibilidades bastante reais. Vai ser difícil sair dessa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7364519640194738688?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7364519640194738688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7364519640194738688&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7364519640194738688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7364519640194738688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/07/o-bode-marxista-e-o-bode-nazista.html' title='O bode marxista e o bode nazista'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-1635395438163742303</id><published>2008-07-18T19:49:00.003-03:00</published><updated>2008-07-18T20:04:17.805-03:00</updated><title type='text'>Billy Joel - To make you feel my love</title><content type='html'>&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&lt;p&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param value="http://youtube.com/v/vDpxVoeT2wY" name="movie"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://youtube.com/v/vDpxVoeT2wY" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"The winds of change are blowing wild and free." Uma das composições mais lindas de Bob Dylan gravada por Billy Joel. Enjoy!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-1635395438163742303?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/1635395438163742303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=1635395438163742303&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1635395438163742303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/1635395438163742303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/07/billy-joel-to-make-you-feel-my-love.html' title='Billy Joel - To make you feel my love'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-7207169016063352140</id><published>2008-07-13T21:23:00.002-03:00</published><updated>2008-11-13T13:05:15.382-02:00</updated><title type='text'>Minha pequeníssima história da arte moderna</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SHquh0AnZjI/AAAAAAAAABY/-Il0-yRICaw/s1600-h/duchamp-LHOOQ.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SHquh0AnZjI/AAAAAAAAABY/-Il0-yRICaw/s200/duchamp-LHOOQ.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222678613809653298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No poema de abertura de seu livro sobre o mal - e não por acaso meu preferido - , Charles Baudelaire já vai logo avisando: se você acha que esses males todos aqui não lhe dizem respeito, está enganado, &lt;i&gt;hipócrita leitor, meu semelhante, meu irmão&lt;/i&gt;. Mas a poderosa assertiva de depravação total se desvia de promessas de salvação ao longo de cada poema seguinte, rumo à construção de uma outra (e bastante particular) teologia: se não podemos evitar o mal, façamos arte com ele. Não há salvação, mas uma espécie de alquimia: “Você me dá lama, eu lhe devolvo ouro”, declararia mais tarde o poeta, enquanto, depois de baixada a poeira dos processos jurídicos, críticos subseqüentes seriam quase unânimes ao declarar que, a partir de Baudelaire, a beleza estava enfim independente da moralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chega Duchamp com sua privada ridiculamente assinada, seu chinelo sujo de sêmen, sua Monalisa de bigode, essa primeira dissociação entre o belo e o bem se desdobra em várias. A arte é declarada independente não só da moral, mas da técnica, da autoria e sabe-se lá de que mais. Torna-se questão de espaço e contexto: afinal, é algo inteiramente arbitrário que desloca a roda da bicicleta para o campo da exposição. A força motriz dsse “algo” (os autodeclarados artistas, os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marchands&lt;/span&gt;, os donos de galerias) detém o supremo poder de decisão sobre o que será digno do olhar apreciativo (ou depreciativo) do outro. O objeto da estética se pulveriza cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, não causa espanto a redução desse objeto a uma idéia. Por isso, nunca foi tão difícil, para os espíritos minimamente teoréticos, falar dele de modo ao menos razoável. Sua singularidade, afirma-se, é sempre o que &lt;i&gt;escapa&lt;/i&gt;: o “plural”, o “difuso”, o “desconhecido”. Essa vaguidão, ou vaguidade, ou vagueza, pode cansar de morte os estudiosos finos, mas animar em definitivo os prolixos divagadores (algo bastante francês, reconheço – mas não para mim, que busco deles outra coisa) e os carnavalescos (algo mais brasileiro: a mescla dos dois é o que se encontra a rodo nas faculdades de letras). Affonso Romano de Sant'Anna cita muitos exemplos impressionantes dessa arte como idéia (&lt;i&gt;Desconstruir Duchamp&lt;/i&gt;), e então vem Bruno Tolentino, que quase conheci em 2003, e publica nesse mesmo ano os poemas de &lt;i&gt;O mundo como idéia&lt;/i&gt;. Não pude perguntar-lhe pessoalmente se esse livro não era, em alguma medida, uma resposta ao pontapé inicial dado (ou inspirado) pelo velho Baud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não serve para instruir nem enlevar ninguém, pelo menos essa minha pequeníssima história da arte moderna explica por que, ainda em plena ressaca pós-tese, ultimamente eu me vejo pouco interessada por pesquisas estéticas e me volto para outros assuntos. Mas que o leitor (&lt;i&gt;meu semelhante, meu irmão&lt;/i&gt;) não se engane: ainda que eu não trate quase nunca do tema neste blog (viu, Guilherme Carvalho – demorei mas respondi, hein?), a literatura é desde a infância, e continua a ser, minha paixão primeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-7207169016063352140?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/7207169016063352140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=7207169016063352140&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7207169016063352140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/7207169016063352140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/07/minha-pequenssima-histria-da-arte.html' title='Minha pequeníssima história da arte moderna'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SHquh0AnZjI/AAAAAAAAABY/-Il0-yRICaw/s72-c/duchamp-LHOOQ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4948804831937314032</id><published>2008-07-08T02:16:00.003-03:00</published><updated>2008-07-08T02:23:19.018-03:00</updated><title type='text'>Dois antídotos</title><content type='html'>Jesus Cristo personifica o único real e válido esforço de reintegração do ser humano consigo mesmo, com seu próximo e com Deus. Todos os demais são idolatria – e, dentre eles, a idolatria mais mortífera é aquela que nos faz tirar os olhos de nossas divisões internas para enxergá-las apenas externamente, como fruto de uma cosmovisão esquemática dualista-moralista totalmente arbitrária, composta de uma dicotomia rígida que se distancia da realidade. No cristianismo, o mal está no interior e é intrínseco à natureza humana desde a queda. No esquema dicotômico idólatra, o mal é apenas exterior, encarnando-se e cristalizando-se em todo aquele que não adere à cosmovisão. No cristianismo, todos nós somos opressores ou oprimidos dependendo de cada situação, mas sobretudo pecadores, porque o mal toma múltiplas formas. No esquema idólatra, o opressor tem sempre o mesmo endereço; é culpado por recusar-se à adesão e por toda forma de expressão pública dessa recusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristão se reintegra em Jesus, confessando-se pecador e recebendo perdão. O idólatra comunista, socialista e/ou politicamente correto jamais reconhece seu próprio mal, mas se sente reintegrado na doutrina que prega: acabem-se os opressores e o mundo será transformado. O cristão morre e ressuscita em Cristo; o comunista mata ou neutraliza o outro. Não há síntese possível entre esses dois antídotos para as divisões humanas. Se você se sente à vontade como cristão comunista, algo está errado. Das duas, uma: ou seu comunismo se resume a sentimentos legítimos mas mal direcionados de preocupação e solicitude com relação aos menos favorecidos – e você precisa compreender que comunismo &lt;i&gt;não é isso&lt;/i&gt; – , ou você está usando as instituições cristãs como uma casca religiosa para embelezar aquilo em que crê de fato. No primeiro caso, alguém o enganou; busque informação. No segundo caso, você é um enganador, e terá de prestar contas a Deus naquele dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4948804831937314032?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4948804831937314032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4948804831937314032&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4948804831937314032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4948804831937314032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/07/dois-antdotos.html' title='Dois antídotos'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-3699575329578277955</id><published>2008-06-23T18:05:00.015-03:00</published><updated>2008-06-23T22:00:50.798-03:00</updated><title type='text'>O erro de Girard, ou: a profundidade do mal</title><content type='html'>A Bíblia diz que "não há um justo, um sequer" e que "o salário do pecado é a morte". Diz, também, que a convicção de que somos pecadores só pode vir da parte do Espírito Santo. Isso significa que o homem não-convertido sempre irá se achar melhor do que realmente é. Enquanto o cristão verdadeiro é sempre lembrado de seus pecados pelo Espírito, o não-convertido morrerá sem saber o quanto foi mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja um gênio no que se refere a encontrar e analisar pontes antropológicas entre o mal humano e a cultura evangélica, René Girard erra redondamente na teologia. É impressionante como a verdade bíblica se revela mais uma vez: sem a convicção de pecado impressa pelo Espírito, ainda que mergulhe no fenômeno do mal e revele seus mecanismos - o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desejo mimético &lt;/span&gt;&lt;span&gt;e o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;bode expiatório&lt;/span&gt; são fatos reais e perceptíveis universalmente - , nenhum autor entenderá o que Cristo veio fazer se não perceber o quanto foi necessário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;morrer&lt;/span&gt; para nos dar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vida&lt;/span&gt;. Ou seja: nosso mal é tão profundo que apenas a morte do próprio Deus nos faria reviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Girard não vê assim, e é por isso que posso indicar sua leitura, mas não como a de um autor cristão: ainda que reconheça a superioridade do cristianismo sobre as demais religiões, Girard pensa que o sentido dos Evangelhos e o próprio mérito de Cristo repousam sobre o desvelamento do mecanismo do bode expiatório - e que a conversão consiste no abandono desse mecanismo. Para Girard, Deus se opõe a todo mecanismo sacrificial (uma compreensão errônea de Isaías 1:11), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;inclusive&lt;/span&gt; o de Cristo. O acontecimento apenas serviu para evidenciar em plenitude a maldade humana, isto é, o mal que mata um inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso Girard costuma ser um autor preferido entre os teólogos liberais. Se o sacrifício de Cristo não foi algo necessário e deliberado, da parte de Deus, para nos livrar de nossos pecados, mas apenas a exposição máxima do mal humano para que nós mesmos pudéssemos nos despojar dele, isso significa que nosso mal não é tão grande: o processo de conversão se limitaria à transformação advinda da contemplação de nosso próprio mal, uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;experiência interior&lt;/span&gt;, tal como o maravilhamento diante de uma obra de arte. Isso torna a conversão algo puramente humano: se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;compreendo&lt;/span&gt; meu mal, posso abandoná-lo. E, ao situar a questão do mal tão na superfície, tornando o "novo nascimento" algo mais mental e simbólico que espiritual, Girard &lt;span style="font-style: italic;"&gt;erra o alvo&lt;/span&gt; (uma das definições da palavra grega para pecado, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hamartia&lt;/span&gt;): nascer de novo passa a ser um fenômeno gnóstico, abstrato, ligado sobretudo à mente e às impressões, e não um verdadeiro novo nascimento, completo, definitivo. Esse é um entendimento que deixa de lado o aspecto fundamentalmente relacional e transcendente da conversão, que não ocorre em um sistema humano fechado, entre as paredes de uma subjetividade soberana, mas sim na entrega sem restrições de um corpo morto para que renasça em Cristo. Assim, reconheço o tamanho e a profundidade do meu mal na medida em que aceito que, para que eu reviva, um justo precisa morrer em meu lugar, e que, sim, esse justo é o próprio Deus em um sacrifício voluntário. Essa é a gigantesca dimensão do meu mal - e os cristãos verdadeiros não adoçam sua situação; não a negociam jamais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-3699575329578277955?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/3699575329578277955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=3699575329578277955&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3699575329578277955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3699575329578277955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/06/o-erro-de-girard-ou-profundidade-do-mal.html' title='O erro de Girard, ou: a profundidade do mal'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-3762838563914540005</id><published>2008-06-09T23:07:00.005-03:00</published><updated>2008-11-13T13:05:15.763-02:00</updated><title type='text'>Um sonho de conversão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SE3kdCudsUI/AAAAAAAAABQ/pIRSlkYXsHo/s1600-h/araruama-praia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SE3kdCudsUI/AAAAAAAAABQ/pIRSlkYXsHo/s400/araruama-praia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210071531536625986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sonhei uma vez, há pouco mais de dez anos, que estava com minha família em uma autêntica “farofa” na praia, ou seja, um almoço em frente ao que me pareceu o mar plácido e convidativo de Araruama. Mesas postas, comida pronta, o único elemento destoante sob o sol era uma assustadora carcaça de ônibus levada de lá para cá pelas ondas, ameaçando invadir o local onde estávamos. O que de fato acabou acontecendo: tomado por uma onda mais forte, o ônibus ganhou impulso e esmagou um homem, que corremos para resgatar e levar ao hospital. Lembro-me de ter sido poupada por um triz do esmagamento, porque corri em direção a meu pai que estava em um lugar mais alto na areia. A cena seguinte e última do sonho era a do hospital, onde o homem era internado e nós íamos para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me converti, alguns meses depois, impressionei-me muito com o significado cristalino dos elementos do sonho: a carcaça de ônibus simbolizava os caminhos humanos errantes, que terminavam por nos esmagar, dos quais eu só havia escapado por ter corrido para Deus – “meu pai em um lugar mais alto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionou-me mais ainda, porém, descobrir justamente na igreja em que me batizei um canto com semelhanças muito evidentes com o que, no meu sonho, havia sido o hospital. O conjunto não poderia ser mais auto-explicativo. Assim, embora não dê importância demais à grande maioria de meus sonhos, recebi esse em particular como um presente de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-3762838563914540005?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/3762838563914540005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=3762838563914540005&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3762838563914540005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/3762838563914540005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/06/um-sonho-de-converso.html' title='Um sonho de conversão'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_biyMR5yDUYw/SE3kdCudsUI/AAAAAAAAABQ/pIRSlkYXsHo/s72-c/araruama-praia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924181.post-4368422601277187015</id><published>2008-04-24T22:37:00.009-03:00</published><updated>2008-04-25T01:22:26.435-03:00</updated><title type='text'>Porque Ele é bom II: Livramento</title><content type='html'>Quando eu tinha uns 12 anos, costumava ir à praia na companhia de uma amiga  de escola. Apesar de jovens mocinhas, éramos inconseqüentemente destemidas: à tarde, hora sem muito movimento, nadávamos até bem depois da arrebentação, onde já não havia quase ninguém por perto. Eu havia desenvolvido, nessa época, um método bastante eficaz, embora não infalível,  de escapar ilesa do efeito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caixote&lt;/span&gt;: mergulhava o mais fundo possível, tentava ao máximo me postar na horizontal e passava por baixo, arrastando-me por onde a onda permanecia mais estável. Só não funcionava quando eu errava o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timing&lt;/span&gt; e acabava me embolando um pouco acima; aí não tinha jeito: rolava até a margem e me entupia de água e areia até a alma. Para no dia seguinte começar tudo de novo, ainda que a noção de perigo de morte se afigurasse nítida a cada vez - principamente  diante de ondas  maiores, que chegavam a ultrapassar três metros de altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje de manhã, no entanto, não haveria método que me livrasse das ondas que acometeram o catamarã de Charitas no trajeto Niterói - Rio. Apenas Deus poderia conter a força inédita das águas da Baía da Guanabara, que invadiram a embarcação arrebentando duas portas, quebrando cadeiras e derrubando vários passageiros de uma só vez. Era como se pudéssemos capotar no mar; de fato, a sensação era de estar em um carro que, tendo perdido o contato constante com o solo, corcoveasse perigosamente na pista. Era também como estar em uma montanha russa marítima e nada empolgante, sem saber o que aconteceria depois de cada violenta subida e descida. Quanto às informações visuais, não me perguntem como foi: atrás de uma divisória opaca e sólida, fui bastante poupada, ao abrigo não só da traumatizante imagem das ondas chegando, mas sobretudo dos efeitos da água - que apenas molhou meus pés ao fim da viagem, enquanto havia machucado e encharcado as dezenas de pessoas que se sentaram mais à frente. Do cantinho seguro em que eu estava, sem poder me levantar, acompanhei os fatos pelos movimentos, gritos e barulhos das portas quebradas e, quietinha, apenas clamei por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos, alguns ilesos (como eu) e outros nem tanto, mas todos vivos, tivemos a certeza de que havíamos escapado de morrer. Mas eu tinha uma certeza maior e bem mais plena de positividade: Deus me queria viva. Apesar de ainda tremer com o acidente - sou do tipo inglesa, fico calma nos piores momentos e passo muitas horas nervosa depois - , não posso evitar um pequeno impulso revigorante depois dessa quase-tragédia: Deus me quer viva, e o livramento de hoje é uma das provas de Sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/participe/mat/2008/04/24/leitores_descrevem_panico_em_catamara_atingido_por_ondas_durante_travessia_rio-niteroi-427036474.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://extra.globo.com/rio/materias/2008/04/24/catamara_atingido_por_ondas_pelo_menos_20_pessoas_ficam_feridas-427033029.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais sobre o acidente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/participe/mat/2008/04/24/leitores_descrevem_panico_em_catamara_atingido_por_ondas_durante_travessia_rio-niteroi-427036474.asp"&gt;&lt;br /&gt;Depoimentos de quem viu mais que eu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://atribunadigital.globo.com/bn_conteudo.asp?cod=352938&amp;amp;opr=72"&gt;Comandante: "Graças a Deus não aconteceu nada pior"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924181-4368422601277187015?l=normabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normabraga.blogspot.com/feeds/4368422601277187015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924181&amp;postID=4368422601277187015&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4368422601277187015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924181/posts/default/4368422601277187015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normabraga.blogspot.com/2008/04/porque-deus-bom-ii-livramento.html' title='Porque Ele é bom II: Livramento'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/
